Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
28 de Setembro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram. De volta à cultura e suas notícias! 

A não perder! Aqui algumas das sugestões culturais a lá ir.

Não deixem escapar, hem!! ;) No próximo dia 1 de Outubro, e uma vez mais, se assinala “O Dia Mundial da Música”, um dia tão especial e de vir a recordar. Eis alguns eventos a não perder de todo! 

Casa da Música www.casadamusica.pt

Bandamóvel

Concertos para Todos | Dia Mundial da Música [01/10/2015 - quinta-feira | 10:00 | Cidade do Porto] ( Público Geral ) Casa da Música e Radar 360° Associação Cultural co‑produção António Oliveira direcção artística Paulo Neto direcção musical Julieta Rodrigues encenação e dramaturgia António Oliveira, Carlos Adolfo, Gil Abrantes, Julieta Rodrigues e Paulo Neto interpretação Pare, escute e olhe, que vai gostar. Uma banda num automóvel faz um espectáculo em trânsito. Estacionando nesta rua, naquela praça, músicos e actores surpreendem o Porto com um programa inspirado no cinema cómico dos anos 30/40. Dois anos após a estreia, a Bandamóvel, criada em parceria com a Radar 360°, volta a dar gás ao humor e luz verde à música.

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Orquestra de 100 Flautas, 100 Saxofones e 100 Clarinetes (1€)

Dia Mundial da Música | Concertos para Todos - [01/10/2015 - quinta-feira | 21:00 | Sala Suggia] Pedro Neves direcção musical Programa: Óscar Rodrigues Prelúdio à Reminiscência da Memória (sobre o Prelúdio BWV 846 de J. S. Bach), para 100 flautas e 100 clarinetes Álvaro Escalona Seguiriya (a partir de “Contrapunctus I” da Arte da Fuga), para 100 flautas, 100 clarinetes e 100 saxofones Bernardo Lima Toccata em Fuga Panorâmica (sobre a Toccata e Fuga em Ré menor), para 50 flautas, 100 clarinetes e 50 saxofones Jorge Portela Permutações (a partir do Coral da Cantata BWV 147), para orquestra de flautas, clarinetes e saxofones Luís Neto Costa Alusão (sobre o Minueto e a Badinerie da Suite BWV 1067), para 50 clarinetes, 50 saxofones e flauta solista Daniel Moreira Choral-Phantasie (a partir da Cantata BWV 140), para 100 flautas, 100 clarinetes e 100 saxofones Uma formação inédita de 100 flautas, 100 saxofones e 100 clarinetes para celebrar o Dia Mundial da Música, num concerto com obras escritas por alunos do Curso de Composição da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo e do qual resulta a atribuição do Prémio de Composição Casa da Música/ESMAE. Num concerto irremediavelmente festivo, pela junção em palco de 300 jovens músicos, merece destaque a estreia de uma nova encomenda ao compositor Daniel Moreira para esta rara formação.”

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Noites Ritual: conhece o programa completo da 24ª edição - Noite e Música Magazine

Noite e Música Magazine Iniciativa da Câmara Municipal do Porto, através da Porto Lazer. O Festival apresenta dois palcos de música, um dedicado a projetos emergentes e outro com artistas nacionais consagrados, um mercado de comércio justo onde artesãos e criadores vão ... Noites Ritual voltam “à sua génese” com entrada livrePorto24

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Outono em Jazz | 04 a 21 de Outubro na Casa da Música

“A terceira edição do festival Outono em Jazz é marcada peloENCONTRO de diversas abordagens a este género, podendo o público ouvir nomes já consagrados e conhecer novos valores do jazz contemporâneo. Cinco concertos ao longo do mês com dez propostas diferentes que procuram revelar a melhor música que se faz sob a designação abrangente de um género marcado pelo culto da inovação. Dos EUA chega-nos um vulto do jazz que dispensa apresentações: Carla Bley, acompanhada por Andy Sheppard e Steve Swallow. Numa noite dedicada à soul e ao funk, a banda britânica Incognito expõe em palco a receita do seu sucesso duradouro, enquanto Myles Sanko apresenta a sua nova abordagem ao soul, que tem conquistado público e crítica. (…)”

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Kari Ikonen Trio e Rodrigo Amado Motion Trio (11€)

Outono em Jazz - [04/10/2015 - domingo | 21:00 | Sala 2] - Jazz Kari Ikonen Trio Kari Ikonen piano Ara Yaralyan contrabaixo Markku Ounaskari bateria Vencedor do Prémio Yrjö 2013 como Músico de Jazz Finlandês do Ano, o pianista e compositor Kari Ikonen é conhecido especialmente pelo seu trio e pelo sexteto Karikko, mas também pelas partituras que escreve para vários projectos, entre os quais a conceituada UMO Jazz Orchestra. Com o contrabaixista virtuoso arménio Ara Yaralyan e o baterista Markku Ounaskari, um artista ECM também galardoado com o Prémio Yrjö em 2014, o trio estreou-se em 2013 com o álbum Bright, merecendo a aclamação da crítica com presença em várias listas de discos do ano. Mais recentemente saiu Beauteous Tales and Offbeat Stories, onde se reafirma a qualidade brilhante deste trio que “desafia a gravidade musicalmente e de múltiplas formas” (John Ephland, All About Jazz). RODRIGO AMADO MOTION TRIO Rodrigo Amado saxofone Miguel Mira violoncelo Gabriel Ferrandini bateria O Motion Trio do saxofonista Rodrigo Amado tornou-se, nos últimos anos, um projecto central no universo da música vanguardista portuguesa. Sobre uma secção rítmica de grande nível composta pelo violoncelista Miguel Mira e o baterista Gabriel Ferrandini, sobressaem os saxofones tenor e alto de Amado, com o timbre magnífico e a clareza melódica que o distinguem. O seu fraseado inspirado e singular tornou-o uma das figuras-chave no panorama da música improvisada europeia, tocando com ícones como Joe McPhee, Kent Kessler, Chris Corsano ou Taylor Ho Bynum. O Motion Trio conta tradicionalmente com convidados especiais, tendo já colaborado com Steve Swell, Paul Dunmall, Jeb Bishop e Peter Evans –com quem gravou dois álbuns em 2014 para a NoBusiness Records.

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Banda Sinfónica Portuguesa (8€) [04/10/2015 - domingo | 12:00 | Sala Suggia] - Clássica

A abertura de Mendelssohn foi escrita quando o compositor tinha apenas 15 anos, num período em que os agrupamentos de Harmonie já começavam a perder popularidade enquanto veículos da música de corte. Mas até hoje mantém-se no repertório das bandas de sopros, em sucessivas adaptações aos formatos mais modernos destas. Na 1ª Sinfonia de Mahler ouvem-se sons de pássaros, marchas fúnebres, canções infantis e toda a memória do sinfonismo europeu, de Haydn e Beethoven a Bruckner. Este poema sinfónico em forma de sinfonia retira o seu nome do romance Titã, do escritor alemão Jean Paul. O programa inclui também o mais famoso excerto da ópera Salomé, de Strauss, quando a protagonista dança para Herodes esperando como recompensa a cabeça de João Baptista numa bandeja.

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Opostos Bem-dispostos (10€)

Primeiros Concertos [11/10/2015 - domingo | 10:00 | Sala 2] ( Famílias (crianças dos 3 aos 10 anos), Crianças ) Ace Teatro do Bolhão/Casa da Música/Maria Matos Teatro Municipal/Centro Cultural Vila Flor co‑produção Eugénio Roda texto Joana Providência encenação Anabela Sousa e Paulo Mota interpretação Sofia Nereida, Tiago Carvalho e Tiago Oliveira música original e interpretação Se o mundo que é mundo tem dia e noite, devemos nós ser iguais por dentro e por fora? Pois… os opostos unem um casal bem-disposto, ele e ela tão diferentes, num teatro musical que com humor e poesia serve princípios valiosos, como a tolerância e o respeito pela diversidade.

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Jornadas Europeias do Património - Património Industrial e Técnico | 25 a 30 de setembro

Ler em… http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fmailing.cm-porto.pt%2Ffiles%2Fcultura%2F24092015_jornadas_europeias.jpg&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNG2Da9ACSdDO15GR8H08Sme7Ku4qg

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Ora, vamos lá às notícias!  De sorriso aberto, bora lá a folhear o “Gotinhas Culturais” desta semana. 

O Vale era Verde?

“Contratos precários, sobrecargas de horário, métricas e tarefas administrativas que tornam irónica a expressão “estudasses…”. Por vezes, há quem pareça ainda evocar certas recordações de infância, com as televisões cheias de agricultores de sucesso, tratores ao infinito, indústria, sorrisos... No fundo, evocações que recordam um país a tornar-se europeu, com uma comunidade que parecia satisfeita consigo própria. Lembram-se? Avancemos em prolepse sobre essa evocação de um Portugal dos 80, para a capital da Letónia, Riga em 2008. As mesmas caras, com agricultores, empresários, cientistas… mas, a inocência ficou para trás e algum sentido crítico ajuda a despertar o esclarecimento. Cartazes similares num país distante, uma realidade próxima ao último sucesso deHOLLYWOOD (curiosamente, num dos cartazes, um empresário abre a camisa para tornar-se o super-homem). Afinal, “de que nos lembramos, quando nos lembramos de nós?” recuperando aqui a pergunta do fotógrafo DuarteAMARAL Netto. Avancemos por isso em jumcut, agora paraOLHAR para outra face: doutorados, geração mais qualificada e pessoas que deram anos e anos da sua vida ao ensino superior e ciência. Acreditaram e trabalharam dando o seu melhor, em nome do mesmo país. Mas as caras são outras e nelas lê-se um misto de revolta e indignação, a obrigação de contenção perante um sistema gerido sem racionalidade. Há medo, sedimentado num velho jogo: estes são os rostos de um país amputado. Em 2015, em pleno Verão, houve um debate nas páginas deste jornal sobre o politécnico e a universidade. Curioso sintoma e interessante o debate, mas sejamos claros: hoje, a universidade é o politécnico. É um interessante caso da negação da negação. O politécnico, que começou por ser a não-universidade, reuniu uma série de atributos que o obrigaram a constituir-se nesse reverso. Não deixa de ser irónico, que na opinião pública, o politécnico se tenha constituído como o lugar dos que não têm lugar na universidade. Esse lugar de exclusão, de suposta praticabilidade, aplicação, saber técnico, surge agora como resposta ao impasse da universidade. Estabelecido o marco desse bloqueio, a universidade torna-se politécnico. Para quem ainda não acredita, basta observar a dominância do discurso da ligação ao meio, a produção de resultados, a aplicabilidade da investigação, da necessidade dePRODUZIR resultados (imediatos). Quando os cursos de curta duração do politécnico ainda estiverem para conseguir apanhar a realidade, tentando com que escolas industriais do século XIX possam fazer sentido no século XXI, o que fizemos pelo país, pela destruição do que investimos na qualificação, estará tão irremediavelmente perdido, que então alguns irãoTENTAR recuperá-lo, como um cão que procura sempre a sua cauda. (…)”

Ler mais http://www.publico.pt/portugal/noticia/o-vale-era-verde-1708898

Biblioteca Nacional de Portugal lança edições em ebook | Ler ebooks

“A Biblioteca Nacional de Portugal acaba de disponibilizar as suas edições em formato ebook, através de uma plataforma online que permite a compra ou o aluguer dos ebooks Os ebooks podem ser lidos numa grande variedade de equipamentos, tanto nos equipamentos dedicados (e-readers) como em equipamentos não dedicados, como o computador, iPad, iPhone e equipamentos com o sistema operativo Android. Como seria de esperar, os ebooks estão protegidos por DRM que restrigem a sua utilização. De acordo com a nformação publicada na plataforma, as restrições são as seguintes: (1) número de impressões que podem ser feitas (percentagem sobre o número total de páginas) do ebook (2) as impressões das páginas é feita com um intervalo de tempo especifico entre cada página a imprimir (3) a função copiar/copy conta como uma impressão (4) os livros adquiridos podem ser adquiridos com 3 tipos de licença (4.1) licença com acesso perpétuo (4.2) acesso limitado (normalmente 60 dias) (4.3) acesso empréstimo bibliotecário – normalmente 15 dias e só disponível via sites de bibliotecas aderentes. Os preços são contudo bastante em conta. A Tabela de Autoridade da CDU, por exemplo, custa 7,5 euros, menos de um terço do preço da sua versão em papel, e certamente muito mais fácil de consultar.”

Ler em… https://lerebooks.wordpress.com/2012/01/25/biblioteca-nacional-de-portugal-lanca-edicoes-em-ebook/

No “Pergaminho” desta semana…

Diz-me o que pensas e eu digo-te o que ouves? A ciência diz que sim!

“Um grupo de investigadores da Universidade de Cambridge concluiu que a maneira dePENSAR de uma pessoa influencia o respetivo gosto musical. Porque é que gostamos de determinadas sonoridades, enquanto outras nos causam sentimentos de repulsa? A ciência já tinha encontrado uma forte relação entre a preferência musical e a personalidade. Mas e se a forma dePENSAR contribuir para o nosso gosto musical? Há um estudo que diz que sim. David Greenberg e os seusCOLEGAS da Universidade de Cambridge provaram que é possível deduzir a preferência musical de alguém através do seu estilo de pensamento. Trata-se de um parâmetro psicológico que, segundo a teoria da empatia-sistematização de Simon Baron-Cohen, divide a cognição humana em duas grandes categorias: os que criam empatia, que têm um estilo de pensamento que se foca no estado mental e emocional dos outros, e os são sistemáticos, que analisam e respondem através de regras exteriores que governam vários sistemas, sejam eles políticos, abstratos, naturais ou musicais. O estudo submeteu 4000 participantes, escolhidos nas redes sociais por psicólogas e sociólogas, a questionários que analisaram o seu estilo cognitivo. Os mesmo voluntários escutaram 50 peças musicais, de 26 géneros e subgéneros diferentes, todos na mesma quantidade, e escreveram notas da audição. Os resultados são claros: aqueles que mostraram no questionário ter um pensamento Tipo E (empatia) preferiram canções mais melosas, dentro do soul e soft rock, em contraste com os de Tipo S (sistematização) que preferiram músicas mais agressivas e complexas, dentro do género do heavy metal e hard rock. Mas a questão não se limita a géneros mas sim a características. Os de Tipo E mostraram uma tendência para gostarem mais de atributos gentis, acolhedores e sensuais, com atmosferas tristes, melancólicas e com alguma profundidade emocional. Os de tipo S escolheram sensações de excitação, rapidez, tensão, com atmosferas animadas e profundidade cerebral, ou seja, complexa. Ou seja, segundo o estudo, um apreciador de música clássica de Tipo E preferiu Mozart, com grande intensidade emocional, enquanto o de Tipo S preferiu o complexo pianista húngaro Bartok. O que é que faz uma grande canção? Greenberg, que além de líder desta investigação e psicólogo doutorado é também um saxofonista apaixonado por jazz, explicou que uma canção que agrade a ‘gregos e troianos’ seria aquela que fundisse profundidade cerebral e emocional. Uma delas é “Giant Steps”, de John Coltrane. “A estrutura harmónica da canção cumpre sem dúvida dessas caraterísticas. Apesar da canção de Coltrane ser complexa, também possui uma grande profundidade emocional”, explicou Greenberg ao jornal espanhol El País. Mas, para Greenberg, uma coisa é certa:”É possível olhar para os likes de Facebook de uma pessoa, ou para uma lista de reprodução de iTunes, e compreender o seu estilo cognitivo”. O psicólogo britânico assegura que esta investigação vai para além da música. Greenberg assegura que o estudo abre portas para uma futura analise do autismo através da preferência musical, agora que se encontrou uma relação entre o funcionamento neurobiológico e o gosto musical. Proponha uma correção, sugira uma pista:”

Ler em… http://observador.pt/2015/07/27/diz-me-pensas-digo-te-ouves-ciencia-diz-sim/

Não era só música para adolescentes, era o som do mundo a mudar

“Na França dos anos 1960, a música yé-yé foi símbolo de mudança. Apresentou uma geração que não queria ser,PENSAR ou vestir como os pais. Yé-Yé Girls, de Jean-Emmanuel Deluxe, conta a história. No feminino. Descobrimos Lio, descendente do yé-yé nos anos 1980, estrela pop francófona nascida em Mangualde. missao utm_source=publico&utm_… Éum livro sobre o yé-yé, música que identificamos com França, com a década de 1960, com o Tous les garçons et les filles de Françoise Hardy ou com o Laisse tomber les filles de France Gall. É um livro, de edição americana (Feral House), intitulado Yé-Yé Girls of ‘60s French Pop, em que o jornalista francês Jean-Emmanuel Deluxe apresenta de forma informada e com entusiasmo todas as suas figuras, enquanto nos introduz habilmente, em texto e imagem, a todo o contexto (social, cultural, mediático). O yé-yé, manifestação francesa inspirada nos novos ventos, eléctricos e libertários, soprados dos Estados Unidos (Elvis Presley!, o rock’n’roll!), e de Inglaterra (os Beatles!, os Rolling Stones!), não demorou aSALTAR fronteiras: Françoise Hardy tornou-se uma estrela global admirada e desejada por Bob Dylan, David Bowie ou Brian Jones; Sylvie Vartan seguida e vista em concerto no Portugal da década de 1960. A genial e colorida ingenuidade daquela música e das suas cantoras, de resto, não deixou de seMOSTRAR inspiradora, ressurgindo ao longo dos tempos. Vemo-la em alguém como a americana April March, que moldou toda a sua carreira, iniciada nos anos 1990, nas cantoras yé-yé francesas. Ouvimo-la em À Prova de Morte, de Quentin Tarantino, cuja banda sonora incluía em destaque Chick habit, versão que April March faz para Laisse tomber les filles, canção composta por Serge Gainsbourg e interpretada por France Gall. E deparámo-nos com ela mais recentemente em Mad Men, num episódio em que Megan, mulher do protagonista Don Draper, canta Zou bisou bisou, editada em 1960 por Gillian Hills, na festa de aniversário do marido. Não será por acaso, portanto, que, apesar de o título do livro nos remeter para a década de 1960, Jean-Emmanuel Deluxe tenha decidido ir mais além. Nas suas páginas encontramos músicos que são descendentes ou que foram inspirados pela geração yé-yé. Nomes como Les Calamités, Mikado, a supracitada April March ouBERTRAND Burgalat. E Lio, a cantora que no final dos anos 1970, vinda da Bélgica, tomaria de assalto os tops e a consciência pop francófona. Ouvimo-la e vemo-la, no YouTube, em Le banana split (1979) ou Les amoureux solitaires (1980). São duas canções cujaBASE synth-pop, bem adequada ao seu tempo, estabelece ligação directa com a simplicidade cativante do yé-yé original. Lio tinha 17 anos quando as cantou. Diziam-lhe muito as cantoras do yé-yé (e notava-se). Foi, de resto, uma das suas descendentes mais célebres. Depois cresceu, libertou-se da prisão que pode ser uma imagem pop de sucesso, mudou a sua música e tornou-se actriz filmada por Claude Lelouch, Chantal Akerman, Catherine Breillat e muitos mais. É, ainda hoje, quando prepara um álbum de versões de Dorival Caymmi e vai pensando noutro, mais à frente, de homenagem a George Brassens, uma celebridade. Falámos com Lio e ela manifestou-nos um desejo. Outro disco: “Não tenho voz nenhuma para fado, mas vou tentar encontrar a minha maneira de o cantar. Há um guitarrista que adoro, o [António] Chainho. A guitarra dele é como uma mulher, é incrível. Há mais de dez anos que penso em fazer qualquer coisa com ele”, confessa. Lio é o seu nome artístico (retirou-o de uma das personagens da banda desenhada Barbarella, do francês Jean-Claude Forest). Na certidão de nascimento, lemos Wanda Maria Ribeiro Furtado Tavares de Vasconcelos. Nasceu em Portugal e chegou aos seis anos a Bruxelas. Quando contactámos Jean-Emmanuel Deluxe para que nos falasse de Yé-Yé Girls, o jornalista, cortês, lamentou não falar português, apesar de ter avós portugueses e mãe portuguesa, mas já nascida em França. Sugeriu que também contactássemos Lio. “Ela fala português muito bem.” Fomos descobri-la enquanto viajámos pelo universo do yé-yé. Mulher de convicções fortes, sem papas na língua. Cantora e actriz. Estrela pop juvenil que soube despir essa pele e atravessar os tempos com graciosidade. Apresenta-se: “Sou alérgica à autoridade. Para baixar a cabeça, é preciso que não me peçam para o fazer, baixo a cabeça por mim própria. Mas aceito muito bem a mestria. Quando uma pessoa tem o poder dessa sabedoria, é-me muito natural segui-la. Nesse caso, sou a pessoa mais dócil.” Aumentar Lio em Roland Garros, em 2010 STEPHANE CARDINALE/PEOPLE AVENUE/CORBIS Wanda Tavares de Vasconcelos nasceu em Mangualde. Avô médico, comunista. Mãe estudante de Filosofia e Letras em Coimbra. Pai estudante de Medicina. A mãe acabaria por separar-se do pai, sem divórcio oficializado — estávamos no Portugal do Estado Novo e o divórcio, ainda para mais quando requerido pelo cônjuge feminino do casal, era processo difícil, tortuoso. Entretanto, a mãe juntara-se ao homem com quem Wanda viria a crescer. Quando chegou a convocatória para integrar os combatentes portugueses em Angola, a família tomou a decisão. “O meu irmão ficou com os meus avós e a minha mãe fugiu comigo debaixo dos braços. Saímos de Portugal quando a minha mãe estava grávida da minha irmã Helena” — Helena que, assinando Helena Noguerra, se tornaria também ela actriz e cantora na Bélgica (iniciou carreira discográfica em 1988, andou em digressão com os Nouvelle Vague em 2010, o seu último álbum, Année Zero, chegou o ano passado, e o penúltimo, Fraise Vanille, de 2007, é uma pequena preciosidade onde a folk se cruza com a chanson). Adolescente, Lio ia algumas tardes ajudar a mãe, que trabalhava numa Mediateca, “oficina cultural do Estado belga”, para juntar alguns trocos à mesada. Foi ali que um amigo dos pais, o músico e compositor Jacques Duvall, reparou nela. “Achava que eu tinha graça e que podia cantar.” Com o compositor Jay Alanski, acabariam por gravar Le banana split, mas o single foi recusado por todas as grandes editoras belgas. Estávamos em 1979, o ano em que, para Lio, tudo mudou. Isto porque uma pequena editora decidiu apostar na canção em que uma voz coquette fala de gelados e abomináveis homens (e mulheres) das neves. Le banana split atingiu o topo das tabelas e vendeu dois milhões de cópias. A adolescente Lio transformava-se numa estrela pop, identidade firmada na ambiguidade entre inocência juvenil e sensualidade adulta. A dimensão do que lhe sucedia era difícil de digerir. “Lembro-me de me sentir mais emocionada quando me disseram que tinha vendido dois mil discos, porque pensei em todos os meus colegas de liceu com o disco debaixo do braço. Quando me disseram que estava a vender 50 mil por dia, isso já me ultrapassava. Não concebia o que significava.” Seguiram-se tempos “caóticos”. “Os meus pais eram intelectuais de esquerda e não gostavam daquele número da celebridade e das canções do hit parade. Não tinha álibi cultural, era simplesmente mercantil, julgavam eles.” Lio foi então, como diz, “aprender a vida”. Saiu de casa, continuou a gravar. Outro número 1 em 1980 (Amoureux solitaires). Uma colaboração com o duo americano Sparks em 1982 (Suite Sixtine). O início de uma relação com a ZE Records, editora de relevo no fixar da emergente música nova-iorquina do início da década de 1980. A presença de John Cale, o ex-Velvet Underground, na co-produção de Pop Model, álbum de 1986. Entretanto, já passara para o cinema — outro ponto de contacto com as cantoras do yé-yé, que muitas vezes saltavam entre o estúdio de gravação e os estúdios de rodagem cinematográficos. O público francês viu-a, por exemplo, em Golden Eighties, de Chantal Akerman (1986), ou Itinéraire d’un enfant gâté, de Claude Lelouch (1988). “Foram encontros muito interessantes, mas guardo do filme com a Chantal Akerman uma memória especial, por ser o primeiro e ser tudo novo para mim. Além disso, os meus pais adoravam-na e deu-lhes prazer ver-me num filme intelectual”, conta.

Os meus pais eram intelectuais de esquerda e não gostavam daquele número da celebridade e das canções do hit parade. Não tinha álibi cultural, era simplesmente mercantil, julgavam eles Lio Pouco a pouco, foi-se libertando da imagem de Lolita que se lhe tinha colado com a entrada fulgurante no universo da pop. Foi gravando mais discos, colaborando com Étienne Daho ou Jacques Dutronc e cantando, por exemplo, o poeta Jacques Prévert. Foi sendo actriz em mais filmes no cinema e na televisão, arriscou uma passagem pelo mundo da moda enquanto designer. Não vê, de resto, nenhuma das actividades como diferentes entre si. “Sinto-me mulher em qualquer uma. A forma de expressão artística não é o principal.” Define-se: “Sou alguém que conta histórias. Se tivesse jeito para matemática, inventaria teoremas, que seriam a minha forma de comunicar com o mundo. Na verdade, defino-me fundamentalmente por ser mulher e mãe.” Lio tem seis filhos e “nada chega ao calcanhar dessa obra”: “Sendo que procriar é criar, acho que o arquitecto do universo deve ser uma mulher”, diz, entre risos e muito séria, com uma energia contagiante, amante de uma boa conversa. Mulher que não aprecia a expressão feminismo (“de ismos não gosto muito”) — prefere “feminologia”. Cantora a quem a actual cultura mediática diz muito pouco. Em 2008, foi júri do concurso televisivo francês Nouvelle Star. Em 2011, repetiu o papel, desta vez no The Voice Belgique. Não o fará mais. “Já não conseguia mais. Não quero tornar a pôr os pés lá dentro. Cheguei a um ponto em que perguntei a mim mesma: ‘Ficarias feliz se a tua filha se inscrevesse?’ A resposta surgiu em letras de fogo: ‘Não.’ Aliás, faria tudo para a minha filha não ir para lá. Porque aquilo mata, as pessoas morrem naqueles concursos.” Lio gosta de música com graça, mas a fábrica de celebridades actual, para ela, não tem piada nenhuma. Quando iniciou a sua carreira, compreendia perfeitamente o discurso “no future” dos Sex Pistols e achava-o necessário. Mas sentia-se inspirada pelos Blondie, “que iam buscar aquele lado girly dos anos 1950”. E adorava o Lust for life, de Iggy Pop, “porque era uma provocação, um sorriso. E sorrir é uma das coisas mais poderosas que podemos fazer no mundo. Sempre gostei de coisas ligeiras, generosas e risonhas. Começando a cantar aos 14 anos, o que fui procurar? Sylvie Vartan, Françoise Hardy”. Obviamente. 22 de Junho de 1963. Algo estava a acontecer na Place de la Nation, em Paris. Centenas de milhares enchiam a praça; 150 mil, dizem os relatos; 150 mil adolescentes, contextualizemos. A festa fora organizada pela Salut Les Copains, programa de rádio transformado em revista em cujas páginas se revelava uma nova França. Todos estavam ali para ouvir as canções das Les Gam's, o rock dos Les Chats Sauvages ou o casal ícone da nova música francesa, formado pelo rocker Johnny Hallyday e pela yé-yé Sylvie Vartan. O que aconteceu de seguida? Os teddy boys apareceram com casacos de cabedal e com a sua energia de “rebeldes” sem causa alimentada por filmes de James Dean e em ruidosas guitarras eléctricas e a festa rebentou em caos. Cadeiras e vitrines partidas, a polícia incapaz de controlar a multidão durante várias horas.”

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Ao virar da página…

O que da vida nos olha no olhar

“José Manuel Teixeira da Silva é um poeta que urge ser lido; o seuNOVO livro é um ponto de partida. Livros Música de Anónimo Muito pouco mediático, José Manuel Teixeira da Silva é um dos casos mais interessantes da poesia portuguesa contemporânea José Manuel Teixeira da Silva traça no seu blogue, criado em 2009, o próprio perfil: nasceu no Porto, em Dezembro de 1959; vive em Vila Nova de Gaia, onde é professor;ESCREVE poesia e alguma prosa; faz fotografia. Não é propriamente um curriculum vitae, sendo que o universo da fotografia subsume o todo. Agora, depois de Súbito a Mão (FLUP, 1983); As Súbitas Permanências (Quasi Edições, 2001); Anima, com ilustrações de AnaABREU (Língua Morta, 2011), O Lugar que Muda o Lugar (Língua Morta, 2013), e VER 59 anotações fotográficas (Ed. Autor, 2012), publica Música de Anónimo na açoriana Companhia das Ilhas. Neste novo livro, estranha-se o título, apesar deTRADUZIR — estranhamente — o que nele se passa, isto é, o devir alheio de um ponto focado intensivamente numa imagem ou num quadro montado a partir dele pelo poeta. Prisma tornado linha de mira da cena. Punctum fulminante que adquire um tónus de eternidade.

Música de Anónimo Autoria: José Manuel Teixeira da Silva Companhia das Ilhas (…)”

Ler mais http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-que-da-vida-nos-olha-no-olhar-1703970

O alerta das jornadas do património

“Tenho pena que nos debates europeus sobre as saídas da crise se fale tão pouco de Cultura, de Educação e de Ciência. Muitos pensam falsamente que se trata de temas secundários, no entanto falamos do cerne da inovação e da criatividade, únicas respostas ao primado ilusório do imediatismo, da vulgaridade, da indiferença e da mediocridade que nos trouxe até onde nos encontramos. As Jornadas Europeias do Património de 2015 realizam-se com um pano de fundo dramático – o drama dos refugiados, a prevalência dos egoísmos nacionais, a incapacidade de encontrar respostas comuns que defendam a justiça e a humanidade, bem como as destruições absurdas de bens do património comum, como temos assistido em Palmyra. Como poderemos falar do Património Cultural e da sua defesa se não começarmos porCUIDARdas pessoas? Julien Green disse um dia que “ignorar o passado é encurtar o futuro” – e a verdade é que na tragédia humanitária a que assistimos falta consciência de passado e de presente. A noção dinâmica de Património Cultural obriga à tomada de consciência de que são as pessoas que estão em causa e que a Humanidade está ameaçada quer com as mortes dos refugiados, quer com as destruições das marcas dos nossos antepassados. Estamos perante a noção indivisível de dignidade humana. O nosso Alexandre Herculano dizia: “Nossos pais destruíram por ignorância e ainda mais por desleixo: destruíram, digamos assim, negativamente; nós destruímos por ideias, ou falsas ou exageradas. Destruímos ativamente, destruímos porque a destruição é uma vertigem desta época. Eu ficaria feliz se pudesse, ao menos,SALVAR uma pedra, só que fosse, das mãos dos modernos hunos”. O programa era e é simples: não destruir ou deixar estragar o que existe, restaurar o que tem valor, divulgar, conservar, tornar acessível… Investir não é lançar dinheiro sobre os problemas – éESCOLHER o que permite preservar com os meios disponíveis e da melhor maneira o que tem valor. (…)”

Ler mais http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-alerta-das-jornadas-do-patrimonio-1709052

Enchente de famílias e turistas na Festa do Outono

“Os jardins de Serralves, no Porto, voltaram a encher-se dos sons do pisar em folhas secas, desta feita por entre as cordas da guitarra de um Filho da Mãe e do zurrar de burros incomodados pelas crianças. Veja as imagens. Já na sua sétima edição, este saudar da chegada da estação contou com centenas de famílias e turistas que voltaram a serpentear pelos caminhos e escadas estreitas que circundam lagos e arvoredos e conduzem ao prado dos jardins deSERRALVES, muitos atraídos pelo som do dedilhar e acordes do músico açoriano. "A Festa do Outono anda sempre à volta das 20 mil, 25 mil pessoas", disse à Lusa João Almeida, diretor do Parque de Serralves, salientando um programa de atividades que prevê um público heterogéneo e contempla ainda a música de Pierre Bastien, oficinas para famílias e "percursos à descoberta da biodiversidade do parque." Natural de Nuremberga, Alemanha, Frederic Pollmann estava "à espera deVER um museu e não tanto um festival cultural", pelo que se deparou com uma oportunidade de "ouvir boa música, passear e apreciar o estilo art déco, embora vazio, mas de uma arquitetura agradável", da Casa de Serralves. "Estamos habituados ao frio da Alemanha", recordou o visitante, descrevendo "um agradávelINÍCIO de estação, com calor e folhas coloridas". (…)”

Ler mais http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=4802058

Debaixo deste sol

“Acho que já disse isto, que há um texto mais ou menos sagrado sobre o qual nós não falamos mas que sempre nos aparece. Um texto às vezes manso e outras vezes nem tanto, um texto que nos atropela como um carro vermelho ao fim da tarde na cidade. Um texto mágico. Que nos une, que nos separa, que de cada vez é diferente. Como nós somos diferentes em cada manhã. A regeneração é o único negócio certo. Talvez eu não tenha dito isto, não. Talvez a esta mesa tenhamos só falado de certas canções permanentes (Dylan, Cash & etc), de política, de como em determinada altura entendemos que a política está em todas as coisas mas que nem sempre queremosPARTICIPAR de todas as coisas. Talvez tenhamos falado do sal que nos ataca as veias e que ao mesmo tempo nos sustenta o rosto, ou do medo, falamos muitas vezes do medo que temos de certos temporais e do estado do mundo agora. Falamos de quase tudo à nossa mesa, mas nunca daquele texto. Falamos de outros textos, claro. Falamos até do que não chegou a ser escrito mas que foi avistado ao longe, como a grande gaivota que esta manhã pousou no lampião da nossa rua e se fartou de assobiar. Parecia um canto árabe. Ainda nem eram oito horas e aquele acontecimento já se relacionava em tudo com uma grande promessa - quando um bicho se aproxima assim dos homens e dos metais, é caso para dizer ámen. Sim, falamos destas coisas bastante cedo, desde o princípio. E falamos de tudo à mesa porque alguém me disse uma vez que à mesa não se envelhece. Falamos da defesa de um país e da defesa de uma casa, dos deuses que mantemos à cabeceira, da desconstrução, falamos da importância de um campo de colheita devastado. Falamos das palavras que foram postas na boca do Rei Salomão e que nunca nos abandonaram, das viagensRUMO ao sul e dos regressos rumo ao norte. E do vento que nos revolve o estômago. Aqui também conversamos sobre as coisas que vamos recortando dos jornais. Um texto sobre o estado da região, outro sobre os resultados desportivos num país meio distante, outro ainda sobre o clima. Recortamos muito aquela coluna inglesa que fala de jardinagem porque ela é da maior importância. Parece-me sempre que o homem que assina a crónica “On Gardens” no Financial Times, Robin Lane Fox, usa os jardins para poder falar de poesia. Acho muitas vezes que quem fala da natureza está conspirando a favor da graça e da caverna da magia. Ainda há poucos dias tropecei numa frase dele que dizia “os jardins nunca estão realmente acabados”. Certos amores também não. Talvez só os jardineiros e os exploradores das rochas estejam conscientes disso. Temos tudo aAPRENDER com os homens do relento. Falando em vida lá fora e falando em exploradores, preciso dizer que aqui no hemisfério norte ainda é verão. Nos últimos verões tenho quase sempre voltado ao mesmo livro, um que é feito de notas e mais notas escrevinhadas entre dezenas de países. Tem postais também. De vez em quando parece-me que os postais é que são a tabela fundamental da viagem e talvez até da literatura, mas posso estar errada. Tenho errado muitas vezes e ainda bem. O livro, o tal livro dos verões, mostra as cartas do Bruce Chatwin para casa e para alguns amigos. Começa em Beirute e termina Deus sabe onde. Suspeito que Chatwin nunca chegou aDESAPARECER, dizem que morreu em 1989 mas sempre que leio a sua caligrafia acho que ele ainda está connosco, mesmo à nossa porta - olho para o lado e ele ainda é o rapaz de cabelo desalinhado que escreve tudo em cima da pedra húmida que nos governa os dias. Quem envia cartas aos pais que dizem coisas como Ontem passei o dia inteiro a apanhar corais com um grupo de napolitanos. Esta manhã fui visitar uma metrópole escavada na rocha, de bicicleta. Boa comida, mas esta não é a época do javali, ele nunca desaparece. É, não falamos exatamente daquele texto sagrado, mas quase falamos. O Debaixo do Sol reúne as cartas de Bruce Chatwin quase como o Livro do Eclesiastes nos reúne as cabeças. Somos só um bando de cabeças despidas caminhando aflitas sob os astros e sob os postes elétricos. Aproveito a tradução do Eclesiastes feita por Haroldo de Campos paraREPETIR agora: névoa-nada. Aqui debaixo deste sol é tudo névoa-nada. Mas a verdade é que aqui ainda é verão. Então o melhor é segurarmo-nos à bruma azul que atinge o mar ao fim do dia. E apanhar corais com as mãos. Crónica mensal da escritora Matilde Campilho”

Ler em… http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/debaixo-deste-sol-1709374

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click!
publicado por Musikes às 20:28 link do post
23 de Setembro de 2015

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

“Em 26 de março de 1827, falece mais um dos grandes gênios da música universal. Viena, diferentemente do que fizera a Mozart, reconhece a honra a Beethoven. Seu cortejo contou com mais de 200 mil pessoas que foram lhe prestar as últimas e devidas homenagens.” (http://www.infoescola.com/biografias/beethoven)

Beethoven_ Concerto In C For Piano (1º and.) http://videos.sapo.pt/B2IkGzZ30wqPRniVIWz1

Beethoven_ Concerto In C For Piano (2º and.) http://videos.sapo.pt/clzN6i3o9ZazaRaAISvH

Beethoven_ Concerto In C For Piano (3º and.) http://videos.sapo.pt/zbZbVVh0QjZeY5aOkn2j

Beethoven_ Piano Sonata Nº 10 In G (1º and.) http://videos.sapo.pt/usZ6YR92pCjRyc4wrTzr

Beethoven_ Piano Sonata Nº 10 In G (2º and.) http://videos.sapo.pt/928W5EWkzwzz5aEQfZnf

Beethoven_ Piano Sonata Nº 10 In G (3º and.) http://videos.sapo.pt/qJLbZ2tmZAF6KVZcSRHM

Beethoven - Symphony #5 In C Minor Op. 67 - Allegro con brio(1º and.) http://videos.sapo.pt/eDR5JOCZB1fEkbUf46Lv

Beethoven - Symphony #5 In C Minor Op. 67 - Andante con moto (2º and.) 97 Beethoven - Symphony #5 In C Minor Op. 67 - Andante con moto (2º and.) http://videos.sapo.pt/RCFEauZyliN5ZFJIdcET

Beethoven - Symphony #5 In C Minor Op. 67 - Scherzo Allegro(3º and.) http://videos.sapo.pt/2d9Rw0wiI3ZBS1ZzSYpQ

Beethoven - Symphony #5 In C Minor Op. 67 - Allegro - Presto(4º and.) http://videos.sapo.pt/QYqE3vmIfcv3LZ4Q1Ku5

Algumas obras de Beethoven:

- Três Sonatas para piano Op.2 (1795) - Concerto para Piano Nº1 em Dó maior Op.15 (1795) Concerto para Piano No.1 em Dó maior Op.15 (1795) - Sonata Nº8 em Dó menor Op.13 [Sonata Patética] (1798) - Seis Quartetos de cordas Op.18 (1800) - Sinfonia Nº1 em Dó maior Op.21 (1800) - Sonata Nº21 em Dó maior Op.53 [Waldstein] (1804) - Três Quartetos de cordas Op.59 [Rassumovsky] (1806) - Fidélio (1814) - Missa Solemnis Op.123 (1823) - Sinfonia No.9 em Ré menor Op.125 (1824) - Quarteto em Lá menor Op.132 (1825)

E apenas para findarmos esta nossa peregrinação, eis aqui outras tantas obras deliciosas de ouvir.

Beethoven - Symphony #7 In A, Op. 92 - Poco sostenuto – Vivace (1º and.) http://videos.sapo.pt/63jIi1rz7oSHPg9yms8D

Beethoven - Symphony #7 In A, Op. 92 - Allegretto (A minor) (2º and.) http://videos.sapo.pt/D8HSCkPPEBw9tmOypB4v

Beethoven - Symphony #7 In A, Op. 92 - Presto (F major) (3º and.) http://videos.sapo.pt/LZmIQ1Yw83gl1HfS7zJz

Beethoven - Symphony #7 In A, Op. 92 - Allegro con brio (4º and.) http://videos.sapo.pt/EvJTkqUig7HK8jWAFVTt

Beethoven_ Symphony #8 In F Major, Op. 93 - Allegro vivace e con brio(1º and.) http://videos.sapo.pt/6IEWDc7MsLmskz16f5CC

Beethoven_ Symphony #8 In F, Op. 93 - Allegretto scherzando (B♭ major) (2º and.) http://videos.sapo.pt/5HTbmsiT1DZroZRJcavr

Beethoven_ Symphony #8 In F, Op. 93 - Tempo di Menuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/iycA7t8oH5JZfQ9bAKst

Beethoven_ Symphony #8 In F, Op. 93 - Allegro vivace (4º and.) http://videos.sapo.pt/iUwvzYv3VWGqGQUdBi1Q

Beethoven - Symphony No. 9 in D minor ('Choral') Op. 125 (1º and.) Allegro ma non troppo http://videos.sapo.pt/q4lR9a9Y31i6zjtrZieT

Beethoven - Symphony No. 9 in D minor ('Choral') Op. 125- Molto vivace (2º and.) http://videos.sapo.pt/8ak79CqgKvSWFFFE0sNn

Beethoven - Symphony No. 9 in D minor ('Choral') Op. 125- Adagio molto e cantabile (3º and.) http://videos.sapo.pt/7I72N9lgPiM02o9ndspQ

Beethoven - Symphony No. 9 in D minor ('Choral') Op. 125- Presto - Allegro assai (4º and.) http://videos.sapo.pt/p9W7k2f3ZjgByGsRHD3q

Beethoven - Symphony No. 9 in D minor ('Choral') Op. 125- Recitative - Allegro assai (5º and.) http://videos.sapo.pt/tsHjSO6LJmbw3ok5iRTq

E não nos ficamos por aqui. Há ainda muito mais para explorares!

“Por isso!... Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!”
publicado por Musikes às 10:02 link do post
21 de Setembro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

 

 

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

De volta à cultura e suas notícias! 

 

A não perder!

Aqui algumas das sugestões culturais a lá ir.

 

Casa das Artes, Porto

 

exposição_ricardomagalhaes2

Exposição Onze Fábulas de La Fontaine

De 26 setembro a 25 outubro, a Casa das Artes acolhe uma Exposição de Ilustrações de Ricardo Magalhães e Poemas de Tiago Veiga.

As Fábulas de La Fontaine: De Tiago Veiga a Ricardo Magalhães 

Escritas em Lisboa no Outono de 1928, as onze fábulas de La Fontaine que merecem hoje a atenção de Ricardo Magalhães, revestem-se de alguma importância no …

 

Leia mais.

http://casadasartes.pt/2015/09/exposicao-onze-fabulas-de-la-fontaine/

 

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Exposição de Helder Sanhudo 

A Casa das Artes acolhe uma nova exposição de desenho e pintura de Helder Sanhudo, intitulada “Às coisas vividas.”

"O regresso ao diálogo com e sobre a pintura do  Helder Sanhudo é sempre, para mim, motivo de grande prazer. É como um perigoso, mas satisfatório retorno à subversão de todas as minhas regras …

 

Leia mais.

http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcasadasartes.pt%2F%3Femail_id%3D16%26user_id%3D187%26urlpassed%3DaHR0cDovL2Nhc2FkYXNhcnRlcy5wdC8yMDE1LzA4L2V4cG9zaWNhby1kZS1oZWxkZXItc2FuaHVkby1pbmF1Z3VyYS1kaWEtMTMtc2V0ZW1icm8v%26controller%3Dstats%26action%3Danalyse%26wysija-page%3D1%26wysijap%3Dsubscriptions&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNHVNsak_xEPBdykfXdhezhs7irfQw

 

workshop

PIXILAÇÃO E STOP-MOTION

Workshop de Pixilação e Stop-Motion na Casa Allen

No fim de semana de 26 e 27 de setembro, o Cineclube do Porto, em parceira com a Direção Regional de Cultura do Norte, promove na Casa Allen um workshop de Pixilação e Stop-Motion, por Alice Guimarães e Mónica Santos. Alice Eça Guimarães especializou-se em artes digitais, no curso de Som e Imagem, da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. Desde então …

 

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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcasadasartes.pt%2F%3Femail_id%3D16%26user_id%3D187%26urlpassed%3DaHR0cDovL2Nhc2FkYXNhcnRlcy5wdC8yMDE1LzA4L3dvcmtzaG9wLWRlLXBpeGlsYWNhby1lLXN0b3AtbW90aW9uLW5hLWNhc2EtYWxsZW4v%26controller%3Dstats%26action%3Danalyse%26wysija-page%3D1%26wysijap%3Dsubscriptions&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNFE8s45eB6jSP2mcKEyuELlPoEkgQ

 

workshop

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

Workshop de Direção de Fotografia na Casa Allen

No fim de semana de 3 e 4 de outubro, o Cineclube do Porto, em parceria com a Direção Regional de Cultura do Norte, promove na Casa Allen um workshop de Direção de Fotografia orientado por Manuel Pinto Barros. Manuel Pinto Barros, licenciado em Cine-Video pela Esc. Superior Artística do Porto (Esap), em 2008. Após a conclusão dos seus estudos, …

 

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http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcasadasartes.pt%2F%3Femail_id%3D16%26user_id%3D187%26urlpassed%3DaHR0cDovL2Nhc2FkYXNhcnRlcy5wdC8yMDE1LzA5L3dvcmtzaG9wLWRlLWRpcmVjYW8tZGUtZm90b2dyYWZpYS1uYS1jYXNhLWFsbGVuLw%253D%253D%26controller%3Dstats%26action%3Danalyse%26wysija-page%3D1%26wysijap%3Dsubscriptions&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNE7RNmteinFq4EVhuo_A_KnVSMdcA

 

Casa das Artes |Rua Ruben A, 210 | 4150 – 639 Porto 

www.casadasartes.pt

www.facebook.com/casadasartesporto

 

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Casa da Música - Porto

 

Júlio Pereira (15€)  

Cavaquinho.PT 2015

[27/10/2015 - terça-feira | 21:30 | Sala Suggia] - World

Júlio Pereira – Cavaquinho Luís Peixoto – Bouzuki Miguel Veras – Guitarra Sandra Martins - Violoncelo

O compositor e multi-instrumentista revisita agora, percorrida a viagem de sons que o levaram a muitos lu(g)ares e a várias paisagens criativas, o universo acústico de um instrumento que, há já mais de 30 anos, provocou o seu reconhecimento nacional e internacional e lhe está colado à pele: o cavaquinho. Uma revisita que não é um regresso, mas antes uma atualização de sonoridades, de formas, de modos (e de modas), pela qual o cavaquinho e a geografia musical de Júlio traduzem uma constante procura de novos caminhos. Neste espectáculo prova-se que quer na música quer na vida, não há tradição sem contemporaneidade. O trabalho e a prestação artística de Júlio Pereira continuam a provocar surpresa…

 

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http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/10/27-outubro-2015-julio-pereira/42550?lang=pt

 

Porto - Casa da Música: mais de 1200 atividades num ano letivo  

 

Serviço Educativo oferece programa recheado para 2015/2016. Espetáculos, workshops, formações e projetos fora de série estão numa agenda colorida. Professores podem participar em vários processos criativos. Dia Mundial da Criança é celebrado com o musical Rometa e Julieu.

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http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=77802

 

Bandamóvel  

 

Concertos para Todos | Dia Mundial da Música

[01/10/2015 - quinta-feira | 10:00 | Cidade do Porto]

( Público Geral )

Casa da Música e Radar 360° Associação Cultural co‑produção António Oliveira direcção artística Paulo Neto direcção musical Julieta Rodrigues encenação e dramaturgia António Oliveira, Carlos Adolfo, Gil Abrantes, Julieta Rodrigues e Paulo Neto interpretação

Pare, escute e olhe, que vai gostar. Uma banda num automóvel faz um espectáculo em trânsito. Estacionando nesta rua, naquela praça, músicos e actores surpreendem o Porto com um programa inspirado no cinema cómico dos anos 30/40. Dois anos após a estreia, a Bandamóvel, criada em parceria com a Radar 360°, volta a dar gás ao humor e luz verde à música.

 

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http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/10/01-outubro-2015-bandamovel/1000?lang=pt

 

Babysitting Musical (5€)  

 

Sara Pinheiro e Vera Ferreira formadoras

Traga as crianças, nós cuidamos delas. Enquanto assiste ao concerto na Sala Suggia (sábado ou domingo ao final da tarde), os pequenos vibram com uma proposta feita à sua dimensão: um workshop integrado numa sessão pedagógica e lúdica, com parte do repertório que está a ser apresentado aos adultos. Reservado a crianças dos 3 aos 10 anos, este programa decorre de um protocolo com a Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Os pais gozam sossegados, os filhos aprendem divertindo-se e a família inteira vive a mesma alegria.

 

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http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/10/03-outubro-2015-babysitting-musical/42493?lang=pt

 

A Sinfonia da Orquestra (15€)  

 

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música -

[03/10/2015 - sábado | 18:00 | Sala Suggia] - Clássica - Baldur Brönnimann, Agrupamentos residentes

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música Baldur Brönnimann direcção musical    Programa: Johannes Brahms Sinfonia nº 4 (1º andamento) Gustav Mahler Sinfonia nº 1 (Scherzo) L. van Beethoven Sinfonia nº 3 (Marcha fúnebre) Dmitri Chostakovitch Sinfonia nº 5 (Finale)  

Para celebrar o 15º aniversário da passagem da orquestra a formação sinfónica, os próprios músicos escolheram andamentos da sua preferência para constituir uma Nova Sinfonia. A escolha resulta numa compilação que reúne alguns dos andamentos mais conhecidos de todo o repertório, um best of sinfónico do Classicismo ao Século XX. Após um primeiro andamento em forma-sonata, onde escutaremos a mais conhecida das sinfonias de Brahms, o lugar do tradicional scherzo é ocupado por um landler de Mahler, o segundo andamento da Sinfonia Titã. Segue-se a marcha fúnebre da Heróica de Beethoven, após a qual esta Nova Sinfonia da Orquestra encerra com o enérgico e imparável finale da 5ª Sinfonia de Chostakovitch.

 

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http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/10/03-outubro-2015-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/39377?lang=pt

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Ler mais

http://pplware.sapo.pt/informacao/one-tree-a-arvore-completa-da-vida/

 

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Ora, vamos lá às notícias! J

 

O ensino da música em risco  

 

“1. Ontem, o encerramento do Festival Proms da BBC, o maior e mais popular festival de música clássica do mundo, foi notícia na TSF, por duas razões.

Primeiro, porque a orquestra da BBC foi pela primeira vez dirigida por uma mulher, Marin Alsop. Depois porque, no final do concerto, a maestrina apelou ao ensino da música como forma de combate às desigualdades num mundo cheio de contrastes. Defendeu que “as desigualdades quer sejam de género, económicas ou raciais, devem ser combatidas com o poder da música para trazer ao de cima aquilo que de melhor a Humanidade tem para oferecer”.

Pela mesma altura, ficámos a saber que, em Portugal, um dos países mais desiguais do mundo desenvolvido, o atual Governo de coligação PSD/CDS decidiu desmantelar o ensino da música.

  1. São cerca de uma centena as escolas privadas que prestam o serviço público de ensinar música às nossas crianças e jovens, fazendo um esforço crescente paraTRABALHAR com as escolas públicas, atrair alunos e dar oportunidades a jovens que, sem esse esforço, não teriam qualquer oportunidade de formação musical. No ano lectivo passado, a maior parte dessas escolas apenas viram regularizados os pagamentos devidos pelo Ministério da Educação e da Ciência (MEC) em Março, sete meses após o início das aulas. Este ano, os prazos são igualmente absurdos: o concurso para o ano lectivo 2015/16 abriu de 30 de Julho a 8 de Agosto, tendo tido a administração todo o ano para preparar um edital e as escolas oito dias para se candidatar. Os resultados definitivos já só serão conhecidos, eventualmente, lá para Outubro ou Novembro.
  2. Mais grave é que as escolas, confiando no MEC, prepararam o novo ano presumindo, porque nada lhes foi dito em contrário, que os montantes deFINANCIAMENTO e o número de alunos se mantinham em valores semelhantes aos dos últimos anos. Porém, tal não aconteceu. Há escolas que tiveram cortes de 40% noFINANCIAMENTO, estando agora impossibilitadas de funcionar, não sabendo o que responder às famílias dos alunos que fizeram exames de acesso ou de transição de ano, nem o que dizer aos professores que contrataram para assegurar o serviço lectivo, planeado desde Julho.
  3. As escolas não compreendem os critérios que presidiram às decisões do MEC. A situação é particularmente crítica em Lisboa e Vale do Tejo. Numa região que tem cerca de 26 escolas de música (30% do total nacional) e quase três milhões de habitantes (25% da população residente), o MEC decidiu que financiava apenas 12% dos alunos de música. Escolas de referência na cidade de Lisboa, como a Academia Musical dos Amigos das Crianças, a escola Nossa Senhora do Cabo, a Academia de Música de Lisboa – Os Violinos, a Academia de Santa Cecília, a Academia de Amadores de Música e muitas outras, em Setúbal, em Sintra e em Almada, estão hoje numa situação dramática, não sabendo o que fazer a uma parte significativa dos seus alunos.
  4. Há, no entanto, uma coisa que se percebe. Os cortes de financiamento incidem sobre a entrada de novos alunos, seja nos cursos de iniciação, seja nos primeiros anos do ensino articulado. Se esta situação não for invertida, significa que nos próximos anos apenas serão apoiados pelo MEC os alunos que já estão a frequentar cursos de música. Não havendo novas entradas e apoio a novas turmas de substituição dos alunos que vão terminando, será o regresso aos tempos em que o ensino da música apenas estava disponível para os jovens cujas famílias tinham mais recursos. Acabará o esforço que vinha a ser feito pelas escolas de música, mesmo sendo privadas, de prestar o serviço público de alargar a mais jovens a oportunidade de aprender música.

O que se passa com a gestão da rede e dos apoios ao ensino da música é um exemplo do estilo de governação da coligação: uma mistura de incompetência e de desprezo pelas instituições e pelos cidadãos, com a ausência de visão sobre a importância que têm, para o futuro do país, matérias como a do ensino da música.”

 

Ler em…

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-ensino-da-musica-em-risco-1708000Leia mais

 

 

Música - Um prazer saudável que faz bem à mente e ao corpo!  

 

“A música provoca respostas emocionais no cérebro humano, criando bem-estar. Mas ouvir música traz também benefícios físicos, por isso é usada para fins terapêuticos.

Ouvir música pode aumentar o bem-estar

A música tem milhares de anos e há até quem afirme que pode preceder o homo sapiens. A razão da sua popularidade, segundo escreveo neurologista Facundo Manes no El País, está nos efeitos que a música provoca no cérebro humano.

Segundo o professor argentino de neurologia e neurociências cognitivas, a audição de música “liberta dopamina no cérebro”, estando a música por isso “entre os elementos que mais prazer causam na vida (…) tal como a comida, o sexo ou as drogas”.

A música comunica assim com o cérebro, de uma forma mais eficaz para o nosso bem-estar do que as palavras. Como afirma Facundo Manes, a melodia, “em vez de facilitar um diálogo em grande medida semântico, como [acontece com] a linguagem, (…) parece mediar um diálogo mais emocional“. A consequência é que, ao contrário das palavras, a música consegue de imediato “regular o estado de espírito e (…) a fisiologia humana”, podendo assim induzir estados de espírito positivos.

É devido a estas características, provocadas pelo efeito da música no cérebro, que a esta é também, hoje em dia, utilizada com fins terapêuticos, através de um método conhecimento comomusicoterapia, que usa a música como ferramenta para recuperar ou melhorar as faculdades linguísticas e motoras, ou simplesmente para acalmar os pacientes. O método é usado pelo impacto imediato da melodia em quase todas as regiões do cérebro, um fenómeno ainda não totalmente compreendido e que foi muito estudado, por exemplo, por Oliver Sacks, o famoso neurologista falecido no final do mês passado, que dedicou grande parte da sua vida ao estudo dos efeitos surpreendentes da música no cérebro humano.

A musicoterapia tem sido estudada nos últimos anos, e os seus benefícios têm vindo a ser confirmados. Um estudo publicado no passado mês de agosto, uma equipa de cientistas ingleses publicou, no The Lancet Journal, os resultados de um estudo que analisava o impacto da música nos pacientes que enfrentam uma cirurgia. Os resultados mostraram que a música tem um impacto positivo nesses pacientes, reduzindo a ansiedade e a necessidade destes recorrerem a medicamentos para as dores.

Segundo conseguiu apurar o cientista Robert Zatorre, que Facundo Manes cita no seu artigo, a resposta do cérebro à música é também influenciada “pelo que se escutou anteriormente, dado que o cérebro tem uma base de dados armazenada e criada a partir de melodias conhecidas”. O que torna as respostas das pessoas variável, dependendo das suas experiências anteriores enquanto ouvintes.

Pode-se dizer, portanto, que ouvir música já não é apenas algo que se faz por gosto: é também uma experiência que beneficia à saúde e ao corpo humano.”

 

Ler em…

http://observador.pt/2015/09/14/musica-um-prazer-saudavel-corpo-cerebro/

 

 

Casa da Música: mais de 1200 atividades num ano letivo  

 

“É uma agenda com mais de 1200 atividades que nasce a pensar em todos. Crianças, jovens, adultos, seniores, famílias, amigos, escolas, alunos, professores, comunidades específicas. O Serviço Educativo da Casa da Música tem o ano letivo de 2015/2016 delineado. Jorge Prendas, coordenador do Serviço Educativo do espaço cultural do Porto, anunciou as novidades. Alterações nos horários, mexidas nas faixas etárias. “Este ano, fruto da observação que temos feito e dos ritmos escolares, alterámos os nossos horários em função da vida e das necessidades das famílias”, revelou. Há workshops que começam mais cedo e iniciativas que se ajustam aos horários de alunos e professores. As faixas etárias mais novas passam a ser dos 0 aos 23 meses, dos 2 aos 3 anos, e dos 4 aos 6 anos. O Serviço Educativo movimenta-se em quatro áreas: espetáculos para vários públicos, workshops, formação em diversas áreas e projetos batizados de “fora de série”. A 1 outubro celebra-se a música, no seu dia, com uma orquestra de 100 flautas, 100 saxofones e 100 clarinetes na Sala Suggia às 21h00. É um programa inédito com cinco releituras de obras de Bach, um concurso lançado aos alunos de composição da ESMAE – Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo, e uma peça encomendada ao compositor Daniel Moreira. Nesse dia, a Bandamóvel volta a estacionar em várias ruas do Porto com música e humor e com um programa inspirado no cinema cómico dos anos 30 e 40 do século passado. Avança-se para 2016 e a 1 de junho, Dia Mundial da Criança, a Casa da Música tem um musical bem-disposto, de seu nome Rometa e Julieu, para escolas do Ensino Básico e Secundário. Um espetáculo inédito pensado para crianças e que nasce de uma ação de formação para professores do Ensino Pré-Escolar e Básico. A Casa da Música tem ações de formação para professores. Porquê? “Deseja-se contaminar positivamente um universo maior, aquele onde se faz o futuro; fomentar a criatividade nas escolas, mostrar como a vivência musical e artística regular influi no sucesso dos alunos”. Com menos teoria e mais prática. Formar na Casa, por exemplo, contém processos inovadores deTRABALHAR a música, abraça várias disciplinas e mostra experiências facilmente replicáveis nas salas de aulas e transversais a todo o programa curricular. “A par disto (antes do todo, há a parte), contribui para a valorização profissional e pessoal dos professores, que se afirmam aqui como indivíduos criativos”, lê-se na agenda. Música para cinema, música para jogos, um curso livre sobre a história da música, outro curso de formação de animadores musicais surgem na secção de formação. Formar na Digitópia tem cursos intensivos para professores, estudantes, músicos, artistas digitais, programadores e interessados na música eletrónica ou na arte digital que podem perceber como funcionam váriosSOFTWARES e experimentarem um extenso universo de realização musical. Há muito para explorar de setembro a julho. Alunos e professores, e outros públicos, têm à disposição ofertas variadas. Como os primeiros concertos com os sentidos despertos para infantários e escolas do pré-escolar. Excecionalmente o espetáculo Opostos Bem-Dispostos, um teatro musical com humor e poesia, estende-se ao 1.º Ciclo e PerlimpimPUM!, com pantomimas, uma cantora e quatro percussionistas que revisitam o universo de La Fontaine, tem sessões extra para turmas do 1.º e 2.º anos do Ensino Básico. Também há concertos para todos, com todos os estilos e processos musicais, com criações próprias, numa intervenção educativa, social e artística, e espetáculos pedagógicos e lúdicos de outubro a julho. Utopia é um desses momentos que nos 500 anos da Utopia escrita pelo humanista Thomas More inspira um projeto inclusivo.No Dia Mundial da Voz, a 17 de abril, coros amadores encontram-se na Casa da Música, cruzam repertórios, festejam o seu dia. A 29 de maio, a Casa recebe uma maratona de concertos de instrumentos de teclas com alunos de escolas vocacionais para assinalar os 103 anos do nascimento de Helena Sá e Costa. A música tem muito para explicar e nos concertos comentados a Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música responde a perguntas. Por que razão se deu o nome de Urso a uma sinfonia de Haydn? É um exemplo. Quem tiver mais de 12 anos tem um workshop para fazer música em grupo e divertir-se. Nas oficinas Músico por um Dia apresentam-se processos de realização musical acessíveis a qualquer pessoa que tenha disponibilidade para as melodias. Aos sábados, há mais música em família e em 90 minutos com programas desafiantes. Orelhudo!: Uma música por dia nas escolasOs workshops também fazem parte do Serviço Educativo da Casa da Música. Primeiros Sons, aos domingos, são quatro oficinas para uma iniciação musical prática para crianças até aos 6 anos. Sons para Todos mune-se de abordagens pedagógicas inovadoras para crianças a partir dos 3 anos. Tem exercícios lúdicos e didáticos e criações coletivas. Aqui há muitas opções. Sexta Maior é um workshop para alunos a partir do 3.º ano, do secundário e escolas vocacionais de música partilharemTRABALHOS e libertarem a improvisação.   Há ainda projetos Fora de Série em que a Casa vai a casa de quem quiser. Pega na mala com músicas para experiências criativas que podem durar um dia ou prolongarem-se por mais tempo. Basta chamar e a Casa sai de casa com atividades ajustadas aos grupos anfitriões que podem ser centros de apoio à infância, à terceira idade, a cidadãos com necessidades educativas especiais, hospitais, prisões. Som da Rua também é fora de série. Nasceu e ficou com as portas abertas a quem quiser entrar. Assente num modelo musical de inclusão social apresenta-se como “o canto de gente que pede pouco e em concertos recebe muito”. Há ainda o Ensemble de Gamelão Casa da Música e o Digitópia Collective, projeto pioneiro na investigação de novos paradigmas de fazer música.  Orelhudo! também é fora de série e tem o dom de tornar os dias num calendário musical. Uma música por dia para ouvir as vezes que se quiser nas escolas aderentes e que agora chega a qualquer lado com ligação à Internet em orelhudo.casadamusica.com. Orelhudo! é intuitivo, fácil de explorar e oferece gratuitamente músicas aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Está online desde o início deste ano, cada proposta diária está acompanhada de um pequeno texto informal que termina com uma pergunta para desafiar quem está do outro lado a novas descobertas. Uma maneira diferente de explorar a música na sala de aula ou noutros ambientes. Se for na escola, a proposta é uma audição diária de cerca de 90 segundos que pode ser seguida de uma conversa com os alunos. Há uma versão para professores, mais pormenorizada, que dá pistas de atividades e temas para explorar.    O editorial da agenda do Serviço Educativo da Casa da Música desvenda algumas intenções. “Fomos felizes no que realizámos, mas desejamos ainda mais, sempre melhor. É exigência e vontade. É sobretudo um prazer imenso. Estes primeiros 10 anos, de muitos que queremos contar, foram de aprendizagem e afirmação de um programa educativo com sentido numa instituição, precursora, habitada por exploradores, criadores, investigadores, músicos e não músicos; comprometida a envolver a sociedade inteira em processos enriquecedores de viver/fazer/sentir a música”. Para isso, a Casa da Música conta com um coletivo de criativos que coloca a sua alma neste serviço. Músicos, atores, coreógrafos, investigadores curiosos, profissionais de várias áreas, deixam a sua marca e contribuem com as suas experiências e sonhos nesta estrutura dinâmica e que muito tem para oferecer. E não se esqueça que a Casa da Música tem o serviço de babysitting musical aos sábados e domingos ao final da tarde para crianças dos 3 aos 10 anos. É um workshop pedagógico e lúdico com parte do repertório que está a ser apresentado aos adultos. Os pais vão aos concertos, os miúdos têm uma proposta feita à sua medida.    Informações: www.casadamusica.com”

 

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http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=77802

 

 

“O seu filho puxou os cabelos à irmã? Berrar não vai resultar. O autor do bestseller "Disciplina sem Dramas" explica, em primeira mão, como a neurociência pode ajudar na educação.Quer acabar com a birra dos filhos?  

Castigos e sermões no caixote do lixo. Dedos em riste e palavras exaltadas também. Afinal, as birras épicas em casa de amigos podem ser resolvidas de outra forma que não a mais vergonhosa. Podem, até, ser vistas comoOPORTUNIDADES para ensinar algo novo às crianças. Porque esse é o verdadeiro papel do pai, que desde que o filho nasce transforma-se numa espécie de professor dos tempos modernos apto a transmitir aos mais novos ferramentas fundamentais para a vida, como a gestão de sentimentos.

É que berrar perante um prato partido ou uma parede criativamente pintada não vai resultar. As crianças só retêm as mensagens dos pais depois de acalmadas. Porquê? Porque o cérebro delas é diferente do nosso e ainda está em desenvolvimento. Não é que elas queiram portar-se mal, simplesmente não conseguem evitá-lo (salvo algumas exceções, claro). (…)”

 

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http://observador.pt/2015/09/20/quer-acabar-as-birras-dos-miudos

 

No “Pergaminho” desta semana…

 

“A Educação é uma arma carregada de futuro”  

 

“Revisito neste título a conhecida frase o poeta espanhol Gabriel Celaya que escreveu em 1955 no seu livro “Cantos Iberos” uma poesia intitulada “A poesia é uma arma carregada de futuro” que se tornou famosa depois de ter sido interpretado por Paco Ibañez.

À primeira vista a frase do título parece uma evidência. Claro que a Educação tem a ver com o futuro antes de mais porque se dirige a cidadãos que irão deter a capacidade de ação e decisão nos tempos que estão para vir. Mas certamente não podemos avaliar o maior ou menor compromisso com o futuro a partir das idades das pessoas. Conhecemos certamente pessoas que sendo jovens estão saudosas do passado e pessoas idosas que anseiam pelas soluções e mudanças que o futuro trará.

A Educação relaciona-se com o futuro não só pelas idades dos seus destinatários mas sobretudo pela forma como lida, cultiva e acarinha os valores de futuro.  Por isso, as opções que se tomam em  Educação são muito reveladoras e claras sobre a ideias que temos sobre o que queremos que prevaleça no futuro.  Estas opções são numerosas e complexas mas gostaria de me referir a quatro delas.

Pensar o futuro em Educação é antes de mais pensar quem são os destinatários do sistema educativo. A resposta rápida é todas as crianças e jovens que estão em idade de escolarização. Ao dizermos todas estamos a traçar uma meta extremamente ambiciosa. Defender que a Educação é para todos independentemente das condições e situações é uma meta justa e muito estruturante.  Significa que a Educação deve chegar em condições de igualdade a alunos pobres e ricos, a alunos de qualquer origem social, económica ou cultural, significa que os alunos “bons” e os “maus” têm igualmente direito a educação de qualidade que não os diminua face às suas possibilidades de sucesso. Precisamos assim de defender uma escola que seja efetivamente universal.

Pensar o futuro da escola é também pensar numa estrutura que seja inclusiva.  Inclusiva, neste contexto, significa que aproveite o que os alunos sabem, o que eles sentem e o que viveram para que possam todos enriquecer-se com a experiência uns dos outros. Um futuro inclusivo parte deste respeito básico pelo que os alunos já sabem. Na verdade não é possível ensinar nada a uma pessoa que não saiba nada.  Todas as boas metodologias de ensino se procuram certificar, antes de mais, dos conhecimentos que os alunos possuem para poder estabelecer pontes, relações, entre o que se sabe e o que se tem de aprender.  Por isso precisamos de estar cientes que todos os alunos têm uma experiência, uma personalidade, conhecimentos e culturas que precisamos conhecer paraTRABALHAR a partir delas.  A escola do futuro não se rende aos conhecimentos eventualmente numerosos e “diferentes” dos alunos: pelo contrário leva-os em conta para poder  promover os alunos a estádios mais avançados do seu conhecimento.  Precisamos pois de uma escola inclusiva, isto é, que não desista dos alunos e não incense ou lance anátemas sobre o que eles sabem ou sentem.

Pensar o futuro passa certamente também por imaginar uma estrutura quês seja criativa e não somente de reprodução de conhecimentos.  De certa forma a escola vive neste equilíbrio: se por um lado se espera que forneça aos alunos as bases e conhecimentos fundamentais para participar e usufruir dasOPORTUNIDADES – o que John Dewey chamou “o património cultural da Humanidade”, também é certo que uma escola que se foque exclusivamente no ensino do conhecido corre o muito provável risco de se tornar obsoleta e desinteressante.  A escola tem de estar comprometida com a inovação, com a inovação sobre o que se aprende e como se aprende.  Aqui há uma larguíssima margem de ideias e modelos de relação e de aprendizagem em que a escola pode ser supletiva e inovadora face às experiências extraescolares que estão disponíveis.

Finalmente, pensar numa escola de futuro é torná-la uma estrutura democrática e participativa. A escola tem de ser uma escola de responsabilidade e de liberdade. Isto não pode conseguir só com aulas, com conselhos, com punições, com regulamentos, criar uma estrutura democrática significa que os alunos têm que ter oportunidades – e direito – a se pronunciarem sobre a vida da escola, a serem chamados e ouvidos sobre opções, problemas e recursos da escola, a serem chamados a colaborar e contribuir para a resolução de problemas que lhes digam respeito.  Muitas vezes se tem medo – porque não se tem experiência – desta responsabilização. Lembro uma assembleia de escola que assisti há alguns anos na Escola da Ponte em Vila das em que o presidente da assembleia – com 9 anos – pedia silêncio aos colegas e aos professores presentes para “depois votarem com consciência”. Uma escola que ouça e valorize a participação dos alunos será certamente uma escola que prepara o futuro.”

 

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http://www.publico.pt/sociedade/noticia/a-educacao-e-uma-arma-carregada-de-futuro-1708094

 

 

One Tree, a árvore completa da vida  

 

Animais, plantas, fungos, micróbios, todos estão de alguma forma relacionados, mas como será essa ligação? Um grupo de cientistas elaborou, pela primeira vez, uma árvore que relaciona todos os seres vivos ao longo do...

 

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http://pplware.sapo.pt/informacao/one-tree-a-arvore-completa-da-vida/

 

 

Exposição leva 150 réplicas dos Guerreiros de Terracota à Alfândega do Porto - Porto24  

 

Exposição leva 150 réplicas dos Guerreiros de Terracota à Alfândega do Porto

Porto24

Os visitantes podem ainda contar com diversos ateliês dedicados aos mais novos, que têm como objetivo mostrar a riqueza cultural da China”, pode ler-se na descrição do evento, na página da PortoLazer. Segundo a UNESCO, o local da descoberta, ainda 

 

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http://news.google.com/news/url?sa=t&fd=R&ct2=us&usg=AFQjCNHijKvoMx4LlNGpS1bWP8WHY9LlDA&clid=c3a7d30bb8a4878e06b80cf16b898331&cid=52779452322798&ei=3-_-VdDtNMKLhAGd1YDIAg&url=http://www.porto24.pt/cultura/26-set-exposicao-leva-150-replicas-dos-guerreiros-de-terracota-alfandega-porto/

 

 

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras!

Até ao próximo click!

publicado por Musikes às 12:43 link do post
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