Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
23 de Fevereiro de 2016

“GOTINHAS… CULTURAIS…”

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Casa da Música - Porto

Postais de Viena (15€)

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música - [27/02/2016 - sábado | 18:00 | Sala Suggia] - Clássica

Berço da melhor tradição orquestral, Viena assistiu, no início do século XX, a uma verdadeira renovação da linguagem musical operada por Arnold Schoenberg e os seus dois discípulos, Alban Berg e Anton Webern. A sofisticação tímbrica e o intenso lirismo das 5 peças para orquestra de Schoenberg, de 1909, testemunham a herança do Romantismo que o compositor expande com um cromatismo e contraponto de escrita sem precedentes e resultados intensamente expressivos. A porta fica aberta para as obras a si dedicadas por Anton Webern, que em 1910 inovou completamente o conceito de textura orquestral, e Alban Berg, cujas três peças de 1915 estabeleceram a síntese perfeita entre tradição e inovação. Bruno Mantovani, em 2004, adoptou o modelo de Schoenberg para, também ele, renovar o conceito de forma musical. O concerto é dirigido por um conceituado especialista da música do século XX, o maestro norte‑americano Brad Lubman. “Brad Lubman dirigiu interpretações vibrantes e eufóricas que electrizaram o público.” New York Times

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/02/27-fevereiro-2016-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/43175/?lang=pt

O Mundo da Disney (12 € a 15 €)

Espectáculo “Eu Danço” [28/02/2016 - domingo | 17:00 | Sala Suggia]

O espectáculo de dança “O Mundo da Disney”, organizado pela escola EU DANÇO, conta com a participação de aproximadamente 300 alunos. Acompanhado com música ao vivo, misturando as várias formas de arte, este bailado leva-nos a um mundo imaginário cheio de cor, magia e encanto. Uma experiência a não perder!

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/02/28-fevereiro-2016-espectaculo-eu-danco/44253/?lang=pt

Fado à Mesa (35€)

Diogo Aranha, Alexandra Guimarães e Pedro Marão [11/03/2016 - sexta-feira | 20:30 | Restaurante] - Fado

As noites de fado do Restaurante Casa da Música regressam com três intérpretes de eleição. O anfitrião Diogo Aranha, presença regular nas mais consagradas casas de fado do Porto e de Lisboa, partilha o palco com Alexandra Guimarães e Pedro Marão, duas vozes que representam a melhor tradição da canção nacional com a sua sensibilidade, expressão e identidade.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/11-marco-2016-fado-a-mesa/44413/?lang=pt

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Porto Cultura

LITERATURA QUI 25 FEV ⁄ 22H00 QUINTAS DE LEITURA SE DIZES NÃO É PORQUE TENS RAZÃO AUDITÓRIO • CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/12

Uma sessão inspirada num pensamento do poeta Tristan Tzara, um dos iniciadores do Dadaísmo. Teresa Coutinho lê Antonin Artaud, Albano Jerónimo lê um fragmento de "Nojo", um livro de Cláudia Lucas Chéu, e António Fonseca lê Miguel Cardoso. Um concerto hipnótico protagonizado pelo performer Paulo Condessa, seguido de um momento de novo circo por António Oliveira, da companhia Radar 360º. Por fim, a música da banda "Lavoisier" composta por Patrícia Relvas e Roberto Afonso, que readapta e transforma temas conhecidos da música popular portuguesa.

DANÇA SÁB 27 FEV ⁄ 21H30 MAFALDA DEVILLE EM COLABORAÇÃO COM ISRAEL PIMENTA MAMA ESTREIA / PALCOS INSTÁVEIS • COMPANHIA INSTÁVEL AUDITÓRIO • CAMPO ALEGRE • 5,00 EUR • M/12

MAMA é sobre ser mulher e criança simultaneamente. Estar entre a infância e ter sobre si a responsabilidade de ser adulta. Este trabalho tem por base histórias de alegria, amor, violência e solidão de mães com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, resultado de uma pesquisa realizada com um grupo de jovens mães, do norte de Londres, em 2012.

TEATRO SÁB 5 MAR ⁄ 19H00 AMIR REZA KOOHESTANI (IR) IVANOV ESTREIA NACIONAL AUDITÓRIO • CAMPO ALEGRE • 10,00 EUR • M/12

Se "Ivanov" é considerado o anti-herói dos tempos modernos, a versão iraniana da peça de Anton Tchekhov encarna a melancolia de uma pós-modernidade preocupante. Amir Reza Koohestani lança assim, a partir do clássico russo, um olhar contemporâneo sobre a obra, fazendo uma das mais profundas reflexões teatrais ao Irão dos nossos dias.

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Ora bom dia!  Após a agendar os próximos eventos, vamos lá às notícias culturais da semana. ;)

Um, dois, três, quatro… muitos minutos de jazz https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/u m-dois-tres-quatro-muitos-minutos-de-jazz-1723980

“A primeira edição foi “para o ar”, é assim que se diz na rádio, a 21 de Fevereiro de 1966, faz neste domingo exactamente 50 anos. Cinco Minutos de Jazz, um programa de José Duarte, não só faz anos como quer celebrá-los publicamente com concertos. De jazz, claro, e no Hot Clube de Portugal, na Praça da Alegria, em Lisboa. Convidados especiais: Jerry González e Steve Potts. A ideia inicial, que só não se concretiza nestes dias devido a um impedimento de última hora, era trazer Lou Donaldson, o saxofonista norte-americano autor do tema que José Duarte escolheu para genérico do programa e que assim se tornou familiar aos seus ouvintes, Lou’s blues. Mas Lou, hoje com 89 anos (nasceu em Badin, na Carolina do Norte, a 1 de Novembro de 1926), teve um problema de saúde nas vésperas da partida e o médico desaconselhou-o de viajar. O encontro fica, por isso, adiado, mas não anulado, garantem os organizadores. Haverá concerto, mais tarde. (…)”

Porto Best Of revisita Os GNR http://www.porto.pt/noticias/porto-best-of-revisita-os-gnr

“A partir de uma proposta de Miguel Guedes (vocalista dos Blind Zero), o Teatro Municipal do Porto inicia em março o Porto Best Of, ciclo que juntará diferentes grupos musicais e promoverá a remontagem de álbuns emblemáticos da música e de músicos do Porto. O primeiro momento deste programa será para revisitar "Psicopátria", d'Os GNR - álbum lançado há 30 anos - e descobrir LOBO, que leva a palco do Grande Auditório Manoel de Oliveira do Teatro Rivoli "Reverberação" (2015). Os bilhetes terão um preço único de 7,50 euros e podem ser adquiridos online: http://bit.ly/1oqIw0I Segundo a ideia de Miguel Guedes, «mesmo a melhor das histórias merece uma outra oportunidade. Por isso, no Porto Best Of não há canções nem letras que se considerem mortas. Pelo palco do Teatro Rivoli passará o melhor do passado em revisitação pelo tempo presente e o melhor que o presente traz e que o futuro dirá.

Em cada noite Porto Best Of, um artista ou banda emblemática da cidade do Porto tocará - na íntegra - o seu primeiro, mais influente ou seminal álbum, revisto à luz do tempo presente. Em cada uma das noites, partilhará o palco com algumas das mais excitantes propostas da nova música da cidade. É mais do que um encontro de géneros, estilos ou de gerações. Estamos, em todos os casos, a presenciar o nervo musical do Porto no coração da cidade e a sua particular influência na história da música portuguesa. A 9 de Março, a primeira noite Porto Best Of, encontraremos a chave que repousa no divã para a redescoberta do álbum "Psicopátria" d' Os GNR, com a luz própria de 1986. As onze canções deste disco fazem parte do imaginário colectivo de uma geração mas não se esgotam sem futuro. Numa nova primeira vez, para ver e ouvir na íntegra. Tendo já revisitado a canção "Pós-Modernos", a noite abre voraz com oLOBO, banda de Pedro Bessa que traz para palco o álbum "Reverberação" (2015), pontuado por uma singular versão de "Homens Temporariamente Sós".» (…)”

Ass. Ludotecas com novo espaço http://www.porto.pt/noticias/ass--ludotecas-com-novo-espaco

“O novo local do centro lúdico da Imagem Animada, uma valência da Associação de Ludotecas do Porto, vai ser inaugurado no dia 26, num espaço anexo à Casa Tait, cedido pela Câmara do Porto. O centro pretende promover "um conjunto de modalidades de intervenção utilizando a animação da imagem e o cinema de animação como ferramenta privilegiada", tendo já mais de 150 filmes realizados por crianças, jovens e adultos "provenientes de diversas instituições", segundo informação divulgada pela associação à comunicação social. A visita ao espaço expositivo "proporciona o contacto com a história do cinema através da exploração e manipulação de réplicas de dispositivos pré-cinemáticos", refere o comunicado. O centro, que desenvolve a sua atividade desde 1990, contará com oficinas de construção de brinquedos (óticos e de corda) e de carimbos animados, tal como a oferta de ações de formação, mostras e exposições. A Associação de Ludotecas do Porto (ALP) nasceu em 1987 a ALP e assume-se como um motor de dinamização, acompanhamento e incentivo às ludotecas que a ela se associam. Atualmente a ALP é, ainda, a entidade coordenadora do Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) de Aldoar.”

Início do festival de cinema fantástico http://www.porto.pt/noticias/comeca-hoje-o-fantasporto

“A 36.ª edição do Fantasporto arranca hoje (22-02-2016), em modo pré-Fantas, com o início da retrospetiva dedicada ao realizador macedónio Milcho Manchevski e com a "primeira das muitas produções latinoamericanas presentes este ano no festival", segundo a organização. Às 21,30 horas, no Teatro Municipal do Porto, vai ser exibido no auditório Isabel Alves Costa "Children of the Night", do espanhol Iván Noel (em concurso com "They returned"), sobre uma "colónia de crianças vítimas de vampiros adultos (?) com novos planos para a Humanidade", segundo a sinopse existente no iMDB. Quinze minutos depois, no auditório Manuel de Oliveira, também no Rivoli, é apresentado "Dust", de Milcho Manchevski, realizador já nomeado para um Óscar (por "Before the rain", que "encerra simbolicamente" o festival deste ano, mas é também exibido na terça-feira às 21,45 horas). Na sexta-feira, inicia-se a secção competitiva do Fantasporto, com a antestreia mundial de "Gelo", de Luís e Gonçalo Galvão Telles, sobre Catarina, "uma jovem nascida do ADN retirado da idade do gelo, que cresce num palácio isolado, onde é submetida a vários testes, até que reencontra o passado". A programação da 36.ª edição vai "insistir" na América Latina, região onde se encontram "os novos nomes" do cinema, segundo informação avançada apela organização do festival. O Festival Internacional de Cinema do Porto decorrerá entre os dias 26 de fevereiro a 5 março de 2016. +Info: Fantasporto 2016”

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No “Pergaminho” desta semana…

Universidade do Algarve revela o Portugal profundo, contado pela tradição oral https://www.publico.pt/local/noticia/universidade-do-algarve-revela-o-portugal-profundo-contado-pela-tradicao-oral-1723838

“Muitas das estórias que a História não conta estarão, a partir deste sábado, acessíveis a todos através de uma plataforma digital. O projecto romanceiro.pt, desenvolvido pelo Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve (Ualg), funcionará a partir da biblioteca da Fundação Manuel Viegas Guerreiro (FMVG), em Querença. O acervo é constituído por 10.096 versões do romanceiro tradicional português, a que se juntam 3.632 inéditos. O coordenador da iniciativa, Pedro Ferré (vice-reitor da Ualg), destaca a importância deste trabalho, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian: “Este arquivo é precisamente a colecção de todos os romances publicados em Portugal desde 1828 até aos nossos dias”. Algumas dessas peças, diz, “são verdadeiramente estórias da História”, registadas em 660 horas de gravações. Assim, milhares e milhares de versões coligidas em Portugal, Espanha e nos países da diáspora portuguesa e espanhola ficam ao alcance de um clique: romanceiro.pt. O ministro da Cultura, João Soares, preside à inauguração do projecto, a cargo de três investigadores da Ualg: Pedro Ferré, Mirian Tavares e Sandra Boto. Com o êxodo dos campos para a cidade, observa Pedro Ferré, “perdeu-se uma certa vitalidade na cadeia de transmissão da memória que era feita de pais para filhos”. Segundo os investigadores, o género poético do romanceiro tradicional circula desde os finais da Idade Média na memória dos povos de expressão portuguesa, galega, castelhana e catalã, difundindo-se de geração em geração. Trata-se de um património imaterial de uma “riqueza ímpar que importa preservar”. Do Minho ao Algarve, passando pelos Açores e Madeira, é possível encontrar no acervo, a cargo da FMVG, cerca de 12 mil documentos que retratam uma outra face do país que não perdeu a memória. “Acho que isto é um passo importante para o estudo do romanceiro português”, enfatiza. Pedro Ferré estuda o romanceiro do ponto de vista literário desde 1980, fazendo recolhas em Portugal e Espanha. Uma das razões porque este género de manifestação cultural sobreviveu, diz, é porque são “textos que dizem qualquer coisa à colectividade, funcionando no fundo com uma espécie de mandamentos sobre o que se deve fazer”. E a tradição de quem conta um ponto aumenta um ponto, mantém-se? “Sim, quem conta um conto, acrescenta um ponto”. Mas, atenção: “os conhecedores desta linguagem sabem que existe uma gramática própria” a ter em consideração no acto de recitar, alerta. Só sobre a Nau Catrineta, de Almeida Garrett (Lá vem a Nau Catrineta, que tem muito que contar! Ouvide, agora, senhores, Uma história de pasmar…), existem mais de 200 versões. Os textos do romanceiro, acolhidos pela FMVG, incorporam o trabalho do Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Ualg, tendo em conta as versões que foram “retocadas” ao longo dos tempos. Sobre a ilha da Madeira, diz Pedro Ferré, até 1981, ”só se conhecia o romanceiro da Madeira pelas versões profundamente retocadas de Rodrigues de Azevedo. Não conhecíamos a tradição da Madeira”. No Algarve, Estácio da Veiga foi tão “longe ou mais do que Álvaro Rodrigues de Azevedo”. Graças a recolhas recentes, adianta, “podemos agora ver onde se corrigiu e refundiu”.”

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Ao virar da página…

Portugal testa salas de aula do futuro http://www.dn.pt/portugal/interior/portugal-testa-salas-de-aula-do-futuro-5040206.html

“Setúbal já tem um espaço a funcionar há um ano e meio e serve de modelo a 24 salas em preparação. Esta é uma aposta do governo Nesta sala de aula da Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal, as cores são garridas e os alunos podem sentar-se em puffs e são confrontados com perguntas a que devem responder em 45 minutos. O objetivo é que aprendam a matéria através da descoberta das respostas feitas com ajuda das pesquisas na internet. No fim, as conclusões são apresentadas à turma. E as intervenções do professor Carlos Cunha quase que ficam reduzidas a estas duas expressões: "Achas que esta definição responde à tua pergunta?" ou "o que interessa é isto, o resto é palha". O ambiente na primeira Sala de Aula do Futuro (SAF) portuguesa é elogiado pelos alunos e corresponde ao que os entusiastas pela mudança na forma de ensinar defendem. "Não temos de estar sentados a olhar para uma pessoa a falar durante 45 minutos. Estamos à procura das coisas e aprendemos por nós", explica Tomás, um dos alunos do 8.º C da Secundária D. Manuel Martins. Ora é precisamente essa sensação de tédio que o professor Carlos Cunha quis combater quando decidiu importar no início do ano letivo 2014/2015 a SAF do original belga, produzido pela European Schoolnet. Aqui, o método para levar os alunos a aprender baseia-se na pesquisa de informação e apresentação de trabalhos em várias áreas, a partir de perguntas iniciais, e em que o papel central pertence aos jovens (ver P&R). A primeira sala fora de Bruxelas é esta de Setúbal e Portugal está a preparar mais 24, reforçando a posição de país da União Europeia com mais salas deste tipo. Agora temos seis a funcionar -além de Setúbal, também existem na Escola básica 2/3 da Atouguia da Baleia e na Básica de Ferrel, as duas em Peniche , na secundária Rafael Bordado Pinheiro, nas Caldas da Rainha, no Colégio Monte Flor e outra na Universidade de Lisboa, que serve de laboratório e formação de professores - em segundo lugar está a Bélgica, com quatro. De acordo com o Ministério da Educação (ME), estão a funcionar seis SAF em Portugal (todas em escolas públicas, à exceção do colégio privado e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa), e o objetivo é manter a aposta nestes espaços. "O ME apoia todas as iniciativas das Escolas que promovem a melhoria das aprendizagens e, em particular, as que visam o combate ao abandono escolar e promovam o sucesso escolar. No caso concreto dos ambientes educativos inovadores, o Ministério presta apoio técnico e científico às escolas que pretendam testar esta metodologia. O apoio passa pela referenciação destas escolas a outras escolas europeias com experiências semelhantes, por via da European Schoolnet", explica a equipa dirigida pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues. (…)”

Pegue num livro: 34 bibliotecas onde dá (ainda mais) gosto ler http://observador.pt/2016/02/22/pegue-num-livro-34-bibliotecas-da-ainda-gosto-ler/

“Dos encantos da Biblioteca Joanina de Coimbra até à modernidade dos espaços de leitura na Alemanha: entre nas bibliotecas mais bonitas do mundo e deixe-se embrenhar, além dos livros, na arquitetura. A busca pela informação está no código genético do Homem: queremos satisfazer curiosidades, encontrar novos mundos, expandir os horizontes. Dizia o padre António Vieira no século XVII que “o livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive” e talvez estivesse correto. Se um livro apenas transporta o conhecimento de modo tão fascinante, imagine-o replicado às centenas, aos milhares, aos milhões nas bibliotecas mais fantásticas do planeta. O Observador entrou nas bibliotecas onde o conhecimento está conservado entre uma arquitetura de cortar a respiração: em Coimbra temos um exemplo de uma biblioteca vasta e clássica. E na Austrália pode também visitar outras mais modernas e minimalistas, ao jeito do século XXI. Na fotogaleria vai encontrar 34 das bibliotecas mais belas do mundo. (…)”

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click! :)
publicado por Musikes às 11:55 link do post
18 de Fevereiro de 2016

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.” Aristóteles

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

Feita a merenda, abastecido muito bem o cesto da cultura, eis-nos a caminho de mais uma jornada musical. Desta vez, para algo bastante inesperado e pouco conhecido do grande público. Certo é, que continuamos a desbravar esse fantástico período da História da Música Ocidental – a Música do Classicismo.

Carl Philipp Emanuel Bach (300 anos de um Bach negligenciado)

“Como lembra o crítico Ivan Hewett, Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) já foi mais famoso do que seu pai, o grande Johann Sebastian Bach (1685-1750). Quando, na segunda metade do século 18, se ouvia um músico europeu falar ou escrever sobre o “Grande Bach”, ele normalmente não estava se referindo ao célebre Johann Sebastian, morto em 1750, e sim a seu segundo filho, CPE Bach. Entre os vários irmãos que se tornaram músicos profissionais, ele era considerado um vanguardista, um revolucionário, arauto de uma nova época musical, de Sturm und Drang (Tempestade e Ímpeto) e Empfindsamkeit (Sentimentalismo) pré-românticos.” (http://euterpe.blog.br/historia-da-musica/emanuel-bach-300-anos-de-um-genio-negligenciado)

C. P. E. Bach - Symphony No. 1 in D Wq 183 (H66 (1º and.) http://videos.sapo.pt/bdsdgy7DnKLM63t5JHMF

C. P. E. Bach - Symphony No. 1 in D Wq 183 (H66 (2º and.) http://videos.sapo.pt/aW6Tzqyhatt4c6tOeDlM

C. P. E. Bach - Symphony No. 1 in D Wq 183 (H66 (3º and.) http://videos.sapo.pt/3pLzzNa7yqWnQB6EzZTU C. P. E. Bach - Symphony No. 2 in E flat Wq183 (1º and.) http://videos.sapo.pt/vzCsDlMaPWenZOWwERpR

C. P. E. Bach - Symphony No. 2 in E flat Wq183 (2º and.) http://videos.sapo.pt/DYawpsKyteSO4uwTHr3n

22 C. P. E. Bach - Symphony No. 2 in E flat Wq183 (3º and.) http://videos.sapo.pt/mDYLe5ZvK3U8eQyNyjLb

C. P. E. Bach - Symphony No. 3 in F Wq183 (H665 (1º and.) http://videos.sapo.pt/aDZwveA625UIzk4p80RU

C. P. E. Bach - Symphony No. 3 in F Wq183 (H665 (2º and.) http://videos.sapo.pt/GLDCGpZAn3Nj56mvL0Zf

C. P. E. Bach - Symphony No. 3 in F Wq183 (H665 (3º and.) http://videos.sapo.pt/3Fhug5R4FUep8ylfGbyJ

"Toda a alma dele está ali, em atividade. Alma, expressão, emoção: Bach foi o primeiro a dá-las ao piano." Assim o crítico e autor de obras sobre música Johann Friedrich Reichardt (1752-1814) descrevia a arte pianística de Carl Philipp Emanuel. Ele permaneceria um ídolo até mesmo para a geração seguinte de músicos, do Classicismo vienense. Assim, Wolfgang Amadeus Mozart teria dito: "Ele é o pai, nós somos os garotos." E Ludwig van Beethoven, numa carta de 1809 a seu editor: "Das obras para piano de Emanuel Bach, eu só tenho algumas coisas, e no entanto elas servem a qualquer artista verdadeiro, não só para excelso prazer, mas também para estudo." “ (http://www.dw.com/pt/carl-philipp-emanuel-300-anos-de-um-bach-negligenciado/a-17482545)

C. P. E. Bach - Symphony No. 4 in G Wq183 (H666 (1º and.) http://videos.sapo.pt/Y8k0nUq0PIigysOv54vj

C. P. E. Bach - Symphony No. 4 in G Wq183 (H666 (2º and.) http://videos.sapo.pt/siFIATz3pISSUN7fPevv

C. P. E. Bach - Symphony No. 4 in G Wq183 (H666 (3º and.) http://videos.sapo.pt/fc8QUjMT9azHMCJKTzZR

C. P. E. Bach - Symphony No.5 in B minor Wq182 (1º and.) http://videos.sapo.pt/3Q5iCFG69vvmnqw8u17j

C. P. E. Bach - Symphony No.5 in B minor Wq182 (2º and.) http://videos.sapo.pt/nmt4fuzRMggIzFUNYBuo

C. P. E. Bach - Symphony No.5 in B minor Wq182 (3º and.) http://videos.sapo.pt/IdUl2AFqjaQVbVVJUvYz

532 C. P. E. Bach - Cello Concerto in A major Wq.17 (1º and.) http://videos.sapo.pt/lHZjIer647UThkGM6ZpZ

533 C. P. E. Bach - Cello Concerto in A major Wq.17 (2º and.) http://videos.sapo.pt/bMIw8pQgViKjBwSmA3dR 534 C. P. E. Bach - Cello Concerto in A major Wq.17 (3º and.) http://videos.sapo.pt/ORFb6HSundyFRZ7EaK7E

Surpreendido? ;) Mas há ainda muito mais.

Por isso!... Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!
publicado por Musikes às 10:38 link do post
16 de Fevereiro de 2016

“GOTINHAS… CULTURAIS…”

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Casa da Música - Porto

Música no cinema americano (19€)

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música - [19/02/2016 - sexta-feira | 21:00 | Sala Suggia] - Clássica Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música Takuo Yuasa direcção musical João Bettencourt da Câmara piano Programa: Samuel Barber Adagio (Platoon de Oliver Stone) Sergei Rachmaninoff Concerto nº 2 para piano e orquestra (Breve Encontro de David Lean) Richard Strauss Also sprach Zarathustra (2001, Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick) A profícua relação entre a primeira e a sétima arte faz com que certos filmes sejam indissociáveis das suas bandas sonoras. Da mesma forma, ao ouvirmos determinadas músicas lembramo‑nos imediatamente dos filmes em que foram utilizadas. As obras em programa são exemplos máximos desta feliz associação entre a música e o cinema. Dos cenários apocalípticos da Guerra do Vietname, acompanhados ao som do Adagio de Samuel Barber, à intensa paixão proibida de Breve Encontro, à qual a música de Rachmaninoff dá um tom arrebatador, este é um programa feito de obras favoritas do grande público.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/02/19-fevereiro-2016-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/43173/?lang=pt

Clássicos no cinema (7,5€)

Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música - [21/02/2016 - domingo | 12:00 | Sala Suggia] - Clássica - Concerto comentado Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música Takuo Yuasa direcção musical Concerto comentado por Mário Azevedo Programa: Samuel Barber Adagio (Platoon de Oliver Stone) Richard Strauss Also sprach Zarathustra (2001, Odisseia no Espaço de Stanley Kubrick) “Simples e bonito.” Ficaram célebres as palavras com que o lendário maestro Arturo Toscanini descreveu o Adagio de Samuel Barber, um dos grandes sucessos da música americana e uma das obras mais tocadas do repertório orquestral. A peça ficou para sempre associada ao filme sobre a guerra do Vietname, Os bravos do pelotão, de Oliver Stone. O género do poema sinfónico é ideal para um concerto comentado, dada a sua estrutura narrativa com base num texto. Com os comentários de Mário Azevedo, somos levados a conhecer Assim falou Zaratustra, o poema sinfónico de Strauss cuja introdução retrata o nascer do sol e que foi utilizado com extraordinário pendor ritual e coreográfico na abertura do filme 2001, Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/02/21-fevereiro-2016-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica-concerto-comentado/43174/?lang=pt

Liana (8€)

Novos Valores do Fado | Fim de Tarde - [23/02/2016 - terça-feira | 19:30 | Sala 2] - Fado - Fim de Tarde, Novos Valores do Fado O fado está presente na vida de Liana desde os nove anos de idade. Venceu 13 prémios e foi a primeira fadista a vencer por duas vezes a Grande Noite do Fado de Lisboa. Representou Amália Rodrigues durante cinco anos naquela que foi a peça de teatro mais vista de sempre em Portugal – Amália, o musical – conquistando o Prémio Pateota. Cantou com o grupo Stockholm Lisboa Project, sendo distinguida com o Songlines Music Award e com o Prémio da Crítica Discográfica Alemã (2009). Voltou mais recentemente ao fado tradicional, editando o disco Embalo em 2014. Este trabalho tem sido apresentado em países tão distantes como a China e a Austrália.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/02/23-fevereiro-2016-liana/43337/?lang=pt

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Casa das Artes – Porto

Casa das Artes dinamiza contos para toda a família A Casa das Artes, no Porto, dando continuidade à sua programação de Serviço Educativo, propõe - até maio - a realização de várias sessões de contos, dirigidas a toda a família. «Sábados com Histórias» é um ciclo de cinco sessões de contos a realizar uma vez por mês, na Casa das Artes, com programação a … Leia mais. http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fcasadasartes.pt%2F%3Femail_id%3D26%26user_id%3D187%26urlpassed%3DaHR0cDovL2Nhc2FkYXNhcnRlcy5wdC8yMDE2LzAxL2Nhc2EtZGFzLWFydGVzLWRpbmFtaXphLWNvbnRvcy1wYXJhLXRvZGEtYS1mYW1pbGlhLw%253D%253D%26controller%3Dstats%26action%3Danalyse%26wysija-page%3D1%26wysijap%3Dsubscriptions&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNGWulMsV4z5MTVwF5FtfCfPrxAgkw

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“Intermitências" de Joclécio

“"Intermitências" é uma coprodução entre o Teatro Municipal do Porto e a Circular - Associação Cultural e resulta de um processo de trabalho iniciado em 2015, que incluiu uma série de residências artísticas e três momentos abertos ao público. (…) O espetáculo de Joclécio Azevedo incide sobre a repetição de ações, sobre a quantificação e distribuição dos movimentos produzidos e expostos ao olhar do público enquanto trabalho físico, enquanto processo contínuo de produção e dispersão de energia. "Intermitências" conta a colaboração do artista plástico Jérémy Pajeanc, com música de Kubik (aka Victor Afonso) e com interpretação de quatro jovens da cidade do Porto, André Mendes, Bruno Senune, Camila Neves e Joana Castro. Em março, o espetáculo será apresentado no Festival Cumplicidades, nos dias 12 e 13, em Lisboa. (…)”

Saber mais! http://www.porto.pt/noticias/intermitencias-de-joclecio-azevedo

"Uma Gaivota" a partir de Tchekhov em estreia no Teatro Municipal do Porto

“O Teatro Municipal do Porto estreia dia 18 de fevereiro, às 21,30 horas, no Rivoli, o espetáculo "Uma Gaivota", do coletivo artístico Estrutura (Cátia Pinheiro e José Nunes) e do encenador e ator Pedro Zegre Penim, membro fundador do Teatro Praga. Tendo como ponto de partida o clássico do dramaturgo e escritor russo Anton Tchekhov, "Uma Gaivota" (1896), este espetáculo procura explorar todas as suas possibilidades dramatúrgicas. Simultaneamente, pretende questionar o próprio ato de se fazer um espetáculo a partir de textos clássicos e (…)

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Sonnabend em Serralves

“O Museu de Serralves apresenta uma selecção de obras da Colecção Sonnabend, comissariada por António Homem. Trata-se de uma viagem à arte europeia e americana da segunda metade do século XX e que ontem foi inaugurada por João Soares, Ministro da Cultura, com a presença de Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto. A exposição é composta por 61 pinturas, esculturas e instalações de 44 artistas, de Robert Rauschenberg a « Barry Le Va. The Sonnabend Collection - Meio século de arte europeia e americana está distribuída por cinco núcleos e cinco espaços distintos do Museu de Serralves. (…)”

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E agora… bora lá às notícias!  Aqui umas tantas novidades culturais. ;)

Colecionador de rádios antigos fala do prazer de "os ver e de estar ao pé deles" http://www.tsf.pt/cultura/interior/colecionador-de-radios-antigos-fala-do-prazer-de-os-ver-e-de-estar-ao-pe-deles-5028086.html

“David Guia tem mais de 500 rádios. O mais antigo é de 1924 e está a funcionar. Para além de colecionador, também repara os aparelhos. Aprendeu quando era ainda uma criança. A TSF falou com este apaixonado por recetores no Dia Mundial da Rádio. (…)”

Uma viagem no tempo no “Central Park” do Porto https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/uma-viagem-no-tempo-no-central-park-do-porto-1722836

“Continuamos a chamar-lhe Palácio de Cristal, mesmo se o dito palácio foi demolido há bem mais de meio século (1951). Mas é o imaginário desse edifício icónico inaugurado há 150 anos que se mantém na memória dos portuenses, na maior parte dos casos apenas sustentada na imagem de velhas fotografias e postais ilustrados, descoloridos mas mantendo a irresistível patine do tempo. A história do Palácio de Cristal está a ser recordada no Porto desde 18 de Setembro de 2015, dia em que se assinalou o século e meio da abertura da 1.ª Exposição Internacional Portuguesa (1865), iniciativa de um grupo de empresários e comerciantes da cidade liderado por Alfredo Allen. Depois de uma exposição iconográfica documental apresentada nos próprios jardins do Palácio, a Fundação de Serralves acolheu, nos dias 1 e 2 de Fevereiro, uma conferência internacional que permitiu situar a história do Palácio de Cristal no contexto das grandes exposições mundiais, entre a primeira realizada no Hyde Park de Londres, em 1851, e a Exposição Internacional das Artes e Técnicas na Vida Moderna, em Paris, em 1937 – as duas balizas sendo justificadas pela proximidade da primeira exposição portuguesa com a da capital inglesa, e também pelo facto de o evento da capital francesa ter sido planeado pelo arquitecto paisagista Jacques Gréber, o mesmo que desenhou os jardins de Serralves para o 2.º conde de Vizela. (…)”

Investigadores criam jogos para aprender com dispositivos inteligentes https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/investigadores-criam-jogos-para-se-aprender-com-dispositivos-inteligentes-1723352

“Uma equipa multidisciplinar de investigadores de Coimbra desenvolveu jogos para se estudar literatura, história ou matemática, através de smartphones ou tablets, proporcionando uma aprendizagem “muito mais aliciante e interactiva”, anunciou a Universidade de Coimbra (UC), nesta segunda-feira. “A partir de um smartphone ou tablet, já é possível estudar Os Maias, através de um desafio semelhante ao concurso Quem Quer Ser Milionário e completar uma caderneta de cromos virtuais”, explica a nota à imprensa. Os jogos também permitem aprender história “durante uma aventura que implica ser jornalista”, resolver polinómios, para se “avançar nos níveis de um templo”, ou explicar “a evolução da comunicação humana com recurso a um extraterrestre”, exemplifica a UC. Desenvolvidos para serem utilizados em contexto escolar, a partir de dispositivos móveis, em diferentes níveis de ensino (2.º e 3.º ciclos do ensino básico, secundário e superior), os jogos foram previamente testados, “com sucesso, em estabelecimentos de ensino” das regiões Centro e Norte do país, (…)”

Deixar crianças de oito anos com tablets? Cuidado https://www.publico.pt/tecnologia/noticia/quando-criancas-brincam-com-tablets-1723069

“Quase 28% das crianças até aos 12 acedem à Net com smartphones As crianças já absorveram as regras para uma Internet mais segura, mas isso pode ser um problema Um jogo para criar empatia, outro para ensinar os pais E se os tablets estiverem a ser usados como chuchas? Tornou-se comum os pais emprestarem aparelhos tecnológicos aos filhos para os entreter e sossegar. O problema é que isto começa a acontecer cada vez mais cedo e os pais desconhecem os riscos. Duas investigadoras portuguesas, Patrícia Dias e Rita Brito, publicaram na passada terça-feira um estudo – coordenado em 18 países pelo Joint Research Centre da Comissão Europeia – sobre os hábitos de uso de tecnologias digitais por crianças com idades até aos oito anos. A data de lançamento deste relatório, a 9 de Fevereiro, não foi escolhida ao acaso: corresponde ao dia europeu Safer Internet Day (Dia para uma Internet mais segura), que incentiva pessoas a terem mais cuidados no uso que dão a esta ferramenta, sobretudo jovens. O trabalho das investigadoras representa o caso português. Neste relatório, abordam não só os hábitos das crianças e os riscos que estas correm, mas também analisam a atitude dos seus pais. A amostra estudada em cada país incluía dez famílias com crianças de 6 ou 7 anos de idade que utilizavam, pelo menos uma vez por semana, um dispositivo digital. A primeira conclusão a que Patrícia Dias, da Universidade Católica Portuguesa (UCP), e Rita Brito, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação, UIDEF), chegaram é que é no YouTube que os jovens estão mais vulneráveis. No agregador de vídeos, mesmo que estes estejam a ver vídeos infantis, os perigos encontram-se nas sugestões que surgem ao lado destes, que incluem muitas vezes opções inapropriadas, como paródias ou imitações vulgares dos programas a que estão a assistir. (…)”

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No “Pergaminho” desta semana…

Ler é que é bom https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/ler-e-que-e-bom-1722817

“A bela reportagem de Isabel Lucas – “Há livros que nos podem fazer mal?” – foi o texto mais lido do PÚBLICO online. O título recebe respostas gloriosamente contraditórias, entre as quais a mais inspiradora é “claro que sim”. Para ajudar a complicar o que não pode correr o risco de ser simples a minha amiga Manuela Correia, que conhece o amor e o poder dos livros diz, tanto como leitora, psiquiatra e pessoa inteligente, interessada em aproximar-se das múltiplas verdades, que “estamos perante uma excessiva psiquiatrização da sociedade”. Os livros, só por si, não podem fazer-nos mal nem bem. É a leitura que tem esse poder. Os livros são as coisas escritas que, caso sejam escritas por escritores que sabem escrever, são lidos compulsivamente por leitores. Falar em ler e livros é como distinguir o respirar do ar que se respira. Ler é uma casa aonde se volta, mais do que umas férias. É a vida que interrompe – e, conceda-se, ilumina – a leitura. Não é ao contrário, a não ser para os que não têm a sorte contra-solitária de precisar de ler para fugir à chatice da vida. Não são os livros que nos salvam. O que nos pode salvar é a necessidade física de ler –e de nos subtrairmos à tresloucada actividade iletrada de fazermos qualquer coisa. O que civiliza não são os escritores e muito menos os livros: são os leitores. Os livros só nos podem fazer mal ou bem se nós deixarmos. Quanto mais livros lermos, menos deixamos. É uma questão de quantidade.”

O lugar do telemóvel na sala de aula é em cima da mesa dos alunos https://www.publico.pt/sociedade/noticia/o-lugar-do-telemovel-na-sala-de-aula-e-em-cima-da-mesa-dos-alunos-1722843

“Os telemóveis nas mãos dos alunos do 6.ºA estão apontados às folhas que têm à sua frente. Olham para o ecrã, conferem a informação e regressam à ficha de trabalho a que estão a responder com o à-vontade de quem sabe que não está a fazer nada errado. A professora Maria João Passos segue-os atentamente e presta assistência quando a tecnologia não responde à velocidade desejada. Nas salas do agrupamento de escolas de Freixo, em Ponte de Lima, o lugar dos telefones e outros dispositivos móveis é em cima das mesas, resultado de um conjunto de projectos de integração das tecnologias na aprendizagem que a Microsoft considera exemplar, pelo quarto ano consecutivo. Esta é a aula de Matemática. Os alunos estão dispostos em grupos de quatro, em mesas redondas, onde também há computadores portáteis. Nos ecrãs tácteis, está aberta a ficha de trabalho que a professora preparou para esta manhã. Os exercícios podem ser resolvidos directamente no computador, com o auxílio de uma caneta apropriada. É então que se percebe o motivo para os telemóveis estarem também por perto: a solução para a ficha está inscrita em códigos QR (uma espécie de código de barras). Os alunos têm de usar uma aplicação nos seus telefones para ler os códigos, fazendo corresponder cada um aos resultados a que chegaram. “Normalmente os manuais têm a resolução no final e os alunos têm, muitas vezes, a tentação de ir procurá-las”, lembra Maria João Passos. Com este recurso, a chave também lá está, mas obriga a que o exercício seja realmente resolvido para que os estudantes consigam descobrir qual das respostas corresponde a cada um dos códigos. Por outro lado, habituam-se a utilizar a tecnologia em contexto de sala de aula. Os códigos QR e as fichas de trabalho resolvidas em ecrãs tácteis não são os únicos recursos tecnológicos da professora de Matemática. A docente da escola de Freixo disponibiliza frequentemente tutoriais sobre os conteúdos das aulas na Internet. “Muitas vezes, os próprios pais também vêem os vídeos, para os poderem ajudar a tirar dúvidas”, conta. Além disso, criou um grupo na rede social Yammer com todos os alunos das suas três turmas do 6.º ano. Chama-lhe “sala de estudo virtual” e serve para os estudantes colocarem questões, comentarem a matéria e trabalharem os conteúdos disponibilizados online. A professora é “um último recurso”, já que a ideia é que os estudantes sejam capazes de tirar dúvidas uns aos outros, num trabalho colaborativo feito a partir de casa. Por causa deste projecto usado para o ensino de Matemática, Maria João Passos foi considerada “especialista inovador em educação” pela Microsoft este ano. Na lista, há 3700 professores em todo o mundo, 57 dos quais são portugueses. Entre eles, há outros oito colegas no agrupamento de escolas de Freixo. O estabelecimento de ensino também está em destaque nas escolhas da multinacional de software, sendo considerada uma escola-modelo. É a quarta vez consecutiva que é distinguido. Este ano há outros seis representantes nacionais, dos quais apenas mais um pertence à rede pública, o agrupamento de escolas de Vila Nova de Cerveira. A escolha da Microsoft é um reconhecimento da aposta que a escola tem feito no uso das tecnologias, valoriza o director do agrupamento, Luís Fernandes, que, desde o Verão passado, também passou a integrar o conselho consultivo da multinacional para o sector educativo. É uma das dez pessoas a quem a gigante norte-americana recorre para pedir opiniões sobre a área da educação. “Por que motivo uma empresa que pode contratar os consultores que quiser vem a Portugal convidar o director de uma escola pública?”, atira em jeito de pergunta retórica, para rapidamente dar a resposta: “Devemos ter feito alguma coisa bem.” No agrupamento, os alunos do 3.º e 4.º anos têm, desde há dois anos, aulas de programação, onde aprendem linguagem como Scratch e Kodu. No 3.º ciclo podem também escolher uma disciplina de mecanismos e robótica, na qual trabalham com mecânica, electrónica e eletrotecnia. E depois há projectos específicos de cada professor, como o de Maria João Passos na Matemática do 6.º ano. Há muitos docentes que ainda seguem o método de ensino tradicional, até porque nesta escola “ninguém impõe nada a ninguém”, sublinha o director. Mas já há mais de uma dezena de professores a integrar as tecnologias nas suas aulas, num processo “crescente”. Existe um efeito de contágio, aponta Luís Fernandes. Os docentes acabam por aderir ao uso de computadores ou dispositivos móveis à medida que vão conhecendo as boas experiências dos colegas e há também pressão dos alunos nesse sentido, à medida que vão sabendo o que se passa nas aulas das outras turmas. A escola também promove encontros, acções de formação e outras ferramentas de apoio para incentivar os docentes a usarem a tecnologia. Aumentar A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação não tem rapidez suficiente. Foi preciso comprar um dispositivo de Internet móvel 4G que roda de sala em sala A aproximação da escola de Freixo à tecnologia começou há oito anos, quando foram comprados dois kits para um clube de robótica. A reacção dos alunos foi “imediata e entusiástica”, lembra o director, ao ponto de aquele ter passado a ser o único clube escolar com lista de espera. Hoje, a robótica continua a ser uma das principais formas de contacto dos alunos com as inovações. Um antigo balneário, junto ao pavilhão desportivo, foi transformado num Fab Lab, um laboratório equipado com duas impressoras 3D, uma máquina de corte a laser e outros dispositivos para montagem de robôs como aquele que Luís Henrique, de 15 anos, apresenta: “É um robô de busca e salvamento. Nas provas, deve ir buscar a vítima (normalmente uma bola) e levá-la a um ponto determinado.” Foi este aluno do 9.º ano quem projectou o dispositivo para levar às competições nacionais de robótica, onde outros estudantes da escola já ganharam o título de campeões nacionais em anos anteriores. Luís Henrique começou a frequentar o laboratório há dois anos. Um professor falou-lhe da possibilidade e decidiu experimentar durante um par de semanas. Gostou tanto que agora passa ali “muitos dos tempos livres”, conseguiu uma autorização para levar algum do material para trabalhar em casa e descobriu o que quer fazer no futuro: “Seguir Engenharia Electrotécnica.” A aposta na tecnologia embate, porém, num problema também tecnológico. A velocidade da Internet fornecida pela rede de banda larga instalada pelo Ministério da Educação na escola não é suficientemente rápida para permitir um acesso eficaz aos conteúdos colocados na nuvem – ou seja, em servidores externos. Por isso, a escola de Freixo teve de comprar um dispositivo de Internet móvel 4G, que, quando é necessário, roda de sala em sala para resolver os problemas dos professores. “A velocidade que nos chega não nos permite fazer um trabalho do século XXI”, lamenta o director. Além disso, não faltam os problemas “que as outras escolas têm”, aponta Luís Fernandes. Há infiltrações nas paredes e nos tectos, piso com sinais de desgaste e um pavilhão desportivo a precisar de reforma – além de um contexto sócio-económico considerado difícil. O agrupamento tem 700 alunos, do pré-escolar ao 9.º ano, quando há cinco anos eram 1100 os estudantes inscritos. Esta redução não é apenas efeito da crise de natalidade que afecta quase todo o país, mas também dos problemas específicos desta população, particularmente afectada pela emigração. A escola situa-se numa zona rural, no sul do concelho de Ponte de Lima, praticamente à mesma distância da sede de concelho e de Braga – cerca de 15 quilómetros. Nas imediações não existem empresas capazes de criar postos de trabalho para muita gente, apenas indústrias de pequena dimensão e alguma agricultura, produção de vinho e pecuária. A escola é mesmo o maior empregador das freguesias que abarca. Isto coloca outros problemas: 70% dos alunos recebem apoios sociais e tornou-se necessário entregar um suplemento alimentar ao longo do dia a “boa parte” deles. Ainda assim, a “esmagadora maioria” tem acesso à Internet fora da escola. Quase todos têm pelo menos um computador, tablet ou telemóvel com acesso à rede, o que permite acederem aos conteúdos disponibilizados pelos professores a partir de casa. Tudo isto se conjuga nos resultados da escola nos exames do 9.º ano. No ranking de 2015, a escola estava em 265.º lugar, tendo subido 436 posições face ao ano anterior, mercê de uma média de 3,04 valores. O director tem consciência de que os resultados são “medianos” e é preciso “trabalhar mais” para os exames do fim de ciclo, mas sublinha o “longo caminho” percorrido: “No primeiro ano em que houve exames no 9.º ano, tivemos apenas 17% de positivas.” Existem ainda outros obstáculos. As escolas secundárias ou profissionais mais próximas estão a 15 e 20 quilómetros de distância (em Ponte de Lima ou Braga, mas também Barcelos ou Viana do Castelo em alguns casos). A maioria dos alunos segue para cursos profissionais e são ainda poucos os que chegam ao ensino superior. “É algo que demora tempo”, argumenta Luís Fernandes. “Uma certeza tenho: quando saem daqui, tiveram experiências que noutras situações não teriam e sabem que podem escolher.”.”

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Ao virar da página…

Já abriram as inscrições para a Corrida do Dia do Pai http://www.porto.pt/noticias/ja-abriram-as-inscricoes-para-a-corrida-do-dia-do-pai

“Já estão abertas as inscrições abertas para a 13.ª Corrida Dia Do Pai, uma competição que se realiza a 20 de março, e que integra duas provas: a corrida cronometrada de 10 km e a caminhada de sete km. A organização, a cargo da runporto, espera superar os 13 mil participantes que a corrida juntou em 2015. A partida e chegada está marcada para as 10 horas, no Queimódromo, no Parque da Cidade. Na edição do ano passado participaram 13 mil pessoas e foram angariados 6.500 euros para a construção de uma nova ala pediátrica no Hospital de S. João, causa solidária associada ao evento. A prova, no escalão feminino, foi vencida por Doroteia Peixoto, dos Amigos da Montanha e, no setor masculino, por Hélio Gomes, do S.L Benfica. +Info: Inscrições em Run Porto”

Porto eleito destino romântico http://www.porto.pt/noticias/porto-eleito-destino-romantico

“O Porto foi recentemente eleito como um dos destinos mais românticos da Europa na competição European Best Destinations (EBD) promovida pela European Consumers Choice, "organização sem fins lucrativos de consumidores e especialistas", com sede em Bruxelas, que "avalia produtos e serviços", além de realizar rankings turísticos. A cidade é enaltecida pelo seu encanto especial, local ideal para desfrutar de umas férias românticas, namorar, casar e passar uma lua-de-mel memorável. O Porto é descrito como um dos destinos turísticos mais antigos da Europa, onde é destacada a riqueza de monumentos e património artístico, o famoso vinho do Porto, as paisagens naturais, os magníficos espaços de lazer e a vida cultural na cidade. No site, pode ainda ler-se que, a qualquer hora do dia, 365 dias do ano, o Porto tem um encanto especial para quem o visita pela primeira vez, e, para aqueles que voltam novamente, acaba por ter sempre mais para descobrir, numa cidade que se se entende como moderna e genuína naquilo que apresenta. Segundo informação da organização, na votação estiveram envolvidos 10.208 viajantes que escolheram o Porto como um dos destinos mais românticos, entre outros locais da Europa.”

Sabia que?… 30 factos do mundo que provavelmente desconhecia

“O facto de Barack Obama ter acordado esta manhã é uma celebração histórica. Sabia disto? Conheça 30 factos do mundo inteiro que provavelmente desconhecia. Quando Barack Obama acordou na manhã de 28 de outubro de 2015 estava a fazer História: é que naquele dia passavam 18.967 dias desde que um presidente norte-americano não tinha morrido em funções na Casa Branca, o maior período que o país alguma vez atravessava sem ver o seu presidente a morrer. De entre toda a informação com que somos bombardeados diariamente, esta talvez lhe tenha passado ao lado. Esta e muitas outras: sabia que a aliança de casamento é posta no anelar esquerdo porque antigamente julgava-se que esse era o único dedo com uma veia diretamente ligada ao coração? E que os elefantes raramente sofrem de cancro porque o seu código genético funciona quase como um escudo natural? O Observador andou a vaguear na Internet e encontrou 30 factos que provavelmente desconhece sobre o mundo onde vive. Desde a História até à Ciência, passando por muitas outras áreas de conhecimento, explore connosco algumas das curiosidades mais impressionantes da vida na Terra. Todas as fontes de informação estão disponíveis na legenda das imagens.”

Veja aqui… http://observador.pt/2016/02/10/sabia-30-factos-do-mundo-provavelmente-nao-sabia/

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de um fantástico ano de 2016!  Até ao próximo click! :)
publicado por Musikes às 10:36 link do post
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