Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
26 de Outubro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto.

Casa da Música – Porto

Príncipe des’Orientado (7,5€)

Espectáculos | Concertos para Todos [31/10/2015 - sábado | 16:00 | Sala 2] Joana Pereira e Sofia Nereida direcção artística e interpretação Flávio Aldo, David Lacerda e Tiago Oliveira interpretação A música é a bússola de um espectáculo que abre o mapa-mundi para criar rotas entre culturas. Nesta produção há um príncipe desencontrado, meio perdido de tudo, que viaja pelo Médio Oriente, coleccionando histórias míticas e melodias tradicionais. Longe, descobre o seu próprio mundo; encontra fios de sons e ritmos que, afinal, nos unem do Levante ao Ocidente.

Ler mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/10/31-outubro-2015-principe-des%E2%80%99orientado/42390?lang=pt

Fado ao Centro (7,5€)

Clássicos do Fado de Coimbra [21/11/2015 - sábado | 21:30 | Sala 2] Clássicos do Fado de Coimbra - O fado de Coimbra e todos os que o cantaram e o levaram ao mundo. Todos os que, em mais de um século, o transformaram na genuína expressão musical e cultural de uma cidade marcada como poucas pela universidade e pelas suas tradições e vivências seculares, agora Património da Humanidade. Dos primeiros nomes do fado de Coimbra, daqueles que lhe ditaram a genialidade, como Augusto Hilário, António Menano ou Edmundo Bettencourt, aos que lhe traçaram novos rumos, como Artur e Carlos Paredes, até aqueles que souberam moldar-lhe a beleza e transformá-la em arma e hino contra a opressão e a ignomínia, como José Afonso ou Adriano Correia de Oliveira. Todos. Todos estes e outros que interpretaram como ninguém mais o fez as tradições genuínas da cidade dos estudantes trajados de negro, das serenatas nas ruelas estreitas ou enquadradas pela magnificência da Velha Sé, dos amores e desamores que só aqui se encontram e aqui se finam, das guitarras e das vozes que soam como só elas o fazem, estremecendo corações e tecendo enleios de alma.

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A música como caminho para a felicidade. Haverá um final feliz?

Fórum do Futuro [06/11/2015 - sexta-feira | 18:30 | Sala 2] Mathew Peacock e Paul Griffiths conferencistas João Teixeira Lopes moderador A música tem sido utilizada como ferramenta no trabalho com grupos em risco ou situação de exclusão social. Mas poderá ela contribuir para levar as pessoas a um futuro mais feliz? Mathew Peacock e Paul Griffiths, músicos habituados a liderar experiências com comunidades desfavorecidas, partilham alguns dos projectos que têm desenvolvido, numa sessão que inclui uma performance do Som da Rua, grupo formado por utentes de instituições do Porto que apoiam sem-abrigo e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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Na ponta dos dedos (10€)

Workshop Primeiros Sons [01/11/2015 - domingo | 10:30 | Sala Ensaio 2] ( Crianças, Famílias ) António Miguel Teixeira e Sofia Nereida formadores Na ponta dos dedos, no mundo dos teclados, sucedem-se histórias e aventuras, viagens serenas ou autênticos furacões. Tacteando sons, puxando canções, as primeiras realizações musicais levam a lugares longínquos da imaginação – basta seguir dois teclistas, subir a escada mágica…

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Fórum do Futuro - Felicidade - 04 a 08 de novembro Teatro Municipal do Rivoli

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Após o aperitivo cultural a frequentar, aí estão as notícias da cultura a ler. 

Remix Ensemble, os 15 anos que soam a idade adulta

“O agrupamento especializado em música do nosso tempo (celebrou na semana passada) 15 anos de atividade Nasceu com o projeto Porto/2001 e... ficou, tendo entretanto transitado para e integrado o projeto Casa da Música. A verdade é que já lá vão 15 anos de Remix Ensemble, isto é, da existência em Portugal de um grupo permanente, dotado de atividade e temporadas regulares, especificamente dirigido à música nova/recente de feição erudita. Nesse período, contam-se mais de 350 concertos, 11 discos, concertos numa dúzia de países e quase cem obras dadas em estreia absoluta (ou portuguesa), divididas quase irmãmente entre autores estrangeiros e nacionais). À data, 33 compositores portugueses viram obras suas estreadas pelo Remix, testemunho por si só do estímulo à nova criação musical que a existência do Remix veio possibilitar. (…)

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O preço das Artes

“Se as Humanidades estão a ser trucidadas, as Artes Visuais são completamente ignoradas e sobrevivem num espartilho curricular que só se compreende num contexto de miopia intelectual. Há um par de meses, quando se preparava o ano lectivo, António Araújo, no seu blogue Malomil dava-nos a conhecer a sua indignação perante o custo de alguns manuais escolares envolvidos em “blocos pedagógicos” que as editoras apresentam aos alunos e respectivas famílias como material indispensável para o sucesso, quantas vezes com a conivências, por omissão, de escolas e professores, acrescento eu. No caso era um bloco pedagógico para o 11.º ano de Biologia e Geologia, daqueles que inclui cadernos de actividades e mais alguma coisa que sirva para somar parcelas na factura. Com a extensão da escolaridade para 12 anos e a generalização do Ensino Secundário, esta prática dos blocos pedagógicos – já muito comum nos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico – tem-se estendido ao Secundário, beneficiando as editoras com as mudanças de metas de aprendizagens e de conteúdos programáticos que, ano a ano, vão inutilizando os manuais comprados anteriormente. Mas, se o negócio dos manuais e demais “materiais auxiliares”, com destaque para os livrinhos com as provas finais de ciclo e exames que estão online gratuitamente no site do IAVE, tem andado de vento em popa em tempos de redução do número de alunos, o que dizer dos encargos que implica a frequência, mesmo no Ensino Básico, de disciplinas como Educação Visual? Há umas semanas, com uma folha A4 pautada com as linhas quase todas preenchidas com todo o tipo de materiais imagináveis, lá fomos nós, petiza, mãe e pai, fazer uma visita a uma grande cadeia de materiais escolares e de escritório, acabando a expedição com uma conta acima dos 50 euros, apesar de em casa já existirem alguns dos materiais solicitados e de em vários casos a opção ter sido mesmo pela marca branca e, caso se parta ou extravie, que é o mais certo ao longo do ano, logo se compra outro. E estamos a falar de Ensino Básico, de uma disciplina de frequência obrigatória, numa escola pública, num sistema de ensino obrigatório, universal e alegadamente gratuito. Tudo para além da aquisição do próprio manual ou bloco pedagógico. Entendamo-nos sobre um ponto: eu até concordo que alguns materiais, para trabalhos específicos, mais onerosos, possam ficar a cargo dos orçamentos familiares com essa capacidade. Agora, pedir que se comprem borrachas e lápis específicos, folhas de papel de três ou quatro variedades, incluindo as brancas mais comuns, faz-me lembrar o pedido feito há alguns anos – talvez ainda seja – por algumas escolas do 1.º ciclo para que os alunos levassem rolos de papel higiénico de casa, porque o fornecimento lhes chegava tarde e em quantidades insuficientes. Estamos a falar do Ensino Básico, do ensino público obrigatório e a mim quer parecer, como professor (em escola onde tal não acontece) e encarregado de educação, que começamos a entrar num território muito complicado quando é necessário solicitar aos alunos a aquisição de todo este material para uma área curricular já de si tão maltratada quanto o é a das Artes. Eu sei que para Educação Física é necessário comprar sapatilhas, fatos de treino e camisolas. E sei que em algumas escolas, à maneira das privadas, se exige que sejam camisolas compradas na própria escola, ajudando a “gerar receitas”. Sei de tudo isso, mas acho que no caso das Artes – e nem imagino como será no Ensino Secundário – isto gera uma dupla situação de injustiça relativa, não apenas em relação a alunos com menos recursos, como quanto à forma como estas disciplinas são encaradas, quando são feitas tais exigências. Porque, mesmo que queiramos o contrário, estes são factores repulsivos, que sacrificam uma área de estudos que parece cada vez mais desprezada. E considero isto ainda mais grave porque, em matéria de desporto ou mesmo do chamado “ensino artístico”, existe uma oferta de actividades dentro e fora das escolas públicas (há, por exemplo subsídios e ensino articulado para alunos que sigam estudos na área da Música) que não se encontra em relação às Artes Visuais, em que os alunos que sintam especial apetência por esse tipo de expressão ficam restringidos a uma aula semanal e a uma quase total ausência de ofertas para aperfeiçoar as suas competências, sem ser à custa de um forte investimento familiar e, mesmo assim, só em grandes centros urbanos.”

Ler e… http://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-preco-das-artes-1712322

Os livros são alimento para a mente, mas a música também

“Nove e meia da noite. As luzes da Livraria Lello, surpreendentemente, continuam acesas. Pessoas à porta. O cenário é tudo menos o habitual. E está prestes a melhorar. Três concertos intimistas, para um público pré-seleccionado, em que o objectivo será o de proporcionar aos amantes da música uma experiência única. No Sofar Sounds, as pessoas candidatam-se para o evento, de acesso limitado, sem saberem onde será e quem actuará. É a magia da “música pela música”, como não se cansa de referir João Afonso, o representante da organização. A toda a mística de um evento limitado, juntou-se na noite de quarta-feira a grandiosidade da livraria Lello, um espaço que leva o seu nome além-fronteiras. As portas demoram a abrir para quem conseguiu o bilhete dourado e foi convidado para o evento. A impaciência começa a notar-se, a curiosidade a aumentar a cada minuto. A livraria, que foi já considerada uma das mais belas do mundo, acolhe no fundo das suas escadas os músicos convidados da segunda edição do Sofar Sound no Porto. O público sente-se em casa, senta-se no chão, nas escadas, encosta-se às estantes. Numa das prateleiras, lê-se: Books are food for the mind [os livros são comida para a mente]. Numa noite distinta, a música provou, mais uma vez, que também o é. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/local/noticia/os-livros-sao-o-alimento-para-a-mentemas-a-musica-tambem-1712173

No “Pergaminho” desta semana…

Escolaridade dos pais ainda é determinante no percurso dos filhos

“Estudo acompanhou jovens nascidos na década de 1990 e entrevistou-os em vários momentos. Percurso escolar ainda é muito influenciado pelos anos de escolaridade que os próprios pais conseguiram e pelo rendimento das famílias. Regra geral, os rapazes conseguem resultados escolares inferiores mas têm mais sucesso no mercado de trabalho ADRIANO MIRANDA Jovens de 21 anos têm três vezes mais escolarização do que os pais Jovens com mais escolaridade consomem mais haxixe É jovem, tem 21 anos e 15 ou mais anos de escolaridade. Quem serão os seus pais? A pergunta, aparentemente, pode não fazer sentido. Mas a resposta mais comum, encontrada por um estudo que será apresentado nesta sexta-feira, ainda aponta para que este rapaz ou rapariga seja filho de um casal com um nível de escolaridade idêntico. Caso os pais tenham menos habilitações, então o mais provável é que este jovem tenha conseguido contrariar esse determinante social com mais leitura, estudo e desporto durante a adolescência. É também mais verosímil que seja uma rapariga. “A classe social de origem e a educação dos pais ainda têm muito peso no percurso escolar dos filhos. A origem social ainda pesa muito, apesar de os filhos com ensino superior terem triplicado em relação aos pais que tinham chegado a esse nível”, resume ao PÚBLICO a socióloga Anália Torres, coordenadora do estudo Reproduzir ou Contrariar o Destino Social?. O trabalho será apresentado nesta sexta-feira na Fundação Champalimaud, em Lisboa, e faz parte do projecto Epiteen24 (Epidemiological Health Investigation of Teenagers in Porto). A investigação da também professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa contou com uma amostra de 2942 pessoas nascidas na década de 1900 e que em 2003/2004 frequentavam as escolas públicas e privadas do Porto. O grupo tem sido acompanhado e inquirido aos 13 anos, 17, 21 e agora 24 anos, com os investigadores a publicarem vários trabalhos ao longo deste período. Os dados recolhidos aos 21 anos já estão totalmente fechados e a equipa está a trabalhar os resultados obtidos aos 24 anos. As conclusões do estudo antecipado ao PÚBLICO apontam, de forma clara, para que “uma parte substancial das diferenças no desempenho educacional está associada à escolaridade dos pais, o que sugere a continuidade de mecanismos de desigualdade de oportunidades num quadro geral de democratização da educação”. Anália Torres destaca que, independentemente da escolaridade, os rendimentos do agregado familiar também pesam, com as famílias com menos habilitações mas com mais orçamento a conseguirem levar os filhos mais longe na escola. A propósito do peso dos pais nas diferenças encontradas, a investigadora exemplifica que a taxa de chumbos alcançou os 78% entre os jovens com menos anos de escolaridade e filhos de pessoas com menos habilitações. Entre os jovens com pelo menos 15 anos de escolaridade e filhos de pais com os mesmos anos de estudos a taxa de reprovação em algum momento do percurso escolar ficou-se pelos 1,6%. De destacar que nos inquiridos que conseguiram ultrapassar os pais com menos habilitações a taxa de chumbos cai para 12,9%. Apesar disso, Anália Torres ressalva que há situações positivas e tendências que contrariam esta realidade maioritária. “Há casos que mostram que há também hipótese de as pessoas, através da educação, poderem melhorar a sua situação. É muito mais fácil para os que têm pais com escolaridade elevada chegarem eles próprios a uma escolaridade elevada, mas a escola também pode correr bem aos jovens com pais com escolaridade mais baixa, desde que se foquem”, diz. A investigadora dá como exemplo que os jovens que aos 13 anos tinham hábitos de leitura, de estudo e de desporto chegaram mais longe nos estudos, independentemente do percurso dos pais. “É como se o esforço da leitura, do estudo e do desporto acabasse por poder compensar o nível de educação”, afirma. Paradoxalmente, estes adolescentes viam tanta televisão e jogavam tanto computador como os que obtiveram piores resultados. A socióloga adianta que nas entrevistas que fizeram agora aos jovens com 24 anos que estão a tentar perceber em que medida é que foram os próprios alunos a fazer este esforço ou os pais a incentivar – tentando distinguir, por exemplo, os casos em que pais e filhos estudavam juntos. Porém, avança que os resultados preliminares apontam para que a crise tenha “acentuado algumas diferenças”, com mais jovens a deixarem os estudos não por insucesso mas por “necessidade de trabalharem devido a situações de desemprego dos pais”.”

Ler em… http://www.publico.pt/sociedade/noticia/escolaridade-dos-pais-ainda-e-determinante-no-percurso-dos-filhos-1711933

Ao virar da página…

A água que anda a beber talvez não seja a melhor para si

“Prefere água da torneira ou engarrafada? Fique a saber que, segundo a dieta alcalina, ambas podem causar inchaço, digestão lenta, obstipação ou até falta de energia. Uma naturopata explica porquê. Já reparou no rótulo da água que anda a beber? Se o pH indicado for menor do que 7 valores significa que é ácida e, por isso, pode provocar dores musculares e nas articulações. Existem dois tipos de pessoas no mundo: as que bebem água da torneira e as que se recusam a engolir uma única gota que não tenha sido engarrafada previamente. Gostos à parte, fique a saber que a primeira é, provavelmente, a pior para si. Não só por causa dos químicos indesejados (como o cloro, o flúor e os pesticidas) ou dos materiais pesados (como o alumínio e o chumbo) que encontramos neste tipo de água não filtrada, mas pela maior probabilidade de a água da torneira ser acídica. Mas não se surpreenda: a água engarrafada que anda a consumir provavelmente também o é. E sim, cada caso é um caso, mas pode não ser a melhor para si. Acídica? O que é isso? (…)”

Ler mais! http://observador.pt/2015/10/23/agua-anda-beber-talvez-nao-seja-melhor-si/

“A amante…”

Alguns anos depois de eu nascer, o meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena cidade. Desde o princípio, o meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, em seguida, convidou-a a viver com a nossa família. A estranha aceitou e, desde então, tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei qual era o seu lugar na minha família; na minha mente jovem ela já tinha um lugar muito especial. Os meus pais completavam-se na minha educação... a minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer. Mas aquela estranha era quem nos contava histórias. Ela mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ela tinha sempre respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história, ciência ou desporto. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro! Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e fazia-me chorar. A estranha nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava. Às vezes, a minha mãe levantava-se calada, enquanto nós escutávamos o que a estranha dizia e, então, ia à cozinha para ter alguma paz e tranquilidade. (Agora pergunto-me se a minha mãe teria rezado alguma vez para que a estranha se fosse embora!). O meu pai educava-nos com certas convicções morais, mas a estranha nunca se sentia obrigada a honrá-las. As blasfémias e os palavrões, por exemplo, não eram permitidos na nossa casa… nem a nós, nem aos nossos amigos nem a quem quer que nos visitasse. Entretanto, a nossa hóspede de longo prazo usava sem problemas a sua linguagem inapropriada que às vezes agredia os meus ouvidos e que fazia o meu pai contorcer-se e a minha mãe ficar corada. O meu pai nunca nos autorizou a beber álcool. Mas aquela estranha levou-nos a isso e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse bom e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem sinal de nível social. Ela falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Os seus comentários eram às vezes evidentes, outras vezes sugestivos, e geralmente vergonhosos. Agora sei que os meus conceitos sobre relações humanas foram influenciados fortemente durante a minha adolescência por aquela estranha. Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca fez caso aos valores dos meus pais e, mesmo assim, permaneceu na nossa casa. Passaram-se mais de cinquenta anos desde que essa estranha veio para nossa casa. Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era no princípio. Não obstante, quem hoje entrar na casa dos meus pais, ainda a encontra sentada no seu canto, à espera que alguém queira escutar as suas conversas ou a fazer-lhe companhia no seu tempo livre... Sabem qual é o seu nome? Ah. o seu nome… Chamamos-lhe TELEVISÃO! É isso mesmo; essa intrusa chama-se TELEVISÃO! Mas agora ela tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto chamado Tablet. Ela agora também tem uma família. E a nossa família será que ainda existe?

Já agora… talvez valha a pena reflectir sobre...

Como pode um edifício salvar uma cidade, ou parte dela?

“Em Newcastle, um centro cultural mudou a face da cidade. No Porto, o antigo matadouro é apontado como âncora da regeneração de Campanhã. Antigo matadouro municipal chegou a ser posto à venda pelo Município do Porto durante a gestão de Rui Rio FERNANDO VELUDO/NFACTOS Ironia das ironias, o antigo matadouro do Porto está livre da morte. A Câmara do Porto já anunciou que quer instalar ali, em Campanhã, o antigo Museu da Indústria. Há um plano mais ambicioso ainda por revelar, e o vereador da Cultura da cidade, Paulo Cunha e Silva, afirmou numa conferência sobre Arte, Espaço Público e Transformação Urbana que neste edifício, que esteve para ser vendido e cedido à especulação imobiliária, se vai afinal consumar a política que ele vem propondo, “de uma cultura para os cidadãos, não para os agentes culturais”. Mas pode um edifício salvar uma cidade, ou parte dela? A “casa da música” de Newcastle, o centro Sage-Gateshead, completou o ano passado uma década de funcionamento e de transformação, cultural, mas também social, de uma região no Nordeste de Inglaterra que entrou no século XXI em crise profunda, e a precisar de se reinventar. O caso foi apresentado no Porto como um bom exemplo de como a grande arquitectura - o edifício foi o primeiro equipamento cultural desenhado por Norman Foster - aliado a um exigente, e abrangente, programa, pode mudar a envolvente. Segundo uma das impulsionadoras do projecto e antiga responsável pelo Programa de Ensino e Participação deste centro, Katherine Zeserson, em Newcastle o segredo terá passado pela aliança entre um edifício marcante e de qualidades acústicas excepcionais, o poder da regeneração urbana - a margem do rio entre as cidades de Gateshead e Newcastle, onde se localiza o Centro, tornou-se uma zona de eleição - um programa de concertos, nas múltiplas áreas musicais, atraente para múltiplos públicos, e o envolvimento da população da região na aprendizagem e na própria criação artística. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/local/noticia/como-pode-um-edificio-salvar-uma-cidade-ou-parte-dela-1712331

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click!
publicado por Musikes às 19:20 link do post
23 de Outubro de 2015

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

Feita a merenda, abastecido muito bem o cesto da cultura, eis-nos a caminho de mais uma jornada musical. Desta vez, para algo bastante inesperado e pouco conhecido do grande público. Certo é, que continuamos a desbravar esse fantástico período da História da Música Ocidental – a Música do Classicismo.

Johann Christian Bach

“Filho mais novo de Johann Sebastian Bach, Johann Christian nasceu em Leipzig no dia 05 de setembro de 1735 e morreu em Londres no dia 01 de janeiro de 1782. Compôs numerosos trabalhos orquestrais e de câmara, além de várias óperas. Viveu uma boa parte de sua vida em Londres, motivo pelo qual ficou conhecido como o “Bach de Londres”.” (http://www.concertino.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=231)

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 1 in D Minor I. Allegretto (1º and.) http://videos.sapo.pt/Qf5uDoUqHi6EOR3az6aH

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 1 in D Minor II. Andante (2º and.) http://videos.sapo.pt/7CjzZGtZb9WJAqNkk6i7

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 1 in D Minor III. Allegro (3º and.) http://videos.sapo.pt/URMBvQtj6JZOkOg5G5Z4

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 3 in D Major I. Allegro (1º and.) http://videos.sapo.pt/YAZsTovIbs6SEfZVHVqz

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 3 in D Major II. Andante alla Polacca (2º and.) http://videos.sapo.pt/30KZDWC2HJ2DVzAZk6N9

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 3 in D Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/mUcqgt65j9QqARKagmsR

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 5 in A Major I. Allegretto (1º and.) http://videos.sapo.pt/KmGkiSzzaNpZYsHkRQBG

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 5 in A Major II. Andante (2º and.) http://videos.sapo.pt/KpUPGeeyuS4aj41c8bAw

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 5 in A Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/NJnrRTseMAK9zmnNq9IZ

“Johann Christian Bach foi o último dos doze filhos de Johann Sebastian Bach com Anna Magdalena Wülken (ou Wilcken, ou ainda Wülckens). Começou a estudar música com o pai e, provavelmente, com o primo, Johann Elias Bach. Acredita-se que o livro II do Cravo Bem Temperado, famosa composição de Johann Sebastian Bach, tenha sido escrito para ser usado na instrução de Johann Christian. Serviu como copista de J.S.Bach e, após a morte do pai em 1750, tornou-se aluno de seu meio-irmão Carl Philipp Emanuel Bach, na cidade de Berlim.!” (http://www.concertino.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=231)

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 2 in D Major I. Allegro (1º and.) http://videos.sapo.pt/ROmh8uM8ZSMzQdYzIjqg

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 2 in D Major II. Andante Alla Polacca (2º and.) http://videos.sapo.pt/DoU1Pb7pVZ6SWpM8uq1Q

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 2 in D Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/5MEi9J6OvGRVD0ctUbQO

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 4 in C Major I. Allegretto (1º and.) http://videos.sapo.pt/NNwtiKIf0JZEOdp3MDuZ

J. C. Bach- Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 4 in C Major II. Andante Alla Polacca (2º and.) http://videos.sapo.pt/4hO9g3ihLhqGpr7GcK6M

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 4 in C Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/TdIJPGuhq6cD8zNL7mpw

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 6 in C Major I. Allegretto (1º and.) http://videos.sapo.pt/9aJ8ZtD5MvKATnOIqyt9

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 6 in C Major II. Andante Amoroso (2º and.) http://videos.sapo.pt/1MLYlORHFjZeBU7YPzTc

J. C. Bach - Six Sonatas for Flute and Harpsichord - Sonata No. 6 in C Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/pkcD4jhMGZuzDZ2zuWsZ

“Em 1754 foi à Itália estudar contraponto com o padre Giovanni Battista Martini e, de 1760 a 1762, trabalhou como organista na catedral de Milão. Lá, escreveu duas missas, um réquiem, um Te Deum, entre outras obras. Foi nessa época que Johann Christian converteu-se ao catolicismo.” (http://www.concertino.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=231)

J. C. Bach - Sonata for Flute and Harpsichord in E Flat Major I. Allegro Moderato (1º and.) http://videos.sapo.pt/ysFmPRaSVJmlqrBIIifq

J. C. Bach - Sonata for Flute and Harpsichord in E Flat Major II. Andante Cantabile (2º and.) http://videos.sapo.pt/YPS80Pkze5uQasUz68Uy

J. C. Bach - Sonata for Flute and Harpsichord in E Flat Major III. Tempo di Minuetto (3º and.) http://videos.sapo.pt/ZSsqwoc5pipzSOqSRzHI

E não nos ficamos por aqui! Há ainda muito mais para descobrir e ouvir!

Por isso!... Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!
publicado por Musikes às 20:23 link do post
19 de Outubro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto.

Visita ao Porto oitocentista de Júlio Dinis

“Viagem até à época do escritor portuense Júlio Dinis e o seu primeiro romance Uma Família Inglesa Três horas em ponto. Com o rio Douro e as pitorescas casas da Ribeira do Porto ali tão perto, as portas da Casa do Infante convidam a entrar e percorrer a calçada em pedra até ao hall de entrada. Ouvem-se conversas cruzadas entre os participantes do percurso cultural O Porto de Júlio Dinis e o seu primeiro romance Uma Família Inglesa. Esperam pelo início do primeiro de 12 percursos que decorrem até dezembro, numa iniciativa da câmara do Porto, para sentir o "pulsar" da cidade como palco de contos, intrigas e factos reais, descritos por escritores, cineastas e filósofos. (…)

Ler mais! http://www.dn.pt/artes/interior/visita_ao_porto_oitocentista_de_julio_dinis_4841427.html

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Casa da Música - Porto

Cavaquinho.PT 2015 [27/10/2015 - terça-feira | 21:30 | Sala Suggia] - World Júlio Pereira – Cavaquinho Luís Peixoto – Bouzuki Miguel Veras – Guitarra Sandra Martins - Violoncelo O compositor e multi-instrumentista revisita agora, percorrida a viagem de sons que o levaram a muitos lu(g)ares e a várias paisagens criativas, o universo acústico de um instrumento que, há já mais de 30 anos, provocou o seu reconhecimento nacional e internacional e lhe está colado à pele: o cavaquinho. Uma revisita que não é um regresso, mas antes uma atualização de sonoridades, de formas, de modos (e de modas), pela qual o cavaquinho e a geografia musical de Júlio traduzem uma constante procura de novos caminhos. Neste espectáculo prova-se que quer na música quer na vida, não há tradição sem contemporaneidade. O trabalho e a prestação artística de Júlio Pereira continuam a provocar surpresa…

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Ricardo Dias (8€) - Quero ir!

Fim de Tarde | Novos Valores da Guitarra Portuguesa [27/10/2015 - terça-feira | 19:30 | Sala 2] - Fado Ricardo Dias guitarra portuguesa Ni Ferreirinha guitarra clássica Ricardo Dias apresenta um recital que gira em torno da guitarra portuguesa de Coimbra e compositores a ela associados, mantendo viva a memória de Carlos Paredes, expoente máximo na criação e execução do instrumento, mas também de muitos outros autores do universo coimbrão. Com um intenso percurso musical, Ricardo Dias dirige actualmente a Escola da Guitarra, Viola e do Fado de Coimbra, e participou nos grupos Alma Mater, Quinteto de Coimbra, Trio de Coimbra e Coimbra Ensemble. Como compositor tem uma obra original extensa. Fundador e guitarrista residente do Centro Cultural - Casa de Fados “aCapella”, gravou e tocou com figuras relevantes como Vitorino, Janita Salomé, António Bernardino, Paulo Saraiva, Carlos Carranca, Luís Goes e Camané.

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Porto Cultura

Concurso Dá Voz à Letra | jovens entre 13 e 17 anos | candidatura até 30 Out

Para mais informações consultar o site da iniciativa: http://davozaletra.gulbenkian.pt/

Teatro Municipal do Porto | Newsletter > 15 a 30 outubro

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… DANÇA SEX 23 OUT ⁄ 21H30 REIPOSTO REIMORTO: A LENTA PROSA DO MUNDO

COPRODUÇÃO TEATRO MUNICIPAL DO PORTO CATARINA MIRANDA AUDITÓRIO TM CAMPO ALEGRE TM CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/6

Esta construção cénica parte da ideia de eclosão, um momento social de rutura situado no passado e que precede uma consciência geral de humilhação e dessacralização do presente.

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… DANÇA DOM 25 OUT ⁄ 17H00 TEMPO DO CORPO SOFIA SILVA COM GRUPO DE 20 PARTICIPANTES SÉNIORES DA CIDADE DO PORTO GRANDE AUDITÓRIO MANOEL DE OLIVEIRA TM RIVOLI PREÇOS ÚNICOS ADULTOS 5,00 EUR • CRIANÇAS 2,00 EUR • M/12

"Tempo do Corpo" é um projeto de criação em dança contemporânea, interpretado por pessoas maiores de 65 anos. O projeto já foi desenvolvido em diferentes localidades do país e é sempre realizado com cerca de 20 participantes, residentes em cada uma das localidades.

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… DANÇA QUI 29 & SEX 30 OUT / 21H30 LASTRO COPRODUÇÃO TEATRO MUNICIPAL DO PORTO LASTRO GRANDE AUDITÓRIO MANOEL DE OLIVEIRA TM RIVOLI • 7,50 EUR • M/12

Um novo festival na cidade do Porto com algumas das obras e das tendências mais emergentes do cinema e da cultura queer. O TM Rivoli acolhe a Competição Oficial, com 12 ficções e documentários a concurso, e a antestreia de "Praia do Futuro", de Karim Aïnouz, na noite de encerramento.

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… LITERATURA QUI 29 OUT ⁄ 22H00 QUINTAS DE LEITURA POESIA, UMA HISTÓRIA DE LOUCOS AUDITÓRIO TM CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/12

Uma sessão com a presença de Matilde Campilho, uma das grandes revelações da poesia portuguesa em 2014, em conversa com o escritor Frederico Lourenço. As leituras estarão a cargo da própria poeta e dos atores Jorge Mota e Teresa Coutinho. O músico convidado é Norberto Lobo.

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… MÚSICA SEX 30 OUT / 23H30 THE GLOCKENWISE UNDERSTAGE • EM PARCERIA COM LOVERS & LOLLYPOPS SUB-PALCO TM RIVOLI • 5,00 EUR • M/12

Os The Glockenwise já não são o que eram, já não são os miúdos de "Building Waves", já não são os rapazes quase crescidos de "Leeches". Os The Glockenwise já não são o que eram e ainda bem. "Heat", o novo disco, mostra-nos uma banda consciente de tudo, sem dar importância a nada, nada que seja esta vontade de traçar caminho.

url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… PENSAMENTO DE QUA 4 A DOM 8 NOV FÓRUM DO FUTURO FESTIVAL DE PENSAMENTOurl q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… TM RIVOLI • CASA DA MÚSICA • SERRALVES • TNSJ Entre 4 e 8 de novembro o Futuro volta a invadir os maiores palcos da cidade. Depois de uma primeira edição efervescente, o festival de pensamento Fórum do Futuro regressa com um intenso programa de debates em áreas tão diversas quanto a Música, a Astrofísica, a Arquitetura, a Sociologia, o Teatro, a Filosofia ou as Artes Visuais.

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url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port…

Contactos Teatro Municipal Rivoli Praça D. João I, 4000-295 Porto +351 22 339 22 00

Teatro Municipal Campo ALegre Rua das Estrelas, 4150-762 Porto + 351 22 606 30 00

geral.tmp@cm-porto.pt Como Chegar Morada e mais dados Press divulgacao.tmp@cm-porto.pt url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port…

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url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port… url q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-port…

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Biblioteca Almeida Garrett<bib.agarrett@cm-porto.pt> Concurso Dá Voz à Letra | jovens entre 13 e 17 anos | candidatura até 30 Out

clique aqui para ver informação url q=http%3A%2F%2Fbmp.cm-port… Estudo inédito mostra que fado contribui para o bem estar

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EPHEMERA | Biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira http://ephemerajpp.com/

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Boas! Após o aperitivo cultural a frequentar, aí estão as notícias da cultura a ler.  A cultura não ocupa espaço, e por isso, eis umas tantas novidades que até dão que pensar. Boas leituras! ;)

“O Fado induz "nostalgia e tristeza", emoções que fortalecem o sentido de comunidade e a sensação de catarse. (…) O psicólogo e investigador Gonçalo Barradas, que apresenta na quinta-feira o primeiro estudo psicológico sobre as emoções evocadas pelo fado, disse à Lusa que este género musical contribui para o bem-estar subjetivo dos seus ouvintes. Gonçalo Barradas vai apresentar este estudo, que é o primeiro no âmbito da psicologia a "explorar os mecanismos psicológicos subjacentes às emoções evocados pelo Fado", no decorrer da IV Conferência Internacional sobre Música e Emoções, em Genebra, na Suíça. (…)

Ler mais! http://dn.pt/m/8gmQ

Veja como o feto na barriga da mãe "canta" quando ouve música

“Estudo científico utilizando sistema de ecografia "4D" mostra como o bebé reage a estímulos musicais logo a partir das 16 semanas. A partir de que momento da gestação começa o ser humano a ouvir? Até agora, pensava-se que tal acontecia no mínimo a partir das 18 semanas, havendo quem defendesse as 26 semanas como altura mais provável. Mas uma equipa de cientistas espanhóis concluiu que, afinal, mal o ouvido é formado, pelas 16 semanas, o feto começa a ouvir. A pesquisa, realizada por investigadores da Universidade de Barcelona e do Instituto Marquès, também da capital catalã, foi publicada na revista especializada Ultrasound. Os cientistas transmitiram música a 106 fetos, entre as 14 e as 39 semanas de gestação, e observaram as suas expressões faciais através de ecografias 3D/4D. Observaram que fetos com apenas 16 semanas reagiam à música, mexendo a boca e a língua "como se estivessem a cantar", segundo descreve Marisa López.-Teijón, a chefe da pesquisa. A música foi transmitida de duas formas: através da barriga da mãe e por via vaginal. Neste último caso, 87% dos fetos reagiram ao som. E em metade destes, os movimentos que fizeram até acompanharam o ritmo da música.”

Ler em… http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4828554

Beatles. A história contada em 27 sucessos

“Versão revista e aumentada da coletânea 1 é lançada no dia 6 de novembro. CD, DVD e vinil e com direito a vídeos inéditos. Durante 700 semanas consecutivas, foram vendidos pelo menos mil exemplares de 1, a compilação que reúne as 27 canções dos Beatles que chegaram ao topo da tabela de vendas em Inglaterra ou nos Estados Unidos. Em março deste ano, fazia a Forbes as contas, já as vendas ultrapassavam os 12,5 milhões de cópias e a contagem promete disparar. Prevista para o próximo dia 6 de novembro está a reedição da coletânea, revista e aumentada com os vídeos promocionais que a banda foi fazendo para promover os singles. São menos de dez anos que separam Love Me Do de The Long and Winding Road. Tempo suficiente para que, com dezenas de discos editados, os Beatles mudassem o rumo da música. Primeiro, usurparam os tops europeus, depois invadiram a América e até hoje permanecem como a mais indiscutível das bandas. Líderes do assalto do rock"n"roll às tabelas do mainstream, gigantes na era psicadélica e pioneiros nas técnicas de gravação em estúdio, os rapazes de Liverpool têm um lugar só seu na história. Se o videoclip tem os seus primórdios no final da década de 1950 quando, em França, músicos começaram a gravar pequenos filmes de 16 mm para passar em máquinas que pareciam jukeboxes com ecrãs - as Scopitones -, foi com os Beatles que a associação entre música e imagem começou a sedimentar-se. Agora, na reedição de 1, ficarão disponíveis todos os filmes feitos pelos Fab Four para acompanhar os singles de maior sucesso. Além disso, Ringo e Paul, os dois sobreviventes da banda, gravaram testemunhos inéditos para a reedição. Com edições anunciadas em CD, DVD e vinil, 1 promete voltar a vender mais alguns milhões. Quanto mais não seja porque os Beatles continuam sem aderir às plataformas de streaming. Enquanto o disco não chega, recordamos uma a uma a história das 27 músicas que lideraram os tops mundiais.”

Ler E… http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4828624

Arquitectos-conselheiros franceses à descoberta da Escola do Porto

“Começaram pela Casa da Música, mas foram sobretudo as obras da Escola do Porto que motivaram centena e meia de arquitectos franceses, conselheiros do Estado, a visitar na semana passada vários lugares e edifícios da região metropolitana. Nuno Valentim (à direita) explica aos arquitectos franceses o seu projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão Se é verdade que a Casa da Música é um edifício normalmente visitado por gentes de todo o mundo, nunca tantos arquitectos admiraram, em simultâneo, esta obra de um dos seus pares. Isso aconteceu ao final da tarde de quinta-feira, quando 150 arquitectos conselheiros do Estado (Architectes-conseils de l’État – ACE) francês aí iniciaram uma visita de trabalho de quatro dias ao Porto, com o propósito de “pensar a arquitectura” a partir desta cidade e da “lição” da sua Escola. Divididos em quatro grupos, e com a “indisciplina” previsível nesta comunidade profissional – como comentava o líder improvisado de um dos grupos –, os arquitectos percorreram e espalharam-se pelos múltiplos recantos do edifício de Rem Koolhaas, não tendo, no entanto, podido entrar na Sala Suggia, que na altura estava ocupada com o ensaio para o concerto de Márcia. Olharam, fotografaram, desenharam, analisaram as plantas das saídas de incêndio e apalparam os materiais da construção, mais ou menos rendidos à arquitectura do holandês. No final da visita e na manhã seguinte, ouviu-se falar de ousadia mas também de cinismo. Philippe Challes, presidente dos ACE e vindo de Paris, testemunhou para o PÚBLICO ver na obra de Koolhaas uma associação de “cinismo e inteligência”. “Apesar de tudo, ele respeitou a cultura portuguesa envolvente” na implantação do seu edifício, o que mostra que “ele não é assim tão cínico como normalmente se diz”. Posição idêntica era manifestada por Patrick Céleste, arquitecto também sediado na capital francesa, mas que representa um departamento de Toulouse no ACE. “Gosto da relação que esta espécie de cristal ou torrão de açúcar estabelece com a envolvente dos edifícios antigos e com o jardim que tem o leão sobre a águia”, disse. Já sobre o interior da Casa – e salvaguardando não ter podido visitar a Sala Suggia –, Céleste desfiou algumas reticências: “Há belos espaços, mas não pude deixar de sentir que há ali também um lado mortífero; nalgumas secções parece que estamos num crematório”. E exemplificou com a sala do serviço de baby-sitting, que viu como “um nicho de tristeza”. “Não se fecham as crianças assim”, disse o arquitecto, lamentando ainda a falta de espaços públicos mais atentos “à convivialidade que fazem o charme dos teatros barrocos e ‘à italiana’”. Defender os interesses da França Os Arquitectos Conselheiros do Estado francês são uma “figura” específica deste país, que nasceu nos anos do pós-II Guerra Mundial associados ao exercício de reconstrução do país, decorre também do quadro da regionalização, e não tem nenhum correspondente em Portugal. Trata-se de um conjunto de arquitectos nomeados pelo Estado, espalhados pelo território – e que estão sujeitos a uma série de restrições, nomeadamente não projectar para os departamentos de que são representantes –, para defender os interesses colectivos da França. Eduardo Souto de Moura – um dos convidados do programa, apresentando no sábado os seus projectos da Casa das Artes, do Metro do Porto e do Estádio do Braga – acha que se trata de uma estrutura que “faz todo o sentido”, lamentando que ela não exista entre nós. “Em Portugal, em vez disto, temos a má-língua de bastidores”, disse ao PÚBLICO, antes da sua conferência na Casa das Artes. “Como a arquitectura não é uma ciência objectiva, se os projectos forem sujeitos a debate há a probabilidade de ficarem melhores”, acrescentou Souto de Moura, exemplificando com a situação que ele próprio está a experimentar actualmente em Washington, para onde desenhou um edifício de habitação de quatro pisos. “Já lá fui três vezes para a discussão pública do projecto, e chumbou sempre, com os responsáveis da comissão do património a chamarem-me a atenção para que eu serei capaz de fazer melhor…” Souto de Moura diz que, em Portugal, “falta esta discussão dialéctica – uma palavra que passou de moda –, que sempre permitiria defender melhor a comunidade e encontrar soluções mais correctas”. “Cá, temos os conselhos superiores do património e das obras públicas, mas é tudo feito à porta fechada”, nota o autor do Estádio do Braga. “E quando há discussões públicas, como no caso do meu projecto para o Parque da Cidade [no Porto], elas reduzem-se ao insulto, do género ‘O bandido só quer betão, e vai dar cabo das árvores…’” Um trabalho inteligente Esta visita dos arquitectos franceses – promovida pela Talkie-Walkie, uma jovem empresa saída da incubadora InSerralves – cumpre a prática anual do referido conselho de alternar uma viagem e um seminário numa região de França com uma saída para um país estrangeiro – que, de resto, passou já também por Lisboa, em Abril de 1999.”

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No “Pergaminho” desta semana…

O português devora-se a si mesmo

“A ambição da língua portuguesa é poder ser falada sem necessidade de abrir a boca. A manter-se a tendência, chegará um tempo em que será incompreensível até para os próprios portugueses. Os portugueses costumam estranhar que compreendam sem dificuldade o português falado no Brasil e o espanhol, mas que brasileiros e espanhóis não sejam capazes de perceber o português de Portugal. Esta falta de reciprocidade é, muitas vezes, atribuída, ao “jeito natural para as línguas” dos portugueses (um atributo imaginário que faz parte da nossa auto-imagem) e a uma suposta incapacidade congénita de brasileiros e espanhóis para compreenderem e se expressarem noutras línguas. Mas se fizermos um pequeno esforço de abstracção e distanciamento e nos ouvirmos de forma analítica, emerge uma explicação mais plausível: a pronúncia do português falado tende a ser impenetrável. Em contraste com o português do Brasil e o espanhol, a maior parte das sílabas do português de Portugal são fechadas e os “s”, em vez de sibilarem, soam como “ch” e “j” (o que os brasileiros pronunciam como “áss óbráss”, nós pronunciamos como “ajóbraje”). O website do Instituto Camões, ao comparar a fonética das pronúncias do português dos dois lados do Atlântico, indica que “a mais notória diferença em relação ao Português do Brasil diz respeito às vogais não-acentuadas que são muito mais audíveis no Português Brasileiro do que no Europeu, sendo, nesta variedade, muito reduzidas, o que leva, por vezes, à sua supressão. Esta característica do Português Europeu tem como consequência que os estrangeiros compreendem melhor a pronúncia de um brasileiro do que de um português, sentindo, neste último caso, que a língua parece ter só consoantes”. Como pode um brasileiro perceber que o som “froch” emitido por um português corresponde à palavra “feroz”, que do outro lado do Atlântico se pronuncia como “féróiss”? Quando um grupo de portugueses se desloca ao estrangeiro, alguém que os ouça falar entre si e não tenha familiaridade com o português, é tentado a atribuir-lhes origem, não latina, mas eslava. A sugestão poderá parecer tonta, mas a inaudibilidade das vogais e a abundância dos sons “j” e “ch” explica a confusão. url q=http%3A%2F%2Fobservador.… A ponte que une a ilha de Krk ao continente é sólida, apesar de na sua construção não terem sido usadas vogais Um dos momentos mais inspirados do website de fake news The Onion surgiu no rescaldo dos conflitos nos Balcãs, com o anúncio pelo Presidente Clinton de uma operação humanitária de emergência na Bósnia, consistindo no envio de dois C-130 que iriam fazer o lançamento de 75.000 vogais, de maneira a tornar os nomes locais mais fáceis de pronunciar. Com efeito, a toponímia e a onomástica da ex-Jugoslávia são avaras em vogais: na Croácia temos a ilha de Krk, na Bósnia-Herzegovina encontramos a cidade de Brčko e as aldeias de Crnač, Crveni Grm, Crveno Brdo, Dvrsnica, Podcrkvina, Trnčići, Tršće e Tvrtkovići, e, claro, a Republika Srpska, a entidade sérvia da Bósnia-Herzegovina. A onomástica bósnia também é parca em vogais: na Idade Média houve dois reis bósnios com o nome de Tvrtko e, em tempos mais recentes, há a assinalar um futebolista chamado Tvrtko Kale, que quando foi jogar para Israel mudou, compreensivelmente, o nome para Dreshler Kale. No servo-croata há vocábulos como “crkva” (igreja), “mrkva” (cenoura) “trg” (mercado), “žrtva” (vítima) ou “opskrbljivač” (fornecedor); a língua checa tem “zmrzlina” (gelado), “smrt” (morte), “prst” (dedo) ou “čtvrtek” (quinta-feira); o eslovaco, que partilha muito vocabulário com o checo, tem “štvrt” (um quarto – no sentido de 1/4) ou “prš” (chuva), podendo revelar-se, no modo imperativo, de uma secura desencorajante, com “vrč” (rosna), “plň” (enche), “strč” (põe ou coloca) e “mlč” (cala-te). Assim, diz-se “parlijmo” por “paralelismo” e “perlema” por “problema”. Mais uns anos por esta senda e “paralelismo” e “problema” ficarão reduzidos a “prljmo” e “prlma” Mas o caso de Portugal é bem diferente: dificilmente poderia mobilizar-se uma operação internacional de fornecimento de vogais a um país que as possui em abundância mas faz pouco caso delas e até suprime sistematicamente sílabas, sobretudo quando as palavras são longas. Assim, diz-se “surjão” por “cirurgião”, “dzenvlemento” por “desenvolvimento”, “eletsista” por “electricista”, “chtrordnário” por “extraordinário”, “lejlação” por “legislação”, “majtratura” por “magistratura”, “parlijmo” por “paralelismo”, “perlema” por “problema”, “persamento” por “processamento”, ou “sialista” por “socialista”. Mais uns anos por esta senda e “paralelismo” e “problema” ficarão reduzidos a “prljmo” e “prlma”. O fenómeno é agravado pela voga de descartar a acentuação que distingue, na 1.ª pessoa do plural dos verbos da 1.ª conjugação (terminação em “ar”), o pretérito perfeito do presente e que leva a que se diga “Ontem jantamos muito tarde”, ou “Tratamos desse assunto na reunião da semana passada”. O inenarrável Acordo Ortográfico de 1990 (AO90), invocando este uso oral cada vez mais generalizado, aproveitou para tornar facultativo o uso do acento agudo nesta situação. Daqui resulta que a frase “matamos o cão” passa a designar, indistintamente, algo que aconteceu (quiçá por acidente) e aquilo que decidimos fazer agora, o que dá ideia da confusão adicional que estes usos e estas “regras facultativas” trazem à forma nebulosa como comunicamos. Os entusiastas do AO90 alegam que o acordo tornará mais fácil a aprendizagem do português, o que não só é um argumento falacioso (para atingir esse fim melhor seria apostar no Português Simplificado para SMS, expurgado das irregularidades, complexidades e idiossincrasias que fazem parte da natureza de cada língua), como não toma em consideração que, com ou sem acordo, o sério obstáculo para os estrangeiros é depararem-se com uma língua que soa frequentemente como móveis a serem arrastados ou papel a ser amarrotado. url q=http%3A%2F%2Fobservador.… Paisagem de Trájmontj, região que ao contrário do que a sonoridade do nome sugere, não fica na Bósnia Mas ao mesmo tempo que se assiste à tendência geral de fechamento das vogais átonas, há muitas pessoas a acentuar sílabas que não o deveriam ser: assim, temos “águarela” (por afinidade com “água”), “alárgamento” e “lárgura” (por afinidade com “largo”), “alértar” (por afinidade com “alerta”), “corrétores da bolsa” (por confusão entre correcção e corretagem), “cósmopolita” (por afinidade com “cosmos”), “cóveiro” (por afinidade com “cova”), “ensáiar” e “ensáista” (por afinidade com “ensaio”), “entusiásmado” (por afinidade com “entusiasmo”), “envélhecimento” (por afinidade com “velho”), “géstual” (por afinidade com “gesto”), “históriadores” (por afinidade com “história”), “letárgia” (por afinidade com “letárgico”), “máquinista” (por afinidade com “máquina”), “méstrádo” (por afinidade com “mestre”), “páctuar” (por afinidade com “pacto”), “resérvistas” (por afinidade com “reserva”), “rótulagem” (por afinidade com “rótulo”), “táxista” e “táxímetro” (por afinidade com “táxi”), ou “vétar” (por afinidade com “veto”). Estas pronúncias são usadas regularmente pela elite culta que domina os media (locutores de rádio e TV, jornalistas, políticos, comentadores, académicos, empresários, sindicalistas, artistas, escritores) e não representam regionalismos nem dizem respeito a grupos da sociedade com menor instrução – aqueles que por vezes são ridicularizados por dizerem “drógádos”. Se nos exemplos acima é possível discernir o que terá induzido a acentuação aberrante, outros há que parecem ser aleatórios: é o caso de “águentar”, “Bábel”, “báctéria”, “drácôniano”, “máquilhar” e “máquilhagem”, “plátaforma”, “prótagonistas”, “réssurreição”, “rétórica”, “sóviético”, “subsérviência” e “véxar”, “véxame” e “véxatório”. “Hepatite” ganha dois acentos bem sonoros e transforma-se em “hépátite”, o que poderá explicar a dificuldade em combater a doença: a medicamentação para a “hépátite” talvez seja ineficaz contra a “hepatite”. No campo da saúde, regista-se também um “chtrórdnário” aumento da incidência das “álérgias”, o que se deve não só aos pólenes que andam pelo ar, mas também a acentos que andam a pairar e poisam onde menos se espera . Outra palavra agraciada com dois sonoros acentos caídos do céu é “máriónétas” – mas sendo as marionetas, por definição, inertes e destituídas de iniciativa própria, é natural que não reclamem. A importância do “flectómetro” Todavia, a tendência dominante é, indiscutivelmente, no sentido do fechamento e é previsível que o AO90, ao decretar a supressão das consoantes (supostamente) mudas que desempenham a função de abrir a sílaba, venha intensificar o processo de fechamento. O efeito poderá não afectar imediatamente as palavras de uso quotidiano (como “afetar”), mas as crianças e adolescentes com cultura pouco vasta que sejam confrontados com palavras menos frequentes como “manufaturas” ou “intercetores”, não as pronunciarão como “manufáturas” e “intercétores”. E até os mais crescidos e cultos, quando se depararem com um “fletómetro” pronunciá-la-ão sem acentuar a primeira sílaba, pois não saberão que tal vocábulo se grafava originalmente como “flectómetro”. Não faltam casos documentados noutras línguas em que as alterações na ortografia induziram alterações na pronúncia. Veja-se o que aconteceu na Inglaterra seiscentista, quando a paixão pelos clássicos latinos levou a um processo inverso àquele que o AO90 advoga: a reintrodução de consoantes, presentes nos étimos latinos, nos vocábulos ingleses recebidos do latim através do francês, onde essas consoantes já não estavam presentes. Assim, a palavra inglesa “aventure” transformou-se em “adventure”, “dette” em “debt”, “doute” em “doubt”, “iland” em “island”, “perfet” em “perfect”, “receit” em “receipt”, “verdit” em “verdict”. O resultado foi que as consoantes (supostamente) mudas introduzidas passaram, pouco a pouco, a ser pronunciadas (com excepção do “s” em “island” e do “b” em “debt”). É intrigante que o Prof. Malaca Casteleiro, um dos pais do AO90, manifeste publicamente a sua inquietação e desagrado face ao fechamento progressivo da pronúncia do português de Portugal e, ao mesmo tempo, tenha contribuído decisivamente para criar e pôr em prática um acordo ortográfico que agravará esse fenómeno. Não menos intrigante é o critério que permitiu decidir, à luz do AO90, se uma consoante é muda: há muitas pessoas a pronunciar o “c” de “erecção” e “espectro”, ou o “p” de “acepção”, “apocalíptico”, “céptico” e “Egipto”, embora o AO90 tenha entendido que estas consoantes são mudas. Terá a insigne Academia efectuado um abrangente e rigoroso inquérito fonético junto da população de forma a determinar, palavra a palavra, se há alguma consoante que não é pronunciada? E nesse caso, qual a percentagem de falantes que determina a preservação ou supressão de uma consoante? Bastará uma maioria simples de 51% ou será necessária uma maioria qualificada de 2/3? Ou será que se decidiu tudo em petit comité, ou apenas atirando uma moeda ao ar? Seja como for, subjacente a tal tomada de decisão estaria sempre uma simplificação grosseira: a de presumir que uma consoante ou é pronunciada clara e sonoramente ou é completamente omitida, quando, em português, como noutras línguas, existem, entre os dois extremos, várias gradações. url q=http%3A%2F%2Fobservador.… Como se não bastasse a Grande Esfinge de Gizé ter ficado sem nariz, também o Egipto perdeu o “p” Por outro lado, é revelador confrontar a obsessão do AO90 em eliminar letras que não se pronunciam com o que se passa noutras línguas. Os falantes de inglês não pronunciam o “p” inicial nas muitas dezenas de palavras correntes começadas por “ps”, como “psychology”, “psoriasis” ou “pseudonym”, nem os “s” finais de “Illinois” e “Arkansas”, nem o “ps” de “corps”, nem os “gh” de “eight”, “fight”, “Hugh”, “right”, “though”e “tight”, mas não parecem incomodados por estas letras supranumerárias. No dinamarquês há muitas situações em que os “d” e os “g” são apenas aflorados ou são completamente silenciosos. O francês não só regurgita de consoantes não pronunciadas (nomeadamente “s” e “t” no fim de palavras) como usa as letras de forma francamente perdulária e é de crer que se os arquitectos do AO90 obtivessem carta branca para “aperfeiçoar” a língua de Molière, teríamos “client” convertido em “cliã”, “droit” em “druá”, “mot” em “mô” e “français” em “francé” – uma formidável poupança de tempo e tinta. Claro que não é o lastro de consoantes (supostamente) mudas que dificulta a aceitação de uma língua nas instâncias internacionais ou constitui empecilho à sua aprendizagem. Mas enquanto há quem se preocupe em introduzir um extenso quadro de alterações arbitrárias, inconsistentes e ruinosas destinadas a resolver dificuldades e incompatibilidades que nunca existiram, o desleixo generalizado na pronúncia do português vai fazendo estragos sérios: é no fechamento sistemático das sílabas átonas e na subsequente compactação das palavras do português de Portugal que está o principal “perlema”.”

Ler em… http://observador.pt/especiais/o-portugues-devora-se-a-si-mesmo/

Autores "infanto-juvenis": colaboracionismo ortográfico?

“A Língua será sempre muito mais relevante do que todas as obras de todos os "Planos Comerciais de Leitura". Com esta pretensão Está segura A causa que me guia Nesta empresa Tão estranha, tão doce, Honrosa e alta. Jurando não seguir Outra ventura, Votando só por vós Rara firmeza, Ou ser do vosso amor Achado em falta.»

(Luis Vaz de Camões)

No dito "segmento infanto-juvenil", crianças e jovens estão reduzidos a um "nicho de mercado", condenados à infantilização-"juvenilização", até que raros logrem livrar-se da manipulação subjacente, ou muitos a substituam por outra. Segundo consta, é-se "jovem" até aos 30 e mesmo até aos 40 anos de idade (os "jovens agricultores"). Podendo pontualmente parecer um privilégio, redunda na segregação perversa das discriminações positivas: a menoridade implícita neste "estatuto" é alvo de uma condescendência interesseira, de um paternalismo cúpido. Dependente da educação para o consumo que tenha ou não na família, em geral a criança mentalmente instrumentalizada pressionará os adultos para comportamentos como o da escolha da marca dos chamados "cereais de pequeno-almoço" (fantástica designação!) em função do brinquedo coleccionável que vier dentro da embalagem. O mesmo fenómeno acompanha a criança e o jovem noutras áreas. A "juventude" não tem qualidade no ensino, não tem saídas profissionais, mas tem Secretário de Estado, tem mandatários nas campanhas eleitorais, tem canais televisivos próprios (com a correspondente publicidade), tem inúmeras indústrias e diversos serviços que lhe são especialmente destinados e, dentro dos produtos culturais, é o público-alvo de um negócio editorial muito próspero que funciona entre a dita "obrigatoriedade" dos manuais escolares e a suposta "complementaridade" das obras infanto-juvenis neles citadas. Vasco Teixeira, do Grupo Porto Editora, gabava-se em Janeiro passado: "O mercado caiu 30% com a troika, mas nós mantemos as vendas nos 150 milhões [de euros anuais]." A dita "literatura infanto-juvenil" – embora a par com casos de excelência, naturalmente – consegue alojar toda uma grotesca falta de qualidade literária, disfarçada como um tipo de escrita para débeis mentais. É o caso de certos contos que são lidos nas bibliotecas municipais, com os olhos arregalados, num tom monocórdico entrecortado por assomos de expressividade néscia. Páginas repletas de chavões e de mesmice-para-adormecer, fraseado instantâneo a misturar com ilustrações (essas sim, têm de ser apelativas!) para fazer um livro para o PNL (Plano Nacional de Leitura). Pobres petizes... Uns adormecem, outros fazem birra, outros simplesmente pensam noutra coisa – e fazem muito bem – enquanto aquilo dura, na sala de aula ou onde for. Fui consultar as obras de três autores no PNL ("Ler+"), em Maio passado. Nas suas listagens, o PNL recomendava: 80 livros de José Jorge Letria (apenas enquanto autor, não como tradutor, adaptador, participante em CD incluído, etc.), o qual é também o Presidente da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores); 43 livros de Isabel Alçada (escritos a quatro ou a seis mãos, sempre com a outra "aventureira" e por vezes com algum outro "venturoso"), a qual foi também Ministra da Educação do anterior Governo, depois de três anos como "Comissária do PNL"; e 27 livros de Sophia de Mello Breyner Andresen. Uma primeira conclusão, perante estes dados: José Jorge Letria está em risco de ser convidado para assumir a pasta da Educação, num eventual futuro desgoverno cor-de-rosa. Crato rematou o descalabro acabando com o Ensino Articulado da Música e tornando o Inglês a única Língua natural obrigatória na Escola portuguesa, mas haverá ainda pior? Orwell diria: tudo é possível. O já reeleito Presidente da SPA tem dois amores: o monopólio editorial dos livros escolares e a Lei da Cópia Privada. (Para quem não está ao corrente, esta proposta é um atropelamento dos mais básicos direitos dos consumidores feito em nome de direitos de autor inexistentes, por incompreensivelmente se presumir a prática generalizada de actos ilícitos. Mais do que um subsídio aos autores, seria um mega-subsídio permanente à SPA e a outra associação, a AGECOP, através de um novo imposto oculto a pagar pelos cidadãos, em contra-corrente com a legislação europeia nesta matéria.)”

Ler em… http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/autores-infantojuvenis-colaboracionismo-ortografico-1710801

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Ao virar da página…

O som que o Stradivarius tem

“É uma das jóias da coroa do espólio do Museu da Música. Tem 290 anos e pertenceu ao rei D.Luís I. O violoncelo Stradivarius Chevillars, Rei de Portugal, saiu esta sexta-feira do Museu para a Fundação Gulbenkian. Violoncelo "Rei de Portugal" (anteriormente conhecido como "Violoncelo Chevillard"). A jornalista Teresa Dias Mendes dá a conhecer o som especial deste violoncelo num trabalho sonorizado por Miguel Silva O único instrumento em Portugal feito pelo mestre italiano António Stradivari vai ser a estrela do concerto solidário de apoio aos refugiados que se realiza no domingo, às 19:00, na Fundação Calouste Gulbenkian. A casa já está esgotada mas esta é mesmo uma das raras oportunidades de ouvir o violoncelo pelo qual se apaixonou o violoncelista russo Pavel Gomziakov. Ele vai tocar com a Orquestra Gulbenkian no Grande Auditório da Fundação. A TSF foi perceber o som e a história deste tesouro nacional com a ajuda da diretora do Museu da Música Graça Mendes Pinto e o diretor adjunto do departamento de música da Gulbenkian. (…)” Ler mais! http://www.tsf.pt/cultura/musica/interior/o_som_que_o_stradivarius_tem_4838239.html#.ViI1QxVFyiQ.mailto

Há vida no arquivo

“A colecção tem o tempo da vida de Pacheco Pereira. Política, sindicalismo, história, literatura, ciência, religião, cultura. Nada é rejeitado à partida naquele que é um dos mais completos e originais espólios sobre a História de Portugal nos últimos 200 anos. Diz ela: “Alfredo mandas-me dizer que daquim a pouco já sabes falar francez. Que rabiada tenho eu depois estares a falar, uma ligua que eu não compriendo, nam para traz nem para a frente, podes depois estares, a falar mal de mim que eu não te comprienda fazes muito bem a aprenderes de tudo, se eu estivesse no teu lugar também faria o mesmo no caso que podesse. Mandas-me perguntar se eu já sei Bordar muito agora tenho nove lições, a professora está muito contente comigo, diz que não sou das piores que tem menos enteligencia, vamos a outro assunto.” Diz ele: Desculpa eu ter demorado um pouco nas minhas notícias. Tencionava escrever-te na 2 feira á noite quando viesse da lição mas os meus colegas de pensão foram-me esperar para me convidarem para irmos ao cinema, eu disse-lhes que tinha que fazer, e então eles ficaram aborrecidos, mas para não lhes fazer a desfeita lá resolvi ir também, foram dois filmes muito bons ‘O pão nosso de cada dia’ e ‘As mil mentiras’, também já havia alguns dias que não ia ao cinema.” Ela está em Setúbal e ele, pela altura desses escritos, está em Lisboa. Namoram por carta e ao longo dos anos, mesmo já casados, continuam a relacionar-se muito através de correspondência. Ela trata-o sobretudo por meu “querido amorzinho”, ele quase sempre por “minha querida Lurdinhas”. O humor do momento e a fase da relação determinam o modo mais ou menos carinhoso dos nomes que atribuem um ao outro nas cartas que se escrevem entre 1934 e 1943. “São mais de 600 cartas que foram encontradas num armazém. Seriam lixo se eu não as tivesse recolhido”, diz Pacheco Pereira, que sublinha o interesse daquela correspondência mantida entre um casal para perceber muito do quotidiano do país. Foi feita uma selecção, preservados os nomes verdadeiros de pessoas que poderiam ser ainda reconhecíveis, mantido o tom e os erros de português e publicadas num volume a que foi dado o título Amorzinho. Sai em simultâneo com outro livro, Autocolantes do PPD. Os dois marcam o arranque de uma nova colecção da Tinta-da-China feita a partir do espólio de Pacheco Pereira e baptizada “Ephemera”, o nome do blogue que disponibiliza parte do arquivo do historiador, ex-deputado, comentador da SIC, colunista do PÚBLICO e da Sábado. A escolha de dois títulos tão diferentes para iniciar esta colecção pretende alertar para a diversidade do espólio de que ela se irá alimentar. “Há aqui de tudo, as coisas institucionais e aquilo que normalmente os arquivos institucionais não querem. Recolho tudo o que tenha que ver com a vida dos portugueses nos últimos 200 anos, principalmente na sua vertente política, sindical, cultural, religiosa. Há, por exemplo, coisas interessantes sobre as primeiras peregrinações a Fátima. Não era suposto que cartas como estas estivessem nesta colecção. Estão porque, à partida, não rejeito nada”, refere Pacheco Pereira sobre o seu modo de gerir um espólio que se tornou tão vasto quanto imprevisível nos conteúdos e que cresce como um organismo vivo pela casa da Marmeleira, uma aldeia no concelho de Rio Maior, para onde se mudou há cerca de 15 anos. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ha-vida-no-arquivo-1710604

As paredes artísticas do Porto têm um roteiro turístico em Outubro - Público.pt

“Visitas guiadas pelas intervenções artísticas espalhadas pela cidade representam um tributo à arte urbana. A Câmara do Porto e a Porto Lazer estão a organizar visitas guiadas, a pé, de bicicleta ou em triciclos motorizados de transporte de turistas, para mostrar as intervenções artíticas, com destaque para a arte urbana, que têm transformado a paisagem da cidade. A iniciativa, que decorre até ao fim de Outubro, vem no seguimento do projecto de arte urbana lançado em 2014 e que trouxe à cidade novas cores e mais arte de rua. Como parte do projecto, as visitas agendadas para este mês são gratuitas. No total serão contempladas onze intervenções, das quais três serão inauguradas ao longo da iniciativa. A representação figurativa de uma personagem abstracta da cidade, denominada AN.FI.TRI.ÃO, cujo autor é Frederico Draw, e que se localiza na Avenida Vímara Perez, junto ao tabuleiro superior da Ponte Luiz I, dando as boas vindas aos visitantes da cidade, é uma das obras que será inaugurada. A esta junta-se a intervenção artística em caixas de energia da EDP, que já tinha começado na Rua das Flores e agora se estende ao Largo de S. Domingos, desta feita pelas mãos de Sílvia Peralta, Catarina Rodrigues e Godmess & Sem, numa parceria com a Escola Superior Artística do Porto. Ainda como intervenção inaugural haverá um novo mural de Daniel Eime, na Rua Nova da Alfandega, onde o artista representa um habitante daquela zona ribeirinha. Daniel Eime foi considerado pelo site Support Street Art como um dos artistas deste género mais relevantes do ano a nível mundial. Os percursos serão todos acompanhados – no caso das visitas pedestres serão os alunos de Artes Visuais e Artísticas da Escola Superior de Educação a fazer o acompanhamento. Já no caso das triciclos de transporte de turistas serão artistas cujas intervenções são visitadas a fazer o acompanhamento de quem optar por fazer os percursos desta forma. Na primeira semana, Third será o anfitrião do evento. Frederico Draw acompanhará a visita nos dias 17 e 24, ao passo que Godmess fecha o ciclo ao acompanhar os passeios de 31 de Outubro. Para além das visitas guiadas, haverá também um safari fotográfico, em parceria com a Embaixada Lomográfica, nos dias 11, 18, 25 e 31, e ainda um Instameet, organizado pela comunidade #igerporto durante a manhã de dia 24. A arte urbana ganha assim uma nova dinâmica na cidade, depois de no anteriror mandato autárquico ter estado envolta em polémica, uma vez que qualquer intervenção urbana, fosse ou não arte, era eliminada das ruas do Porto. Para usufruir destas visitas guiadas, gratuitas, os interessados deverão inscrever-se previamente. Mais informações acerca dos percursos e das inscrições no site www.portolazer.pt.”

Ler em… http://news.google.com/news/url?sa=t&fd=R&ct2=us&usg=AFQjCNHL3AOSJJ2FteOCGC_sh12c3me-4A&clid=c3a7d30bb8a4878e06b80cf16b898331&cid=52779472999713&ei=QPcXVtDeOcalhAG80pH4Ag&url=http://www.publico.pt/local/noticia/as-paredes-artisticas-do-porto-tem-um-roteiro-turistico-1710552

Já abriu o novo E-Learning Café do Botânico

“O E-Learning Café – Botânico foi inaugurado a 12 de outubro, pelo Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo (Foto: Egídio Santos / U.Porto) Trabalhar, estudar ou simplesmente conviver com vista para um dos mais emblemáticos espaços da cidade do Porto. Todos estes cenários estão agora ao dispor dos estudantes da Universidade do Porto no novo E-Learning Café – Botânico, já em funcionamento na requalificada Casa Salabert, no Jardim Botânico do Porto. Mais de sete anos após a abertura do primeiro e-Learning Café da Universidade do Porto (Asprela), que rapidamente se tornou um local de referência para a comunidade académica, é esse sucesso que se pretende replicar em pleno “pulmão verde” da Universidade, num espaço orientado para o estudo, mas também para o lazer dos estudantes, nomeadamente os que frequentam as faculdades que integram o Polo III (Campo Alegre) da U.Porto. E-Learning Café – Botânico No e-Learning Café – Botânico os estudantes têm ao seu dispor quatro salas equipadas para o trabalho individual ou em grupo, bem como o acesso a 20 computadores portáteis e à internet de alta velocidade, através da rede wireless da Universidade (eduRoam). Nos momentos de pausa, podem ainda usufruir de amplas áreas de convívio/lazer e de um espaço para aquecer refeições ligeiras. (…)”

Ler mais! http://noticias.up.pt/ja-abriu-o-novo-e-learning-cafe-do-botanico/

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click!
publicado por Musikes às 22:07 link do post
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