Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
15 de Março de 2016

“GOTINHAS… CULTURAIS…” “A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;) Biblioteca Pública Municipal do Porto Exposição Em Tempo de Guerra - 1914-1918 de Ter, 15/03/2016 a Ter, 31/05/2016 Horário: Segunda a Sábado, das 10h00 às 18h00 A Primeira Grande Guerra, a primeira guerra à escala mundial, revelou-se como um dos mais devastadores conflitos a que a Humanidade assistiu. Portugal envolveu-se nesta guerra, afectando directamente o País e a população portuguesa. Entre 1914 e 1918 partiram para a Guerra mais de 100 000 soldados portugueses oriundos de todo o País. Combateram em África e na Flandres, onde quase oito mil morreram e outros tantos foram feridos, seis mil ficaram desaparecidos e mais de 7 mil foram feitos prisioneiros. A Exposição Em Tempo de Guerra: 1914-1918 apresenta uma selecção proveniente do acervo documental da B.P.M.P., organizada em torno de dois núcleos. Um, em que a bibliografia, em língua portuguesa e estrangeira, alude aos acontecimentos, em Portugal e no Estrangeiro, e a figuras e políticos. A imprensa periódica da época está representada pela revista Ilustração Portuguesa (1903-1923) que patrocinou de modo categórico as notícias referentes ao Corpo Expedicionário Português e à participação de Portugal na guerra. No outro núcleo, é evocada a participação portuguesa na guerra, em África e na Flandres, essencialmente, através do testemunho memorialístico, materializado em inúmeros livros, da autoria de muitos dos que estiveram envolvidos nas operações militares. Estes autores são os chamados “soldados conhecidos” que integraram a “malta das trincheiras” e entre os quais figuram escritores, pensadores, intervenientes políticos, como Augusto Casimiro, André Brun, Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Carlos Selvagem ou João Pina de Morais.” Saber mais! http%3A%2F%2Fbmp.cm-port… Páscoa na Biblioteca “>> o BIBLIOCARRO - neste período encontra-se estacionado no JARDIM DO PASSEIO ALEGRE << Pesquisar OFICINA DE RECICLAGEM: "PARA ONDE FORAM OS OVOS DA PAULINA?" Oficina de reciclagem: "Para onde foram os ovos da Paulina?" Após a audição da história, as crianças são convidadas a construir a galinha dos “ovos da Paulina”, com materiais recicláveis. Limitação: Limitado a 12 participantes por sessão | Gratuito Crianças dos 6 aos 12 anos Nota: Atividade diária – no momento da inscrição, deve escolher o dia pretendido (dia 21, 22, 23 ou 24 março) Pré-inscrição obrigatória | Inscreva-se aqui INSCRIÇÕES EM CURSO Biblioteca Pública Municipal do Porto Crianças de 21/03/2016 a 24/03/2016 14h30 às 17h00 À DESCOBERTA…PEDDY PAPER À DESCOBERTA…Peddy paper Nestas férias da Páscoa poderás conhecer a Biblioteca e a Galeria Municipal do Porto de uma forma diferente e divertida. Os participantes são convidados a visitar diferentes áreas da Biblioteca, as exposições patentes na Galeria Municipal e pôr à prova os seus conhecimentos sobre a literatura e cidade do Porto. Limitação: mín. 8 crianças; máx. 25 crianças | Gratuito Destinatários:ATL’s (Crianças dos 6 aos 10 anos) Pré-inscrição obrigatória | Inscreva-se aqui ESGOTADO Biblioteca Municipal Almeida Garrett Crianças de 21/03/2016 a 23/03/2016 Data e Horário: 21, 22 e 23 de março | Início às 15h00 e termino às 16h30 O RATINHO POETA: CELEBRAR A POESIA COM A BIBLIOTECA O RATINHO POETA: Celebrar a Poesia com a Biblioteca Para celebrar a Poesia e o início da Primavera, vem ouvir a história do Ratinho Poeta de Luísa Dacosta, em teatro de sombras, e brincar com as palavras que rimam. Com as rimas saem poemas que iremos oferecer às árvores do Palácio de Cristal. Limitação: mín. 8 crianças; máx. 25 crianças | Gratuito Destinatários:Crianças dos 6 aos 10 anos e ATL’s Pré-inscrição obrigatória | Inscreva-se aqui INSCRIÇÕES EM CURSO Biblioteca Municipal Almeida Garrett Crianças de 21/03/2016 a 23/03/2016 Data e Horário: 21, 22 e 23 de março | Início às 11h00 e termino às 12h30 OFICINA A PARTIR DE "LEILÃO DE JARDIM" Oficina a partir de "Leilão de jardim" Ou isto ou aquilo | texto de Cecília Meireles e ilustrações de Odilon Moraes Quem me compra este caracol? Quem me compra um raio de sol? Um lagarto entre o muro e a hera, Uma estátua da Primavera? Quem me compra este formigueiro? E este sapo, que é jardineiro? Tendo como mote “leilão de jardim”, a criatividade não vai parar, é só olhar à volta, nomear e depois fazer por rimar… Destinatários: crianças a partir dos 6 anos Limite de participantes: mínimo 6, máximo 15 crianças (…)” Saber mais! http%3A%2F%2Fbmp.cm-port… *** Porto - Cultura Uma homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso Saber mais! http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fmailing.cm-porto.pt%2Ffiles%2Fcultura%2F11032016_convite.jpg&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNHc4ZLNPudf5Eo5mn1V8O7npOsGww *** Casa da Música – Porto Utopia (7,5€) Espectáculos | Concertos para Todos [22/03/2016 - terça-feira | 21:00 | Sala 2] - Espectáculos ( Público Geral ) Duncan Chapman e Sam Mason direcção artística XI Curso de Formação de Animadores Musicais, Outros interpretação Quinhentos anos após ter sido imaginada, a terra com uma organização social perfeita ainda chama por nós. É o sonho a perseguir. Sempre. É o que nos move, também, num projecto inclusivo que faz da música e do palco lugares de todos. Escrita em 1516, a Utopia do humanista Thomas More pede para ser feita. Chamem-lhe idealismo, poesia, nós chamamos-lhe futuro. Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/22-marco-2016-utopia/43481/?lang=pt Lamento e Paixão (15€) Orquestra Barroca Casa da Música - [24/03/2016 - quinta-feira | 21:00 | Sala Suggia] - Clássica, Barroca Orquestra Barroca Casa da Música Alfredo Bernardini oboé e direcção musical Peter Kooj baixo Programa: Johann Christoph Pez Lamento Intrada Jan Dismas Zelenka Lamentatio pro die Mercurii Sancto Ferdinand Zellbell Lamento em Dó menor Antonio Vivaldi Sonata "al Santo Sepolcro", RV 130 Giovanni Benedetto Platti Stabat Mater Dolorosa Alessandro Marcello Concerto para oboé em Ré menor, op.1 Johann Sebastian Bach Cantata “Ich will den Kreutztab gerne tragen”, BWV 56 O aclamado especialista italiano da música antiga Alfredo Bernardini estreia‑se à frente da Orquestra Barroca Casa da Música na dupla qualidade de oboísta e maestro. Num belíssimo programa dedicado ao tema da Morte e Ressurreição, o concerto conta igualmente com um dos nomes de referência na discografia internacional do repertório barroco, o baixo Peter Kooij. O programa inclui obras tão célebres quanto o Concerto para oboé em Ré menor de Marcello, seguramente uma das obras mais conhecidas de todo o repertório concertante, a Sinfonia Santo Sepolcro de Vivaldi ou a cantata BWV 56 de Bach, por entre tesouros mais bem guardados como o surpreendente Stabat Mater de Platti, uma verdadeira preciosidade do Barroco. Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/24-marco-2016-orquestra-barroca-casa-da-musica/43182/?lang=pt OJ.COM (4€) Orquestra Jovem dos Conservatórios Oficiais de Música | Ciclo Jazz [25/03/2016 - sexta-feira | 18:00 | Sala Suggia] - Jazz OJ.COM Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música Concerto Final do Estágio 2016 Pedro Andrade direcção musical Catarina Rebelo harpa Tschaikowsky “Festival Abertura 1812”– (ca. 16 Minutos) R. Glière Concerto para harpa e orquestra – 1. And. –(ca. 10 Minutos) Prokofiev Excertos da Suite Nr. 1 e Nr. 2 "Romeu e Julieta" Op. 64–(ca. 27 Minutos) Suite Nr. 2:1. the Montagues and the Capulets / 2. Juliet the Young Girl Suite Nr. 1:5. Máscaras / 6. Romeu e Julieta / 7. Morte de Tybalt Gershwin Abertura Cubana–(ca. 11 Minutos) Luís de Freitas Branco Suite Alentejana Nr. 1–(ca. 22 Minutos) Arturo Márquez Danzón Nr. 2–(ca. 10 Minutos) A Orquestra Jovem dos Conservatórios Oficiais de Música é um projecto de carácter anual, desenvolvido desde 2002, que tem como objectivo proporcionar um estágio de orquestra sinfónica aos alunos das escolas públicas do ensino especializado da música. Em 2016 a escola responsável pelo estágio é o Conservatório de Música do Porto e a Casa da Música acolhe o seu concerto final dando a conhecer uma promissora geração de músicos em Portugal. Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/25-marco-2016-ojcom/44343/?lang=pt Billy Cobham Band (16€) Ciclo Jazz - [27/03/2016 - domingo | 21:00 | Sala Suggia] - Jazz Billy Cobham bateria Jean-Marie Ecay guitarra Michael Mondesir baixo Steve Hamilton piano, teclados Camelia Ben Naceur teclados Billy Cobham é um baterista incontornável do jazz de fusão, conhecido especialmente como membro da formação original da Mahavishnu Orchestra, com John McLaughlin, na primeira metade da década de 70. Ainda antes, ficaram para a história as suas colaborações com Miles Davis, no álbum Bitches Brew, e a participação na banda Dreams junto de Randy e Michael Brecker. Desde o seu primeiro álbum em nome próprio, Spectrum, Cobham já assinou mais de três dezenas de discos e forjou um estilo arrojado e complexo, que influenciou em grande medida a abordagem dos bateristas de jazz que se lhe seguiram. O seu trabalho mais recente inspirado em sonoridades da world music serve também como espírito congregador desde novo grupo, que junta músicos de forte personalidade vindos de França e Inglaterra. Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/27-marco-2016-billy-cobham-band/43183/?lang=pt ******* E agora… as notícias de cultura.  Beethoven por Harnoncourt: testamento vital http://observador.pt/especiais/beethoven-harnoncourt-testamento-vital/ “Um grande maestro despede-se com as Sinfonias n.º4 e 5 de Beethoven e dá ensejo para reflectir nas mudanças ocorridas na interpretação musical no último meio século. A 5 de Dezembro passado, na véspera do seu 86.º aniversário, o maestro Nikolaus Harnoncourt, por “sentir a energia física a abandoná-lo”, anunciou o abandono, dos palcos e da direcção do Concentus Musicus Wien, o agrupamento que fundou e dirigiu durante 62 anos. Nikolaus Harnoncourt Nikolaus Harnoncourt Johann Nikolaus de la Fontaine und d’Harnoncourt nasceu em Berlim em 1929 em família nobre (o pai era conde de Harnoncourt-Unverzagt, a mãe, condessa de Méran e baronesa de Brandhoven), mas o clima insalubre que se instalou na Alemanha em 1933 com a ascensão de Hitler a chanceler levou os pais a decidir a mudança para a mansão familiar em Graz, na Áustria. Harnoncourt estudou música em Viena e em 1952 foi escolhido por Herbert von Karajan, entre 40 candidatos, para violoncelista na Orquestra Sinfónica de Viena, onde se manteria até 1969. Não foi pelo seu papel na Sinfónica de Viena que Harnoncourt granjearia um lugar na história da música: foi por, em 1953, com a esposa, a violinista Alice Harnoncourt, e alguns colegas da orquestra, ter fundado o Concentus Musicus Wien, um agrupamento pioneiro na interpretação “em instrumentos de época”. A designação pode induzir em erro, por sugerir que o recurso a instrumentos contemporâneos da composição das obras basta para lhes conferir um cunho de “autenticidade”. Por esta razão, há quem prefira a expressão “interpretação historicamente informada”, que comporta outros factores decisivos para uma interpretação tão próxima quanto possível das intenções do compositor: estudo do manuscrito originais, cotejo de várias edições da partitura, recuperação de formas de tocar e práticas de ornamentação entretanto perdidas ou alteradas, afinação pelo diapasão em vigor no tempo e local da composição da obra, uso de efectivos análogos aos empregues na época de composição, etc. Como Harnoncourt frisaria em entrevistas, para ele o facto de os instrumentos serem “de época” (ou suas réplicas modernas) era menos importante do que as cabeças dos seus executantes serem “de época”, isto é, devidamente industriadas nas práticas musicais de antanho. O primeiro concerto A interpretação historicamente informada dava então os primeiros passos – em 1953, Gustav Leonhardt fazia as suas primeiras gravações, com as Variações Goldberg e A Arte da Fuga – pelo que não havia ainda “instruções” ou “fórmulas” para o delicado processo de remoção de séculos de patine às obras do barroco. Harnoncourt e o Concentus Musicus tiveram, pois, que estudar afincadamente durante quatro anos (e vasculhar lojas de antiguidades em busca de instrumentos de outras eras) antes de darem o primeiro concerto e precisaram de mais cinco para gravarem o primeiro disco, com as Fantasias de Henry Purcell, em 1962, para a Telefunken (com Harnoncourt na viola da gamba, instrumento olvidado, cuja reemergência só começaria na década de 1970). (…)” O que aprendemos com as canções de Marco Paulo http://observador.pt/especiais/aprendemos-as-cancoes-marco-paulo/ “O artista anteriormente conhecido por João Simão da Silva está a celebrar 50 anos de carreira. Talvez não tenhamos dado por isso, mas moldou, como muito poucos, a cultura popular do último meio século. 1“Ninguém, Ninguém” (1978) 2“Eu Tenho Dois Amores” (1980) 3“Morena, Morenita” (1984) 4“Maravilhoso Coração Maravilhoso” (1991) 5“Taras E Manias” (1991) 6“Amante, Irmão, Amigo” (1993) Há quem o ache romântico; há quem o ache foleiro; há quem o ache perturbadoramente parecido com a família Aveiro. Há quem ache muita coisa, mas, no fim, sobram os factos: Marco Paulo é um nome maior da música popular portuguesa. Qualquer residente em solo nacional com idade compreendida entre o professor Eduardo Lourenço e a filha mais nova da Carolina Patrocínio que diga que não o conhece, mente. Mente vergonhosamente. (…) Marco nunca foi um nome consensual, mas o tempo tem-lhe sido generoso: a era do pimba recortou-lhe uma aura de bom gosto; a ascensão do clã Carreira pôs-lhe em evidência o dom quase sobrenatural do vozeirão. Ele anda aqui há muito tempo e todos crescemos com ele. Eis seis canções incontornáveis de Marco Paulo e outras tantas coisas que aprendemos com elas. 1 “Ninguém, Ninguém” (1978) Ensinamento: O mundo é o que é e não és tu quem vai fazer alguma coisa em relação a isso Muitos não saberão, mas, antes de mergulhar no romantismo puro e duro, Marco andou perto da canção de intervenção. Em 1978, no lado B do single de “Canção Proibida” (outro exemplar muito estimável), estava “Ninguém, Ninguém”. Além de apresentar a velocidade verdadeiramente sobre-humana a que o nosso herói é capaz de disparar – e sempre com dicção irrepreensível – mancheias de palavras por segundo, revela-nos Marco, o conservador. Atente-se no refrão: “Ninguém ninguém Poderá mudar o mundo Ninguém ninguém É mais forte que o amor Ninguém, ninguém, ninguém” Certo, habita já na canção certa vocação sentimental; porém, ninguém lhe pode negar o travo político. Numa época em que a poeira da revolução ainda mal tinha assentado, é preciso admirar a coragem do posicionamento filosófico: escusam de se pôr com coisas, ninguém vai mudar o mundo. Mais o solipsismo destemido, em tempos em que tudo era cooperativa e colectividade: “De quem fui, de quem sou, onde vou Só eu sei mais ninguém sabe” Pessimista, relativista, pragmático, conservador, reaccionário, chamem-lhe o que quiserem – Marco era já um homem de barba rija. (…)” Prémio de artes Paulo Cunha e Silva http://www.porto.pt/noticias/paulo-cunha-e-silva-sera-nome-de-premio-internacional-de-artes-visuais_2 “Paulo Cunha e Silva, o vereador da cultura que o Porto perdeu tragicamente em novembro, vai dar nome a um prémio internacional de artes visuais, de que a Fundação Millennium será mecenas. Destinada a jovens artistas portugueses e estrangeiros até aos 35 anos, a distinção foi ontem anunciada por Rui Moreira, durante a homenagem que a Câmara do Porto fez ao ex-vereador através da exposição "P. - Uma Homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso", ontem inaugurada na Galeria Municipal do Porto. Rui Moreira, presidente da Câmara e responsável pelo pelouro da cultura da autarquia, acompanhado por vários vereadores do seu executivo e pelo presidente da Fundação Millennium, lembrou que foram muitas as propostas para que, rapidamente, a Câmara homenageasse Paulo Cunha e Silva, mas que quis esperar: "Sentimos que uma homenagem ao Paulo teria de constituir um gesto de grande coerência, porque era um acto de uma enorme responsabilidade", disse, acrescentando: "entendi que a homenagem que lhe prestaríamos teria que ser um projecto artístico, que acrescentasse, e teria de ser desenvolvido no tempo, no espaço e através do formato certos".” ***** No “Pergaminho” desta semana… Más notas: o ciclo vicioso que é preciso romper http://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=109882 “Alunos imigrantes, de famílias com baixos rendimentos, com pelo menos um ano de retenção ou a viver com um único progenitor são mais suscetíveis de obterem maus resultados na escola, diz a OCDE. Muitos alunos, por todo o mundo, caem num ciclo vicioso de maus resultados e desmotivação. Más notas geram desinteresse pela escola. Pior: têm consequências negativas para toda a vida. “Nos alunos de 15 anos, as dificuldades escolares são um risco acrescido de abandono”, lê-se num relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apresentado no início de fevereiro, que analisa os últimos classificados nos testes do PISA. “Porque parte da população não dispõe das competências necessárias, o crescimento económico nacional a longo prazo está gravemente comprometido”, alerta a OCDE. De acordo com os resultados do PISA 2012, nos países da OCDE, mais de um em cada quatro alunos, com 15 anos de idade, não alcançam o nível limiar de competências em pelo menos um dos três domínios avaliados. A saber: matemática, literacia e ciências. Significa que nos 64 países e economias parceiras que realizaram o PISA 2012, cerca de 13 milhões de alunos são de baixo rendimento a pelo menos uma matéria. Os dados preocupam a OCDE, que entende a redução dos maus desempenhos não só como um objetivo em si, mas como um meio eficaz de melhorar o resultado global dos sistemas educativos e a sua equidade. Uma vez que os alunos com piores classificações no PISA provêm de famílias desfavorecidas ao nível socioeconómico. Alguns países são apontados pela OCDE como exemplo por terem conseguido contrariar os fracos desempenhos desde a penúltima avaliação. Portugal, Brasil, Rússia, Itália, Alemanha, México, Polónia, Tunísia e Turquia reduziram o número de alunos com classificações negativas a Matemática entre 2003 e 2012. Segundo os investigadores, o facto de países com características tão diferentes, quer cultural quer economicamente, terem conseguido o mesmo feito mostra como é possível inverter os números. Como? “Todos os países podem melhorar os seus resultados desde que adotem as políticas corretas.” Exceções à regra de que os alunos oriundos de famílias de baixos rendimentos apresentam taxas de sucesso baixas foi o que um estudo sobre desigualdades socioeconómicas e resultados escolares encontrou em Portugal. A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEEC) analisou os percursos de sucesso dos alunos do 3.º ciclo de mil escolas públicas e concluiu que, ao nível distrital, fatores locais, como a cultura da escola ou o dinamismo dos professores, ajudavam a inverter cenários previsíveis de insucesso. Perfis de sucesso e insucesso Diferenças socioeconómicas, demográficas e escolares dos alunos explicam 15% da variação de prevalência de maus desempenhos no mercado de trabalho. A OCDE identifica uma espécie de perfil do aluno com sucesso escolar: pertence a uma família de classe média, é do sexo masculino, vive com os dois pais numa zona urbana e este matriculado um ano no pré-escolar. Alunos com estas características têm apenas 10% de probabilidade de virem a ter maus resultados. No entanto, alertam os autores do estudo, basta uma mudança no perfil para inverter o cenário. Se o mesmo aluno da classe média for uma rapariga, oriunda de uma família monoparental imigrante, a viver numa zona rural, sem dominar a língua falada na escola, sem um ano de ensino pré-escolar e com um chumbo, a probabilidade de insucesso aumenta para os 76%. Outros dados mostram ainda que quase 28% dos estudantes dos países da OCDE estão abaixo do limiar de competência em pelo menos uma das três principais áreas de avaliação do PISA (capacidade de leitura, matemática e ciências). A percentagem de alunos com fraco aproveitamento na matemática é mais elevada (23%) do que na leitura e nas ciências (18% cada). Cerca de 12% dos estudantes têm um mau desempenho em todas as três disciplinas, e 3% deles estão abaixo do nível 1 de competências. De notar que o PISA utiliza uma escala de 1 a 5 em que os níveis mais baixos representam conhecimentos básicos e os mais elevados conhecimentos mais complexos. Existem quase 4 milhões de estudantes com idades entre 15 anos com fracas competências ao nível da matemática e quase 3 milhões ao nível da leitura e ciências. Mas há boas notícias, incluindo para o sistema educativo português. Entre o PISA 2003 e o 2012, nove países reduziram as suas percentagens de maus resultados nas avaliações de matemática. Em quatro deles (Brasil, México, Tunísia e Turquia), esta melhoria é reflexo da redução da percentagem de estudantes que atingiu apenas o nível 1, enquanto nos outros cinco (Alemanha, Rússia, Itália, Polónia e Portugal), é explicado pela redução simultânea da percentagem de alunos de nível 1 e dos que ficaram abaixo desse limiar. Fatores de risco Seja qual for o país da OCDE, a conclusão é uma: “Os estudantes provenientes de contextos socioeconómicos desfavorecidos são mais propensos aos maus resultados do que os mais favorecidos”. Os investigadores revelam que “o efeito cumulativo de outros fatores de risco, que contribuem para o mau desempenho, é maior no primeiro do que no segundo grupo.” O relatório “Low-Performing Students – why they fall behind and how to help them succeed” [Alunos com baixos resultados – porque ficam para trás e como ajudá-los no sucesso] mostra quem são os grupos de maior risco. As conclusões não surpreendem. Os alunos de origem imigrante que não falam a mesma língua falada na escola correm 2,5 mais riscos de obter maus resultados. As diferenças entre rapazes e raparigas mostram que elas são mais propensas aos maus resultados em matemática do que eles. No entanto, é mais comum os rapazes terem maus na leitura e nas ciências. Persistem as desigualdades entre o campo e a cidade. A percentagem de alunos com fraco aproveitamento é maior entre os estudantes que vivem em áreas rurais. O mesmo sucede entre os alunos provenientes de famílias monoparentais. Confirmando o que já tem sido verificado noutros estudos internacionais, os alunos repetentes, ou seja, que tenham chumbado pelo menos uma vez, têm sete vezes mais probabilidade de obterem maus resultados que os colegas que nunca chumbaram de ano. Frequentar o ensino pré-escolar é uma forma de garantir melhores resultados no futuro. A probabilidade de más notas é três vezes maior entre os alunos sem pré-escolarização por comparação com os que frequentam pelo menos um ano de educação antes do ensino primário. Em 2012, o foco do PISA voltava-se para a matemática. Neste relatório mostram-se também alguns dados que indicam quais os alunos com mais dificuldades nesta matéria. Cerca de 40% dos alunos matriculados em programas de formação profissional estão neste grupo, contra 20% dos alunos matriculados em cursos de ensino geral. O estudo diz ainda que os alunos com maus resultados a matemática tendem a mostrar um menor nível de perseverança, motivação e autoconfiança. No que diz respeito à assiduidade, os estudantes que faltaram à escola pelo menos uma vez, durante as duas semanas anteriores à avaliação do PISA, são três vezes mais suscetíveis de terem fracos desempenhos a matemática. Como ajudar os alunos a obterem melhores resultados? A resposta requer a “implementação de uma abordagem multifacetada”, recomendam os investigadores, num capítulo onde se apontam algumas soluções para contrariar os maus desempenhos. A primeira passa pela criação de ambientes estimulantes de aprendizagem, com apoio escolar específico. Mas também pela repartição equitativa de recursos entre estabelecimentos de ensino. Pais e comunidade local podem contribuir nesta luta. “É preciso incentivar os alunos a aproveitarem ao máximo as oportunidades educacionais disponíveis para eles”, urge a OCDE. Diz, também, que são necessários programas específicos para combater o insucesso entre os alunos imigrantes ou falantes de línguas minoritárias e os que vivem em zonas ruais. “Há um longo caminho a percorrer na luta contra os estereótipos de género e na generalização do acesso à educação pré-escolar”, conclui o relatório.” ***** Ao virar da página… Pastel de nata é das melhores sobremesas de Londres http://boasnoticias.pt/noticias_pastel-de-nata-e-das-melhores-sobremesas-de-londres_23807.html “"O que é nacional é bom" e o pastel de nata não é exceção, mesmo para quem está lá fora. O pastel de nata foi eleito, pela agência noticiosa Bloomberg, uma das 15 melhores sobremesas que se podem comer na capital inglesa. (…)” Google inaugura pequeno Laboratório de Música virtual http://boasnoticias.pt/noticias_google-inaugura-pequeno-laboratorio-de-musica-virtual_23808.html “A nova página Chrome Music Lab promete fazer as delícias de quem tem o 'bichinho' da música. Neste laboratório virtual criado pela Google é possível encontrar vários instrumentos e ferramentas para aprender música. (…)” Tio Patinhas e Pato Donald estão de volta http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Media/Interior.aspx?content_id=5068017 “A Disney acaba de divulgar a primeira imagem da nova série de animação que traz de volta ao pequeno ecrã as aventuras de Pato Donald, Tio Patinhas e dos sobrinhos-netos Huguinho, Zezinho e Luisinho. A nova versão de "Ducktales" já está a ser produzida mas só tem data de estreia marcada para 2017. A série de animação foi originalmente transmitida entre 1987 e 1990, num total de duas temporadas e 100 episódios. O êxito da trama, que entre nós foi emitida na RTP, no "Clube dos Amigos Disney", levou o gigante da animação a produzir um filme em 1990 sobre as peripécias do Tio Patinhas e dos três sobrinhos-netos. Criada por Carl Barks, Jymn Magon e Fred Wolf, a trama segue a ida de Huguinho, Zezinho e Luisinho para a mansão do Tio Patinhas, onde ficam aos seus cuidados depois de Pato Donald voltar para a marinha. (…)” Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click! )

publicado por Musikes às 11:36 link do post
08 de Março de 2016

“GOTINHAS… CULTURAIS…”

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Teatro Municipal do Porto

"Voyeur?" é um Foco de programação composto por três espetáculos, três filmes, dois workshops e um encontro, que pretende questionar o lugar do espectador na sua dupla dimensão, o de observador e o de observado. Os limites confundem-se e a dúvida impõe-se: quem faz o quê, quem controla o quê, quem é quem neste jogo? Com uma abordagem mais ampla, questionam-se noções tão diferentes como voyeurismo, restrição, vulnerabilidade, violência, sexualidade e poder. Um Foco sem tabus, sem pudores, a ocupar diferentes espaços do Teatro Rivoli ao longo de um fim-de-semana. TEASER

Bilhete Conjunto 10,00 EUR > inclui entrada para os 3 espetáculos + sessão de cinema+ encontro "Voyeur? Espectador?". +Info

PERFORMANCE SEX 11 & SÁB 12 MAR ⁄ 19H00. 21H30 & 23H15 FRANÇOIS CHAIGNAUD (FRANÇA) Думи мої (DUMY MOYI) ESTREIA NACIONAL CAFÉ-CONCERTO • RIVOLI • 5,00 EUR • M/16

Sonho com esta peça como um antídoto. Um antídoto para rituais de teatro ocidental, para a sua abordagem, a sua frequência, a sua luta pelo poder. Estaremos assim num espaço confinado, sem filas de bancos ou um palco elevado. Próximos uns dos outros. Algumas pessoas mesmo ao nível do chão. – François Chaignaud +Info Foto © Odile Bernard Schroeder

DANÇA SEX 11 & SÁB 12 MAR ⁄ 19H45 EISA JOCSON (FILIPINAS) DEATH OF THE POLE DANCER ESTREIA NACIONAL SUB-PALCO • RIVOLI • 5,00 EUR • M/16

Este espetáculo interroga a forma como olhamos para aquilo que pensamos estar a avaliar. Aqui, o público é convocado a refletir sobre aquilo que vê, no momento: uma mulher em movimento contínuo, durante um ato (aparentemente comum) de pole dance. +InfoFoto © Angelo Vermeulen

DANÇA SEX 11 & SÁB 12 MAR ⁄ 22H15 EISA JOCSON (FILIPINAS) MACHO DANCER ESTREIA NACIONAL PALCO DO GRANDE AUDITÓRIO MO • RIVOLI • 5,00 EUR • M/18

O denominado "Macho Dancing" é um conjunto de movimentos interpretado por homens, muito jovens, em clubes noturnos para clientes masculinos e femininos. Com movimentos físicos específicos, envoltos em sensualidade e sedução, este tornou-se um fenómeno filipino sem precedentes em muitos clubes locais. Uma nova forma de ganhar dinheiro, usando o corpo como ferramenta de desejo. "Macho Dancer" é um solo de uma mulher interpretando esta dança. +Info Foto © Giannina Ottiker

ENCONTRO SÁB 12 MAR ⁄ 11H30 VOYEUR? ESPECTADOR? GABRIELA MOITA (MODERAÇÃO), EISA JOCSON & ÓSCAR FELGUEIRAS AUDITÓRIO IAC • RIVOLI • ENTRADA LIVRE • M/16

Reflexão em torno do voyeurismo como meio de conhecimento e de (re)criação de um novo mundo de prazer. A curiosidade e a expetativa de um acontecer que surpreenda, como estímulos base desta procura do conhecimento. As dicotomias do público e do privado, do individual e do coletivo, do particular e do geral, do visível e do oculto, da permissão e da transgressão. Espectador e/ou voyeur? +Info

CINEMA SÁB 12 MAR ⁄ 14H30 STEPHEN DWOSKIN (EUA) NAISSANT / ME, MYSELF AND I / TRIXI AUDITÓRIO IAC • RIVOLI • PREÇO ÚNICO 3,00 EUR • M/16

Dwoskin explorou as relações que se estabelecem entre a câmara e o olhar, alimentando o desejo do indivíduo ao ser observado, criando assim uma relação íntima e performativa entre quem vê e quem é visto. Nesta sessão, apresentada por David Pinho Barros (mestre em Cinema e Televisão pela Universidade Nova de Lisboa, programador, docente e investigador nas áreas do cinema e da banda desenhada), serão exibidas três curtas-metragens fundamentais deste realizador de culto. +Info

WORKSHOP QUA 9 MAR ⁄ DAS 19H00 ÀS 21H00 INTRODUÇÃO AO MACHO DANCING ORIENTADO POR EISA JOCSON SALA DE ENSAIOS • RIVOLI

Este workshop introduz as técnicas básicas usadas no "macho dancing". Aborda técnicas como postura, ondulação, andar, movimentos giratórios ou pose, utilizadas neste tipo de dança, assim como os seus princípios físicos: a criação de ilusão do peso e do volume. Destinatários: Adultos, Profissionais ou Estudantes das Artes Performativas / Gratuito mediante apresentação de bilhete para o espetáculo "Macho Dancer". +InfoFoto © Giannina Ottiker

WORKSHOP SÁB 12 MAR ⁄ DAS 18H00 ÀS 19H00 AQUECIMENTO PARALELO ORIENTADO POR MARA ANDRADE SALA DE ENSAIOS • RIVOLI

Convidam-se todos os espectadores, com ou sem experiência, a aprender a qualidade de movimento, sensações ou ideias coreográficas que estão na base dos espetáculos "Macho Dancer" e "Death of the Pole Dancer", de Eisa Jocson. Gratuito mediante inscrição prévia e com bilhete para os espetáculos. +Info Foto © Giannina Ottiker

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Contactos Teatro Municipal Rivoli Praça D. João I, 4000-295 Porto +351 22 339 22 00

Teatro Municipal Campo Alegre Rua das Estrelas, 4150-762 Porto + 351 22 606 30 00

geral.tmp@cm-porto.pt Como Chegar Press divulgacao.tmp@cm-porto.pt url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom… url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom… url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom… url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom… url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom…

Saber mais! http%3A%2F%2Fwww.teatrom…

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Porto Cultura

Convite P. – Uma homenagem a Paulo Cunha e Silva, por extenso http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fmailing.cm-porto.pt%2Ffiles%2Fcultura%2F07032016_p.jpg&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNHq_LL0nTZ0katGZghijiX7ZjdmZg

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Casa da Música - Porto

Reinier Baas / João Hasselberg / Luís Figueiredo / Joel Silva (8€) Novos Valores do Jazz - [15/03/2016 - terça-feira | 19:30 | Sala 2] - Jazz - Fim de Tarde, Novos Valores do Jazz Reinier Baas (guitarra) e João Hasselberg (contrabaixo) conhecem-se desde 2006, quando estudavam no Conservatório de Amesterdão. Reencontram-se agora num quarteto que os junta a Luís Figueiredo (piano) e Joel Silva (bateria), com um repertório da autoria dos quatro. Premiado com o Edison Award em 2013, Reinier Baas é uma das figuras centrais da cena jazzística holandesa da actualidade. A sua natureza irreverente confere à sua música uma marca singular. João Hasselberg tem-se revelado um compositor ímpar que rapidamente conquistou a crítica especializada e um público heterogéneo. Luís Figueiredo desde sempre promove a sua versatilidade como compositor, com diferentes formações no activo. Por fim, Joel Silva já se revelou um compositor sóbrio que dá especial atenção à riqueza melódica dos seus temas.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/15-marco-2016-reinier-baas-joao-hasselberg-luis-figueiredo-joel-silva/43338/?lang=pt

Solistas da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música [17/03/2016 - quinta-feira | 21:30 | Palácio da Bolsa – Salão Árabe ] Solistas da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música José Despujols violino Maria Kagan violino Mateusz Stasto viola Michal Kiska violoncelo Tiago Pinto-Ribeiro contrabaixo W. A. Mozart Eine Kleine Nachtmusik A. Dvorák Quinteto de cordas op.77

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/17-marco-2016-solistas-da-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/2130/?lang=pt

Quadros russos (19€) Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música - [18/03/2016 - sexta-feira | 21:30 | Sala Suggia] - Clássica O empolgante Concerto para piano e orquestra nº 1 de Rachmaninoff representa um dos mais auspiciosos inícios de carreira da História da Música ocidental. Foi a primeira obra do catálogo de um compositor que contava apenas dezoito anos e que elevou o conceito de virtuosismo e de fusão entre piano e orquestra a um novo patamar dentro da herança romântica. Aluno da grande pianista Elisso Virsaladze no Conservatório de Moscovo, João Xavier foi um dos Jovens Talentos a inaugurar um Ciclo de Piano na Casa da Música e desde então já viu a sua carreira distinguida com prémios internacionais. Quadros de uma exposição de Mussorgski permanece como uma das grandes obras‑primas da música russa e, sendo uma peça favorita do grande público, constitui a mais célebre orquestração que Ravel fez de obras de outros autores.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/18-marco-2016-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/43180/?lang=pt

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Bora lá às notícias! ;) Eis aqui umas tantas e outras que passaram na semana. 

Sinfonia com Camélias http://www.porto.pt/noticias/sinfonia-com-camelias-num-tributo-a-paulo-cunha-e-silva-

“Depois do varandim ter servido de palco a um espetáculo de luz, dança e música, a Igreja dos Clérigos voltou, ontem à noite, a ser o centro das atenções da Semana das Camélias. No interior do templo decorreu o Concerto "Sinfonia com Camélias", pela Orquestra do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, num tributo ao antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto e ex-aluno desta instituição musical, Paulo Cunha e Silva. (…)”

Música de Câmara à hora de almoço http://www.porto.pt/noticias/musica-de-camara-a-hora-de-almoco-nos-pacos-do-concelho

“Os concertos gratuitos à hora do almoço vão regressar aos Paços do Concelho da Câmara do Porto, em parceria com o "Harmos Festival" e organizados pela Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo. O concerto de abertura acontece amanhã, 8 de março, excecionalmente, às 19 horas, na Câmara do Porto. O "Harmos" é um conceito único em todo o espaço europeu que reúne os melhores alunos de algumas das mais conceituadas escolas superiores de música do mundo. Segundo a organização, o festival é "reconhecido a nível europeu pela sua singularidade, quer na programação quer no conceito, apoiado pela Associação Europeia de Conservatórios e reconhecido com a EFFE Label para festivais europeus de referência". (…)”

A Verdadeira Biblioteca Ou Uma História Em Três Metades http://bibliotecariodebabel.com/geral/a-verdadeira-biblioteca-ou-uma-historia-em-tres-metades/

“Eis o belíssimo texto de Raquel Patriarca, lido nas Correntes d’Escritas, numa mesa intitulada ‘Quantos Livros Tem Um Livro': «Primeira Metade: Sobre Começar um Texto Quando eu era pequena, tinha muitos sonhos. Agora que sou maior, estou igual. Sonho com os pedaços do mundo que quero conhecer, os abraços que quero apertar, as imagens que quero criar, os livros que hei-de escrever. Estar aqui é um desses sonhos da idade adulta, arrumado na rubrica das coisas admiráveis de que é preciso fazer parte. Quando me imaginava aqui, começava sempre por agradecer às Correntes porque correm e por me levarem na correnteza. Agradecer o estar aqui agora e todas as vezes que estive aí e que, no fim do dia, regressei a casa maior. Não de tamanho, mas maior. Quando me imaginava aqui, depois de agradecer, fazia uma comunicação brilhante. Não me parecia muito difícil. Não sei porquê, nessa altura as ideias eram transparentes e ordenadas, as palavras respondiam à chamada sem atraso e sem engulho. Era preciso citar um autor de referência: Pessoa, Benjamin ou Borges; Camus, Barthes, ou Foucault. Falar de literatura e arte, de coisas verdadeiras e universais. Como se no mundo – ou em mim – não restassem dúvidas da minha sabedoria sobre todas as matérias. Mas estas coisas só acontecem na minha imaginação. Sonho e nada mais. No momento em que chegou o convite, todo o dia me parecia feito de irrealidade. A cabeça ficou vazia e a página em branco. Afinal, é tudo muito difícil. Sentei-me para escrever e não chegavam as frases que deviam iluminar-me as ideias. Fui à procura dos cadernos e das notas amarelas com os registos da genialidade alheia, e nada rimava com o tema ou a situação. Em ressonância longínqua das traseiras do cérebro, soava uma espécie de conselho que ouvi quando era pequena: “Sabendo muito do que falas, fala pouco. Sabendo pouco, fala quase nada. Sabendo nada, sorri”. … (Pausa para o sorriso) (…)”

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No “Pergaminho” desta semana…

Opinião – Hiperativo é o sistema! http://www.asbeiras.pt/2016/03/opiniao-hiperativo-e-o-sistema/

“Acredito num sistema político que se centre estrategicamente na Educação, enquanto principal setor de promoção de progresso, e que considera as senhoras professoras e os senhores professores os principais agentes de promoção de desenvolvimento (humano, claro!…não há outro desenvolvimento que não comece pelo ser humano… Quer dizer, há outro: aquele que nos dizem começar “nos mercados” e noutras instituições financeiras – o que temos tido!). A escola de hoje não responde às características humanas das novas gerações e, mais grave ainda, vai atrás das exigências do Sistema. A institucionalização da criança na escola durante 12 horas por dia (ou mais, em muitos casos) acompanhada pelo esgotamento físico e emocional de uma esmagadora maioria das famílias que trabalha para obter ordenados de “sobrevivência” está, na minha opinião, a condicionar o nosso futuro coletivo. O quotidiano destas crianças é bastante exigente para qualquer adulto!… Cheio de regras e de pressão: acorda, toma banho, veste-te, toma o pequeno almoço, “depressa!”( tudo depressa!), lava os dentes, “vai”… vai para a escola, vai sentado, calado e quieto no autocarro… entra nas AAAF/ATL, brinca sem fazer barulho, nem correr, nem transpirar, nem sujar… Vai para a sala, senta, cala, aprende, faz, “depressa!”, vai ao intervalo, “não te aleijes”, não corras, não grites, “é assim!”, lava as mãos, vai para a sala, senta, cala, aprende, faz – “não é assim!… estás distraído” (“ou distraída”, que o género pouco interessa)… “tens que aprender isto (mesmo que gostes daquilo!)”, vai almoçar, lava as mãos, come tudo, levanta-te, sai do sol, sai da chuva, não corras, não caias, não te aleijes, “é assim!”, já tocou, vai para a sala, senta, cala, aprende, faz, “muito bem! Está correto! É assim que tens que fazer! (mesmo que não queiras!)”, vai para casa, “está alguém?”, “ainda não… estão quase a chegar”… Já estudaste? Estou cansado! Estou cansada! Vem jantar e vai dormir… Amanhã tens que te levantar cedo… Onde está o espaço para crescer na sua dimensão individual? Onde está o espaço para a promoção da criatividade? Da emoção? Dos afetos e dos sentimentos? É das emoções, dos afetos e dos sentimentos (humanos) que resultam as competências básicas para a “cidadania”, para o “empreendedorismo”, para a “matemática” e a “ecologia”, para a “solidariedade” e até para a verdadeira paixão pelo saber, pelo conhecimento. Que escola é esta que normaliza, padroniza, formata comportamentos, atitudes, modelos de pensamento, de acção e de vida? Que escola é esta que castra a dimensão humana? Que programa para viver e não deixa viver para programar. Que escola esta…”

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Ao virar da página…

Há um novo motor de pesquisa para crianças http://boasnoticias.pt/noticias_ha-um-novo-motor-de-pesquisa-para-criancas_23789.html

“No mundo digital em que vivemos é difícil manter as crianças afastadas da Internet. Por isso, o recurso a um motor de pesquisa como Kiddle, "amigo dos mais novos", pode ser uma grande ajuda para pais e educadores. (…)”

UPorto: A app que leva a Universidade do Porto no telemóvel « Notícias UP http://noticias.up.pt/uporto-a-app-que-leva-a-universidade-do-porto-no-telemovel/

“Aplicação permite aceder, de forma integrada e em tempo real, a informação sobre notas, horários, localização de salas e notícias institucionais. Consultar os horários das aulas, aceder a materiais de estudo ou simplesmente conhecer as últimas novidades da Universidade no Facebook ou no Twitter. Tudo isto é agora possível através da UPorto, uma aplicação móvel que permite a qualquer membro da comunidade académica aceder, através do smartphone ou do tablet, aos diferentes serviços da Universidade do Porto. Já disponível (gratuitamente) para os sistemas operativo IOS (Apple) e Android, a nova aplicação utiliza as mais recentes tecnologias de informação, permitindo a gestão e consulta de conteúdos através de terminais de comunicação móvel. Entre os serviços ao dispor do utilizador inclui-se o acesso em tempo real e de forma integrada a informações sobre as disciplinas em que o estudante está inscrito (ou que o professor leciona), materiais de apoio à disciplina, horários, avaliações, assiduidade, área de pagamentos, notícias e redes sociais da Universidade. Adicionalmente, existe uma área Santander Universidades com as aplicações móveis destinadas ao público universitário. (…)”

7 maneiras de ocupar os tempos mortos no trabalho. http://observador.pt/2016/03/04/7-maneiras-matar-tempo-no-trabalho/

“A última meia hora de um dia laboral pode ser a maratona mais árdua, assumamos. Não abuse destas dicas, mas aqui ficam sete formas de sobreviver a esses intervalos. Há alturas em que não há nada para fazer. Vinte minutos é um período de tempo macabro, demasiado pequeno para iniciar tarefas trabalhosas, demasiado longo para o scroll infinito do feed de Facebook, que deixa invariavelmente uma sensação de tempo perdido. Aqui lhe sugerimos técnicas relativamente úteis de matar tempo no trabalho, só quando há tempo a mais para matar — um artigo que vem ainda dentro do prazo das 40 horas semanais da função pública. No caso de não haver tempo a mais, mas querer adiar trabalho para depois o fazer melhor, com toda a pressão, tenha sempre aberto o Can’t You See I’m (…)”

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click! )
publicado por Musikes às 19:15 link do post
01 de Março de 2016

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Casa da Música - Porto

Woods of Norway e Quarteto sFourzato (5€) Harmos Festival - [09/03/2016 - quarta-feira | 21:30 | Sala 2] O HARMOS é um conceito único em todo o espaço europeu que reúne os melhores alunos das mais conceituadas escolas superiores de música do Mundo. O HARMOS festival 2016, totalmente dedicado à Música de Câmara celebra o seu 10º aniversário de 8 a 12 de Março de 2016 com inúmeros concertos na Casa da Música, na Câmara Municipal do Porto e nas cidades HARMOS de Matosinhos, Barcelos, Lousada, Santa Maria da Feira e Braga. O HARMOS éainda o palco privilegiado para masterclasses, conferências e projetos de envolvimento comunitário, que fazem do conceito HARMOS um motor cultural em todos os contextos em que marca presença. O HARMOS pretende ser sempre um projeto em devir, aberto e flexível às mudanças que o possam tornar ainda mais apelativo para os seus públicos tornando-se uma proposta cada vez mais internacional. Detentor do selo EFFE (Europe for Festivals, Festivals for Europe, sob a égide da Comissão Europeia e da Associação Europeia de Festivais), tem sido reconhecido como um festival de referência nacional e internacionalmente e apoiado por um conjunto importante de parceiros. O HARMOS festival é organizado pela Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Politécnico do Porto e conta com a colaboração de uma vasta rede de Instituições de Ensino Superior Artístico em todo o Mundo. Woodsof Norway Marit Steinum flauta Jarl Aspen oboé Joar Henriksen clarinete Niklas Grenvik trompa Fergus McAlpine fagote Norwegian Music Academy, Oslo, Noruega Quarteto sFourzato Rui Edgar Gomes violino Inês Bastos violino Fábio Vidago viola Nuno Ferreira violoncelo Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Politécnico do Porto, Portugal

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/09-marco-2016-harmos-festival-woods-of-norway-e-quarteto-sfourzato/44286/?lang=pt

Parvula Corona Musicalis e Aris String Quartet (5€) Harmos Festival - [11/03/2016 - sexta-feira | 19:00 | Sala 2] O HARMOS é um conceito único em todo o espaço europeu que reúne os melhores alunos das mais conceituadas escolas superiores de música do Mundo. O HARMOS festival 2016, totalmente dedicado à Música de Câmara celebra o seu 10º aniversário de 8 a 12 de Março de 2016 com inúmeros concertos na Casa da Música, na Câmara Municipal do Porto e nas cidades HARMOS de Matosinhos, Barcelos, Lousada, Santa Maria da Feira e Braga. O HARMOS éainda o palco privilegiado para masterclasses, conferências e projetos de envolvimento comunitário, que fazem do conceito HARMOS um motor cultural em todos os contextos em que marca presença. O HARMOS pretende ser sempre um projeto em devir, aberto e flexível às mudanças que o possam tornar ainda mais apelativo para os seus públicos tornando-se uma proposta cada vez mais internacional. Detentor do selo EFFE (Europe for Festivals, Festivals for Europe, sob a égide da Comissão Europeia e da Associação Europeia de Festivais), tem sido reconhecido como um festival de referência nacional e internacionalmente e apoiado por um conjunto importante de parceiros. O HARMOS festival é organizado pela Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Politécnico do Porto e conta com a colaboração de uma vasta rede de Instituições de Ensino Superior Artístico em todo o Mundo. Parvula Corona Musicalis Mikhail Pochekin violino Antonio Viñuales violino Adam Newman viola David Eggert violoncelo Hochschulefür Musik Basel, Suíça Aris String Quartet Anna Katharina Wildermuth violino Noémi Zipperling violino Caspar Vinzens viola Lukas Sieber violoncelo Instituto Internacional de Música de Câmara de Madrid, Espanha

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/11-marco-2016-harmos-festival-parvula-corona-musicalis-e-aris-string-quartet/44288/?lang=pt

Percussão Corporal (4€) Workshop Música em Família [12/03/2016 - sábado | 10:30 | Sala Ensaio 2] - Workshops ( Famílias (crianças a partir dos 6 anos), Público Geral ) Artur Carvalho e Joaquim Alves formadores Bater palmas não chega. O desafio corre da cabeça aos pés para descobrimos como a natureza foi generosa connosco. A caixa de ritmos somos nós, os sons habitam pelo corpo. Vamos então pô-lo a tocar. A partir de exercícios simples, descobrimo-nos. Juntos, somos uma orquestra de percussões.

Saber mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/03/12-marco-2016-percussao-corporal/43587/?lang=pt

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Coliseu - Porto

Em Março Jorge Palma & Sérgio Godinho Marco Paulo Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos Parabéns In The Night Arturo Sandoval Paula Fernandes António Zambujo & Miguel Araújo Luís Franco-Bastos

Saber mais! www.coliseu.pt

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Agendados os eventos, bora lá às notícias! 

Carrilhão itinerante português já é o maior do mundo https://www.publico.pt/local/noticia/carrilhao-itinerante-portugues-ja-e-o-maior-do-mundo-1724562

“O segundo maior carrilhão itinerante do mundo vai dar música pelo país Carrilhões de Mafra candidatos a prémio europeu de sítios em risco Recuperação dos carrilhões de Mafra avança em 2015 O primeiro e único carrilhão itinerante português, inaugurado em Maio na vila ribatejana de Constância, já realizou mais de 30 concertos em vários pontos do país. Capaz de tocar todo o tipo de música, este carrilhão itinerante esteve na Feira do Chocalho em Alcáçovas (Viana do Alentejo) e no aniversário da cerveja Sagres (Parque das Nações, em Lisboa), mas participou também em múltiplas actividades de Natal, entre outras iniciativas. Pelo meio, com o desmantelamento de um carrilhão itinerante que existia na Holanda, o português “Lvsitanvs” passou a ser o maior do mundo. E os mentores do projecto já preparam o I Festival Internacional do Carrilhão e do Órgão, que se vai realizar em Junho em Constância, prevendo-se que Portugal venha a receber também, em Julho de 2017, um pré-congresso mundial de carrilhão. (…)”

"Em torno das camélias..." http://www.porto.pt/noticias/em-torno-das-camelias

“Antecipando a abertura da Semana das Camélias será lançado, no próximo dia 3 de março, o livro "Em torno das camélias, com um porto". Antecipando a abertura da Exposição e Semana das Camélias do Porto, o salão nobre da reitoria da Universidade do Porto será palco, no próximo dia 3 de março, a partir das 18 horas, do lançamento do livro "Em torno das camélias, com um porto". Editado pela Modo de Ler, o livro será apresentado por Maria Bochichio, com leituras de poemas por Conceição Lima e Miguel Pereira Leite. Será igualmente inaugurada neste dia uma exposição de pintura com os trabalhos reproduzidos nesta edição e que ficará parente no local até 12 de março. Estarão presentes na cerimónia artistas e poetas que colaboraram na obra.”

ANILUPA com novo espaço http://www.porto.pt/noticias/centro-ludico-da-imagem-animada_anilupa-com-novo-espaco-cedido-pela-autarquia

“O CLIA, Centro Lúdico da Imagem Animada _ANILUPA tem um novo espaço cedido pela Câmara do Porto. O centro, uma valência da Associação de Ludotecas do Porto, apresenta equipamento lúdico, educativo, cultural e formativo que desenvolve um conjunto de modalidades de intervenção no âmbito da animação da imagem dirigido a instituições e ao público. O novo espaço, anexo à Casa Tait, contou na última sexta-feira, dia da inauguração, com a presença de Guilhermina Rego, vice-presidente da autarquia, Fernando Saraiva, coordenador do CLIA_ANILUPA, e Dulce Guimarães, presidente da Associação de Ludotecas do Porto, entre o público presente. O caráter de interatividade presente nos equipamentos colocados à disposição do público para manipulação e exploração direta, o contacto com os processos educativos e de investigação associados à criação de filmes realizados, a participação nas atividades de criação cinematográfica, entre outras modalidades de formação, tornam o CLIA_ANILUPA um espaço diferente, onde o conhecimento à volta dos marcos significativos da história do aparecimento do cinema se amplia com um projeto de criação artística ativa. O CLIA_ANILUPA ganhou vida com o sucesso do trabalho desenvolvido desde 1990 pelo ANILUPA_Estúdio de Cinema de Animação da ALP através da orientação de oficinas de cinema de animação destinada a públicos não profissionais. Neste novo espaço, cedido pela autarquia, estão disponíveis para visualizar mais de 150 filmes realizados por crianças, jovens e adultos, provenientes de diversas instituições. (…)”

Como conservar 5 km de documentos ? http://www.porto.pt/noticias/o-porto-pt-foi-descobrir-como-se-conservam-cinco-mil-quilometros-de-documentacao-

“O Arquivo Histórico Municipal do Porto (AHMP) tem, neste momento, cerca de cinco quilómetros de documentação, maioritariamente em suporte papel, mas também em pergaminho, negativos em vidro e fotografia. O "Porto.pt" foi descobrir os segredos do Arquivo, que foi criado em 1980 e conserva a documentação produzida pela autarquia portuense desde a Idade Média até ao século XX, assim como diversos arquivos de origem particular e coleções. Alojado, maioritariamente, na Casa do Infante (existe uma parte na Biblioteca Pública Municipal do Porto), o acervo documental inclui mais de 800 pergaminhos, diversos códices iluminados, uma grande variedade de séries, com destaque as Vereações, o Cofre, a Imposição do Vinho, as Licenças de Obras, a Cartografia da Cidade, etc. e ainda um conjunto significativo de desenhos e fotografias, bem como gravuras, postais antigos e cartazes. Existe também no Arquivo Histórico o pergaminho com o "Registo das despesas com os festejos do batismo do Infante D. Henrique", de 1394. O arquivo conta com duas salas de leitura, uma para a documentação manuscrita e outra onde funciona a Biblioteca de Assuntos Portuenses, um serviço de reprodução e digitalização de documentos, assim como de um laboratório de restauro, entre outros serviços. (…)”

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No “Pergaminho” desta semana…

Quando o jazz descobriu o Brasil http://observador.pt/2016/02/23/jazz-descobriu-brasil/

“Uma gravação inédita de um concerto de 1976 com Stan Getz e João Gilberto chegou agora às lojas. Desculpa perfeita para revisitar a história do improviso com um pé na roda de samba Há quem considere que o crédito concedido a Cristóvão Colombo pela descoberta da América é imerecido, já que há indícios fortes de que não terá sido o primeiro europeu a chegar àquelas paragens. Mas se parece certo que o norueguês Leif Erikson terá aportado ao Novo Mundo, quase meio milénio antes do genovês, a viagem (ou viagens) deste pioneiro não tiveram consequências minimamente relevantes para os habitantes da Europa e da América. Também Stan Getz não foi o primeiro jazzman a descobrir a bossa nova, mas foram os discos que gravou entre 1962 e 1964 que popularizaram a fusão de jazz e bossa nova, trepando ao topo das tabelas de vendas e induzindo muitos jazzmen a gravar um disco ou pelo menos umas faixas neste registo para tentar “apanhar a onda”. O Leif Erikson do “jazz samba” foi o saxofonista Bud Shank (1926-2009), que, em Los Angeles, em Setembro de 1953 e Abril de 1954, se aliou ao guitarrista brasileiro Laurindo Almeida (1917-1995) para gravar as faixas que deram origem a dois discos de 10’’ lançados em 1955 pela Pacific Jazz sob o título Laurindo Almeida Quartet featuring Bud Shank (e que mais tarde seriam reeditados sob o título Brazilliance, agora com Almeida e Shank em pé de igualdade nos créditos). Esta “descoberta” foi prematura – tão prematura que a bossa nova ainda não tinha sido “inventada” – mas ao ouvir estas faixas em que o cool jazz da Costa Oeste se alia a melodias e ritmos brasileiros é claro que boa parte do que seria o “jazz samba” já está aqui. [“Inquietação”, de Ary Barroso, por Laurindo Almeida & Bud Shank, no disco Brazilliance]

Laurindo de Almeida & Bud Shank - Inquietacão 1953 Ver mais tardePartilhar Ver Laurindo de Almeida & Bud Shank - Inquietacão 1953 Aparentemente, nem os músicos brasileiros nem os americanos deram pela “descoberta” de Almeida & Shank e foi preciso esperar por 1957 para que João Gilberto (n. 1931), com Antônio Carlos Jobim (1927-1994) e Vinícius de Moraes (1913-1980), lançasseem as bases estéticas da bossa nova. Há quem atribua o primeiro uso da expressão “bossa nova” em contexto musical ao anúncio, em 1958, de um concerto do Grupo Universitário Hebraico do Brasil (onde alinhavam figuras como Carlos Lyra, Nara Leão e Roberto Menescal, que se revelariam decisivas no desenvolvimento do género), mas foi “Chega de Saudade”, o disco de estreia de Gilberto, gravado em 1958-59 e lançado em 1959, a ser reconhecido como início oficial do género. A original forma de cantar de Gilberto, imperturbavelmente serena, distanciada, quase reduzida a um gentil murmúrio e envolta numa melancolia doce e resignada, revela, quando muito, uma leve mágoa, mas tem a arte de sugerir que sob aquela superfície tranquila se agita um oceano de sofrimento. Há quem defenda que a bossa nova, além da óbvia transfiguração de elementos do samba, incorporou elementos do cool jazz – embora não possa provar-se esta influência, são inegáveis as afinidades entre os dois géneros e provavelmente foram elas que seduziram os jazzmen americanos e os levaram a tentar aproximá-los ainda mais. [“Chega de Saudade”, do álbum homónimo de João Gilberto]

Chega de Saudade - Joao Gilberto (1959) Ver mais tardePartilhar Ver Chega de Saudade - Joao Gilberto (1959) Entretanto, Shank retomaria a aliança com Laurindo Almeida em Holiday in Brazil (1958, World Pacific, também conhecido como Brazilliance vol. 2) e Latin contrasts (1959, World Pacific, também conhecido como Brazilliance vol. 3), mas sem conseguir maior impacto do que o disco de 1953-54. Mais impacto tiveram as “navegações” do guitarrista Charlie Byrd – e este foi mesmo ao Brasil, em 1961, ao abrigo do programa de difusão do jazz como bandeira da cultura americana então promovido activamente pelo Departamento de Estado (bons tempos, estes…). Byrd não fez a “viagem” inteiramente às cegas, pois teve a orientação de um “cartógrafo”, o radialista Felix Grant, que tinha contactos no Brasil e estava a par das correntes musicais naquelas latitudes. Entretanto, a bossa nova ganhava ímpeto por lá e João Gilberto gravara mais duas obras-primas, O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961), este último editado no mundo anglófono com o pouco feliz título de The Boss of Bossa Nova. Contaminações O contacto direto com a bossa nova impressionou Byrd, que, quando regressou aos EUA, a deu a ouvir a Stan Getz. Jazz Samba, sob a liderança partilhada de Getz e Byrd, foi gravado em Fevereiro de 1962, para a Verve, com alguns dos músicos americanos que tinham acompanhado Byrd na tournée brasileira, e lançado dois meses depois (um timing impensável para o nosso tempo, apesar dos avassaladores progressos tecnológicos entretanto ocorridos). [“Desafinado”, o hit single de Jazz Samba]

STAN GETZ & CHARLIE BYRD - Desafinado (1962) Full-Length and Highest Quality! Ver mais tardePartilhar Ver STAN GETZ & CHARLIE BYRD - Desafinado (1962) Full-Length and Highest Quality! Jazz Samba teve um sucesso inesperado para um disco de jazz e “Desafinado”, uma composição de Jobim, conseguiu boas marcas nos tops da Billboard (4.º lugar no top easy listening, 15.º no top pop). O sucesso prolongar-se-ia ao longo de 1963, impulsionando Jazz Samba até ao n.º1 do topo de LPs pop (destronando A Hard Day’s Night, dos Beatles!). O mundo do jazz foi rápido a perceber de onde soprava o vento e é natural que um dos primeiros a reagir tenha sido o (olvidado) pioneiro Bud Shank, que, em meados de 1962, entrou em estúdio com o pianista Clare Fischer (1928-2012), a quem os colegas de universidade tinham apresentado a música latino-americana e ganhara uma afinidade com esta que o levaria a associar-se ao vibrafonista Cal Tjader (1925-1982), outro norte-americano fascinado pela música da parte do continente a sul do Rio Grande, e até a formar a sua própria banda de bossa nova. Da aliança Shank & Fischer nasceu Bossa Nova Jazz Samba (Pacific Jazz), seguido poucos meses depois por Brasamba! (na mesma editora). [“Pensativa”, composição de Clare Fischer, em Bossa nova jazz samba]

Pensative - Bud Shank & Clare Fischer Ver mais tardePartilhar Ver Pensative - Bud Shank & Clare Fischer Nas notas de Bossa Nova Jazz Samba, Fischer defendia que a bossa nova estava para o samba tal como o bebop estava para o jazz tradicional e argumentava que “a exposição dos músicos brasileiros ao jazz tinha sido muito reduzida”, pelo que as harmonias e fraseados que na bossa nova faziam pensar em jazz deveriam ser creditadas à originalidade dos brasileiros. Poderia também ter acrescentado que a bossa nova resultara de um processo de ultra-destilação, em que da exuberância e carnalidade do samba tinham restado um suave aroma tropical e uma ondulação sensual. Assim, enquanto os casamentos do jazz com a música sul-americana tendiam a gerar música garrida, extrovertida e ruidosa, a junção de jazz e bossa nova produziu resultados diametralmente opostos. Vícios e modas A ideia de unir jazz e bossa nova andava decididamente pelo ar no início da década de 60: em Março de 1962, ao mesmo tempo que Getz & Byrd gravavam Jazz samba para a Verve (e, portanto, sem adivinhar a voga que estava para nascer), Tjader, com Fischer e Laurindo Almeida, já tinham gravado, para a mesma editora, o álbum Cal Tjader plays the contemporary music of Mexico and Brazil, com composições de Jobim, Lyra, Almeida e Fischer, onde se incluía “Elizete”, uma homenagem de Fischer a Elizete Cardoso, que Vinícius de Moraes escolhera para cantar Canção do Amor Demais” (1958), outro dos álbuns pioneiros da bossa nova, com letras de Vinícius e música de Jobim. [“Elizete”, composição de Clare Fischer em Cal Tjader plays the contemporary music of Mexico and Brazil]

Cal Tjader - Elizete Ver mais tardePartilhar Ver Cal Tjader - Elizete Mas foram Getz e a Verve que melhor souberam aproveitar o sucesso de Jazz Samba, fazendo sair vários discos em pouco tempo: Big Band Bossa Nova, gravado em Agosto de 1962 com uma orquestra dirigida por Gary McFarland, é uma aposta meio falhada, já que uma big band é das últimas coisas que o registo intimista e subtil da bossa nova pede, mas Jazz Samba Encore!, gravado em Fevereiro de 1963, com o guitarrista brasileiro Luiz Bonfá (1922-2001) é um disco notável, superior mesmo a Jazz Samba e tem como atrativo extra três canções soberbamente cantadas por Maria Toledo: “Menina flor”, “Samba de duas notas” e “Insensatez” (com Tom Jobim no piano). [“Insensatez”, de Tom Jobim/Vinícius de Moraes, que em inglês recebeu o pouco sensato título de “How insensitive”, do álbum Jazz samba encore!]

Lista de Reprodução watch list=RDeabrnzDtXwo&v=vid… Ver mais tardePartilhar Reproduzir Em Março de 1963, Getz associou-se a João Gilberto para gravar a obra-prima, Getz/Gilberto (Verve), com Tom Jobim no piano e a participação vocal de Astrud Gilberto (n. 1940), mulher de João, em duas faixas. O saxofone aveludado e caloroso de Getz complementava na perfeição a voz intimista e recatada de João Gilberto e Astrud conseguia converter as suas limitações – a fraca extensão vocal, a falta de técnica e a arrevesada pronúncia do inglês – em trunfos, imbuindo as suas canções de uma cativante ingenuidade. [“Corcovado”, de Tom Jobim, que em inglês recebeu o título de “Quiet nights”, aqui na versão bilingue, com as vozes de João e Astrud Gilberto, do álbum Getz/Gilberto]

stan getz - corcovado Ver mais tardePartilhar Ver stan getz - corcovado Deste álbum foi extraído o single “The Girl from Ipanema” (numa versão apenas com a voz de Astrud, em inglês – a de João, cantando em português, foi suprimida, talvez para não assarapantar o público americano), venderia um milhão de exemplares em 1964. [“The girl from Ipanema”, música de Jobim e letra de Vinícius (Norman Gimbel para a versão inglesa), por Astrud Gilberto e o quarteto de Stan Getz]

Astrud Gilberto & Stan Getz: The Girl From Ipanema- 1964 Ver mais tardePartilhar Ver Astrud Gilberto & Stan Getz: The Girl From Ipanema- 1964 Este sucesso levou a Verve a promover nova colaboração entre Getz e Astrud e em Dezembro de 1964 surgiu Getz Au Go Go, um disco absolutamente delicioso mas envolto em mistérios e equívocos. Em Maio (Agosto, segundo outras fontes) de 1964, Astrud actuou com o New Stan Getz Quartet (que admitira recentemente um jovem e promissor vibrafonista de 21 anos chamado Gary Burton) no Café Au Go Go, em Greenwich Village, Nova Iorque, mas não são essas sessões que surgem no disco: as canções terão sido regravadas no estúdio de Rudy Van Gelder, provavelmente em Outubro desse ano, com aplausos e som ambiente adicionados. A simulação de gravações ao vivo não era invulgar numa época em que o equipamento não permitia obter boa qualidade de som ao vivo e a escuta atenta de Getz Au Go Go revela que o som está bem acima dos padrões usuais de registos ao vivo daqueles anos e que a voz de Astrud tem uma presença e reverberação que nada têm a ver com um registo ao vivo, menos ainda com a acústica “encaixotada” de um clube. Mas pouco importa que seja um live ou um disco de estúdio – é uma peça indispensável em qualquer discoteca e é capaz de enfeitiçar mesmo quem não se interesse por jazz. [“Eu e você”, de Carlos Lyra/Vinícius de Moraes, por Astrud Gilberto e o quarteto de Stan Getz, do álbum Getz Au Go Go]

Stan Getz & Astrud Gilberto - Eu E Voce Ver mais tardePartilhar Ver Stan Getz & Astrud Gilberto - Eu E Voce Quatro das faixas de Getz Au Go Go provêm de um concerto a 9 de Outubro de 1964 no Carnegie Hall, que foi também a fonte do material editado em 1966 como Getz/Gilberto #2, que na verdade documenta três actuações distintas: o trio de João Gilberto, o quarteto de Stan Getz e o quarteto de Getz com João e Astrud Gilberto. [“It might as well be Spring”, de Rodgers/Hammerstein, por Astrud Gilberto e o quarteto de Stan Getz, do álbum Getz/Gilberto #2]

Gilberto & Getz - Carnegiehall 1964 - 11 - It Might as Well Be Spring Ver mais tardePartilhar Ver Gilberto & Getz - Carnegiehall 1964 - 11 - It Might as Well Be Spring Também em 1966, a Verve fez sair o resultado de um encontro, menos famoso mas não menos conseguido, de Getz com o incontornável Laurindo Almeida, registado em Novembro de 1963: Stan Getz with guest artist Laurindo Almeida abre com um “Menina Moça” com Getz a esculpir frases perfeitamente torneadas, impelido por um balanço suave mas irresistível. [“Menina moça”, composição de Luís Antônio]

Stan Getz & Laurindo Almeida - Menina Moca (Young Lady) Ver mais tardePartilhar Ver Stan Getz & Laurindo Almeida - Menina Moca (Young Lady) Entretanto, a corrida ao “jazz samba” tinha-se generalizado, o que nem sempre garante bons resultados: Miles Davis e a orquestra de Gil Evans gravaram (em 1962-63) Quiet Nights (Columbia), a menos feliz das colaborações Davis/Evans, perigosamente perto de um easy listening vagamente tropical com arranjos demasiado opulentos; o hard bopper Julian “Cannonball” Adderley, num gesto contra natura, associou-se ao Bossa Rio Sextet de Sérgio Mendes para gravar (em Dezembro de 1962) Cannonball’s Bossa Nova (Riverside), que não se ergueu acima da música para lobby de hotel de Copacabana; o flautista Herbie Mann teve a iniciativa de ir “à fonte” para registar (em Outubro de 1962) o orgulhosamente intitulado Recorded in Rio de Janeiro (Atlantic), por vezes demasiado frouxo, apesar de ter sido feito in situ com a colaboração de João Gilberto, Antônio Carlos Jobim e Baden Powell. A alucinante segunda metade de 1962 viu ainda a entrada em estúdio de Coleman Hawkins para gravar “Desafinado” para a Impulse!, registado em Setembro e editado em Novembro, e bem mais sucedido esteticamente que os três discos acima mencionados, com Hawkins a saber adaptar o seu saxofone tórrido, denso e sensual a esta nova estética. Foi também em Setembro que o trio do prolífico pianista Ramsey Lewis registou Bossa Nova (Argo). O não menos prolífico saxofonista Zoot Sims gravou de rajada dois álbuns com o título New Beat Bossa Nova (Colpix), o volume 1 em Agosto, o volume 2 em Novembro. Até a Blue Note, então a grande fábrica do hard bop, lançou Bossa nova soul samba, registado por Ike Quebec em Outubro e Bossa nova bacchanal, registado por Charlie Rouse em Novembro. Duke Ellington – ou alguém na Reprise por ele – achou por bem dar o título de Afro-Bossa a um disco seu gravado em 1962-63 (com toques “exóticos”, mas sem marcas específicas de bossa nova). Paul Desmond chegou um pouco atrasado, com Bossa Antigua (gravado em 1963-64 e editado em 1965 pela RCA), mas o seu saxofone alto ultra cool, acetinado e perfeitamente controlado mostrou ser tão adequado ao “jazz samba” como o de Getz e a guitarra límpida e elástica de Jim Hall recelou-se um parceiro precioso. [“Bossa Antigua”, do álbum homónimo de Paul Desmond]

Paul Desmond feat.Jim Hall / Bossa Antigua Ver mais tardePartilhar Ver Paul Desmond feat.Jim Hall / Bossa Antigua Para lá de discos inteiramente dedicados ao “jazz samba”, muitos foram os álbuns que, no início da década de 1960, incluíram pelo menos uma composição nesta “onda” – a Blue Note compilou em 2008 um CD triplo, Blue Note plays Bossa Nova, que documenta o fenómeno com faixas extraídas de discos clássicos de Kenny Dorham, Grant Green, Hank Mobley, Lee Morgan, Horace Parlan, Duke Pearson, Lou Rawls e Horace Silver (bem como de discos de jazzmen mais recentes). Bud Shank não desistiria de reclamar o seu pioneirismo e em 1965 lançava Bud Shank & his Brazilian friends, com um quarteto brasileiro em que figurava João Donato, a que se seguiria em 1966 Brazil! Brazil! Brazil!, com Clare Fischer, Donato e Laurindo Almeida (e um inesperado Chet Baker) – tudo em vão, já que a “descoberta” continuou a ser creditada a Stan Getz. O apagamento de João Gilberto da versão single “The Girl from Ipanema”, deixando só Astrud e Getz, teria correspondência na vida real: Astrud envolveu-se com Getz e divorciou-se de João Gilberto, o que ditaria o fim da parceria Stan/João. Todavia, os dois voltariam a reunir-se em Maio de 1975 para gravar The best of two worlds, editado no ano seguinte pela Columbia. Os ingredientes são análogos aos de Getz/Gilberto mas o estado de graça de 1963-64 perdeu-se e Miúcha (Heloísa Buarque de Hollanda, irmã de Chico) não tem a frescura e ingenuidade de Astrud. Ao vivo Foi para promover The Best of Two Worlds que Getz e Gilberto, acompanhados pelo contrabaixista Clint Houston e o baterista Billy Hart (dois dos músicos que tinham gravado o disco) e a recém-contratada pianista Joanne Brackeen (vinda da banda de Joe Henderson), actuaram entre 11 e 16 de Maio de 1976 no Keystone Korner, um clube de São Francisco gerido por um entusiasta de jazz chamado Todd Barkan. Barkan registou as actuações de Getz e Gilberto, como fez com centenas de outras sessões no seu clube, por onde passaram muitos jazzmen de primeiro plano, e Zev Feldman e George Klabin, da Resonance Records, descobriram este acervo e começaram a editá-lo: a Pinnacle, de Freddie Hubbard e The magic of 2, de Jaki Byard & Tommy Flanagan soma-se agora Getz/Gilberto ’76 (também disponível em vinil), o primeiro disco inédito da dupla a emergir em 40 anos. Em simultâneo, a Resonance lança o seu irmão gémeo, Moments in time, que documenta a actuação do quarteto de Getz, sem Gilberto, no Keystone Korner, na mesma semana de 11 e 16 de Maio de 1976. getz gilberto As 13 faixas de Getz/Gilberto ’76 emparelham composições contempladas em The Best of Two Worlds (“Águas de Março”, “É preciso perdoar”, “Retrato em branco e preto”, “Eu vim da Bahia”, “João Marcelo”) e velhos êxitos (“Samba da minha terra”, Chega de saudade”, “Rosa morena”, “Doralice”, “Um abraço no Bonfá”), mas apenas seis delas contam com o saxofone de Getz. Nas restantes ouve-se apenas Gilberto e a secção rítmica – ou melhor, ouve-se sobretudo Gilberto, pois a secção rítmica é, durante todo o disco, uma sombra. Só se dá pela presença do piano em “É preciso perdoar” e “Eu vim da Bahia”, o contrabaixo é destituído de qualquer vitalidade e dir-se-ia que Billy Hart, em vez de tocar bateria, percute, sem grande convicção, uma caixa Tupperware (só quando entra o saxofone é que Hart se permite usar, muito timidamente, um dos címbalos). Hart (n. 1940) é um baterista excepcional, que aos 15 anos já acompanhava Shirley Horn e ainda hoje está na linha da frente do jazz, pelo que não será certamente por falta de talento ou imaginação que está reduzido a este papel. É claro que acompanhar um cantor de bossa nova, para mais uma voz tão discreta e delicada como a de João Gilberto, impõe contenção à secção rítmica e em particular ao baterista, mas tal não explica a qualidade mortiça deste registo – a causa principal está na gravação, baça, empastada, fortemente desequilibrada em favor do saxofone e da voz e com sopro bem audível. Ainda assim, dada a escassez de registos de Getz/Gilberto, será disco com valor para fãs da dupla e do “jazz samba” em geral. A edição é esmerada, com um livrete de 32 páginas que inclui entrevistas aos dois sobreviventes – Billy Hart e Joanne Brackeen – do grupo que actuou no Keystone Korner em 1976. A capa do digipack reproduz um quadro da porto-riquenha Olga Albizu (1924-2005), a mesma pintora que providenciara os quadros, sempre em registo de expressionismo abstracto de colorido muito vivo e fresco, para Jazz Samba, Jazz Samba encore!, Big Band Bossa Nova, Getz/Gilberto e Getz/Gilberto #2, estabelecendo assim uma perfeita linha de continuidade gráfica.”

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Ao virar da página…

Portugal testa salas de aula do futuro http://www.dn.pt/portugal/interior/portugal-testa-salas-de-aula-do-futuro-5040206.html

“Setúbal já tem um espaço a funcionar há um ano e meio e serve de modelo a 24 salas em preparação. Esta é uma aposta do governo Nesta sala de aula da Escola Secundária D. Manuel Martins, em Setúbal, as cores são garridas e os alunos podem sentar-se em puffs e são confrontados com perguntas a que devem responder em 45 minutos. O objetivo é que aprendam a matéria através da descoberta das respostas feitas com ajuda das pesquisas na internet. No fim, as conclusões são apresentadas à turma. E as intervenções do professor Carlos Cunha quase que ficam reduzidas a estas duas expressões: "Achas que esta definição responde à tua pergunta?" ou "o que interessa é isto, o resto é palha". O ambiente na primeira Sala de Aula do Futuro (SAF) portuguesa é elogiado pelos alunos e corresponde ao que os entusiastas pela mudança na forma de ensinar defendem. "Não temos de estar sentados a olhar para uma pessoa a falar durante 45 minutos. Estamos à procura das coisas e aprendemos por nós", explica Tomás, um dos alunos do 8.º C da Secundária D. Manuel Martins. Ora é precisamente essa sensação de tédio que o professor Carlos Cunha quis combater quando decidiu importar no início do ano letivo 2014/2015 a SAF do original belga, produzido pela European Schoolnet. Aqui, o método para levar os alunos a aprender baseia-se na pesquisa de informação e apresentação de trabalhos em várias áreas, a partir de perguntas iniciais, e em que o papel central pertence aos jovens (ver P&R). A primeira sala fora de Bruxelas é esta de Setúbal e Portugal está a preparar mais 24, reforçando a posição de país da União Europeia com mais salas deste tipo. Agora temos seis a funcionar -além de Setúbal, também existem na Escola básica 2/3 da Atouguia da Baleia e na Básica de Ferrel, as duas em Peniche , na secundária Rafael Bordado Pinheiro, nas Caldas da Rainha, no Colégio Monte Flor e outra na Universidade de Lisboa, que serve de laboratório e formação de professores - em segundo lugar está a Bélgica, com quatro. De acordo com o Ministério da Educação (ME), estão a funcionar seis SAF em Portugal (todas em escolas públicas, à exceção do colégio privado e do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa), e o objetivo é manter a aposta nestes espaços. "O ME apoia todas as iniciativas das Escolas que promovem a melhoria das aprendizagens e, em particular, as que visam o combate ao abandono escolar e promovam o sucesso escolar. No caso concreto dos ambientes educativos inovadores, o Ministério presta apoio técnico e científico às escolas que pretendam testar esta metodologia. O apoio passa pela referenciação destas escolas a outras escolas europeias com experiências semelhantes, por via da European Schoolnet", explica a equipa dirigida pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues. (…)”

Os 3 jardins escondidos do Porto que muita gente não conhece – WeBook Porto http://blog.webook.pt/2016/02/23/os-3-jardins-escondidos-do-porto-que-muita-gente-nao-conhece/

“OS 3 JARDINS ESCONDIDOS DO PORTO QUE MUITA GENTE NÃO CONHECE Skiptoentrycontent O Parque da Cidade, o Palácio de Cristal, o Parque de Serralves, o Jardim Botânico do Porto, o Parque da Lavandeira ou a Quinta de Conceição em Matosinhos, são praticamente paragens obrigatórias no verão, altura em que é impossível resistir a um passeio ao ar livre. Mas e os que ficam perdidos entre becos e ruelas e que são conhecidos por poucos? Conhece aqui os 3 jardins escondidos do Porto que muita gente não conhece.

Parque de São Roque Campanhã Tem mais de 4 hectares, mas passa despercebido a muitos habitantes da cidade e aos turistas que visitam o Porto. Foi adquirido e aberto ao público em 1979 pela Câmara Municipal do Porto e revitalizado no início de 1990. parque-de-são-roque-porto Fotografia de Catarina Alves de Sousa Os jardins ostentam elementos muito em voga no século passado, tais como minaretes, sebes, repuxos, fogaréus, etc. Além de manter a caraterística de jardim romântico, acolhe, desde 2002/2003, um Centro de Educação Ambiental . O Parque de São Roque fica na rua São Roque da Lameira, 2040, Porto, e abre das 8h às 20h.

Quinta do Covelo Paranhos Comprada no século XX por um comerciante, José do Covelo, que lhe deu o nome atual, comporta hoje cerca de 8 hectares de espaço verde muito utilizado para caminhadas e corridas, mas tem como estrela maior o parque infantil. quinta-do-covelo-porto Fotografia de José Brito A antiga Quinta de Paranhos foi posteriormente doada à Câmara Municipal do Porto e ao Ministério da Saúde para construir um hospital, o que não veio a acontecer. a CMP gere atualmente a totalidade do espaço disponível ao público. A Quinta do Covelo fica na rua de Faria Guimarães, abre das 8h às 19h e o acesso é gratuito.

Quinta da Boeira Vila Nova de Gaia A Quinta da Boeira, cujas origens remontam ao ano de 1850, preserva as suas marcas históricas, destacando-se um imponente Palacete no centro dos seus 3 hectares de jardins de árvores centenárias. quinta-da-boeira-porto Fotografia de Quinta da Boeira Situada no coração da cidade de Vila Nova de Gaia, junto às Caves do Vinho do Porto, está a poucos metros dos principais transportes, vias de comunicação e do Centro Histórico do Porto e Gaia. A Quinta da Boeira pode ser visitada na rua Teixeira Lopes, 170, Vila Nova de Gaia, das 10h00 às 18h. (…)”

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click :)
publicado por Musikes às 19:07 link do post
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