Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
23 de Outubro de 2014

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

Manhas e ciumeiras no Palácio de Queluz O estudo da música do passado não é uma curiosidade para ratos de biblioteca. Em Portugal, graças a investigadores e a centros de estudos musicais, têm-se descoberto e investigado nas últimas décadas as obras de alguns dos mais significativos compositores portugueses.

Victorino D'Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal Foi com o desejo de muita sorte para a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) e o Conservatório que o maestro Victorino D'Almeida terminou a sua intervenção no final da cerimónia de homenagem que foi alvo, nesta tarde, precisamente naquela instituição de ensino artístico no Funchal.

A Música do Futuro e o Futuro da Música | Entrada Livre Caixa de entrada O Fórum do Futuro pretende transformar o Porto na capital mundial do futuro, ao longo de uma semana dedicada à ciência, à cultura e as ideias. Figuras de topo de várias áreas do conhecimento concentram-se na cidade nestes dias.

Defender o livro, assegurar o futuro europeu A edição deste ano da Feira de Frankfurt fica marcada pela aprovação da primeira declaração conjunta de defesa do livro, que congregou vários destacados dirigentes de organizações europeias ligadas ao sector editorial, o que confere ao acto um redobrado valor, sobretudo por ter ocorrido num certame com aquela importância e num momento de profunda reflexão sobre o que irá ser, por razões tecnológicas, políticas, sociais e económicas, o futuro do próprio livro no continente que o viu nascer com as características que ainda hoje sustentam a sua identidade e representatividade.

Digitalizar colecções cria emprego e dá nova vida aos museus e bibliotecas No momento em que o Parlamento acolhe os Dias da Memória, a responsável máxima pela Europeana, Jill Cousins, explica o que é esta gigantesca biblioteca digital, que quer tornar acessível e utilizável toda a herança cultural europeia. Até ao momento, já colocou online digitalizações autenticadas de mais de 32 milhões de peças.

Reabilitação de azulejos da estação de São Bento premiada O projeto de reabilitação dos painéis de azulejo na estação de São Bento, Porto, foi distinguido com um prémio Brunel de 2014, na categoria de estações, anunciou hoje a Rede Ferroviária Nacional (Refer).

Azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa, segundo o NYT A luz inconfundível e o Tejo sempre à vista fazem de Lisboa uma cidade que agrada aos turistas. Agora, o jornal norte-americano The New York Times recomenda aos leitores outro tesouro reconhecidamente português.

Os museus também têm sentimentos de culpa A pergunta foi feita para inquietar: “Podemos descolonizar os museus?” Num congresso com portugueses, espanhóis e latino-americanos, a resposta foi óbvia. Mas como é que isso se faz? Com uma estratégia de proximidade, criando museus em que a jóia de um rei é tão importante como um pneu velho ou a fotografia de um avô que poucos conhecem e foi morto pela ditadura.

O homem que recusava ser a sua própria revolução Baal não é só uma peça de teatro, é um manifesto que haveria de servir para ler o século XX.

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Conhecer é saber. Ora… vamos a isto!

Manhas e ciumeiras no Palácio de Queluz http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/manhas-e-ciumeiras-no-palacio-de-queluz-1673520

O estudo da música do passado não é uma curiosidade para ratos de biblioteca. Em Portugal, graças a investigadores e a centros de estudos musicais, têm-se descoberto e investigado nas últimas décadas as obras de alguns dos mais significativos compositores portugueses. E muitos desses trabalhos não tem ficado na gaveta: têm sido decisivos não só para conhecer a história, mas para alargar a possibilidade de apresentação pública de obras de grande interesse antes praticamente desconhecidas. É certo que João de Sousa Carvalho, um dos maiores compositores portugueses da segunda metade do século XVIII, já não é um desconhecido entre nós. E teve a sorte de ter grande parte das suas obras guardadas intactas na Biblioteca da Ajuda, ou não tivesse sido um dos compositores da corte mais apreciados do seu tempo. As suas óperas e serenatas têm sido, a pouco e pouco, reveladas por alguns dos melhores intérpretes da música antiga em Portugal. E é importante saber que o estudo e a interpretação, a história e a prática musical são actividades que se complementam, e se estimulam dialecticamente, tanto como a audição e a reflexão crítica precisam uma da outra. Vem isto a propósito da apresentação pelo grupo Concerto Campestre de uma Serenata de João de Sousa Carvalho, no Palácio de Queluz, dirigida pelo oboísta e investigador Pedro Castro. O local do concerto é certeiro para voltar a apresentar esta obra dedicada à irmã da rainha D. Maria I, de seu nome Maria Francisca Benedita, na ocasião do seu aniversário. Em vez de "parabéns a você" (que não existiam...), o compositor fez uma serenata, uma peça dramática (mas em geral não encenada) com recitativos "secos" e acompanhados, árias, duetos e um coro final de carácter festivo. A história nada tem a ver com a aniversariante, centrando-se num pequeno enredo amoroso com jogos de sedução e ciumeiras desvairadas, numa versão curta de um libreto de Metastasio.

Concerto Campestre Direcção musical: Pedro Castro Com Joana Seara, Lidia Vinyes Curtis, Fernando Guimarães, Luísa Tavares e Sandra Medeiros Serenata "L'Angelica", de João de Sousa Carvalho Palácio de Queluz Sábado, 18 de Outubro, às 21h A interpretação do Concerto Campestre foi um exemplo de um trabalho apurado, no cuidado com o equilíbrio tímbrico e dinâmico, na clareza da linguagem (fruto de uma prática interpretativa contínua, mas também de um estudo detalhado da partitura), com muito poucos desacertos rítmicos graças à boa direcção de Pedro Castro. E teve ainda a sorte de contar com um conjunto de solistas de muito boa qualidade, algo que ficou claro logo desde as cenas iniciais, com Joana Seara a construir uma Angelica tão leve como provocante e a contralto catalã Lidia Vinyes Curtis a cantar maravilhosamente a primeira ária em que uma sombra de ciúme gira em torno do apaixonado Medoro. Foram elas também a acabar a primeira parte com um magnífico dueto "Ah, não me digas, ingrato amante, que inconstante é o meu amor e que infiel eu te sou", onde a arte de João de Sousa Carvalho foi bem audível graças a estas duas excepcionais cantoras. Muito bem estiveram Luísa Tavares e Sandra Medeiros, em personagens secundárias (os amantes "pastoris" Tirsi e Licori). E também por ali passa um herói antigo quase em caricatura - Orlando - a que o tenor Fernando Guimarães conseguiu dar força e graça, apesar de parecer defender-se um pouco nos agudos. Fernando Guimarães resolveu muito bem a passagem final, que implica uma súbita mudança de carácter da música e do texto: Orlando está em fúria, ardendo de ciúme e sentindo-se traído pelas manhas de Angelica. Mas, subitamente, vê uma luz: "Mas qual astro benigno é que entre o horror da noite brilha para mim?" O astro é Maria Benedita, claro, e as fúrias de Orlando passam a ser vivas à irmã da rainha e a toda a descendência real. Meio a sério, meio a brincar. Mas podemos levar a sério (e emocionar-nos) com Medoro quando canta uma ária à lua: "Bela Diva, amiga das sombras, vê com puros olhos no perigo o nosso amor". E assim se fazia uma serenata para a realeza. Ora toma lá, bem feita.

Victorino D'Almeida homenageado na Madeira elogia Orquestra Clássica, Conservatório e Funchal http://www.dnoticias.pt/actualidade/5-sentidos/475321-victorino-dalmeida-homenageado-na-madeira-elogia-orquestra-classica-co

Foi com o desejo de muita sorte para a Orquestra Clássica da Madeira (OCM) e o Conservatório que o maestro Victorino D'Almeida terminou a sua intervenção no final da cerimónia de homenagem que foi alvo, nesta tarde, precisamente naquela instituição de ensino artístico no Funchal. Antes houve tempo para o maestro percorreu as suas ligações à Madeira, ao "fascínio" que sempre teve pela ilha, passando pela "óptima ligação" que tem tido com a Orquestra Clássica da Madeira e que, aliás, vai dirigir, no sábado, dia 18, em concerto no Teatro Municipal Baltazar Dias. Salientando que nunca estudou regência, assumindo-se por isso como "apenas" um pianista, António Victorino D'Almeida disse que se sente mais útil quando dirige as suas próprias composições, algo que irá acontecer precisamente no concerto de sábado, com a participação da solista Madalena Garcia Reis, que também esteve hoje presente na homenagem no Conservatório. Depois passou a explicar, sucintamente, as peças de sua autoria que vão ser tocadas: o Poema Sinfónico ‘Fogo de Artifício’, ‘Rapsódia para Piano e Orquestra’ e ‘Epifonia’. Ainda houve tempo para falar do aspecto de ligação da música e a palavra, considerando que “a música ajuda a aprender as línguas”, criticando o acordo ortográfico que faz com que o “espetáculo” tenha um “aspeto”, acentuando ao nível fonético a palavra “espeto”. Além de elogiar a OCM e a solista convidada, destacou o facto de haver cidades tão grandes como o Funchal mas que não se podem orgulhar de “ter uma orquestra em permanência” como a ‘capital’ madeirense. “A Orquestra Clássica é uma honra para a Madeira e uma honra que a Madeira dá ao País”, salientou o maestro. “É uma orquestra realmente profissional”, que foi “bem criada” e que “funciona com alto espírito de disciplina”. Antes do maestro falou a directora do Conservatório, Tomásia Alves, que também teceu rasgados elogios a António Victorino D’Almeida, reconhecendo a pequenez do Conservatório na homenagem a uma figura que já foi condecorada, por exemplo, pelo Presidente da República. Depois, o secretário regional de Educação e Recursos Humanos, Jaime Freitas, também elogiou o maestro e a ligação ‘umbilical’ entre a OCM e o Conservatório, que tantos e bons frutos tem dado, não só ao nível da “educação pelas artes”, mas também em termos de produção artística. Finalmente foi descerrada uma pequena placa, no Conservatório, em homenagem ao pianista e maestro pela carreira artística.

A Música do Futuro e o Futuro da Música | Entrada Livre Caixa de entrada http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2014/11/27-novembro-2014-a-musica-do-futuro-e-o-futuro-da-musica/1830?lang=pt

Conferência em Inglês [27/11/2014 - quinta-feira | 18:30 | Sala 2] O Fórum do Futuro pretende transformar o Porto na capital mundial do futuro, ao longo de uma semana dedicada à ciência, à cultura e as ideias. Figuras de topo de várias áreas do conhecimento concentram-se na cidade nestes dias. A Casa da Música associa-se a esta iniciativa da Câmara Municipal do Porto promovendo uma conferência com duas figuras incontornaáveis da vanguarda musical.

Defender o livro, assegurar o futuro europeu http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/defender-o-livro-assegurar-o-futuro-europeu-1673488

A edição deste ano da Feira de Frankfurt fica marcada pela aprovação da primeira declaração conjunta de defesa do livro, que congregou vários destacados dirigentes de organizações europeias ligadas ao sector editorial, o que confere ao acto um redobrado valor, sobretudo por ter ocorrido num certame com aquela importância e num momento de profunda reflexão sobre o que irá ser, por razões tecnológicas, políticas, sociais e económicas, o futuro do próprio livro no continente que o viu nascer com as características que ainda hoje sustentam a sua identidade e representatividade. A iniciativa teve na sua origem o presidente do Centro Nacional do Livro de França, Vincent Monadé, e visa garantir o respeito efectivo dos direitos de autor e, simultaneamente, os direitos dos leitores, num período em que cresce o número dos que, erroneamente, supõem que uma coisa só será possível com a anulação da outra. Mas defender o livro e o seu futuro é, ao mesmo tempo, garantir a redução da taxa do IVA para os livros impressos e digitais e assegurar a plenitude da liberdade de escolha para o leitor, a quem deverá ser garantido o acesso às obras no dispositivo que se adeque à sua conveniência e escolha. Esta declaração assinada a 9 de Outubro começa por recordar e enfatizar o facto de que “o livro é a primeira indústria cultural da Europa”, o que nos leva, retrospectivamente, a pensar na enorme revolução desencadeada pelo invento de Gutenberg quando transformou o livro de bem muito dispendioso e praticamente inacessível num instrumento de informação e ampla partilha do conhecimento, o que provocou profundas alterações na forma de pensar e organizar a sociedade e os direitos do Homem nos séculos seguintes. Noutra passagem do texto afirma-se que “o digital e o comportamento dos consumidores criam ocasiões inéditas e novos mercados para difundir a criação. Os actores do livro, autores, tradutores, editores, livreiros, bibliotecários e as instituições que os suportam procuram encontrar os novos modelos capazes de proteger a transmissão da literatura, das ideias e da educação, oferecendo aos consumidores a oferta mais diversificada e a mais acessível possível, preservando ao mesmo tempo milhões de postos de trabalho”. Depois de acentuarem que este assunto deverá estar “no coração do projecto político europeu”, os autores do documento salientam que “em toda a Europa e no seio da União Europeia, os Estados defendem o sector do livro”, por serem subscritores da Convenção de Berna para a protecção das obras literárias e artísticas e da convenção sobre a protecção e a promoção da diversidade das expressões culturais. A declaração define o direito de autor “como a condição essencial do desenvolvimento da diversidade cultural” e “um dos elementos fundamentais da criação, da inovação e do emprego para a Europa, e a condição sine qua non da valorização do pensamento e das línguas europeias”. “A prioridade – sublinham os autores da declaração – é a defesa do direito de autor, a luta contra a pirataria de conteúdos, o combate pela remuneração justa da criação e da facilitação dos usos legais no coração das nossas acções comuns”. Fica assim claro que não pode haver uma política consistente de defesa do livro e do seu futuro que não coloque a tónica no direito de autor. Para além de se baterem pela continuidade do debate sobre estas matérias, com vista à criação de uma verdadeira rede dos organismos europeus do livro, os autores e difusores da declaração, combinando sempre numa frente comum os interesses dos autores e dos leitores, consideram inadiável a luta pela redução da taxa do IVA, seja qual for o suporte contemplado, na União Europeia e em toda a Europa, acentuando a urgência de se defender o livro e o valor civilizacional a ele associado de “certas práticas comerciais de algumas multinacionais da Internet que falseiam a concorrência”. Defender hoje o livro e o seu futuro, numa Europa que se interroga sobre o seu futuro, é preservar valores de cultura, de cidadania, de ética e de civilização que são essenciais para que o diálogo e a vitalidade das ideias prevaleçam, numa clara alternativa às formas de terror que não cessam de se avolumar, sejam elas as impostas pelos mercados e pelas suas agências sem rosto, sejam as resultantes dos modelos de radicalismo religioso que fazem da crença extremada uma ideologia feroz que deixa o mundo à beira de um verdadeiro abismo. Escritor, jornalista e presidente da Sociedade Portuguesa de Autores

Digitalizar colecções cria emprego e dá nova vida aos museus e bibliotecas http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/digitalizar-coleccoes-cria-emprego-e-da-nova-vida-aos-museus-e-bibliotecas-1673168

O projecto Europeana 1914-1918, com o qual o Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa colabora, designadamente organizando os Dias da Memória que na sexta-feira se iniciam no Parlamento, é apenas uma das muitas iniciativas da Europeana, uma gigantesca biblioteca digital europeia lançada há cinco anos para concentrar e disponibilizar, em formato digital, toda a herança cultural partilhada ao longo dos séculos pelos países e povos da Europa, das mais famosas pinturas do Louvre a um livro de canções escrito por um soldado francês nas trincheiras da I Guerra e conservado pela sua família. Só de Portugal, a Europeana já recebeu digitalizações de quase 250 mil objectos. E espera que campanhas como esta, em torno da I Guerra, ajudem a dar visibilidade ao projecto e contribuam para aumentar as contribuições dos museus, bibliotecas, arquivos e outras instituições portuguesas. Em poucas palavras, o que é a Europeana e quais são os principais objectivos do programa? A Europeana quer transformar o mundo através da cultura. Criámos uma plataforma digital para a nossa herança cultural europeia, que reúne o património dos grandes museus, das colecções audiovisuais, dos arquivos e bibliotecas, e que educadores, investigadores ou programadores, mas também o público em geral, podem usar e partilhar gratuitamente. Através da Europeana, e graças ao trabalho de três mil instituições culturais, temos agora mais de 32 milhões de objectos disponíveis num só lugar, onde as pessoas os podem pesquisar, ou reutilizá-los noutros sites e aplicações. Pode categorizar, com alguns exemplos concretos, os diferentes tipos de objectos que estão a ser digitalizados? Temos digitalizações autenticadas de pinturas, fotografias, livros e vídeos, enviadas por três mil bibliotecas, museus, galerias e arquivos. De Portugal, por exemplo, dispomos neste momento de 234.859 itens, que incluem uma representação significativa das colecções de algumas das mais importantes instituições portuguesas de salvaguarda da herança cultural. Do Museu Nacional dos Coches incluímos recentemente 48 imagens dos belíssimos coches ali conservados. Temos também, por exemplo, 68 objectos do Museu Nacional do Azulejo – gosto particularmente dos painéis de azulejos com vistas de Lisboa antes do terramoto –, que foram entretanto integradas no site museums.eu, o que constitui um excelente exemplo do modo como o conteúdo da Europeana pode ser reutilizado. Mas os conteúdos vindos de Portugal não se limitam ao domínio museológico. Recebemos 172 peças do Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade Nova de Lisboa, sobretudo digitalizações de objectos, fotografias e documentos relacionados com a presença portuguesa na I Guerra, um conjunto que tenderá a expandir-se porque o IHC é nosso parceiro nos Dias da Memória organizados no âmbito do Europeana 1914-1918. Das colecções digitais da Biblioteca Nacional temos mais de 12 mil textos e imagens, incluindo manuscritos, livros raros e mapas. E, no domínio dos arquivos audiovisuais, temos 453 peças da Cinemateca. Há uma estimativa do número de peças que deveriam ser digitalizadas e reunidas para o programa cumprir plenamente a sua missão? E caso esse objectivo ideal tenha sido calculado, quão longe está a Europeana de o atingir? Nos cinco anos desde que o programa foi lançado, já disponibilizámos no site Europeana.eu digitalizações de mais de 32 milhões de peças da nossa herança cultural, o que é um feito considerável, mas que representa apenas 12% de todo o material já digitalizado nos diversos países europeus, que, por sua vez, corresponde a apenas 10% de tudo o que seria pertinente digitalizar. Temos um longo caminho a percorrer. Os obstáculos prendem-se sobretudo com questões de direitos de autor, mas há outros, como a necessidade de garantir a interoperacionalidade e a uniformização das colecções digitais. Esta é de facto a razão subjacente para a importância da Europeana: conseguir que o material digital atravesse as fronteiras, para que possamos dispor da nossa herança europeia do mesmo modo que usufruímos do nosso património nacional. Esforçamo-nos para dar às pessoas conteúdo de alta qualidade, com informações claras relativas a direitos, de modo que saibam como podem dispor dele ou reutilizá-lo de forma criativa e inovadora. Quais são as principais vantagens de ter todo esse património cultural europeu virtualmente reunido num só lugar? Vermos a herança cultural que partilhamos e, mais importante ainda, pô-la a funcionar como um todo, de modo a que um investigador possa chegar rapidamente a tudo o que se relacione com Vasco da Gama – mapas, documentos, retratos –, ou com Amália Rodrigues, ou com as pinturas de Nuno Gonçalves, que estão dispersas por toda a Europa, em diferentes instituições e colecções, sabendo que está a lidar com documentos autenticados. Diria que a prioridade é garantir que a Europeana reúna o máximo de informação possível, ou o programa deveria focar-se mais em organizar e disponibilizar o material que já tem? Ambas as coisas são necessárias. Mas é preciso perceber que aquilo que há cinco anos era utilizável, já não o é para os tablets e outros equipamentos actuais, de modo que uma função central da Europeana é criar nas instituições dos diferentes países a consciência de que é necessário garantir a qualidade das digitalizações.

E agora o tema da restauração…

Reabilitação de azulejos da estação de São Bento premiada http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4184409

O projeto de reabilitação dos painéis de azulejo na estação de São Bento, Porto, foi distinguido com um prémio Brunel de 2014, na categoria de estações, anunciou hoje a Rede Ferroviária Nacional (Refer). Em comunicado, a Refer explica que os galardões Brunel, divididos por categorias, são atribuídos de três em três anos e assinala que o prémio agora atribuído "reconhece o esforço e empenho" da empresa "na preservação e promoção deste importante património". Criados pelo grupo de arquitetos e desenhadores ferroviários Watford, os prémios Brunel devem o seu nome ao engenheiro, inventor e arquiteto inglês Isambard Kingdom Brunel. A concurso foram apresentados 92 projetos, tendo sido distinguidos 30, de onze países diferentes, e dos quais 19 foram prémios e onze menções honrosas. Em edições anteriores, a Refer foi distinguida com um prémio atribuído à estação do Oriente (arquitetura) e duas menções honrosas atribuídas à estação de Sintra (reabilitação) e à ponte sobre o rio Trancão (engenharia e meio ambiente), no ano de 1998.

Azulejos portugueses são um dos 12 tesouros da Europa, segundo o NYT NYT compara azul dos azulejos portugueses ao do Tejo e à luz de Lisboa http://www.dinheirovivo.pt/Faz/interior.aspx?content_id=4191208

A luz inconfundível e o Tejo sempre à vista fazem de Lisboa uma cidade que agrada aos turistas. Agora, o jornal norte-americano The New York Times recomenda aos leitores outro tesouro reconhecidamente português. Os azulejos portugueses são outro dos fatores que podem agradar aos turistas na hora de visitarem a capital portuguesa e mais um motivo a considerar enquanto se percorrem as ruas - e os antiquários da cidade. De acordo com o diário, os azulejos são um dos 12 tesouros europeus e são uma das características que fazem de Portugal o país "mais azul" do mundo. "O céu azul e o Oceano Atlântico a abraçar a terra. Os ambientes azuis do Fado (...) E, por todo Portugal, os desenhos tipicamente azuis dos azulejos (...)", escreve o jornalista, sublinhando a variedade de mosaicos pintados que enfeitam "igrejas, mosteiros, castelos, palácios, entradas de universidades, parques, estações de comboios, lobbies de hotéis e fachadas de prédios." Entre os milhares de exemplos de azulejos, o jornal refere que na loja Solar (que já conta com um showroom em Nova Iorque, negócio desenvolvido por uma pessoa da família fundadora), por exemplo, podem ser encontradas peças que datam do século XV e outras datadas dos anos 30 do século passado. Os preços podem ir de 20 euros a mais de 9000, dependendo dos pinturas, explica o jornal.

Os museus também têm sentimentos de culpa http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/os-museus-tambem-tem-sentimentos-de-culpa-1673458

António Pinto Ribeiro começou com uma provocação: “Os museus ou são pós-coloniais ou não são nada.” À sua frente, no auditório do 8.º Encontro Ibero-americano de Museus (Lisboa, 13 a 15 de Outubro), sentavam-se portugueses, espanhóis e latino-americanos com responsabilidades no património.

O homem que recusava ser a sua própria revolução http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-homem-que-recusava-ser-a-sua-propria-revolucao-1672724

Baal não é só uma peça de teatro, é um manifesto que haveria de servir para ler o século XX. Brecht escreveu mais do que uma personagem, inventou um homem novo num mundo que iria mudar. Com Brecht aprendeu-se, como dizia Roland Barthes, “que a arte pode e deve intervir na História”. Com Brecht percebeu-se que “o teatro deve resolutamente ajudar a História desvendando-lhe os processos; que as técnicas do palco também são comprometidas”.

Agora é só partilhar o seu jornal “Gotinhas Culturais” e ler em… http://musikes.blogs.sapo.pt

E claro, volta para a semana! Até breve!
publicado por Musikes às 10:43 link do post
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