Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
30 de Outubro de 2014

"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação." Fernando Pessoa

No "Gotinhas" desta semana, estas e outras novas que passaram.

Quem é inteligente ouve Radiohead, quem não é ouve Beyoncé Nas universidades com melhores médias, ouve-se Radiohead e Beethoven, e naquelas com médias mais baixas, Beyoncé e Lil Wayne, mostrou a brincadeira de um programador americano. Virgil Griffith queria saber se havia uma relação entre a inteligência das pessoas e a música que ouviam.

O que é que o mono tem? O reencontro com os Beatles, como queriam que os ouvíssemos The Beatles In Mono reúne a discografia em vinil mono, o formato predominante da década de 1960 e que os Beatles privilegiavam. 882409 tp=UH&db=IMAGENS

Alfred Wertheimer não fazia ideia quem era Elvis, mas apanhou-o melhor do que ninguém "Elvis who?". Quando a assessora de imprensa da editora RCA Anne Fulchino pediu a Alfred Wertheimer para acompanhar uma nova estrela da editora, em 1956, o fotógrafo não fazia ideia quem era Elvis Presley. Wertheimer andava nessa altura a tentar a sua sorte como fotógrafo de moda, mas não era isso que queria fazer.

Sérgio Godinho: uma vida livre ao espelho O disco nasceu de uma encomenda do São Luiz, em Lisboa, e ali foi estreado e gravado em Abril, anunciando-se agora a reposição do espectáculo Liberdade no Porto, no Rivoli (sala bastante querida ao também portuense Sérgio Godinho, a 1 e 2 de Novembro) e em Lisboa, no Coliseu (a 22 de Novembro). Já o livro, a sua mais recente incursão na ficção, já está nas lojas com chancela da Quetzal: Vidadupla. Cruzam-se ambos, nesta conversa.

O Museu de Arte Antiga escondia uma "pequena preciosidade" chamada Crónica de Nuremberga Foi descoberto na biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, um valioso incunábulo - uma obra impressa até 1500 -, que estava até agora guardada nos fundos, sem se saber da sua existência.

140 obras para contar uma História de mulheres 350 anos de alianças em que a história de Espanha se vai cruzando com a de Portugal e em que infantas de um e de outro lado eram um capital estratégico.

Picasso chegou finalmente a casa Foram cinco anos de obras que levaram Picasso a mais de seis milhões de visitantes em 20 exposições apresentadas em 13 países. Mas a partir deste sábado, dia de aniversário de Pablo Picasso (1881-1973), é a Paris que a obra do artista espanhol regressa.

O futuro vê-se da Cooperativa dos Pedreiros Ao longo do século XX, foi aqui que se construiu uma cidade (e a mística que a destina ao trabalho). Cem anos depois, a Cooperativa dos Pedreiros tem uma segunda vida: uma exposição mostra o que os artistas chamados a intervir pelo programa Technical Unconscious fizeram nas traseiras da única torre de onde se vê o Porto todo. 880859 tp=UH&db=IMAGENS

'ABZZZZ...', um dicionário sobre o sono por LusaOntemicn_comentarioComentar A capa do livro ShowAnimGroup(-1,%20'ThumbList',%205) SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb1",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"
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"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação." Fernando Pessoa

No "Gotinhas" desta semana, estas e outras novas que passaram.

Quem é inteligente ouve Radiohead, quem não é ouve Beyoncé Nas universidades com melhores médias, ouve-se Radiohead e Beethoven, e naquelas com médias mais baixas, Beyoncé e Lil Wayne, mostrou a brincadeira de um programador americano. Virgil Griffith queria saber se havia uma relação entre a inteligência das pessoas e a música que ouviam.

O que é que o mono tem? O reencontro com os Beatles, como queriam que os ouvíssemos The Beatles In Mono reúne a discografia em vinil mono, o formato predominante da década de 1960 e que os Beatles privilegiavam. 882409 tp=UH&db=IMAGENS

Alfred Wertheimer não fazia ideia quem era Elvis, mas apanhou-o melhor do que ninguém "Elvis who?". Quando a assessora de imprensa da editora RCA Anne Fulchino pediu a Alfred Wertheimer para acompanhar uma nova estrela da editora, em 1956, o fotógrafo não fazia ideia quem era Elvis Presley. Wertheimer andava nessa altura a tentar a sua sorte como fotógrafo de moda, mas não era isso que queria fazer.

Sérgio Godinho: uma vida livre ao espelho O disco nasceu de uma encomenda do São Luiz, em Lisboa, e ali foi estreado e gravado em Abril, anunciando-se agora a reposição do espectáculo Liberdade no Porto, no Rivoli (sala bastante querida ao também portuense Sérgio Godinho, a 1 e 2 de Novembro) e em Lisboa, no Coliseu (a 22 de Novembro). Já o livro, a sua mais recente incursão na ficção, já está nas lojas com chancela da Quetzal: Vidadupla. Cruzam-se ambos, nesta conversa.

O Museu de Arte Antiga escondia uma "pequena preciosidade" chamada Crónica de Nuremberga Foi descoberto na biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, um valioso incunábulo - uma obra impressa até 1500 -, que estava até agora guardada nos fundos, sem se saber da sua existência.

140 obras para contar uma História de mulheres 350 anos de alianças em que a história de Espanha se vai cruzando com a de Portugal e em que infantas de um e de outro lado eram um capital estratégico.

Picasso chegou finalmente a casa Foram cinco anos de obras que levaram Picasso a mais de seis milhões de visitantes em 20 exposições apresentadas em 13 países. Mas a partir deste sábado, dia de aniversário de Pablo Picasso (1881-1973), é a Paris que a obra do artista espanhol regressa.

O futuro vê-se da Cooperativa dos Pedreiros Ao longo do século XX, foi aqui que se construiu uma cidade (e a mística que a destina ao trabalho). Cem anos depois, a Cooperativa dos Pedreiros tem uma segunda vida: uma exposição mostra o que os artistas chamados a intervir pelo programa Technical Unconscious fizeram nas traseiras da única torre de onde se vê o Porto todo. 880859 tp=UH&db=IMAGENS

'ABZZZZ...', um dicionário sobre o sono por LusaOntemicn_comentarioComentar A capa do livro ShowAnimGroup(-1,%20'ThumbList',%205) SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb1",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p A escritora Isabel Minhós Martins e a ilustradora Yara Kono juntaram-se para o álbum ilustrado "ABZZZZ...", um livro para os mais novos que é um abecedário sobre o sono, editado pela Planeta Tangerina.

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Quem é inteligente ouve Radiohead, quem não é ouve Beyoncé http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4196892&seccao=M%FAsica

Os Radiohead ficam na parte superior da tabela, juntamente com Beethoven, Bob Dylan e os U2. Fotografia (c) REUTERS/Hugo Correia Nas universidades com melhores médias, ouve-se Radiohead e Beethoven, e naquelas com médias mais baixas, Beyoncé e Lil Wayne, mostrou a brincadeira de um programador americano. Virgil Griffith queria saber se havia uma relação entre a inteligência das pessoas e a música que ouviam, e decidiu medi-la usando as médias de universidades e uma lista das bandas mais ouvidas por estudantes dessas faculdades, que tirou do Facebook. Depois, viu quais seriam as médias das pessoas que ouviam cada tipo de música ou banda, e mostrou que enquanto Beethoven, Radiohead e os U2 ficam no cimo da escala, já Lil Wayne, Jay-Z ou reggae caíam no extremo mais baixo. Griffith queria mostrar com o seu gráfico "Music That Makes You Dumb" (música que te torna estúpido) que as pessoas de médias mais altas ouvem música diferente das pessoas com médias mais baixas. Como destaca o site musical Consequence of Sound, porém, não se trata claro de um estudo científico. E mesmo Griffith, estudante de engenharia informática no California Institute of Technology, sublinha que "correlação é diferente de causalidade." O gráfico inteiro, com 133 tipos de música e bandas diferentes organizados pelas médias dos seus ouvintes, pode ser consultadoaqui.

O que é que o mono tem? O reencontro com os Beatles, como queriam que os ouvíssemos http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-que-e-o-mono-tem-o-reencontro-com-os-beatles-como-queriam-que-os-ouvissemos-1674410

The Beatles In Mono reúne a discografia em vinil mono, o formato predominante da década de 1960 e que os Beatles privilegiavam. 882409 tp=UH&db=IMAGENS O início dos Beatles, banda de rock'n'roll frenético e melodias pop irresistíveis, foi sonorizado com o som mais directo do mono, o formato áudio de eleiçãoDR 882409 tp=UH&db=IMAGENS 882410 tp=UH&db=IMAGENS 882411 tp=UH&db=IMAGENS Em 1934 Alan Blumlein, produtor da BBC, convocou os seus superiores. Queria fazer uma demonstração. Nela, ouvir-se-ia algo inédito, sons gravados em movimento no espaço, ou seja, em estereofonia. Infelizmente para Blumlein a gravação da London Philarmonic Orchestra interpretando a Sinfonia nº41 de Mozart não causou o efeito desejado. Os executivos deram-lhe uma palmadinha nas costas e encaminharam-no para outro projecto que lhes parecia promissor, uma caixa de imagens chamada televisão.

Alfred Wertheimer não fazia ideia quem era Elvis, mas apanhou-o melhor do que ninguém http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ele-nao-fazia-ideia-quem-era-elvis-mas-apanhouo-melhor-do-que-ninguem-1674428

"Elvis who?". Quando a assessora de imprensa da editora RCA Anne Fulchino pediu a Alfred Wertheimer para acompanhar uma nova estrela da editora, em 1956, o fotógrafo não fazia ideia quem era Elvis Presley. Wertheimer andava nessa altura a tentar a sua sorte como fotógrafo de moda, mas não era isso que queria fazer. O fotojornalismo era o seu principal objectivo. Através de um fotógrafo da revista Life foi apresentado a Fulchino. A assessora gostou do seu trabalho e propôs-lhe que acompanhasse Elvis durante alguns dias. Décadas depois, por causa dessas imagens, Wertheimer tornou-se mundialmente famoso. O fotógrafo que conseguiu captar algumas das imagens mais icónicas do rei, morreu na semana passada, aos 85 anos, em Nova Iorque. "Não houve nenhum fotógrafo que Elvis tivesse deixado chegar tão perto da sua vida e da sua intimidade como o fez Alfred", disse Priscilla Presley, mulher de Elvis. As fotografias captadas durante as sessões de 1956 seriam usadas nas contra-capas de discos e algumas seriam distribuídas pelos jornais. A ideia era passar facilmente a imagem de Elvis em acção nos concertos, nos bastidores e em alguns aspectos da sua vida privada. O dinheiro que Wertheimer receberia em troca deste trabalho daria para pagar os rolos a preto e branco, as provas de contacto e as deslocações e, de vez em quando, uma ou outra refeição. Quando quis retratar Elvis a cores, a RCA achou que não era boa ideia e o fotógrafo teve de pagar os rolos do seu bolso. Em contrapartida, ficou com os direitos sobre os negativos e com o dinheiro da venda destas imagens para outras publicações. Um negócio que veio a revelar-se bem mais lucrativo para o homem da máquina fotográfica do que as duas partes alguma vez podiam imaginar. "Não houve nenhum fotógrafo que Elvis tivesse deixado chegar tão perto da sua vida e da sua intimidade como o fez Alfred" Priscilla Presley Com acesso privilegiado a locais onde o comum dos fotógrafos nunca poderia estar, Wertheimer acompanhou Elvis durante apenas dez dias, em diferentes ocasiões. Durante essas sessões captou cerca de 450 fotografias. Essas imagens são talvez as que melhor transmitem todo o caldeirão de sentimentos e situações que envolveram o cantor no ano em que foi definitivamente catapultado para a fama. O ano em que gravou Hound Dog e Don't Be Cruel, o 45 rotações mais vendido da década. O ano em que Elvis se tornou um ídolo para os adolescentes americanos. O ano em que deu os primeiros passos rumo ao estatuto de celebridade. Um tempo em que se entregava sem receios à objectiva. Uma proximidade que ficou demonstrada enquanto Elvis gravava Hound Dog e Don't Be Cruel, enquanto lia correspondência de admiradoras, enquanto comia sozinho ou olhava pela janela do comboio. Uma proximidade que chegou à intimidade com The Kiss, a imagem mais conhecida de Wertheimer que mostra Elvis de língua colada a uma rapariga nos bastidores. Pouco depois de uma grande exposição dedicada ao trabalho de Wertheimer sobre Elvis no Smithsonian Institution's National Portrait Gallery, em 2010, a rapariga do beijo haveria de se revelar através de uma reportagem publicada na revista Vanity Fair. Na altura, Junho de 1956, Alfred Wertheimer não perguntou quem era aquela mulher que enfeitiçou Elvis e garante que ninguém do círculo restrito do rei sabia. Nem ele. A incógnita durou muito tempo, mas não foi por causa das feições da rapariga se esconderem na perspectiva. Entre as fotografias onde aparece a mulher que encantou Elvis na noite em que estava prestes a actuar para milhares de pessoas no Mosque Theatre, em Richmond, há muitas em que esta enfrenta a câmara sem rodeios. Apenas três meses depois do beijo na ponta da língua, The Kiss foi parar às páginas de uma publicação especial chamada The Amazing Elvis Presley (tiragem de 100 mil exemplares a 35 cêntimos cada). E daqui foi estampada na Life e depois em centenas de outros títulos mais. A família da mulher escultural, reformada de um negócio de imobiliário, sabia da namoriscadela com Elvis. E sabia das fotografias. Mas sempre respeitaram o seu desejo de não dar a cara pela fotografia que está em quase todo lado onde o nome de Elvis aparece. The Kiss foi escolhida para os materiais de promoção da exposição Elvis at 21: New York to Memphis, no Smithsonian, que reuniu dezenas de fotografias da lendária série de Wertheimer. O certo é que o poder da imagem parece ter vencido o do silêncio. E, mais de cinco décadas depois, a mulher do beijo decidiu mostrar o rosto e dar o nome. Chama-se Barbara Gray. "Elvis permitiu-me proximidade. Sem ela não teria conseguido as imagens de intimidade que consegui", afirmou Wertheimer numa entrevista, em 2010. "Ele fazia dele próprio. Era o melhor realizador da sua própria vida e eu não teria feito melhor se o tivesse tentado", acrescentou. Segundo o New York Times, esta série de Alfred Wertheimer esteve esquecida durante muito tempo, apesar de um ligeiro ressurgimento logo depois da morte de Elvis, em 1977. A segunda vida destas imagens aconteceu nos anos 1990 por iniciativa de Chris Murray, dono da Govinda Gallery, sediada em Washington e especializada em arte relacionada com o mundo do rock. Durante as duas décadas, Wertheimer organizou inúmeras exposições em todo o mundo e publicou vários livros, entre os quais um com a chancela da Taschen. Alfred Wertheimer nasceu em 16 de Novembro de 1929, em Coburg, na Alemanha. Chegou a Nova Iorque com os pais em 1936, em fuga da perseguição nazi aos judeus. Licenciou-se em Design em Publicidade, em 1947, e começou a tirar fotografias para o jornal Cooper Union com uma câmara oferecida pelo irmão mais velho, Henry. Regressou à Alemanha em 1952 integrado no Exército americano como fotógrafo. De regresso aos EUA, trabalhou com o fotógrafo de moda Tom Palumbo enquanto fazia biscates para outros clientes como a RCA, através da qual fotografou artistas como Perry Como, Arthur Rubinstein, Lena Horne e Nelson Eddy. De acordo com o obituário publicado pelo New York Times, nos anos 60 Wertheimer dedicou-se ao cinema (foi um dos autores do documentário Woodstock), onde experimentou a montagem. Nos últimos anos dedicou-se em exclusivo à promoção do seu trabalho fotográfico, aparecendo em exposições e conferências sobre Elvis Presley.

Sérgio Godinho: uma vida livre ao espelho http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/sergio-godinho-uma-vida-livre-ao-espelho-1673607

O disco nasceu de uma encomenda do São Luiz, em Lisboa, e ali foi estreado e gravado em Abril, anunciando-se agora a reposição do espectáculo Liberdade no Porto, no Rivoli (sala bastante querida ao também portuense Sérgio Godinho, a 1 e 2 de Novembro) e em Lisboa, no Coliseu (a 22 de Novembro). Já o livro, a sua mais recente incursão na ficção, já está nas lojas com chancela da Quetzal: Vidadupla. Cruzam-se ambos, nesta conversa. O seu regresso definitivo do exílio, em 1974, fez-se directamente para o teatro, para uma peça intitulada Liberdade, Liberdade, versão portuguesa de um original de Flávio Rangel e Millôr Fernandes, estreado no Rio, no Teatro Opinião, em 1965. Uma liberdade "dupla"... É verdade. Vim como actor, substituir o Luís de Lima. Éramos três actores, dois monstros com uma rodagem enorme, a Maria do Céu Guerra e o João Perry, e eu, com uma rodagem muito limitada [Teatro Universitário do Porto, Hair, Living Theatre, etc.] mas que me agarrei àquele desafio. Foi o Zé Mário Branco, que era o director da parte musical, que me contactou. Havia músicas dele, do Fausto, clássicos da música internacional e um cantor, o Carlos Cavalheiro (que depois convidei para o disco A Boca do Lobo). Eu tinha estado cá em Portugal, em Maio, e tinha programado uma viagem à Europa. Caí no caldeirão dos cantos livres, e ainda bem, e o primeiro em que estive foi curiosamente no São Luiz, onde este ano estreei Liberdade. Mas ainda planeava voltar ao Canadá, a Shila estava grávida, a Jwana (a minha filha mais velha) ia nascer em Julho e eu era considerado refractário, portanto não sabia se podia sair e voltar. Mas garantiram-me que sim e, em Setembro, quando o Zé Mário me lançou esse convite para a peça, disse: "Fazemos já as malas e 'tchau' Canadá". Quarenta anos depois, como foi recriar a ideia de liberdade num espectáculo musical? A liberdade era o conceito que atravessava essa peça, assim como foi o conceito que atravessou o 25 de Abril, não é por acaso que se chama Dia da Liberdade. Para mim, a liberdade, que agora dá nome a este disco ao vivo, é pedra de toque na minha vida. Todos os meus gestos têm de ter essa procura -- liberdade responsável, é evidente, mas que só toma sentido, como eu digo na canção, se os seus conteúdos forem preenchidos. Por isso é que eu falo da paz, do pão, habitação, saúde, educação... e podia acrescentar a justiça e outras coisas mais. São conceitos pelos quais é preciso lutar, para que adquiram plenos sentidos.

Liberdade Autoria: Sérgio Godinho Universal Na escolha dos temas do disco, há uns que se relacionam com a liberdade política, mas há outras maneiras de lidar com a liberdade: a da Etelvina, a do fugitivo, a das praxes... Quando me foi feito o convite para fazer um espectáculo pensando nos 40 anos do 25 de Abril, o nome que me veio à tona foi logo essa palavra: Liberdade. E todas estas canções exploram de certo modo esse sentimento, essa ânsia de liberdade. O inédito Tem o seu preço, que escrevi este ano para o Teatro Praga, tem uma frase que é "andar à solta, criar laços nesta vida". Quando falei de liberdade responsável, não é aquela coisa certinha nem politicamente correcta. É a liberdade individual, o "andar à solta"; e o "criar laços nesta vida", que é a liberdade colectiva que devíamos procurar nas nossas relações com os outros. No caso das praxes, Maçã com bicho é mesmo uma interrogação sobre a liberdade, a submissão, o "humor" da humilhação (que é a essência das praxes). Por muito que se diga que são brincadeiras inocentes, há ali algo de muito baixo, que deforma a visão da sociedade e do mundo. Há aqui também uma canção de José Afonso, que ele cantava mas nunca gravou, Na rua António Maria, numa referência à PIDE. Entrou por antítese à liberdade? Essa canção reavivei-a até para outra altura, os 40 anos do espectáculo histórico de Março de 1974 em que se cantou a Grândola no Coliseu. Cantei Os Vampiros, porque me pareceu que a versão que tínhamos feito para o Caríssimas Canções era uma versão poderosa; e cantei Na rua António Maria, que eu sempre ouvi o Zeca cantar e tinha de memória a melodia. É muito ágil, tem uma ironia muito "zequiana" e fala de um branqueamento de um nome que já trazia um passado histórico, a PIDE, passada então a DGS. "Tem três letrinhas apenas/ mas outro nome lhe dão/ nesta fortaleza antiga/ só não muda a guarnição". E tem um lado muito actual, ao falar de "um novo Pina Manique/ com outra lábia, com outro tique".

A intimidade de um fim Ler crítica E uma canção como Que força é essa?, que actualidade lhe conferem os dias de hoje? Ouve-se muito em manifestações colectivas, ainda. É o estar acordado e não usar a força que se tem a não ser para o conformismo, para a submissão. Vê-se na razia nas obrigações sociais deste Governo, que já vem de trás, e no desemprego, que deixa tanta gente sem perspectivas. Impressiona-me o desemprego jovem, mas ainda mais o das pessoas que já têm mais idade e que não têm a mesmo capacidade de regeneração que um jovem pode ter. Curiosamente, no seu livro Vidadupla o desemprego está presente nalgumas personagens. É preciso dizer que este livro, que são nove contos, é sempre narrado na primeira pessoa: homens, mulheres. No caso do conto Queria só falar da minha história de amor, a mulher que o narra é uma boa trabalhadora, tem brio no que faz e não compreende que outros não possam ser tão competentes ou tão briosos como ela. E é conflituosa nisso. Ao mesmo tempo tem uma história de amor com outra operária, começam a viver juntas. Uma das coisas que é humilhante para ela é quererem-na despedir sendo ela boa trabalhadora. Sim, e falam em quotas nos despedimentos: "de bons, médios e mesmo maus operários". É verdade, também os maus! É uma parábola, mas muito aproximada do real. É isso que faz com que ela se despeça mesmo antes de ser despedida, para não passar por essa humilhação. Mesmo sem indemnização, diz ela. Digamos que é um impulso idealista. Nove contos, como os nove meses para um parto, nove passos para chegar a este livro. E no entanto ele foi impulsionado pelo conto Notas soltas da corda e do carrasco, verdade? É curioso, não tinha pensado nisso dos nove. Quanto ao conto é verdade. Quando um outro o reconhece, mesmo estando ele de capuz e lhe diz 'eu sei quem tu és', ele, que se sentia como um operário sem responsabilidade moral perante o executado, fazendo o seu ofício ("a ética está na lei") compreende que há um dilema moral e procura uma espécie de expiação, matando ele mesmo e portanto sendo executado. Eu acho que todos estes contos, que têm sempre uma vertente simbólica, jogando sobre interrogações da vida, da morte, estão relacionados com o outro, com a descoberta do outro de um modo geral. Tentar perceber quem é o nosso espelho, o nosso outro eu, aliás há muitos espelhos nestes contos. E no trabalho de ficção que faço há também uma procura dos outros "eus". Até por excesso, no conto que talvez menos tem a estrutura de conto, é apenas uma prosa poética, Osmose. Porque esse homem não tem vida própria, só se reconhece através dos outros. Por isso é que há muitas citações, ele cita escritores amigos, cita a Cecília Meireles. Sérgio Godinho: Liberdade ao vivo PORTO, Teatro Rivoli 1 e 2 de Novembro Sábado, às 21h30; Domingo, às 17h LISBOA, Coliseu dos Recreios 22 de Novembro Sábado, às 22h Até há uma citação de Márcia, a cantora portuguesa, da canção Camadas. É verdade. Deve haver gente que nem sabe. Porque estão ali o Millôr Fernandes, a Cecília Meireles e depois há a Márcia: "Não fiz camadas do meu ser só para ti". É muito misterioso o processo de ficção, porque vamos descobrindo uma personagem que vai um bocadinho à frente de nós. Ao mesmo tempo que se constrói um personagem, estamos a ditar novas interrogações para esse personagem. Nesse jogo de espelhos, são também recorrentes descrições de ausências. Logo no início, a actriz face ao lençol, como depois no desaparecimento do jovem amante do falso culpado ou no caso do morto que não aparece em O pré-catastrofista. Até mesmo o cavalo desse belíssimo conto que é O circo de três pistas, ao transformar-se numa não-existência. Essa é também uma metáfora sobre o circo, o andar à volta e não poder sair daquela roda. É uma rapariga de circo, que nasceu ali, os pais já eram do circo. De repente, um dia, numa volta à pista, naquela vaidade mútua de receberem os aplausos, o cavalo que ela montava guina para a porta de saída, ele manda-o de volta, cai do cavalo e parte uma perna. Mas compreende que o cavalo lhe tinha mostrado o caminho de saída. E fogem, numa fuga que é quase naïve, bebendo a água dos ribeiros, como numa fábula. E de facto, aquele amor, que é carnal, toma outro caminho quando é o cavalo que procura a liberdade, que desaparece. À procura dos semelhantes. Ela fica destroçada mas conclui que mesmo que seja a liberdade de outra cerca ("a liberdade mesmo pobre e falsa") é aquela que ele escolhe. Voltamos assim à ideia de liberdade, ao título do disco. Cruzando-a agora com o título do livro: será que a liberdade, em Portugal, tem uma vida dupla? Quando se diz "isto está pior do que antes do 25 de Abril", é verdade que há indicadores absolutamente assustadores. Ainda agora se comparou, por causa deste Orçamento do Estado, o poder de compra dos portugueses e o que o salário real vale perante isso. Agora: não há dúvida de que vivemos num regime que tem liberdade. Mesmo cheia de constrangimentos. E cerceada de maneiras muito ínvias. Claro que se progrediu em muita coisa, como o grau de alfabetização, embora haja muitos analfabetos funcionais que acham que não são analfabetos. O que é lamentável é estarmos a repetir caminhos que pensávamos ter já deixado para trás, como a emigração, que aumentou de maneira brutal porque não há perspectivas. E isso vai para lá do problema da liberdade, tem a ver com a dignidade. A dignidade das pessoas está muito ferida. Mas elas têm de lutar com as armas da sua liberdade, a que existe, que está nelas e é preciso defender. Neste disco está o Maré Alta, a letra mais breve que já escrevi, em 1971, numa altura em que a liberdade não estava a passar por aqui, mas essa afirmação era já: a liberdade como valor existe, o solo que pisamos é livre, defendamo-lo. A liberdade é um direito e um dever. Temos é de a construir, sempre.

O Museu de Arte Antiga escondia uma "pequena preciosidade" chamada Crónica de Nuremberga http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/a-biblioteca-do-museu-de-arte-antiga-escondia-uma-pequena-preciosidade-chamada-cronica-de-nuremberga-1674383

Foi descoberto na biblioteca do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, um valioso incunábulo - uma obra impressa até 1500 -, que estava até agora guardada nos fundos, sem se saber da sua existência. Um dos primeiros livros impressos da história, um dos maiores livros ilustrados da época. Liber chronicarum, de 1493, também conhecido como Crónica de Nuremberga ou Crónica do Mundo, de Hartmann Schedel (1440-1514), é a "nova" peça do museu e está disponível para consulta, mediante autorização. Foi descoberto há cerca de um mês mas só agora a novidade foi anunciada no Facebook do museu, numa publicação que somou mais de uma centena de partilhas. Impresso em Nuremberga em 1493 e com xilogravuras de Michael Wolgemut e Hans Pleydenwurff, Liber chronicarum chegou ao museu através do Legado Barros e Sá, o coleccionador de arte, que deixou ao MNAA em 1981 o seu espólio de mobiliário, ourivesaria, artes decorativas e livros antigos. Foi exactamente no fundo bibliográfico, que está a ser catalogado, que foi descoberto este incunábulo. "Quando esta colecção aqui entrou, foi feito um pequeno inventário mas agora estamos a introduzir toda essa biblioteca na base de dados. O senhor tem uma colecção de livros antigos espantosa mas não estava à espera de encontrar esta pequena preciosidade", diz ao PÚBLICO Luís Montalvão, o bibliotecário responsável pela biblioteca do MNAA desde há três anos. "Os incunábulos são obras que vão desde o início da história da impressão até 1500, são os primórdios da impressão", explica Montalvão, contando que o livro encontrado tem uma "encadernação moderna, feita nos finais do século XIX, início do século XX, e por isso até dava a impressão de que era uma edição fac-similada". Foi quando começou a analisar a peça que percebeu o que ali estava, até porque, conta o bibliotecário, "o próprio coleccionador tinha alguns documentos sobre o livro, coleccionava com critério, sabia o que estava a comprar". Desde que em 1981 o acervo de Barros e Sá chegou ao MNAA que várias peças foram integradas na exposição permanente, o estudo biblioteconómico, porém, que permitiria a compreensão integral do valor desta obra, só agora está a acontecer. Antes do incunábulo, já tinha sido descoberto neste arquivo a publicação Theatrum Sabaudae, que integrou recentemente a exposição Os Saboias. Reis e Mecenas (Turim 1730-1750). Liber chronicarum, escrito em latim, conta a história do mundo em sete capítulos e apresenta mais de 1800 gravuras em madeira, que incluem mapas e panoramas de várias cidades. "Na altura foi um livro muito popular, era muitíssimo ilustrado. É uma espécie de história do mundo à seculo XV, começa com a história sagrada, Adão e Eva, o Dilúvio, etc., e depois tem muitas imagens acerca de várias cidades, personalidades, santos. É um livro lindíssimo", diz Luís Montalvão, explicando que este é o único incunábulo do MNAA. "Existem manuscritos mais antigos, no Gabinete de Estampas e Desenhos, mas uma obra destas de 1493 não", continua, explicando que esta obra está catalogada e digitalizado em várias bibliotecas do mundo. Na Universidade do Porto, por exemplo, existe um exemplar destes e em 2010, inclusive, a Christie's leiloou um outro exemplar que acabou arrematado por 85,3 mil euros, um valor acima dos 44 mil euros estimados pela leiloeira. Também a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, que tem uma colecção de incunábulos com 1597 títulos, segundo a informação disponível no seu site, detém nos seus impressos reservados esta obra, que pode ser consultada, sob autorização, à semelhança do que acontece no MNAA. "Um incunábulo é sempre raro e neste caso é surpreendente a qualidade do livro que está num estado impecável, é preciso ver que estas eram obras feitas de uma forma muito artesanal", diz o bibliotecário, acrescentando existirem "muitas especulações acerca das ligações entre as gravuras de Liber chronicarum e o trabalho posterior do célebre artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528)". "Dürer terá trabalhado na oficina de Michael Wolgemut", conta. Esta obra ficará agora nos reservados da biblioteca do MNAA. "É um livro que obviamente vai ser usado e poderá até figurar numa das exposições que o museu faça. Está catalogado, identificado e é mais uma peça do nosso património."

140 obras para contar uma História de mulheres http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/140-obras-para-contar-uma-historia-de-mulheres-1673784

350 anos de alianças em que a história de Espanha se vai cruzando com a de Portugal e em que infantas de um e de outro lado eram um capital estratégico. Gulbenkian mostra agora que alguns destes casamentos por conveniência deram em histórias de amor. 881077 tp=UH&db=IMAGENS

O retrato de Isabel, a Católica, abre a exposiçãoDANIEL ROCHA 881077 tp=UH&db=IMAGENS 881079 tp=UH&db=IMAGENS 881080 tp=UH&db=IMAGENS 881081 tp=UH&db=IMAGENS 881082 tp=UH&db=IMAGENS 881083 tp=UH&db=IMAGENS 881084 tp=UH&db=IMAGENS 881085 tp=UH&db=IMAGENS 881086 tp=UH&db=IMAGENS 881087 tp=UH&db=IMAGENS

Picasso chegou finalmente a casa http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/picasso-o-artista-contrarevolucionario-chegou-finalmente-a-casa-1673987

Foram cinco anos de obras que levaram Picasso a mais de seis milhões de visitantes em 20 exposições apresentadas em 13 países. Mas a partir deste sábado, dia de aniversário de Pablo Picasso (1881-1973), é a Paris que a obra do artista espanhol regressa.

O futuro vê-se da Cooperativa dos Pedreiros http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-futuro-vese-da-cooperativa-dos-pedreiros-1673589

Ao longo do século XX, foi aqui que se construiu uma cidade (e a mística que a destina ao trabalho). Cem anos depois, a Cooperativa dos Pedreiros tem uma segunda vida: uma exposição mostra o que os artistas chamados a intervir pelo programa Technical Unconscious fizeram nas traseiras da única torre de onde se vê o Porto todo. 880859 tp=UH&db=IMAGENS

Durante 40 anos, foi aqui que a Cooperativa dos Pedreiros teve as oficinas de onde exportou para todo o mundoFERNANDO VELUDO/NFACTOS 880859 tp=UH&db=IMAGENS 880862 tp=UH&db=IMAGENS 880864 tp=UH&db=IMAGENS 880866 tp=UH&db=IMAGENS 880867 tp=UH&db=IMAGENS 880868 tp=UH&db=IMAGENS 880870 tp=UH&db=IMAGENS 880871 tp=UH&db=IMAGENS 880872 tp=UH&db=IMAGENS 880873 tp=UH&db=IMAGENS

Há dias em que chove dentro do pequeno museu da Cooperativa de Produção dos Operários Pedreiros Portuenses, nas traseiras da torre muito gráfica que em 1969, ao cimo da Rua D. João IV, tornou ainda mais alto (13 andares mais alto) o ponto mais alto do Porto. É uma sala cheia de luz onde é raro alguém entrar - mas para o caso de haver quem pergunte o que fazemos aqui, bom, temos uma história de ressurreição para contar.

'ABZZZZ...', um dicionário sobre o sono http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4208199&seccao=Livros

'ABZZZZ...', um dicionário sobre o sono por LusaOntemicn_comentarioComentar A capa do livro ShowAnimGroup(-1,%20'ThumbList',%205) SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb1",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p%20class=\"legenda-foto-txt\">A%20capa%20do%20livro</p><p%20class=\"legenda-foto-copy\">Fotografia%20%C2%A9%20Direitos%20reservados</p>") SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb2",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p%20class=\"legenda-foto-txt\">Uma%20das%20p%C3%A1ginas%20de%20%27ABZZZ...%27</p><p%20class=\"legenda-foto-copy\">Fotografia%20%C2%A9%20Direitos%20reservados</p>") SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb3",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p%20class=\"legenda-foto-txt\">Uma%20das%20p%C3%A1ginas%20de%20%27ABZZZ...%27</p><p%20class=\"legenda-foto-copy\">Fotografia%20%C2%A9%20Direitos%20reservados</p>") SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb4",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p%20class=\"legenda-foto-txt\">Uma%20das%20p%C3%A1ginas%20de%20%27ABZZZ...%27</p><p%20class=\"legenda-foto-copy\">Fotografia%20%C2%A9%20Direitos%20reservados</p>") SwitchPhoto("Photo4201",%20"Thumb5",%20null,%20null,%20null,%20"BigImageDetails",%20"<p%20class=\"legenda-foto-txt\">Uma%20das%20p%C3%A1ginas%20de%20%27ABZZZ...%27</p><p%20class=\"legenda-foto-copy\">Fotografia%20%C2%A9%20Direitos%20reservados</p>") ShowAnimGroup(1,%20'ThumbList',%205) A capa do livro Fotografia (c) Direitos reservados A escritora Isabel Minhós Martins e a ilustradora Yara Kono juntaram-se para o álbum ilustrado "ABZZZZ...", um livro para os mais novos que é um abecedário sobre o sono, editado pela Planeta Tangerina. "Já foi provado pela ciência que ninguém vive sem dormir, por isso criámos este ABC do sono, um livro que, se tudo correr bem, nos fará adormecer muito antes de o abecedário chegar ao fim", afirmam as autoras na contracapa do livro. Cada página corresponde a uma letra do alfabeto e respetiva ilustração. Por exemplo A de (olhos) abertos, B de bocejar - "está provado cientificamente: os bocejos são contagiosos" - e C de cérebro, porque "o sono é um programa de arrumar o cérebro". O livro desenrola-se com interrogações e em diálogo direto com o pequeno leitor: "Despede-te do dia. Medos, vontades, lembranças, passeios, corridas e danças. Deixa tudo para trás. És capaz?". Isabel Minhós Martins e Yara Kono são duas das fundadoras da editora Planeta Tangerina, tendo já colaborado nos álbuns "Uma onda pequenina", "Como é que uma galinha..." e "A manta, uma história aos quadradinhos". "Inventário ilustrado de animais com cauda" publicado em Portugal

Por aqui me fico, com a promessa de voltar para a semana! Até breve!
publicado por Musikes às 11:02 link do post
29 de Outubro de 2014

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

“Mas Mozart estava feliz. Conseguira a liberdade que desejava, e só restava conquistar o público vienense. O que ele conseguiu, pelo menos nos primeiros anos. Ele se tornou um virtuose (era mais respeitado como intérprete do que como criador, mal, aliás, que atingiu grande parte dos grandes compositores) conhecido e requisitado, e levava a vida com certa fartura. (…) Neste clima, os primeiros anos vienenses de Mozart foram tranqüilos, mas ele não era exatamente uma pessoa tranqüila. Como escreveu seu cunhado Lange, que pintou seu retrato, o compositor exprimia uma certa "angústia íntima", que contrastava com a alegria e frivolidade que demonstrava em sociedade. Era uma pessoa melancólica e irriquieta ao mesmo tempo. A busca deste "eu", que sempre angustiou Mozart, levou-o à maçonaria. Ele entrou na ordem como aprendiz em 1784, e no ano seguinte já era mestre. Foi uma adesão séria, e realmente engajada, como atestam uma série de obras de inspiração maçônica, que datam desta época. A influência da maçonaria não se limitou a essas obras dedicadas à ordem. Em outras peças do período, Mozart atinge o ponto alto em matéria de profundidade e expressão pessoal. São obras às quais não foram impostas nenhuma amarra - nem a corte, nem a burguesia - e simbolizam a conquista da liberdade tão almejada pelo compositor. Era um homem livre, talvez o primeiro da História da Música.” (http://geniosmundiais.blogspot.pt/2006/01/biografia-de-wolfgang-amadeus-mozart.html)

Mozart, Las bodas de Fígaro/Le Nozze di Figaro (subtítulos en inglés) Caixa de entrada http://youtu.be/FqVLkHgvHfI

“Mas sua popularidade entre a sociedade vienense cai, talvez em conseqüência disso - afinal, Mozart estava compondo mais para si do que para o público. A grande ópera As Bodas de Fígaro, estreada em 1786, foi um fracasso financeiro, e as preocupações materiais começam a aparecer. Um refúgio temporário foi Praga. Lá a acolhida de As Bodas de Fígaro foi entusiástica, o que levou à encomenda de outra ópera: Don Giovanni. Foi um sucesso estrondoso entre os tchecos, mas a estréia em Viena resultou em fiasco igual ou maior ao da ópera anterior. A situação econômica de Mozart piora muito, o que pode-se notar pelo número de empréstimos e de dívidas. As encomendas rareavam, e a fama já não mais existia. Em 1791, recebeu, de um amigo maçom, a encomenda de uma ópera. Seria uma ópera diferente, não para ser encenada para o Imperador, mas para o povo. A história, por meio de um conto de fadas, fazia a apologia da maçonaria e de seus valores (a busca de si mesmo, a sabedoria e a fraternidade). Era A Flauta Mágica, a maior obra-prima de Mozart. Sua estréia, em um pequeno teatro popular na periferia de Viena, foi um triunfo total e contínuo. As apresentações não cessavam e a fama da ópera correu toda a cidade, como uma coqueluche.” (http://geniosmundiais.blogspot.pt/2006/01/biografia-de-wolfgang-amadeus-mozart.html)

Mozart - A Flauta Mágica Caixa de entrada http://youtu.be/hD89QvfHdVc

“As encomendas a Mozart, conseqüentemente, aumentaram de maneira substancial. Entre elas, um réquiem. Há muitas lendas em torno deste assunto. Fala-se de um "homem misterioso", que teria feito a encomenda, sem se identificar, e cuja presença aterrorizaria Mozart, já próximo de sua própria morte. O homem misterioso seria a Morte personificada? O filme Amadeus, de Milos Forman, mostra o compositor rival, Antonio Salieri, como o encomendante. De fato, por algum tempo acreditou-se que Mozart teria sido envenenado pelo invejoso e rancoroso Salieri. Atualmente, não há porque levar a sério essa hipótese, mas a vida de grandes artistas sempre suscitam grandes fantasias - como exemplo, as lendas em torno de Paganini. Na realidade, não há nenhum "homem misterioso". O Requiem fora encomendado por um nobre, o conde von Walsegg-Stuppach, que queria homenagear a memória da esposa e fazer-se passar como o compositor da música. Mozart, muito atarefado (muitas encomendas e apresentações da Flauta Mágica) e doente (seus rins estavam quase destruídos), foi escrevendo o Requiem quando podia, apressadamente, dando até mais importância para outras obras. Estaria ele incomodado pelo fato de escrever uma missa fúnebre? Especulações à parte, o fato é que não conseguiu cumprir a encomenda. Wolfgang Amadeus Mozart morreu em 5 de dezembro de 1791. (...) o Requiem, completado pelo discípulo Franz Xaver Süssmayr, acabou sendo composto para si mesmo.” (http://geniosmundiais.blogspot.pt/2006/01/biografia-de-wolfgang-amadeus-mozart.html)

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Introitus Requiem Aeternam http://videos.sapo.pt/rneCUlBgqc7qWnzC7MuW

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Kyrie Eleison http://videos.sapo.pt/6Bk5U8LKkdcEKzdJ1BGw

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Dies Irae http://videos.sapo.pt/d543vjw11NNdDPzjkYhu

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Tuba Mirum http://videos.sapo.pt/22s12F9zBjGlBaUAj2DV

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Rex Tremendae Majestatis http://videos.sapo.pt/ybNzBGtqtJfiDl8KgmyL

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Recordare, Jesu Pie http://videos.sapo.pt/4pO0imCWm77Rk2Mj58Vp

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Confutatis Maledictis http://videos.sapo.pt/da7IpvjYwboqKZw7ZOp0

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Sequentia Lacrimosa Dies Illa http://videos.sapo.pt/TaqwpJP06ytsQiQdZqv9

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Offertorium Domine Jesu Christe http://videos.sapo.pt/NkFwkKfMraGARH9zJUSA

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Offertorium Hostias Et Preces http://videos.sapo.pt/eBAZfDZiERzoE9uA74wS

Mozart Requiem In D Minor, K 626 – Sanctus http://videos.sapo.pt/2BLAakKAhtY3cW1ALkqY

Mozart Requiem In D Minor, K 626 – Benedictus http://videos.sapo.pt/iIpMaT0YoHndoWuYtt00

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Agnus Dei http://videos.sapo.pt/Nlfp41THwzyBkSi1tB6k

Mozart Requiem In D Minor, K 626 - Communio Lux Aeterna http://videos.sapo.pt/jTr4a4NDvm8LwZKdVQ0t

Se a curiosidade te agita, aqui fica o link para visionares ao vivo uma grande orquestra a executar esta mesma obra. Boa audição! 

Mozart Requiem D minor K 626 Herbert von Karajan Wiener Philarmoniker Caixa de entrada http://youtu.be/L5w35qygC9U

“Por isso!... Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!”
publicado por Musikes às 09:49 link do post
23 de Outubro de 2014

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

Manhas e ciumeiras no Palácio de Queluz O estudo da música do passado não é uma curiosidade para ratos de biblioteca. Em Portugal, graças a investigadores e a centros de estudos musicais, têm-se descoberto e investigado nas últimas décadas as obras de alguns dos mais significativos compositores portugueses.

Victorino D'Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal Foi com o desejo de muita sorte para a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) e o Conservatório que o maestro Victorino D'Almeida terminou a sua intervenção no final da cerimónia de homenagem que foi alvo, nesta tarde, precisamente naquela instituição de ensino artístico no Funchal.

A Música do Futuro e o Futuro da Música | Entrada Livre Caixa de entrada O Fórum do Futuro pretende transformar o Porto na capital mundial do futuro, ao longo de uma semana dedicada à ciência, à cultura e as ideias. Figuras de topo de várias áreas do conhecimento concentram-se na cidade nestes dias.

Defender o livro, assegurar o futuro europeu A edição deste ano da Feira de Frankfurt fica marcada pela aprovação da primeira declaração conjunta de defesa do livro, que congregou vários destacados dirigentes de organizações europeias ligadas ao sector editorial, o que confere ao acto um redobrado valor, sobretudo por ter ocorrido num certame com aquela importância e num momento de profunda reflexão sobre o que irá ser, por razões tecnológicas, políticas, sociais e económicas, o futuro do próprio livro no continente que o viu nascer com as características que ainda hoje sustentam a sua identidade e representatividade.

Digitalizar colecções cria emprego e dá nova vida aos museus e bibliotecas No momento em que o Parlamento acolhe os Dias da Memória, a responsável máxima pela Europeana, Jill Cousins, explica o que é esta gigantesca biblioteca digital, que quer tornar acessível e utilizável toda a herança cultural europeia. Até ao momento, já colocou online digitalizações autenticadas de mais de 32 milhões de peças.

Reabilitação de azulejos da estação de São Bento premiada O projeto de reabilitação dos painéis de azulejo na estação de São Bento, Porto, foi distinguido com um prémio Brunel de 2014, na categoria de estações, anunciou hoje a Rede Ferroviária Nacional (Refer).

Azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa, segundo o NYT A luz inconfundível e o Tejo sempre à vista fazem de Lisboa uma cidade que agrada aos turistas. Agora, o jornal norte-americano The New York Times recomenda aos leitores outro tesouro reconhecidamente português.

Os museus também têm sentimentos de culpa A pergunta foi feita para inquietar: “Podemos descolonizar os museus?” Num congresso com portugueses, espanhóis e latino-americanos, a resposta foi óbvia. Mas como é que isso se faz? Com uma estratégia de proximidade, criando museus em que a jóia de um rei é tão importante como um pneu velho ou a fotografia de um avô que poucos conhecem e foi morto pela ditadura.

O homem que recusava ser a sua própria revolução Baal não é só uma peça de teatro, é um manifesto que haveria de servir para ler o século XX.

***

Conhecer é saber. Ora… vamos a isto!

Manhas e ciumeiras no Palácio de Queluz http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/manhas-e-ciumeiras-no-palacio-de-queluz-1673520

O estudo da música do passado não é uma curiosidade para ratos de biblioteca. Em Portugal, graças a investigadores e a centros de estudos musicais, têm-se descoberto e investigado nas últimas décadas as obras de alguns dos mais significativos compositores portugueses. E muitos desses trabalhos não tem ficado na gaveta: têm sido decisivos não só para conhecer a história, mas para alargar a possibilidade de apresentação pública de obras de grande interesse antes praticamente desconhecidas. É certo que João de Sousa Carvalho, um dos maiores compositores portugueses da segunda metade do século XVIII, já não é um desconhecido entre nós. E teve a sorte de ter grande parte das suas obras guardadas intactas na Biblioteca da Ajuda, ou não tivesse sido um dos compositores da corte mais apreciados do seu tempo. As suas óperas e serenatas têm sido, a pouco e pouco, reveladas por alguns dos melhores intérpretes da música antiga em Portugal. E é importante saber que o estudo e a interpretação, a história e a prática musical são actividades que se complementam, e se estimulam dialecticamente, tanto como a audição e a reflexão crítica precisam uma da outra. Vem isto a propósito da apresentação pelo grupo Concerto Campestre de uma Serenata de João de Sousa Carvalho, no Palácio de Queluz, dirigida pelo oboísta e investigador Pedro Castro. O local do concerto é certeiro para voltar a apresentar esta obra dedicada à irmã da rainha D. Maria I, de seu nome Maria Francisca Benedita, na ocasião do seu aniversário. Em vez de "parabéns a você" (que não existiam...), o compositor fez uma serenata, uma peça dramática (mas em geral não encenada) com recitativos "secos" e acompanhados, árias, duetos e um coro final de carácter festivo. A história nada tem a ver com a aniversariante, centrando-se num pequeno enredo amoroso com jogos de sedução e ciumeiras desvairadas, numa versão curta de um libreto de Metastasio.

Concerto Campestre Direcção musical: Pedro Castro Com Joana Seara, Lidia Vinyes Curtis, Fernando Guimarães, Luísa Tavares e Sandra Medeiros Serenata "L'Angelica", de João de Sousa Carvalho Palácio de Queluz Sábado, 18 de Outubro, às 21h A interpretação do Concerto Campestre foi um exemplo de um trabalho apurado, no cuidado com o equilíbrio tímbrico e dinâmico, na clareza da linguagem (fruto de uma prática interpretativa contínua, mas também de um estudo detalhado da partitura), com muito poucos desacertos rítmicos graças à boa direcção de Pedro Castro. E teve ainda a sorte de contar com um conjunto de solistas de muito boa qualidade, algo que ficou claro logo desde as cenas iniciais, com Joana Seara a construir uma Angelica tão leve como provocante e a contralto catalã Lidia Vinyes Curtis a cantar maravilhosamente a primeira ária em que uma sombra de ciúme gira em torno do apaixonado Medoro. Foram elas também a acabar a primeira parte com um magnífico dueto "Ah, não me digas, ingrato amante, que inconstante é o meu amor e que infiel eu te sou", onde a arte de João de Sousa Carvalho foi bem audível graças a estas duas excepcionais cantoras. Muito bem estiveram Luísa Tavares e Sandra Medeiros, em personagens secundárias (os amantes "pastoris" Tirsi e Licori). E também por ali passa um herói antigo quase em caricatura - Orlando - a que o tenor Fernando Guimarães conseguiu dar força e graça, apesar de parecer defender-se um pouco nos agudos. Fernando Guimarães resolveu muito bem a passagem final, que implica uma súbita mudança de carácter da música e do texto: Orlando está em fúria, ardendo de ciúme e sentindo-se traído pelas manhas de Angelica. Mas, subitamente, vê uma luz: "Mas qual astro benigno é que entre o horror da noite brilha para mim?" O astro é Maria Benedita, claro, e as fúrias de Orlando passam a ser vivas à irmã da rainha e a toda a descendência real. Meio a sério, meio a brincar. Mas podemos levar a sério (e emocionar-nos) com Medoro quando canta uma ária à lua: "Bela Diva, amiga das sombras, vê com puros olhos no perigo o nosso amor". E assim se fazia uma serenata para a realeza. Ora toma lá, bem feita.

Victorino D'Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal http://www.dnoticias.pt/actualidade/5-sentidos/475321-victorino-dalmeida-homenageado-na-madeira-elogia-orquestra-classica-co

Foi com o desejo de muita sorte para a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) e o Conservatório que o maestro Victorino D'Almeida terminou a sua intervenção no final da cerimónia de homenagem que foi alvo, nesta tarde, precisamente naquela instituição de ensino artístico no Funchal. Antes houve tempo para o maestro percorreu as suas ligações à Madeira, ao "fascínio" que sempre teve pela ilha, passando pela "óptima ligação" que tem tido com a Orquestra Clássica da Madeira e que, aliás, vai dirigir, no sábado, dia 18, em concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias. Salientando que nunca estudou regência, assumindo-se por isso como "apenas" um pianista, António Victorino D'Almeida disse que se sente mais útil quando dirige as suas próprias composições, algo que irá acontecer precisamente no concerto de sábado, com a participação da solista Madalena Garcia Reis, que também esteve hoje presente na homenagem no Conservatório. Depois passou a explicar, sucintamente, as peças de sua autoria que vão ser tocadas: o Poema Sinfónico ‘Fogo de Artifício’, ‘Rapsódia para Piano e Orquestra’ e ‘Epifonia’. Ainda houve tempo para falar do aspecto de ligação da música e a palavra, considerando que “a música ajuda a aprender as línguas”, criticando o acordo ortográfico que faz com que o “espetáculo” tenha um “aspeto”, acentuando ao nível fonético a palavra “espeto”. Além de elogiar a OCM e a solista convidada, destacou o facto de haver cidades tão grandes como o Funchal mas que não se podem orgulhar de “ter uma orquestra em permanência” como a ‘capital’ madeirense. “A Orquestra Clássica é uma honra para a Madeira e uma honra que a Madeira dá ao País”, salientou o maestro. “É uma orquestra realmente profissional”, que foi “bem criada” e que “funciona com alto espírito de disciplina”. Antes do maestro falou a directora do Conservatório, Tomásia Alves, que também teceu rasgados elogios a António Victorino D’Almeida, reconhecendo a pequenez do Conservatório na homenagem a uma figura que já foi condecorada, por exemplo, pelo Presidente da República. Depois, o secretário regional de Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas, também elogiou o maestro e a ligação ‘umbilical’ entre a OCM e o Conservatório, que tantos e bons frutos tem dado, não só ao nível da “educação pelas artes”, mas também em termos de produção artística. Finalmente foi descerrada uma pequena placa, no Conservatório, em homenagem ao pianista e maestro pela carreira artística.

A Música do Futuro e o Futuro da Música | Entrada Livre Caixa de entrada http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2014/11/27-novembro-2014-a-musica-do-futuro-e-o-futuro-da-musica/1830?lang=pt

Conferência em Inglês [27/11/2014 - quinta-feira | 18:30 | Sala 2] O Fórum do Futuro pretende transformar o Porto na capital mundial do futuro, ao longo de uma semana dedicada à ciência, à cultura e as ideias. Figuras de topo de várias áreas do conhecimento concentram-se na cidade nestes dias. A Casa da Música associa-se a esta iniciativa da Câmara Municipal do Porto promovendo uma conferência com duas figuras incontornaáveis da vanguarda musical.

Defender o livro, assegurar o futuro europeu http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/defender-o-livro-assegurar-o-futuro-europeu-1673488

A edição deste ano da Feira de Frankfurt fica marcada pela aprovação da primeira declaração conjunta de defesa do livro, que congregou vários destacados dirigentes de organizações europeias ligadas ao sector editorial, o que confere ao acto um redobrado valor, sobretudo por ter ocorrido num certame com aquela importância e num momento de profunda reflexão sobre o que irá ser, por razões tecnológicas, políticas, sociais e económicas, o futuro do próprio livro no continente que o viu nascer com as características que ainda hoje sustentam a sua identidade e representatividade. A iniciativa teve na sua origem o presidente do Centro Nacional do Livro de França, Vincent Monadé, e visa garantir o respeito efectivo dos direitos de autor e, simultaneamente, os direitos dos leitores, num período em que cresce o número dos que, erroneamente, supõem que uma coisa só será possível com a anulação da outra. Mas defender o livro e o seu futuro é, ao mesmo tempo, garantir a redução da taxa do IVA para os livros impressos e digitais e assegurar a plenitude da liberdade de escolha para o leitor, a quem deverá ser garantido o acesso às obras no dispositivo que se adeque à sua conveniência e escolha. Esta declaração assinada a 9 de Outubro começa por recordar e enfatizar o facto de que “o livro é a primeira indústria cultural da Europa”, o que nos leva, retrospectivamente, a pensar na enorme revolução desencadeada pelo invento de Gutenberg quando transformou o livro de bem muito dispendioso e praticamente inacessível num instrumento de informação e ampla partilha do conhecimento, o que provocou profundas alterações na forma de pensar e organizar a sociedade e os direitos do Homem nos séculos seguintes. Noutra passagem do texto afirma-se que “o digital e o comportamento dos consumidores criam ocasiões inéditas e novos mercados para difundir a criação. Os actores do livro, autores, tradutores, editores, livreiros, bibliotecários e as instituições que os suportam procuram encontrar os novos modelos capazes de proteger a transmissão da literatura, das ideias e da educação, oferecendo aos consumidores a oferta mais diversificada e a mais acessível possível, preservando ao mesmo tempo milhões de postos de trabalho”. Depois de acentuarem que este assunto deverá estar “no coração do projecto político europeu”, os autores do documento salientam que “em toda a Europa e no seio da União Europeia, os Estados defendem o sector do livro”, por serem subscritores da Convenção de Berna para a protecção das obras literárias e artísticas e da convenção sobre a protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais. A declaração define o direito de autor “como a condição essencial do desenvolvimento da diversidade cultural” e “um dos elementos fundamentais da criação, da inovação e do emprego para a Europa, e a condição sine qua non da valorização do pensamento e das línguas europeias”. “A prioridade – sublinham os autores da declaração – é a defesa do direito de autor, a luta contra a pirataria de conteúdos, o combate pela remuneração justa da criação e da facilitação dos usos legais no coração das nossas acções comuns”. Fica assim claro que não pode haver uma política consistente de defesa do livro e do seu futuro que não coloque a tónica no direito de autor. Para além de se baterem pela continuidade do debate sobre estas matérias, com vista à criação de uma verdadeira rede dos organismos europeus do livro, os autores e difusores da declaração, combinando sempre numa frente comum os interesses dos autores e dos leitores, consideram inadiável a luta pela redução da taxa do IVA, seja qual for o suporte contemplado, na União Europeia e em toda a Europa, acentuando a urgência de se defender o livro e o valor civilizacional a ele associado de “certas práticas comerciais de algumas multinacionais da Internet que falseiam a concorrência”. Defender hoje o livro e o seu futuro, numa Europa que se interroga sobre o seu futuro, é preservar valores de cultura, de cidadania, de ética e de civilização que são essenciais para que o diálogo e a vitalidade das ideias prevaleçam, numa clara alternativa às formas de terror que não cessam de se avolumar, sejam elas as impostas pelos mercados e pelas suas agências sem rosto, sejam as resultantes dos modelos de radicalismo religioso que fazem da crença extremada uma ideologia feroz que deixa o mundo à beira de um verdadeiro abismo. Escritor, jornalista e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores

Digitalizar colecções cria emprego e dá nova vida aos museus e bibliotecas http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/digitalizar-coleccoes-cria-emprego-e-da-nova-vida-aos-museus-e-bibliotecas-1673168

O projecto Europeana 1914-1918, com o qual o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa colabora, designadamente organizando os Dias da Memória que na sexta-feira se iniciam no Parlamento, é apenas uma das muitas iniciativas da Europeana, uma gigantesca biblioteca digital europeia lançada há cinco anos para concentrar e disponibilizar, em formato digital, toda a herança cultural partilhada ao longo dos séculos pelos países e povos da Europa, das mais famosas pinturas do Louvre a um livro de canções escrito por um soldado francês nas trincheiras da I Guerra e conservado pela sua família. Só de Portugal, a Europeana já recebeu digitalizações de quase 250 mil objectos. E espera que campanhas como esta, em torno da I Guerra, ajudem a dar visibilidade ao projecto e contribuam para aumentar as contribuições dos museus, bibliotecas, arquivos e outras instituições portuguesas. Em poucas palavras, o que é a Europeana e quais são os principais objectivos do programa? A Europeana quer transformar o mundo através da cultura. Criámos uma plataforma digital para a nossa herança cultural europeia, que reúne o património dos grandes museus, das colecções audiovisuais, dos arquivos e bibliotecas, e que educadores, investigadores ou programadores, mas também o público em geral, podem usar e partilhar gratuitamente. Através da Europeana, e graças ao trabalho de três mil instituições culturais, temos agora mais de 32 milhões de objectos disponíveis num só lugar, onde as pessoas os podem pesquisar, ou reutilizá-los noutros sites e aplicações. Pode categorizar, com alguns exemplos concretos, os diferentes tipos de objectos que estão a ser digitalizados? Temos digitalizações autenticadas de pinturas, fotografias, livros e vídeos, enviadas por três mil bibliotecas, museus, galerias e arquivos. De Portugal, por exemplo, dispomos neste momento de 234.859 itens, que incluem uma representação significativa das colecções de algumas das mais importantes instituições portuguesas de salvaguarda da herança cultural. Do Museu Nacional dos Coches incluímos recentemente 48 imagens dos belíssimos coches ali conservados. Temos também, por exemplo, 68 objectos do Museu Nacional do Azulejo – gosto particularmente dos painéis de azulejos com vistas de Lisboa antes do terramoto –, que foram entretanto integradas no site museums.eu, o que constitui um excelente exemplo do modo como o conteúdo da Europeana pode ser reutilizado. Mas os conteúdos vindos de Portugal não se limitam ao domínio museológico. Recebemos 172 peças do Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade Nova de Lisboa, sobretudo digitalizações de objectos, fotografias e documentos relacionados com a presença portuguesa na I Guerra, um conjunto que tenderá a expandir-se porque o IHC é nosso parceiro nos Dias da Memória organizados no âmbito do Europeana 1914-1918. Das colecções digitais da Biblioteca Nacional temos mais de 12 mil textos e imagens, incluindo manuscritos, livros raros e mapas. E, no domínio dos arquivos audiovisuais, temos 453 peças da Cinemateca. Há uma estimativa do número de peças que deveriam ser digitalizadas e reunidas para o programa cumprir plenamente a sua missão? E caso esse objectivo ideal tenha sido calculado, quão longe está a Europeana de o atingir? Nos cinco anos desde que o programa foi lançado, já disponibilizámos no site Europeana.eu digitalizações de mais de 32 milhões de peças da nossa herança cultural, o que é um feito considerável, mas que representa apenas 12% de todo o material já digitalizado nos diversos países europeus, que, por sua vez, corresponde a apenas 10% de tudo o que seria pertinente digitalizar. Temos um longo caminho a percorrer. Os obstáculos prendem-se sobretudo com questões de direitos de autor, mas há outros, como a necessidade de garantir a interoperacionalidade e a uniformização das colecções digitais. Esta é de facto a razão subjacente para a importância da Europeana: conseguir que o material digital atravesse as fronteiras, para que possamos dispor da nossa herança europeia do mesmo modo que usufruímos do nosso património nacional. Esforçamo-nos para dar às pessoas conteúdo de alta qualidade, com informações claras relativas a direitos, de modo que saibam como podem dispor dele ou reutilizá-lo de forma criativa e inovadora. Quais são as principais vantagens de ter todo esse património cultural europeu virtualmente reunido num só lugar? Vermos a herança cultural que partilhamos e, mais importante ainda, pô-la a funcionar como um todo, de modo a que um investigador possa chegar rapidamente a tudo o que se relacione com Vasco da Gama – mapas, documentos, retratos –, ou com Amália Rodrigues, ou com as pinturas de Nuno Gonçalves, que estão dispersas por toda a Europa, em diferentes instituições e colecções, sabendo que está a lidar com documentos autenticados. Diria que a prioridade é garantir que a Europeana reúna o máximo de informação possível, ou o programa deveria focar-se mais em organizar e disponibilizar o material que já tem? Ambas as coisas são necessárias. Mas é preciso perceber que aquilo que há cinco anos era utilizável, já não o é para os tablets e outros equipamentos actuais, de modo que uma função central da Europeana é criar nas instituições dos diferentes países a consciência de que é necessário garantir a qualidade das digitalizações.

E agora o tema da restauração…

Reabilitação de azulejos da estação de São Bento premiada http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4184409

O projeto de reabilitação dos painéis de azulejo na estação de São Bento, Porto, foi distinguido com um prémio Brunel de 2014, na categoria de estações, anunciou hoje a Rede Ferroviária Nacional (Refer). Em comunicado, a Refer explica que os galardões Brunel, divididos por categorias, são atribuídos de três em três anos e assinala que o prémio agora atribuído "reconhece o esforço e empenho" da empresa "na preservação e promoção deste importante património". Criados pelo grupo de arquitetos e desenhadores ferroviários Watford, os prémios Brunel devem o seu nome ao engenheiro, inventor e arquiteto inglês Isambard Kingdom Brunel. A concurso foram apresentados 92 projetos, tendo sido distinguidos 30, de onze países diferentes, e dos quais 19 foram prémios e onze menções honrosas. Em edições anteriores, a Refer foi distinguida com um prémio atribuído à estação do Oriente (arquitetura) e duas menções honrosas atribuídas à estação de Sintra (reabilitação) e à ponte sobre o rio Trancão (engenharia e meio ambiente), no ano de 1998.

Azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa, segundo o NYT NYT compara azul dos azulejos portugueses ao do Tejo e à luz de Lisboa http://www.dinheirovivo.pt/Faz/interior.aspx?content_id=4191208

A luz inconfundível e o Tejo sempre à vista fazem de Lisboa uma cidade que agrada aos turistas. Agora, o jornal norte-americano The New York Times recomenda aos leitores outro tesouro reconhecidamente português. Os azulejos portugueses são outro dos fatores que podem agradar aos turistas na hora de visitarem a capital portuguesa e mais um motivo a considerar enquanto se percorrem as ruas - e os antiquários da cidade. De acordo com o diário, os azulejos são um dos 12 tesouros europeus e são uma das características que fazem de Portugal o país "mais azul" do mundo. "O céu azul e o Oceano Atlântico a abraçar a terra. Os ambientes azuis do Fado (...) E, por todo Portugal, os desenhos tipicamente azuis dos azulejos (...)", escreve o jornalista, sublinhando a variedade de mosaicos pintados que enfeitam "igrejas, mosteiros, castelos, palácios, entradas de universidades, parques, estações de comboios, lobbies de hotéis e fachadas de prédios." Entre os milhares de exemplos de azulejos, o jornal refere que na loja Solar (que já conta com um showroom em Nova Iorque, negócio desenvolvido por uma pessoa da família fundadora), por exemplo, podem ser encontradas peças que datam do século XV e outras datadas dos anos 30 do século passado. Os preços podem ir de 20 euros a mais de 9000, dependendo dos pinturas, explica o jornal.

Os museus também têm sentimentos de culpa http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/os-museus-tambem-tem-sentimentos-de-culpa-1673458

António Pinto Ribeiro começou com uma provocação: “Os museus ou são pós-coloniais ou não são nada.” À sua frente, no auditório do 8.º Encontro Ibero-americano de Museus (Lisboa, 13 a 15 de Outubro), sentavam-se portugueses, espanhóis e latino-americanos com responsabilidades no património.

O homem que recusava ser a sua própria revolução http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-homem-que-recusava-ser-a-sua-propria-revolucao-1672724

Baal não é só uma peça de teatro, é um manifesto que haveria de servir para ler o século XX. Brecht escreveu mais do que uma personagem, inventou um homem novo num mundo que iria mudar. Com Brecht aprendeu-se, como dizia Roland Barthes, “que a arte pode e deve intervir na História”. Com Brecht percebeu-se que “o teatro deve resolutamente ajudar a História desvendando-lhe os processos; que as técnicas do palco também são comprometidas”.

Agora é só partilhar o seu jornal “Gotinhas Culturais” e ler em… http://musikes.blogs.sapo.pt

E claro, volta para a semana! Até breve!
publicado por Musikes às 10:43 link do post
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