Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
28 de Fevereiro de 2017

“Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente.” Fernando Pessoa

 

 

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

 

 

Século XIX - O Romantismo

(1810-1910)

 

Ludwig van Beethoven

(1770-1827)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 23 in F Minor for Piano, Op. 57, "Appassionata": I. Allegro assai (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 23 in F Minor for Piano, Op. 57, "Appassionata": II. Andante con moto (attacca) (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 23 in F Minor for Piano, Op. 57, "Appassionata": III. Allegro ma non troppo (3º and.)

 

*****

 

“(…) Em 1798, surgiram os primeiros sintomas da surdez. Na volta de uma turnê, foi diagnosticada uma congestão dos centros auditivos internos. Fez vários tratamentos e escondeu o problema de todos. Nessa época se apaixona, mas não é correspondido. Para esquecer a mágoa dedica-se ao trabalho. Em 1800, se iniciou o período mais brilhante da carreira de Beethoven, quando ele produziu as grandes sinfonias que lhe dariam imortalidade. (…)” (http://www.resumosetrabalhos.com.br/historia-da-musica_5.html)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 26 in E-Flat Major for Piano, Op. 81a, "Les Adieux": I. The Farewell: Adagio - Allegro (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 26 in E-Flat Major for Piano, Op. 81a, "Les Adieux": II. The Absence: Andante espressivo (attacca) (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 26 in E-Flat Major for Piano, Op. 81a, "Les Adieux": III. The Return: Vivacissimamente (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 4 in B-Flat Major, Op. 60: I. Adagio - Allegro vivace (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 4 in B-Flat Major, Op. 60: II. Adagio (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 4 in B-Flat Major, Op. 60: III. Menuetto: Allegro vivace (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 4 in B-Flat Major, Op. 60: IV. Allegro ma non troppo (4º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 1 in C Major, Op. 21: I. Adagio molto - Allegro con brio (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 1 in C Major, Op. 21: II. Andante cantabile con moto (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 1 in C Major, Op. 21: III. Menuetto - Allegro molto e vivace (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 1 in C Major, Op. 21: IV. Finale: Adagio - Allegro molto e vivace (4º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 2 in D Major, Op. 36: I. Adagio molto - Allegro con brio (1º and.)

 

Luydwig Van Beethoven - Symphony Nº 2 in D Major, Op. 36: II. Larghetto (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 2 in D Major, Op. 36: III. Scherzo - Allegro (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Symphony Nº 2 in D Major, Op. 36: IV. Finale: Allegro molto (4º and.)

 

***

 

Em breve, terminaremos este passeio pela vida e obra de Beethoven.

Como já te anunciei, há tantos compositores do século XIX como as cores do arco-íris, e claro, um verdadeiro leque de fantásticas audições.

 

Por isso!...

Não percas o próximo post… porque nós… também não!

publicado por Musikes às 07:21 link do post
24 de Fevereiro de 2017

Musikes expressivo… (14ª parte)

 

"O homem tem muito para saber e pouco para viver; e não vive se não souber nada." Baltasar Gracián y Morales

 

Em pleno século XIX, a literatura, a pintura, o teatro, a poesia e também a música, fazem agora parte do quotidiano da  burguesia. Os saraus, a ópera, os concertos aconteciam um pouco por todas as cidades ocidentais europeias.

Os compositores que surgiram nos finais do séc. XVIII, Beethoven; Weber; Rossini; Schubert, e inícios do séc. XIX, viriam a inspirar toda uma corrente artística que se tornou dominante ao longo de todo o século.

 

Juntos, avancemos mais um passo até à próxima sala desta nossa galeria, pois, ainda há muito mais a conhecer da vida e obra de Ludwig Van Beethoven.

 

Boas leituras e audições!

 

*****

 

“Só o que sonhamos é o que verdadeiramente somos, porque o mais, por estar realizado, pertence ao mundo e a toda a gente.” Fernando Pessoa

 

 

GRANDES MÚSICAS… GRANDES ÉPOCAS!...

 

 

Século XIX - O Romantismo

(1810-1910)

 

Ludwig van Beethoven

(1770-1827)

 

“(…) O Príncipe Karl Lichnowsky o instalou no palácio e lhe pagava uma pensão. Os recitais constituíam o divertimento predileto da nobreza. As apresentações musicais limitavam-se quase a concertos nos palácios. Só em 1795, Beethoven fez sua primeira apresentação pública, quando executou um concerto para piano que foi delirantemente aplaudido. Logo em seguida publicou “Três Trios para Piano, Violino e Violoncelo, Opus 1”, dedicados ao Príncipe. (…)” (http://www.resumosetrabalhos.com.br/historia-da-musica_5.html)

 

Ludwig Van Beethoven - Triple Concerto in C Major for Violin, Cello, Piano and Orchestra, Op. 56: I. Allegro (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Triple Concerto in C Major for Violin, Cello, Piano and Orchestra, Op. 56: II. Largo - Rondo alla Pollaca (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Coriolan, Op. 62: Overture in C Minor

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 12 in A-Flat Major for Piano, Op. 26, "Funeral March": I. Andante con variazione (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 12 in A-Flat Major for Piano, Op. 26, "Funeral March": II. Scherzo: Allegro molto (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 12 in A-Flat Major for Piano, Op. 26, "Funeral March": III. Marcia Funébre Sulla Morte d'Un Eroe (Funeral March for a Dead Hero) (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 12 in A-Flat Major for Piano, Op. 26, "Funeral March": IV. Allegro (4º and.)

 

*****

 

“(…) Em 1796, Ludwig van Beethoven se apresentou em Praga e em Berlim, onde cumpriu um extenso programa para a corte imperial, do qual constavam “Duas Sonatas para Violoncelo, Opus 5”, escrita especialmente para a ocasião. Em 1797, estava com 27 anos e crescente prestígio que atraía alunos e convites para recitais, que lhe proporcionava uma folga financeira, e lhe permitia vestir-se elegantemente e até ser sociável. (…)” (http://www.resumosetrabalhos.com.br/historia-da-musica_5.html)

 

ludwig Van Beethoven - Sonata No. 14 in C-Sharp Minor for Piano, Op. 27:2, "Moonlight": I. Adagio sostenuto (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 14 in C-Sharp Minor for Piano, Op. 27:2, "Moonlight": II. Allegretto (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 14 in C-Sharp Minor for Piano, Op. 27:2, "Moonlight": III. Presto agitato (3º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 21 in C Major for Piano, Op. 52, "Waldstein": I. Allegro con brio (1º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 21 in C Major for Piano, Op. 52, "Waldstein": II. Adagio molto (attacca) (2º and.)

 

Ludwig Van Beethoven - Sonata No. 21 in C Major for Piano, Op. 52, "Waldstein": III. Adagio - Allegretto moderato (3º and.)

 

***

 

E como diriam os franceses… “Et voilá!”

Muito mais para ouvir, ler e conhecer, apreciar e partilhar!

 

Por isso!...

Não percas o próximo post… porque nós… também não!

publicado por Musikes às 07:21 link do post
23 de Fevereiro de 2017

“A curiosidade é como a sede…

Com o passar do tempo… ela continua a crescer. – Musikes”

 

Assinala-se hoje os 30 de anos de um grande músico português.

Foi em 1987 que José Afonso legava ao mundo a sua herança musical. Um vulto incontornável da música portuguesa, o homem que marcou o antes e depooois de Zeca Afonso, como era conhecido.

 

Hoje é um dia especial para os músicos e todos aqueles que são amantes dessa musa.

O “Musikes” assinala este dia co mais uma partilha, esperando que todos o lembrem pela vida fora.

 

Boas leituras e audições!

 

*****

 

O Homem que cantou a liberdade morreu há 30 anos

Jornal de Notícias (23/02/2017)

 

“Um mar de gente e de cravos vermelhos inundou Setúbal, no dia 24 de fevereiro de 1987, quando Zeca Afonso foi sepultado, no cemitério de Nossa Senhora da Piedade.

Mais de 30 mil pessoas, segundo números oficiais então divulgados, acompanharam o músico, o compositor, o poeta, o combatente, o criador de "Grândola, vila morena", que morrera na madrugada anterior, 23 de fevereiro, aos 57 anos, no hospital da cidade.

A antiga Escola Industrial e Comercial de Setúbal, onde José Afonso fora professor duas décadas antes, e de onde a ditadura o expulsara, acolheu o seu corpo. No pátio e nas ruas em volta, onde já não cabia mais gente, recitavam-se versos da "Trova do vento que passa", de Manuel Alegre: "Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não."

Por volta das 15 horas, quando a urna, levada em ombros por amigos do músico, apareceu ao cimo das escadas da escola, a multidão, sem qualquer aviso ou combinação prévia, começou a cantar "Grândola, vila morena", a senha do 25 de Abril. Foi a primeira de muitas canções de José Afonso entoadas durante essa tarde.

Os músicos Francisco Fanhais e Luís Cília encabeçavam o grupo que transportava o caixão, coberto por um pano vermelho, sem qualquer símbolo, como o músico pedira, rodeado de cravos e com um pão aberto.

Nas horas seguintes, operários da antiga cintura industrial de Lisboa e pescadores de Setúbal, amigos de José Afonso, familiares, companheiros de percurso, como José Mário Branco, Sérgio Godinho ou Júlio Pereira, revezar-se-iam no transporte do corpo.

No funeral de José Afonso, não havia luto. Esse era outro dos desejos do cantor.

Todos se juntaram, homens e mulheres, novos e velhos, jovens e crianças, quase sempre de cravo vermelho e punho direito cerrado e erguido. Todos cantaram aquela que ficou eternizada como sendo a música da liberdade, "Grândola, vila morena".

https://www.youtube.com/embed/seMeGQq8IXg

Muitas fábricas deram tolerância aos trabalhadores, para acompanharem o funeral de José Afonso, assim como a Câmara Municipal de Setúbal, a cidade onde este fundara, ainda antes da Revolução dos Cravos, o Círculo Cultural.

Sindicatos, cooperativas, grupos desportivos, empresas, comissões de trabalhadores, partidos e movimentos políticos manifestaram o seu pesar.

A chegada ao cemitério foi feita ao som da "Balada do outono": "Águas das fontes calai/Ó ribeiras chorai/Que eu não volto a cantar". Populares agitaram lenços brancos e vermelhos e a filarmónica voltou a tocar "Grândola".

José Mário Branco, Francisco Fanhais, Luís Cília, João Afonso, Pi de la Serra e Camilo Mortágua carregavam a urna. Às cinco e meia, foi depositada na campa rasa n.º 1606.

Foi "um enterro a cantar", num "cemitério vivo", escreveu Nuno Ribeiro, o repórter do Diário de Lisboa.

No final dessa tarde cinzenta e nebulosa, populares gritavam "Zeca estará sempre vivo", e um grupo de jovens, de cravos vermelhos nas mãos, erguia uma enorme faixa branca onde se lia "Zeca, não morrerás entre nós".

Biobibliografia de José Afonso

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos nasceu em Aveiro, no dia dois de agosto de 1929, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, em Coimbra, com a defesa de uma tese sobre Jean-Paul Sarte, no início dos anos de 1960, depois de já ter gravado os primeiros discos com Rui Pato e de ter atuado com José Niza.

Lecionou em escolas de Portugal continental, assim como de Angola e Moçambique, até que a contestação à ditadura e à guerra colonial o levou à prisão pela PIDE, a polícia política do regime, e à expulsão do ensino oficial, em 1968, no qual só viria a ser reintegrado quase 10 anos após o 25 de Abril.

Depois de "Baladas e canções" (1964) e "Cantares do Andarilho" (1968), gravou "Contos velhos rumos novos" (1969), "Traz outro amigo também" (1970), "Eu vou ser como a toupeira" (1972).

Os álbuns "Cantigas do Maio" (1971), que inclui "Grândola, vila morena", e "Venham mais cinco" (1973), o disco de "Era um redondo vocábulo", ambos gravados em França, contaram com a produção e direção do músico e compositor José Mário Branco.

Publicados antes do 25 de Abril de 1974, estes álbuns garantiram a José Afonso os Prémios da Casa de Imprensa de melhores discos e de melhor interpretação, em anos sucessivos, e estabeleceram a fronteira entre a música portuguesa "antes de José Afonso e depois de José Afonso", como afirmam os seus companheiros.

No percurso do músico, seguir-se-iam "Coro dos tribunais" (1974), "Com as minhas tamanquinhas" (1976), "Enquanto há força" (1978), "Fura fura" (1979), "Fados de Coimbra e Outras Canções" (1981), "Como se fora seu filho" (1983) e o derradeiro álbum de originais, "Galinhas do mato" (1985), já cantado por outros músicos.

De 1974 a 1975, envolveu-se nos movimentos populares. O PREC - Processo Revolucionário em Curso "era a sua paixão", como recorda a biografia da Associação José Afonso.

Atuou para os soldados do Regimento de Artilharia de Lisboa, a 11 março de 1975, colaborou com a LUAR - Liga de Unidade e Ação Revolucionária, de Palma Inácio e Camilo Mortágua, apoiou a candidatura presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho, em 1976, e a de Maria de Lourdes Pintasilgo, em 1986.

Veio a tocar no Festival Printemps de Brouges, em França, em 1982, ano em que surgiram os primeiros sintomas da doença com que morreu: a esclerose lateral amiotrófica.

Em 1983, foi reintegrado no ensino oficial. Nesse ano, o Presidente da República Ramalho Eanes atribuiu-lhe a Ordem da Liberdade, mas o músico não a recebeu, por se ter recusado a preencher o formulário.

Acabou por morrer na madrugada de 23 de fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal. Tinha 57 anos.”

 

Ler mais!

 

 

Para ver, ouvir e recordar!

E já agora… para partilhar

 

Documentário "Não me obriguem a vir para rua gritar" 1/5

Associação José Afonso

 

Tributo Musical a Zeca Afonso

 

Vila Morena" - Zeca Afonso @ Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974

 

Zeca Afonso - 20 anos depois

 

***

 

E ainda haverá muito mais a partilhar.

 

Por isso!...

Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!

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