Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
08 de Abril de 2015

"O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz." Aristóteles

GRANDES MÚSICAS... GRANDES ÉPOCAS!...

MÚSICA CLÁSSICA (1750-1810)

"óperasMozart foi o maior operista de sua época e tinha grande senso dramático. As óperas mozartianas são divididas em dois grupos: as menores, geralmente as primeiras de sua carreira, e as grandes, as óperas imortais. Dentre as primeiras, além das compostas quando muito jovem, estão Mitridate, Lucio Silla, O Rei Pastor, Idomeneu e La Clemenza di Tito. São obras que não negam a genialidade de Mozart, mas não são um tanto tradicionais. Curiosamente, estas óperas foram a que receberam melhor acolhida do público em suas estréias. O grupo das óperas imortais é composto pelos tradicionalmente eleitos "cinco pontos máximos" da dramaturgia mozartiana. Em ordem cronológica: O Rapto do Serralho, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni, Così fan Tutte e A Flauta Mágica. A última é considerada a maior delas, e uma das mais importantes óperas de todos os tempos. Ela, como O Rapto do Serralho, é um singspiel, gênero alemão que alterna música com diálogos falados." (http://geniosmundiais.blogspot.pt/2006/01/biografia-de-wolfgang-amadeus-mozart.html)

"O Rapto do Serralho, de Wolfgang Amadeus Mozart" https://youtu.be/-uQ0Ti9GF_U

"No dia 16 de Julho, de 1782 estreou-se, no Burgtheater, em Viena a ópera "O Rapto do Serralho", de Wolfgang Amadeus Mozart. fotos uid=lI7DT39CvFsBeED8mmzt "O Rapto do Serralho", K. 384, é uma ópera, em três actos, composta por Mozart, com libreto de Johann Gottlieb Stephanie. Konstanze, uma nobre espanhola, a sua criada inglesa Blondchen e Pedrillo, noivo de Blonde e criado de Belmonte, foram raptados por vários piratas turcos. O Paxá Selim comprou-os para o seu harém, que também é uma casa de campo. A ópera então começa com a chegada de Belmonte ao harém, para raptar a sua amada e também os criados. Mozart recebeu o libreto no dia 29 de Julho de 1781. Tinha tido poucas oportunidades de compor, profissionalmente, durante o Verão, e, por isso, começou a trabalhar imediatamente e com entusiasmo. Numa carta que escreveu ao pai, Mozart indica que estava muito entusiasmado com a perspectiva de ter uma ópera sua interpretada em Viena. Inicialmente, Mozart pensava que só tinha dois meses para terminar a ópera, pois havia a intenção de a encenar na altura da visita, em Setembro, do Grande Duque da Rússia, filho de Catarina, a Grande e herdeiro do trono. Mas, por fim, foi decidido que seriam interpretadas óperas de Gluck, o que deu mais tempo a Mozart. A estreia de "O Rapto do Serralho" foi um sucesso. As primeiras duas interpretações renderam 1200 florins, três vezes mais que o salário de Mozart no último emprego que tivera em Salzburgo. A obra foi repetida, várias vezes, durante a vida de Mozart, em Viena e em todos os sítios da Europa, onde se falava alemão. Embora esta ópera tenha permitido a Mozart elevar substancialmente a sua reputação junto do público, como compositor, não fez com que enriquecesse, uma vez que só foi pago um preço fixo de 450 florins, sem nunca ter recebido mais pelas interpretações que se seguiram à estreia. "O Rapto do Serralho" chegou a Paris, em 1801, encenada no Théâtre de la Gaîté e continua a ser uma ópera frequentemente interpretada nos dias de hoje." (http://pegada.blogs.sapo.pt/2282376.html)

"As Bodas de Fígaro" https://youtu.be/M7KPpBX-mZQ

"A personagem de Fígaro foi criada pelo francês Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, professor de música dos filhos do Rei Luís XV. Caron escreveu, nos finais do século XVIII, três comédias para teatro: O Barbeiro de Sevilha (1775), As Bodas de Fígaro (1784) e A Mãe Culpada (1792), partilhando aquelas duas primeiras obras mencionadas a personagem de Fígaro. Beaumarchais tinha uma sólida posição económica que lhe permitia efetuar muitas viagens, nomeadamente a Espanha, em 1764. A obra, O Barbeiro de Sevilha, foi transformada em ópera por Giovanni Paisielo, em 1782, cuja estreia foi em São Petersburgo. Mais tarde, foi orquestrada para uma outra ópera, com o mesmo nome, por Rossini. As Bodas de Fígaro foram imortalizadas pela ópera, em quatro atos, de Wolfgang Amadeus Mozart, estreada em 1786, em Viena, com libreto em italiano, escrito por Lorenzo da Ponte. Esta história é uma continuação da vida de Fígaro, iniciada em O Barbeiro de Sevilha, na qual Fígaro é barbeiro e, inteirando-se dos amores do Conde de Almaviva e de Rosina, decide uni-los através de um plano. A trama das Bodas de Fígaro, situada 30 anos depois da ação d'O Barbeiro de Sevilha, começa com os preparativos do casamento de Fígaro (serviçal do Conde de Almaviva) com a donzela Susana, que está ao serviço da condessa Rosina. Fígaro fica ofendido quando Susana lhe conta que o Conde pretende exercer o direito de "pernada", direito ancestral que consistia em tomar o lugar do noivo na noite de núpcias, direito que era comum nos tempos medievais e exercido pelos nobres sobre as suas criadas." (http://www.infopedia.pt/$as-bodas-de-figaro)

Don Giovanni https://www.youtube.com/watch?v=nV1yNgiEvIQ

"Na segunda metade do século XVIII, o Império Austro-Húngaro passava por sua fase de apogeu e a cidade de Praga concorria com Viena para ser a capital musical da Europa. Devido ao imenso sucesso provocado pela ópera As Bodas de Fígaro, o empresário Bondini encomendou a Mozart, um novo trabalho para ser estreado na Ópera de Praga. O compositor e o libretista Lorenzo da Ponte começaram a trabalhar na criação de Don Giovanni, baseado no personagem Don Juan Tenório. Este herói legendário, arquétipo do libertino devasso e amoral, foi retratado em 1630 por Tirso de Molina (1548-1648), na obra El burlador de Sevilla. O francês Jean Baptiste Poquelin (1622-1673), mais conhecido como Molière também se baseou no lendário D. Juan para escrever a peça Don Juan ou le festin de Pierre, cuja estréia ocorreu em 15 de fevereiro de 1665 no hall do Palais Royal. A figura do execrável conquistador também foi utilizada por Lord Byron e Bernard Shaw, em suas obras, e serviu de tema para o poema sinfônico Don Juan, de Richard Strauss. Lorenzo da Ponte baseou-se na personalidade de seu amigo Giacomo Casanova, um dos maiores sedutores da história, para descrever o personagem título de seu libreto. O sucesso da estréia de Don Giovanni, no dia 29 de outubro de 1787 foi motivo de comentário nas páginas do principal jornal da cidade: A ópera que foi dirigida pelo Sr. Mozart é extraordinária e a platéia ficou impressionada com a excelente interpretação. O número elevado de expectadores assegurou a aclamação de Don Giovanni fazendo que esta ópera possa ser considerada uma das maiores composições líricas já escritas. Prager Oberpostamtszeitung, 3/11/1787. A abertura de Don Giovanni Ela foi criada horas antes de sua estréia, comprovando mais uma vez a miraculosa capacidade criativa de Mozart. Ao encerrar o último ensaio geral, na véspera da première, o autor se deu conta que a peça de abertura ainda estava para ser escrita. Ele resolveu trabalhar na partitura durante a noite e, para manter-se desperto, solicitou à sua esposa que permanecesse ao seu lado, servindo-lhe ponche e conversando. Enquanto Mozart criava a abertura, Constanze lia para ele as histórias de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa e outros contos de fadas. No início da madrugada, os efeitos da bebida se fizeram sentir e Mozart adormeceu. Ao ser despertado às cinco horas da manhã, o trabalho estava pela metade. Em duas horas ele completou a abertura, totalmente orquestrada. Os originais foram entregues para os copistas que a transcreveram para os membros da orquestra. Segundo o livro de memórias de Wenzel Swoboda, tocador de contrabaixo da Orquestra da Ópera de Praga, os músicos receberam suas cópias alguns minutos antes do início da apresentação, o que impossibilitou qualquer tipo de ensaio. Mesmo assim, o desempenho da orquestra foi admirável, entusiasmando Mozart e a platéia. A ópera Don Giovanni foi classificada como dramma giocoso e muitas de suas passagens são características da ópera buffa. O criado de Don Giovanni, Leporello, atravessa o espetáculo contornando situações de crise. Na famosa ária, Madamina, il catalogo è questo, ele tenta aplacar a ira de Donna Elvira, uma das tantas mulheres ultrajadas e abandonadas pelo patrão. Durante a ação, o aristocrata comete duas tentativas de estupro, um assassinato e provoca graves ferimentos em um de seus rivais. A licenciosidade, a violência e a crueldade demonstradas pelo Don indicam o prenúncio de um final trágico. A abertura, já traduz em seus compassos o tema do dramático dueto final - Don Giovanni, a cenar teco - travado entre o Comendador e Don Giovanni. Este é um dos momentos culminantes da ópera, aonde o clima de vingança e punição interrompe o estilo giocoso do libreto. Don Giovanni é considerado o mais importante marco da música lírica do século XVIII. Quem tiver a oportunidade de visitar Praga, poderá assistir a esta ópera, na mesma casa de espetáculos que abrigou sua estreia. O Teatro Estatal de Praga, na periferia da cidade velha." (http://www.revistadigital.com.br/2014/02/don-giovanni/)

"Così fan Tutte" https://youtu.be/8OUrafVroho

"A ópera Così fan tutte (Assim fazem todas), do compositor Wolfgang Amadeus Mozart, uma das 12 mais encenadas no mundo (...) "É o melhor texto da trilogia de Mozart e Da Ponte (juntamente com As Bodas de Fígaro e Don Giovanni), o mais à frente do seu tempo. Picante, amoral, olha de maneira muito sórdida para as relações humanas, muito dentro da linha do século XVIII", diz André Heller-Lopes. "Temos costume de olhar o passado com os olhos do XIX, uma época muito mais puritana, vitoriana, enquanto que o XVIII tem outro tipo de linguagem. Outra coisa que me chama atenção é que essa é uma ópera de conjunto, todos os seis personagens são igualmente importantes", afirma. (...) É na ópera que mais se revela toda a dimensão do gênio de Mozart, que compôs vinte e duas obras, entre elas A Flauta Mágica, As Bodas de Fígaro, Don Giovanni e Così fan tutte, as três últimas em colaboração com o libretista Lorenzo da Ponte. Così fan tutte é uma das melhores óperas bufas e traz a magistral criação de Mozart na tradução musical das contradições amorosas da alma humana. É uma história sobre a infidelidade feminina, na qual dois jovens oficiais, Ferrando e Guglielmo, apostam com o seu velho amigo Don Alfonso que as suas noivas - as irmãs Fiordiligi e Dorabella - nunca os trairiam. Assim combinam uma encenação. Com a ajuda da criada Despina, são acolhidos na casa das duas irmãs disfarçados de albaneses. Cada um acaba por conquistar a noiva do outro, e quando estão prestes a concretizar um falso casamento, Don Alfonso confirma que assim fazem todas, a trama é desmascarada e os pares originais se reconciliam. A obra sempre provocou desconforto. Para os olhos do séc. XIX, pareciam aceitáveis homens libertinos como Don Giovanni, mas não as mulheres licenciosas que a ópera põe em cena. O enredo foi durante muito tempo considerado decadente, imoral e indigno de Mozart. Entretanto, a partir de meados do século passado, a obra vem ganhando novas leituras, sendo objeto de sucessivas montagens e atraindo cada vez mais a atenção do público. Um interesse renovado que talvez tenha muito a dizer sobre a nossa época, o que a montagem em duas versões sugere." (http://www.ufrj.br/mostranoticia.php?noticia=13009_Opera-na-UFRJ-apresenta-Cosi-fan-tutte-de-Mozart.html)

"A Flauta Mágica" https://youtu.be/vxe8F3qqNf0

"A FLAUTA MÁGICA, Wolfgang Amadeus Mozart Die Zauberflöte ("A Flauta Mágica") é uma ópera em dois actos de Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto de Emanuel Schikaneder.Estreou no Theater auf der Wieden em Viena, no dia 30 de Setembro de 1791. Nas montanhas, perto do templo de Isis no Egipto (durante o período de Ramsés I), o príncipe Tamino é perseguido por uma serpente. Caindo no chão sem sentidos, é salvo por três damas, aias da Rainha da Noite. As três damas revelam ao príncipe que Pamina foi raptada pelo feiticeiro Sarastro e a Rainha convence-o a salvá-la. Recebe então uma flauta mágica que, ao ser tocada, o protegerá de todos os perigos, e parte com Papageno, o caçador de pássaros. Chegados ao reino de Sarastro, descobrem que o feiticeiro perverso é, na verdade, um sábio sacerdote, representante supremo do bem, do sol e do dia, e que mantém Pamina junto de si apenas para a livrar do mal. Pamina e Tamino apaixonam-se e, juntos, ultrapassam os desafios de iniciação para seguir os ensinamentos de Sarastro. Apesar do enredo aparentemente simples e infantil, a história é uma espécie de alegoria do universo maçónico ao qual compositor e libretista estavam ligados, tocando valores que se aproximam muito do pensamento iluminista. A envolver todo este enredo, a admirável música de Mozart eleva-o numa aura de nobreza e de força dos mistérios sagrados, onde os acordes pesados e repetidos da abertura, representam as batidas à porta da loja maçónica. "A Flauta Mágica" é, ao mesmo tempo, um conto de fadas mágico e uma peça mistério; uma alegoria sobre o bem e o mal e uma fábula sobre o verdadeiro amor." (http://www.coliseudoporto.pt/index.php?view=details&id=826%3Aa-flauta-magica-opera-de-mozart&option=com_eventlist&Itemid=135&lang=pt)

Agora é contigo. Muitas outras óperas, sinfonias, missas, concertos para orquestra e piano há ainda para descobrires.

"Por isso!... Não percas o próximo post... porque nós... também não!!!"
publicado por Musikes às 09:45 link do post
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
comentários recentes
Obrigado pelas suas palavras.Viverá para sempre na...
Para mim, a canção mais bonita cantada em lingua p...
Ola! ☺️Saudações Musikes! 🤗Claro que me lembro! Co...
Olá Pedro,Como estás? Eu sou a Alda, a colega que ...
è Natal, é Natal....As mais belas canções de Natal...
blogs SAPO