Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
17 de Abril de 2015

"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação." Fernando Pessoa

No "Gotinhas" desta semana, estas e outras novas que passaram.

Ora, vamos lá ver o que há em cartaz.

Porto Cultura Hierarquia das Nuvens - Rui Horta - TM Rivoli http://mailing.cm-porto.pt/files/cultura/16042015_ABR2015_A3_HIERARQUIADASNUVENS_01.jpg

Ciclo Sons do Romântico - 18 abril - 17h00 http://mailing.cm-porto.pt/files/cultura/15042015_Ciclo%20Sons%20do%20Rom%C3%A2ntico%202.jpg

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios http://mailing.cm-porto.pt/files/cultura/14042015_DIMS_2015-A4.jpg

Festa Lotação Ilimitada Coliseu http://mailing.cm-porto.pt/files/cultura/13042015_Festa%20Lota%C3%A7%C3%A3o.jpg

A apresentação do Coliseu desconhecido é o alicerce base da programação do dia 18 de Abril de 2015. Pretende-se que neste dia o público possa circular entre espaços que nunca visitou, nomeadamente o Salão Ático, o Salão Jardim e a Sala Principal, abrindo-se assim o Coliseu do Porto a todos. A partir das 20h30 as portas abrem e os 3 palcos enchem-se de música trazendo a festa à mais emblemática sala de espectáculos do Porto. Garden Saloon 21h30 - Les Crazy Coconuts 22h30 - Black Bombaim 23h30 - Throes + The Shine 00h00 - FanfaNash (DJset) Salão Ártico 21h00 - Memória de Peixe 22h00 - B Fachada 23h00 - LASERS (DJset) Sala Praça 22h30 - Mind da Gap 23h45 - Dealema 01h00 - The Legendary Tigerman 02h00 - Gin Party Soundsystem (DJset) Monumental Foyer 20h30 - nitronious (DJset)

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Biblioteca Municipal Almeida Garrett<bib.agarrett You Love Me You Love Me Not | Visitas Guiadas na Galeria Municipal do Porto | 12 e 26 de abril | 17h00 url q=http%3A%2F%2Fbmp.cm-port... *** ******* Quem gosta de jazz é mais inteligente e criativo http://observador.pt/2015/01/18/quem-gosta-de-jazz-e-mais-inteligente-e-criativo/ É um apreciador irredutível de jazz? Ou encara este género de música como insuportável, em que, nas suas formas mais vanguardistas, lhe provocam a convicção de que cada músico está a "tocar para o seu lado"? Pode parecer-lhe que a questão não tem qualquer relevância, mas há estudos que concluem que quem gosta de jazz é mais inteligente e criativo. Um artigo disponível no site Elite Daily cita diversos trabalhos que chegam àquelas conclusões e refere o investigador William Klemm, da Psychology Today, que afirma existirem diversas "vantagens cognitivas" que enriquecem a mente enquanto se ouve jazz. Uma delas está na circunstância de este género possuir o poder de aliviar o stress, de acordo com um estudo levado a cabo pela Universidade do Nevada, nos Estados Unidos, nação berço do jazz que resultou do encontro entre tradições musicais oriundas de África e da Europa. A música e o stress, defendem os investigadores daquela instituição, andam de mãos dadas. Não é surpresa que os tempos mais rápidos são capazes de o fazerem subir, o que sucede quando se escuta um tema que faz uma pessoa saltar do sofá e começar aos pulos, enquanto os mais lentos, como aqueles que constituem o padrão no jazz, conseguem relaxar a mente e o corpo. William Klemm também traça uma relação entre a capacidade de estudar e o stress, ao considerar que este é o "arqui-inimigo da memória". Conclusão? O artigo do Elite Daily refere que, ao escutar-se jazz, os níveis de stress baixam, o que ajuda a absorver e a conservar a informação. Outra vantagem alegada de escutar jazz está no facto de estimular o cérebro. Os padrões rítmicos do género, por vezes mais acelerados e pujantes, mas menos óbvios, levam a mente a mimetizar a improvisação, o que ativa a mesma região do cérebro que comanda a linguagem. Esta situação significa que a música acaba por constituir um exercício que melhora o desempenho intelectual, sabendo-se que o cérebro funciona como os músculos: precisa de atividade para se manter em forma. Finalmente, o jazz incentiva a criatividade. Porquê? O Elite Daily garante que o "ruído ambiente" melhora as capacidades criativas, embora refira como relevante não só o género de música que se ouve, mas também o volume. Um volume moderado é o nível "óptimo". Como exige maior esforço de concentração, promove o raciocínio abstrato, obriga o cérebro a fazer "trabalho extra" e, por fim, estimula uma "maior criatividade". O Elite Daily sugere que, perante as conclusões de quem estuda estas questões, os leitores escutem a obra completa de John Coltrane, um dos mais virtuosos e inovadores saxofonistas na História do jazz. Os músicos têm uma memória melhor http://observador.pt/2014/11/21/os-musicos-tem-uma-memoria-melhor/ Um novo estudo, desenvolvido por uma equipa de cientistas da Universidade do Texas nos Estados Unidos da América, indica que os músicos profissionais podem ser melhores a guardar informação por terem uma melhor memória a longo prazo. A equipa de investigadores, liderada pela professora de psicologia Heekyeong Park, mediu a atividade neurológica de 14 indivíduos, que estudam e tocam música há pelo menos 15 anos, e compararam com 15 pessoas sem treino musical. A medição foi feita através de eletroencefalografias e permitiu encontrar diferenças no processamento das respostas neurológicas, nos lóbulos frontal e parietal do cérebro. Para testar a memória a curto e a longo prazo, os participantes fizeram jogos, tanto com palavras como com imagens. Nas tarefas relacionadas com a memória a curto prazo, os músicos tiveram uma maior resposta neurológica do que os não-músicos. Em relação à memória a longo prazo, os músicos tiveram uma maior pontuação nos testes com imagens, o que significa que conseguem reter com maior facilidade acontecimentos onde não existe comunicação verbal. "As pessoas com treino musical são conhecidas por processarem material linguístico mais depressa do que aqueles que não têm treino, e estudos anteriores também mostram que os músicos têm vantagens no que diz respeito à memória funcional", referiu Heekyeong Park. "O que queríamos saber era se existem diferenças entre tarefas visuais e verbais, e se existe alguma vantagem em relação à memória a longo prazo", explicou. Os investigadores não procuraram averiguar o porquê de os músicos terem esta vantagem, mas especulam que o treino na leitura de pautas de música faça com que se tornem melhores a processar sugestões visuais. De acordo com Park, o novo estudo, apresentado no encontro internacional da Sociedade de Neurociência em Washington, mostra que "a música é uma boa maneira de melhorar as capacidades cognitivas". Há dez anos a democratizar a música http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=4509268 Passámos quase cinco anos a discutir os atrasos da conclusão da Casa da Música. Mas só o português Siza Vieira - Pritzker como Rem Koolhaas, que a desenhou - acertaria no prazo: cinco anos. Até ao fim, Teresa Lago, então presidente da Sociedade Porto 2001, acreditou que o encerramento da Capital Europeia da Cultura marcaria a abertura do que cedo foi batizado como meteorito. Enganou-se, como tantos outros. A Casa foi inaugurada em abril de 2005, passam hoje exatamente dez anos. "Há um tempo a.C e um tempo d.C, antes da Casa e depois da Casa", afirma ao JN Valente de Oliveira, presidente do Conselho de Fundadores desde 2012. E partilha a sua experiência: "Dantes, quando ia a um recital, conhecia toda a gente. Hoje, não conheço ninguém. É a prova de que há novo público na cidade, que exige regularidade e qualidade". Duas características que, na música clássica, o Porto conhecia só de vez em quando, recorda Rui Moreira. Dia Mundial da Voz, http://boasnoticias.pt/noticias_dia-mundial-da-voz-assinalado-de-norte-a-sul-do-pais_23082.html via Byline O Dia Mundial da Voz, esse importante instrumento de comunicação, volta a assinalar-se a 16 de Abril. Em Portugal, há eventos previsto de norte a sul do país. O Boas Notícias deixa também algumas dicas para manter uma voz saudável. As bibliotecas mais improváveis do mundo http://blogtailors.com/as-bibliotecas-mais-improvaveis-do-7850096 via Byline Camiões, barcos, camelos... O autor Alex Johnson revela as bibliotecas mais improváveis do mundo e que nos fazem pensar nos vários significados da leitura no século XXI. Três jovens escritores às voltas com a criação http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/tres-jovens-escritores-as-voltas-com-a-criacao-1692529 Hitchcock esquecia-se sempre das histórias com que sonhava de noite. Um dia, o realizador decidiu que ia passar a apontar esses sonhos e ideias nocturnas num bloquinho que deixaria ao lado da cama. Assim iria conseguir lembrar-se dessas ideias maravilhosas nocturnas, que poderiam vir a dar grandes argumentos, no dia seguinte. Até àquela noite em que teve uma ideia incrível, acordou e não se lembrou mais dela. Mas tinha a salvação ao seu lado, o bloco de apontamentos, só que quando foi ver o que tinha rabiscado no papel durante a vigília, leu: "rapaz se apaixona por moça". Esta foi uma das histórias contadas pelo escritor brasileiro Emilio Fraia - considerado pela revista Granta, em 2012, um dos melhores jovens escritores brasileiros com menos de 40 anos - na sessão Mosaicos de histórias, os dois lados do Atlântico, a penúltima de Minha Língua, Minha Pátria. Vinha a propósito da dificuldade da escrita e das ideias que parecem geniais à primeira, e péssimas à segunda leitura. O evento, organizado pelo PÚBLICO e pela Livraria Cultura numa parceria com o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, tem reunido na Livraria Cultura Shopping Iguatemi, em São Paulo, escritores portugueses e brasileiros. Sentados ao lado de Emilio Fraia, que nasceu em 1982 em São Paulo, estavam o português Norberto Morais, que nasceu em 1975, na Alemanha, e é autor do romance finalista do Pémio Leya O Pecado de Porto Negro, e a actriz, cantora e colunista da Revista da Cultura, a brasileira Karina Buhr, que nasceu em Salvador, em 1974. Esta, que estava apontada como moderadora da sessão, acabou por fazer parte da conversa improvisada entre os três, já que acaba de lançar o livro Desperdiçando Rima e é uma das convidadas deste evento já confirmadas para próxima Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). A poeta portuguesa Matilde Campilho, que encerra esta quarta-feira Minha Língua, Minha Pátria ao lado do poeta brasileiro Gregorio Duvivier, também já está confirmada na FLIP que se vai realizar de 1 a 5 de Julho. Karina Buhr, por sua vez, aproveitou para contar a história de um baixista, seu amigo, que um dia sonhou com uma música. "Cancelou o ensaio para gravar aquela música maravilhosa que ele fez e, três dias depois, percebeu que era uma música de Jaco Pastorius!" A autora, que está a lançar o seu primeiro livro, procura não pensar nas dificuldades da escrita, pois começa a ficar "uma coisa difícil" quando o faz. Até aqui, a actriz que passou vários anos no Teatro Oficina a ler Os Sertões, de Euclides da Cunha, e a fazer a peça de teatro encenada por José Celso Martinez Correa, achava que não podia trabalhar com prazos. Mas descobriu que é o contrário, e assim, com prazo, faz mesmo, "só que no dia seguinte". Por isso, prefere não pensar e ir fazendo. "Mas tem dias em que fica a página em branco", diz. Para Emilio Fraia, autor da graphic novel Campo em Branco em parceria com DW Ribatski (Quadrinhos na Cia.) e com Vanessa Barbara, autor do romance O Verão do Chibo (Alfaguara), o tempo de escrita é uma coisa cada vez mais complicada. "Cada vez mais a vida chama você para muitos lugares. Tentar encontrar esses espaços de concentração e retomar esse fio com rapidez e com qualidade é um desafio. Claro que quando se volta a ler o que se escreveu consegue-se rever, enxergar aquilo de outra maneira e acrescentar outras camadas. Esta é uma questão bem contemporânea." Por sua vez, Norberto Morais gosta de criar, mas não gosta de escrever. Ao longo da sua vida de escritor (é autor de dois livros publicados, e de dezenas começados), aquilo que lhe custou mais a disciplinar foi o seu "traseiro". Isto porque tem uma enorme dificuldade em estar sentado. "É estranho, escrever não me dá prazer, eu gosto de criar. Escrever é chato. Quando a escrita não está a correr bem, o traseiro é o melhor barómetro. Acontece o mesmo num espectáculo, quando ele nos começa a doer, sabemos que é porque o espectáculo não é bom. Para quem escreve, é a mesma coisa", diz. "Quando o traseiro começa a dizer que você tem de ir aos correios, ou tem de ir comer, é porque aquilo não está a fluir. Para mim, é como alguém que idealiza a casa dos seus sonhos. Essa pessoa pensa na casa com um telhado, um jardim, umas palmeiras... Essa parte é muito bonita enquanto se está a sonhar com aquilo, é a parte de criar. Depois, abrir os buracos, carregar cimento e tijolo, suar..., dessa parte não gosto. Da última parte, quando se termina o livro, dessa parte gosto. É a parte de decorar a casa, pôr um sofá, etc. Gosto de idealizar e de decorar a coisa. Agora de andar ao sol a acarretar cimento, disso não gosto." Crianças "finas como um alho" no Porto http://www.publico.pt/local/noticia/porto-deixou-as-criancas-finas-como-um-alho-esta-quartafeira-1692483 Esta quarta-feira, a primeira actividade de uma semana animada na Rua da Madeira envolveu crianças do primeiro ciclo. Mas a organização da Espigulhar explica que, nos próximos dias, todos estão convidados para conhecer melhor o Porto e as suas comunidades. A ideia é explorar a ligação dos ingleses com a cidade do Porto e a programação inclui arruadas, bailaricos, oficinas de música, oficinas plásticas, raides fotográficos, visitas guiadas e conversas na Rua da Madeira. Este programa, da responsabilidade da Talkie Walkie, a empresa promotora do Espigulhar, envolve várias áreas. Arquitectos, historiadores e músicos uniram-se numa só equipa. Para levar todo o Porto até à Rua da Madeira, explica Ana Bragança, uma das responsáveis. O objectivo "não é dar uma aula de história nem fazer uma visita guiada", alerta Ricardo Baptista, outro membro do projecto, "a ideia é interessar as pessoas pelo Porto". O plano inicial era que as crianças explorassem as ruas próximas da Rua da Madeira, perto da estação de São Bento. No entanto, a chuva levou a uma alteração de planos. Em vez de cancelar as actividades, os membros responsáveis pela organização optaram por realizar parte das mesmas na Escola EB1 Nº25, no Porto. Toma notas apenas no seu computador? Pode estar a acabar com a sua memória http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/interior.aspx?content_id=4510374 Um estudo realizado pela Universidade de Princeton analisou a capacidade de memorização dos temas quando se tomava notas num computador ou em papel Toma notas apenas no seu computador? Pode estar a acabar com a sua memória Escrever no papel ajuda a processar conteúdo. Por aqui me fico, com a promessa de voltar para a próxima semana.! Até breve!
publicado por Musikes às 17:24 link do post
09 de Abril de 2015

"A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação." Fernando Pessoa

No "Gotinhas" desta semana, estas e outras novas que passaram.

Ora, vamos lá ver o que há em cartaz.

Porto Cultura Teatro Municipal do Porto | Newsletter > 8-19 abr url q=http%3A%2F%2Fteatromunic... url q=https%3A%2F%2Frivoli.bil...

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O PORTO COOL | insider's. FLIC - Festa Lotação Ilimitada @ Coliseu, 18 ABR 2015 url q=https%3A%2F%2Foportocool... FLIC - Festa Lotação Ilimitada @ Coliseu, 18 ABR 2015 by oportocool coliseu A apresentação do Coliseu desconhecido é o alicerce base da programação do FLIC - Festa Lotação Ilimitada Coliseu, no próximo dia 18 de Abril de 2015. Pretende-se que neste dia o público possa circular entre espaços que nunca visitou, nomeadamente o Salão Ático, o Salão Jardim e a Sala Principal, abrindo-se assim o Coliseu do Porto a todos. Uma oportunidade a não perder. A fachada exterior do edifício não será descurada, mostrando em projecção vídeo, tudo o que se passará lá dentro. A partir das 20h30 as portas abrem e os 3 palcos enchem-se de música trazendo a festa à mais emblemática sala de espectáculos da cidade. FLIC - Festa Lotação Ilimitada Coliseu Coliseu do Porto, 18 de Abril de 2015 20h30 Bilhetes: 18 euros (à venda nas bilheteiras do Coliseu do Porto e Ticketline) PROGRAMA: Garden Saloon 21h30 - Les Crazy Coconuts 22h30 - Black Bombaim 23h30 - Throes + The Shine 00h30 - FanfaNash (DJset) Salão Ártico 21h00 - Memória de Peixe 22h00 - B Fachada 23h00 - LASERS (DJset) Sala Praça 22h30 - Mind da Gap 23h45 - Dealema 01h00 - The Legendary Tigerman 02h00 - Gin Party Soundsystem (DJset) Monumental Foyer 20h30 - nitronious (DJset)

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Casa da Música 10 Anos Casa da Música - A Casa está aberta - 09 a 12 de Abril

10 anos, uma efeméride que merece ser festejada e que coloca em destaque aquilo que é a Casa da Música. Os seus agrupamentos e maestros titulares, o Serviço Educativo, o incentivo à criação contemporânea, os agrupamentos em associação e a marca da diversidade de estilos e géneros musicais estão naturalmente no centro da celebração. Por todo o edifício irá encontrar os sinais de uma década intensa em cartazes e fotografias, os sons das 13 óperas levadas à cena e miniaturas musicais oferecidas por compositores de prestígio internacional. Os ensaios abertos e as visitas guiadas completam uma festa que se faz também pela noite fora, com uma edição especial do NOS Club.

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O centenário da voz imensa de Billie Holiday http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-centenario-da-voz-imensa-de-billie-holiday-1691541

Aquela que ajudou a definir a forma de cantar no jazz faria esta terça-feira 100 anos. À volta de Billie Holiday sucedem-se por estes dias os tributos e homenagens.

Crónica: Cem parabéns Tributos, concertos, antologias e novos lançamentos.Tudo à volta de Billie Holiday, a voz que ajudou a definir a forma de cantar no jazz e que faria esta terça-feira 100 anos. A maior parte destas celebrações concentram-se no seu país natal, os EUA, mas porque a sua voz é universal estendem-se ao resto do mundo. Esta segunda-feira, em Portugal, foi lançada a antologia The Centennial Collection, que reúne 20 canções que marcaram o seu percurso, editadas originalmente entre 1935 e 1945, entre elas Strange fruit, All of me, When a man loves a man, Summertime ou God bless the child. Já esta terça-feira, uma das cantoras jazz mais consagradas do nosso tempo, Cassandra Wilson, lança também o álbum tributo Coming Forth by Day, onde recria algumas das canções mais conhecidas de Billie, o mesmo sucedendo com José James, que através da histórica Blue Note edita o álbum Yesterday I Had the Blues: The Music of Billie Holiday, que irá apresentar ao vivo a 4 de Julho na Casa da Música do Porto. Também a pianista Lara Downes homenageia a cantora em A Billie Holiday Songbook, numa das muitas comemorações previstas para este mês. Para além do novo disco, Cassandra Wilson dará concertos no The Apollo, mítica sala no bairro do Harlem de Nova Iorque, uma das poucas onde Billie conseguiu cantar para audiências mistas de negros e brancos. Quem também actuará em sua homenagem é a cantora Cecile McLorin, no Lincoln Center de Nova Iorque, a 10 e 11 de Abril. Ao mesmo tempo foi lançada uma biografia (Billie Holiday: The Musician and the Myth) de John Szwed, que já havia escrito sobre Miles Davis.

Não espanta tanto alvoroço. Nas últimas décadas o seu legado foi sendo recriado pelas mais diversas cantoras, de diferentes gerações e pertencentes a distintos quadrantes estéticos. Dir-se-ia que a sua sombra se tornou omnipresente quando se pensa em figuras da estirpe de Janis Joplin, Erykah Badu, Etta James, Annie Lennox, Amy Winehouse, Julia Holter ou Cat Power. E não são apenas cantoras. Ainda há dias o consagrado trompetista Wynton Marsalis confessava que, quando jovem, passou um ano a ouvir as suas canções. "Ouvi todos os discos que consegui durante um ano", disse, argumentando que a sua voz constituía uma lição ao nível do ritmo, do fraseado e da sofisticação que qualquer aluno de jazz deveria ter em atenção. No século passado outras vozes rivalizaram com a dela em termos de expressividade e audácia, mas poucas foram recolhendo tanta unanimidade com a passagem do tempo. Ela foi provavelmente a primeira cantora jazz a tocar as audiências com a intensidade emocional do blues, transformando para sempre a arte de cantar. Ao contrário do que era até aí o modelo, ouvindo-a sentia-se que cantava o que vivia. Tinha influências como toda a gente (na sua autobiografia menciona Bessie Smith e Louis Armstrong como duas dessas ascendências maiores), mas o seu estilo era único. A sua atribulada vida privada - uma sucessão de relações conflituosas, de dependências (da heroína ao álcool), de detenções e de períodos de depressão - acabou por contribuir para o mito, mas a verdade é que algumas das suas canções (Lover man, Don't explain ou God bless the child) estão na lista das performances vocais mais sentimentais alguma vez gravadas. "Ela era toda coragem, dor, doçura e paixão. Era uma alma pura", afirmava recentemente a cantora Jill Scott. Mais do que a técnica apurada, ou a pureza vocal, aquilo que fez dela única foi o seu temperamento emotivo, exposto em lamentos vocais de grande candura. "O que sai é o que sinto", dizia simplesmente. Nasceu Eleanora Fagan, a 7 de Abril de 1915, filha de Sadie Fagan e de um músico de jazz, Clarence Holiday, com quem quase não teve contacto, acabando por adoptar o nome artístico Billie Holiday, alusão à actriz do cinema mudo Billie Dove. O seu outro heterónimo, Lady Day, foi-lhe atribuído por um dos grandes amores da sua vida, o saxofonista Lester Young, com quem partilhou palcos, gravações e muitas zangas. Nunca teve aprendizagem formal. O seu método era empírico. Em palco era luminosa. Fora dele tinha de lidar com uma realidade por vezes cruel, que viria a reflectir em canções como My man ou Ain't nobody's business. Nos anos 1930, com a mediação do produtor John Hammond, que a havia descoberto a cantar em bares de segunda no Harlem, captou a atenção de uma das orquestras de jazz de maior sucesso nos Estados Unidos - a de Benny Goodman - e anos mais tarde a de Count Basie. Entre 1935 e 1942 registou mais de 100 gravações, entre elas um tema que a haveria de acompanhar até ao fim - Strange fruit (1939) - e que se viria a transformar numa das mais conhecidas canções de condenação do racismo nos Estados Unidos.

Invisuais: Museu do Prado recria obras-primas em 3D // Boas Noticias http://boasnoticias.pt/noticias_invisuais-museu-do-prado-recria-obras-primas-em-3d_22999.html

O Museu do Prado, em Madrid, inaugurou uma exposição dirigida ao público invisual. Ao contrário do que é habitual nas mostras, esta exposição contém a recriação em 3D de seis obras-primas que podem (e devem) ser tocadas com os dedos.

Bairro dos Livros celebra três anos no Porto http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=4497570

O Bairro dos Livros, projeto de animação literária e urbana que decorre mensalmente no Porto, vai celebrar o terceiro aniversário já no sábado, com um programa comemorativo que tem como ponto alto a Livraria Lello. Na histórica livraria portuense, no final da tarde de sábado, vai ser feito o pré-lançamento da revista de filosofia e literatura "Pontes de vista" . O projeto editorial, que conta com Nuno Júdice e António Braz Teixeira no conselho de redação, tem direção de Mário Cláudio, Celeste Natário, Luísa Malato e Renato Epifânio e pretende assumir-se como uma revista de filosofia e literatura que estabelece pontes com outras formas de conhecimento. O primeiro número desta publicação digital, dedicado aos 800 anos de língua portuguesa, publica uma entrevista a Maria Teresa Horta e um artigo partilhado com Eduardo Lourenço, entre outros. Na ocasião vai ser lançado ainda o livro de contos "Goiabada Cascão" da escritora brasileira Marisa Oliveira. Publicado pela chancela Bairro dos Livros da Cultureprint, o livro apresenta um conjunto selecionado de contos em torno de personagens femininas brasileiras mas universais. O prefácio é do escritor Pedro Eiras. À noite, na Livraria mais antiga da cidade, a Moreira da Costa, há música acústica e bolo com rótulo próprio para leitores. O coletivo vimaranense John and the Charmers vai dar música aos leitores do Bairro dos Livros com um 'showcase' improvisado a partir do álbum de estreia "Velvet Blue", lançado em Fevereiro deste ano.

No pergaminho desta semana...

Duvidar é bom http://www.publico.pt/sociedade/noticia/duvidar-e-bom-1691586

A educação é o que nos prepara para não estarmos preparados. A certeza é a feição mais atraente da ignorância.

A educação é o que acontece quando se põem em causa a verdade e as verdades. Aprende-se a distinguir os factos (ou as observações) das verdades. É um facto observado que alguém tirou um pão sem pagá-lo. Mas é a partir daí que não conseguimos impedir-nos de pensar mais; mais longamente; mais tarde. Será que a pessoa tinha fome? Será que a pessoa é contra o roubo? Será que é assim que se define o roubo e, por conseguinte, o ladrão? O relativismo é muito atacado: por alguma razão é. Talvez seja porque é a maneira de o mundo sustentar muitas verdades adversárias ao mesmo tempo. É como os vários estilos do jazz: é por serem vários que são (ou, mais convincentemente ainda, não são) jazz. A educação é a edificação da incerteza informada, curiosa e divertida. Só funciona se formos ambivalentes: se eu, por exemplo, não for capaz de suspeitar que têm valor estético as obras de arte (ou coisas) que me repugnam e afastam, torno-me num apreciador fanático e obstruído. O relativismo é a única maneira inteligente de reconciliar verdades concorrentes que se deixam vitimar pelo desejo comum de vencer. É a curiosidade -- e a abertura solidária para se provar que estamos errados -- que nos salva de termos certezas estúpidas. A educação é o que nos prepara para não estarmos preparados. A certeza é a feição mais atraente da ignorância. Também a estupidez convencida e inviolável é o melhor antídoto para o remédio da sempre angustiada e céptica inteligência.

E agora uma curiosidade. Hum... ;)

Depois do car sharing, que tal partilhar uma bicicleta? http://www.dinheirovivo.pt/Buzz/interior.aspx?content_id=4496772

O número de cidades com aluguer de bicicletas tem vindo a aumentar. Já são 855 em todo o mundo As cidades são cada vez menos só para os automobilistas. Um número crescente de cidades em todo o mundo adoptaram sistemas de partilha de bicicletas. Cada vez há mais oferta de sistemas que permitem a utilização de bicicletas por um curto período de tempo em troca do pagamento de um valor. Em Lisboa é comum encontrar ciclistas a circular pela cidade, nas ciclovias criadas para o efeito e não só, nascendo por toda a cidade empresas que alugam bicicletas. Veja aqui opções de aluguer em Lisboa e também aqui e aqui e ainda aqui Andar de bicicleta está na moda mas não só em Lisboa. Em todo o mundo está a transformar-se numa tendência. O ano passado 855 cidades em todo o mundo têm um sistema de partilha de bicicletas. Em 2013 eram apenas 703 e em 2004 apenas 11 cidades, de acordo com os dados da MetroBike, consultora norte-americano que trabalha na área de partilha de bicicletas. Leia ainda: Relação entre automobilista e ciclista? "É a mesma de um serial-killer com a sua vítima" No mundo existe uma frota de 946 mil bicicletas, a maioria das quais na China. Só neste país estão concentradas 753,598 bicicletas. França é o segundo país com maior frota de bicicletas (42,930), seguido de Espanha (25,084), Estados Unidos (22,390), Alemanha (12,474), Itália (11,123), Reino Unido (10,764), Taiwan (9,636), Coreia do Sul (8,795) e Canadá (6,185).

Por aqui me fico, com a promessa de voltar para a próxima semana.! Até breve!
publicado por Musikes às 10:25 link do post
08 de Abril de 2015

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz." Aristóteles

GRANDES MÚSICAS... GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

"óperasMozart foi o maior operista de sua época e tinha grande senso dramático. As óperas mozartianas são divididas em dois grupos: as menores, geralmente as primeiras de sua carreira, e as grandes, as óperas imortais. Dentre as primeiras, além das compostas quando muito jovem, estão Mitridate, Lucio Silla, O Rei Pastor, Idomeneu e La Clemenza di Tito. São obras que não negam a genialidade de Mozart, mas não são um tanto tradicionais. Curiosamente, estas óperas foram a que receberam melhor acolhida do público em suas estréias. O grupo das óperas imortais é composto pelos tradicionalmente eleitos "cinco pontos máximos" da dramaturgia mozartiana. Em ordem cronológica: O Rapto do Serralho, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni, Così fan Tutte e A Flauta Mágica. A última é considerada a maior delas, e uma das mais importantes óperas de todos os tempos. Ela, como O Rapto do Serralho, é um singspiel, gênero alemão que alterna música com diálogos falados." (http://geniosmundiais.blogspot.pt/2006/01/biografia-de-wolfgang-amadeus-mozart.html)

"O Rapto do Serralho, de Wolfgang Amadeus Mozart" https://youtu.be/-uQ0Ti9GF_U

"No dia 16 de Julho, de 1782 estreou-se, no Burgtheater, em Viena a ópera "O Rapto do Serralho", de Wolfgang Amadeus Mozart. fotos uid=lI7DT39CvFsBeED8mmzt "O Rapto do Serralho", K. 384, é uma ópera, em três actos, composta por Mozart, com libreto de Johann Gottlieb Stephanie. Konstanze, uma nobre espanhola, a sua criada inglesa Blondchen e Pedrillo, noivo de Blonde e criado de Belmonte, foram raptados por vários piratas turcos. O Paxá Selim comprou-os para o seu harém, que também é uma casa de campo. A ópera então começa com a chegada de Belmonte ao harém, para raptar a sua amada e também os criados. Mozart recebeu o libreto no dia 29 de Julho de 1781. Tinha tido poucas oportunidades de compor, profissionalmente, durante o Verão, e, por isso, começou a trabalhar imediatamente e com entusiasmo. Numa carta que escreveu ao pai, Mozart indica que estava muito entusiasmado com a perspectiva de ter uma ópera sua interpretada em Viena. Inicialmente, Mozart pensava que só tinha dois meses para terminar a ópera, pois havia a intenção de a encenar na altura da visita, em Setembro, do Grande Duque da Rússia, filho de Catarina, a Grande e herdeiro do trono. Mas, por fim, foi decidido que seriam interpretadas óperas de Gluck, o que deu mais tempo a Mozart. A estreia de "O Rapto do Serralho" foi um sucesso. As primeiras duas interpretações renderam 1200 florins, três vezes mais que o salário de Mozart no último emprego que tivera em Salzburgo. A obra foi repetida, várias vezes, durante a vida de Mozart, em Viena e em todos os sítios da Europa, onde se falava alemão. Embora esta ópera tenha permitido a Mozart elevar substancialmente a sua reputação junto do público, como compositor, não fez com que enriquecesse, uma vez que só foi pago um preço fixo de 450 florins, sem nunca ter recebido mais pelas interpretações que se seguiram à estreia. "O Rapto do Serralho" chegou a Paris, em 1801, encenada no Théâtre de la Gaîté e continua a ser uma ópera frequentemente interpretada nos dias de hoje." (http://pegada.blogs.sapo.pt/2282376.html)

"As Bodas de Fígaro" https://youtu.be/M7KPpBX-mZQ

"A personagem de Fígaro foi criada pelo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, professor de música dos filhos do Rei Luís XV. Caron escreveu, nos finais do século XVIII, três comédias para teatro: O Barbeiro de Sevilha (1775), As Bodas de Fígaro (1784) e A Mãe Culpada (1792), partilhando aquelas duas primeiras obras mencionadas a personagem de Fígaro. Beaumarchais tinha uma sólida posição económica que lhe permitia efetuar muitas viagens, nomeadamente a Espanha, em 1764. A obra, O Barbeiro de Sevilha, foi transformada em ópera por Giovanni Paisielo, em 1782, cuja estreia foi em São Petersburgo. Mais tarde, foi orquestrada para uma outra ópera, com o mesmo nome, por Rossini. As Bodas de Fígaro foram imortalizadas pela ópera, em quatro atos, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreada em 1786, em Viena, com libreto em italiano, escrito por Lorenzo da Ponte. Esta história é uma continuação da vida de Fígaro, iniciada em O Barbeiro de Sevilha, na qual Fígaro é barbeiro e, inteirando-se dos amores do Conde de Almaviva e de Rosina, decide uni-los através de um plano. A trama das Bodas de Fígaro, situada 30 anos depois da ação d'O Barbeiro de Sevilha, começa com os preparativos do casamento de Fígaro (serviçal do Conde de Almaviva) com a donzela Susana, que está ao serviço da condessa Rosina. Fígaro fica ofendido quando Susana lhe conta que o Conde pretende exercer o direito de "pernada", direito ancestral que consistia em tomar o lugar do noivo na noite de núpcias, direito que era comum nos tempos medievais e exercido pelos nobres sobre as suas criadas." (http://www.infopedia.pt/$as-bodas-de-figaro)

Don Giovanni https://www.youtube.com/watch?v=nV1yNgiEvIQ

"Na segunda metade do século XVIII, o Império Austro-Húngaro passava por sua fase de apogeu e a cidade de Praga concorria com Viena para ser a capital musical da Europa. Devido ao imenso sucesso provocado pela ópera As Bodas de Fígaro, o empresário Bondini encomendou a Mozart, um novo trabalho para ser estreado na Ópera de Praga. O compositor e o libretista Lorenzo da Ponte começaram a trabalhar na criação de Don Giovanni, baseado no personagem Don Juan Tenório. Este herói legendário, arquétipo do libertino devasso e amoral, foi retratado em 1630 por Tirso de Molina (1548-1648), na obra El burlador de Sevilla. O francês Jean Baptiste Poquelin (1622-1673), mais conhecido como Molière também se baseou no lendário D. Juan para escrever a peça Don Juan ou le festin de Pierre, cuja estréia ocorreu em 15 de fevereiro de 1665 no hall do Palais Royal. A figura do execrável conquistador também foi utilizada por Lord Byron e Bernard Shaw, em suas obras, e serviu de tema para o poema sinfônico Don Juan, de Richard Strauss. Lorenzo da Ponte baseou-se na personalidade de seu amigo Giacomo Casanova, um dos maiores sedutores da história, para descrever o personagem título de seu libreto. O sucesso da estréia de Don Giovanni, no dia 29 de outubro de 1787 foi motivo de comentário nas páginas do principal jornal da cidade: A ópera que foi dirigida pelo Sr. Mozart é extraordinária e a platéia ficou impressionada com a excelente interpretação. O número elevado de expectadores assegurou a aclamação de Don Giovanni fazendo que esta ópera possa ser considerada uma das maiores composições líricas já escritas. Prager Oberpostamtszeitung, 3/11/1787. A abertura de Don Giovanni Ela foi criada horas antes de sua estréia, comprovando mais uma vez a miraculosa capacidade criativa de Mozart. Ao encerrar o último ensaio geral, na véspera da première, o autor se deu conta que a peça de abertura ainda estava para ser escrita. Ele resolveu trabalhar na partitura durante a noite e, para manter-se desperto, solicitou à sua esposa que permanecesse ao seu lado, servindo-lhe ponche e conversando. Enquanto Mozart criava a abertura, Constanze lia para ele as histórias de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e outros contos de fadas. No início da madrugada, os efeitos da bebida se fizeram sentir e Mozart adormeceu. Ao ser despertado às cinco horas da manhã, o trabalho estava pela metade. Em duas horas ele completou a abertura, totalmente orquestrada. Os originais foram entregues para os copistas que a transcreveram para os membros da orquestra. Segundo o livro de memórias de Wenzel Swoboda, tocador de contrabaixo da Orquestra da Ópera de Praga, os músicos receberam suas cópias alguns minutos antes do início da apresentação, o que impossibilitou qualquer tipo de ensaio. Mesmo assim, o desempenho da orquestra foi admirável, entusiasmando Mozart e a platéia. A ópera Don Giovanni foi classificada como dramma giocoso e muitas de suas passagens são características da ópera buffa. O criado de Don Giovanni, Leporello, atravessa o espetáculo contornando situações de crise. Na famosa ária, Madamina, il catalogo è questo, ele tenta aplacar a ira de Donna Elvira, uma das tantas mulheres ultrajadas e abandonadas pelo patrão. Durante a ação, o aristocrata comete duas tentativas de estupro, um assassinato e provoca graves ferimentos em um de seus rivais. A licenciosidade, a violência e a crueldade demonstradas pelo Don indicam o prenúncio de um final trágico. A abertura, já traduz em seus compassos o tema do dramático dueto final - Don Giovanni, a cenar teco - travado entre o Comendador e Don Giovanni. Este é um dos momentos culminantes da ópera, aonde o clima de vingança e punição interrompe o estilo giocoso do libreto. Don Giovanni é considerado o mais importante marco da música lírica do século XVIII. Quem tiver a oportunidade de visitar Praga, poderá assistir a esta ópera, na mesma casa de espetáculos que abrigou sua estreia. O Teatro Estatal de Praga, na periferia da cidade velha." (http://www.revistadigital.com.br/2014/02/don-giovanni/)

"Così fan Tutte" https://youtu.be/8OUrafVroho

"A ópera Così fan tutte (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, uma das 12 mais encenadas no mundo (...) "É o melhor texto da trilogia de Mozart e Da Ponte (juntamente com As Bodas de Fígaro e Don Giovanni), o mais à frente do seu tempo. Picante, amoral, olha de maneira muito sórdida para as relações humanas, muito dentro da linha do século XVIII", diz André Heller-Lopes. "Temos costume de olhar o passado com os olhos do XIX, uma época muito mais puritana, vitoriana, enquanto que o XVIII tem outro tipo de linguagem. Outra coisa que me chama atenção é que essa é uma ópera de conjunto, todos os seis personagens são igualmente importantes", afirma. (...) É na ópera que mais se revela toda a dimensão do gênio de Mozart, que compôs vinte e duas obras, entre elas A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte, as três últimas em colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte. Così fan tutte é uma das melhores óperas bufas e traz a magistral criação de Mozart na tradução musical das contradições amorosas da alma humana. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas - as irmãs Fiordiligi e Dorabella - nunca os trairiam. Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro, e quando estão prestes a concretizar um falso casamento, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais se reconciliam. A obra sempre provocou desconforto. Para os olhos do séc. XIX, pareciam aceitáveis homens libertinos como Don Giovanni, mas não as mulheres licenciosas que a ópera põe em cena. O enredo foi durante muito tempo considerado decadente, imoral e indigno de Mozart. Entretanto, a partir de meados do século passado, a obra vem ganhando novas leituras, sendo objeto de sucessivas montagens e atraindo cada vez mais a atenção do público. Um interesse renovado que talvez tenha muito a dizer sobre a nossa época, o que a montagem em duas versões sugere." (http://www.ufrj.br/mostranoticia.php?noticia=13009_Opera-na-UFRJ-apresenta-Cosi-fan-tutte-de-Mozart.html)

"A Flauta Mágica" https://youtu.be/vxe8F3qqNf0

"A FLAUTA MÁGICA, Wolfgang Amadeus Mozart Die Zauberflöte ("A Flauta Mágica") é uma ópera em dois actos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto de Emanuel Schikaneder.Estreou no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de Setembro de 1791. Nas montanhas, perto do templo de Isis no Egipto (durante o período de Ramsés I), o príncipe Tamino é perseguido por uma serpente. Caindo no chão sem sentidos, é salvo por três damas, aias da Rainha da Noite. As três damas revelam ao príncipe que Pamina foi raptada pelo feiticeiro Sarastro e a Rainha convence-o a salvá-la. Recebe então uma flauta mágica que, ao ser tocada, o protegerá de todos os perigos, e parte com Papageno, o caçador de pássaros. Chegados ao reino de Sarastro, descobrem que o feiticeiro perverso é, na verdade, um sábio sacerdote, representante supremo do bem, do sol e do dia, e que mantém Pamina junto de si apenas para a livrar do mal. Pamina e Tamino apaixonam-se e, juntos, ultrapassam os desafios de iniciação para seguir os ensinamentos de Sarastro. Apesar do enredo aparentemente simples e infantil, a história é uma espécie de alegoria do universo maçónico ao qual compositor e libretista estavam ligados, tocando valores que se aproximam muito do pensamento iluminista. A envolver todo este enredo, a admirável música de Mozart eleva-o numa aura de nobreza e de força dos mistérios sagrados, onde os acordes pesados e repetidos da abertura, representam as batidas à porta da loja maçónica. "A Flauta Mágica" é, ao mesmo tempo, um conto de fadas mágico e uma peça mistério; uma alegoria sobre o bem e o mal e uma fábula sobre o verdadeiro amor." (http://www.coliseudoporto.pt/index.php?view=details&id=826%3Aa-flauta-magica-opera-de-mozart&option=com_eventlist&Itemid=135&lang=pt)

Agora é contigo. Muitas outras óperas, sinfonias, missas, concertos para orquestra e piano há ainda para descobrires.

"Por isso!... Não percas o próximo post... porque nós... também não!!!"
publicado por Musikes às 09:45 link do post
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