Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
08 de Janeiro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

Desde já, o Musikes deseja a todos os seus leitores um excelente 2015. Revigorado ao longo destes últimos dias do velho ano, as notícias culturais do “Gotinhas” voltam em força!

Bora lá a isto! :

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No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

Agenda de eventos culturais:

Município do Porto - Turismo<noreplay@cm-porto.pt>

Alabama Gospel Choir 09.01 21:30 Coliseu do Porto O Alabama Gospel Choir é constituído por cerca de 30 artistas... Porto Card O Lago dos Cisnes 10.01 21:30 Coliseu do Porto O grande clássico de ballet será apresentado... Farol City Guide - Porto Grande Concerto de Ano Novo 11.01 18:00 Coliseu do Porto

The Original Johann Strauss Orchestra... Portal de Turismo do Município do Porto Montra Nacional até 15.01 10:00-23:00 Edifício Transparente Montra Nacional é a nova ‘pop-up store’...

Inauguração da exposição Porto Inauguração dia 8 de janeiro, às 18h00, com a presença do Vereador da Cultura Paulo Cunha e Silva. url q=http%3A%2F%2Fissuu.com%2…

Casa da Música

Orquestra Barroca Casa da Música 10 Jan Sáb 18:00 Sala Suggia € 15

***** Em letras grandes… 

Os sons da terra ou o resgate da história cantada de Portugal Hoje às 22.45 começa a viagem pelo país da música tradicional.

Espetáculo no Teatro Micaelense dá a conhecer viola da terra Várias vertentes, algumas delas inéditas, da tradicional viola da terra açoriana vão ser dadas a conhecer ao público num espetáculo agendado para o dia 17 de janeiro para o Teatro Micaelense.

Compositor britânico Tim Steiner abre Carnaval de Ovar com 70 músicos em Aberto à participação de todos os que manifestaram o seu interesse no projeto até novembro, o espetáculo começou a ser ensaiado em dezembro e, na sua estreia, combinará a performance musical das 70 pessoas em palco com a intervenção do público que compareça pelas 22 horas na praça da República.

Prognósticos só no fim do livro Com Moriarty, está de volta a Londres um dos piores vilões da literatura mais de 120 anos após ter sido morto pelo seu criador. As regras destinam-se a ser quebradas. Mesmo acarinhando esta tese subversiva, que permite destacar o nome de Patricia Highsmith, uma vez que a densidade das personagens e a tensão dos enredos lhe permitem denunciar o criminoso no princípio ou a meio das suas obras, sem perda de dinâmica e de atenção expectante do leitor.

Grupo Porto Editora relança Livros do Brasil A Porto Editora vai comprar a Livros do Brasil e reeeditar o seu catálogo, que inclui autores como Hemingway, Camus, Malraux ou Steinbeck. Ao fim de um ano de colaboração e parceria para as áreas de edição e de distribuição, foi estabelecido o acordo para a compra da Livros do Brasil.

Bailarino português destacado como estrela em ascensão Marcelino Sambé está incluído num restrito leque de artistas a manter debaixo de olho durante este ano. Pelo menos, para o jornal "The Independent", que afirma que o bailarino lisboeta está a "criar ondas" e dá nas vistas mesmo quando desempenha papéis secundários.

Graffiti português eleito um dos melhores do mundo O “Rapaz dos Pássaros”, um graffiti pintado pelo português Sérgio Odeith, foi eleito um dos 24 melhores murais do mundo em 2014.

Império português durou quase 600 anos porque sempre foi capaz de se reinventar Ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau Desde um rei morto a combater além-mar até a corte a mudar-se para o Brasil, passando pela descoberta de meio mundo, 'História da Expansão e do Império Português' conta uma epopeia. São 11 mil quilómetros a separar Ceuta de Macau, mas para a história portuguesa contam é os 584 anos que distam entre a conquista da praça em Marrocos e a devolução da cidade chinesa.

Na peugada das descobertas milenares…

Arqueólogos dizem ter descoberto o local onde Jesus foi julgado O edifício da velha Jerusalém estava abandonado. Os arqueólogos começaram a prestar-lhe atenção há 15 anos, quando a ampliação do Museu da Torre de David era ainda uma ideia recente e era preciso prospectar nas áreas adjacentes para determinar para onde poderia vir a crescer. Mas, à medida que os técnicos foram trabalhando, o que deveria ser uma mera avaliação do terreno transformou-se numa escavação de pleno direito que agora, e segundo o diário norte-americano The Washington Post, se revela como uma das mais importantes descobertas da chamada arqueologia bíblica.

Novidades tecnológicas 2015

Este é o ano dos carros com Wi-Fi e dos biberões com Bluetooth A indústria automóvel está em peso no CES, mas o mais interessante são start-ups: há casacos para ciclistas que fazem pisca sozinhos e câmaras sem ângulo morto.

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Folheando com curiosidade!

Os sons da terra ou o resgate da história cantada de Portugal http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4328626

Hoje às 22.45 começa a viagem pelo país da música tradicional. Tiago Pereira faz ressoar com "O Povo Que ainda Canta" a voz e os instrumentos de centenas de músicos anónimos Teaser - "O povo que ainda canta, série documental", Tiago Pereira, RTP2

Espetáculo no Teatro Micaelense dá a conhecer viola da terra http://www.acorianooriental.pt/noticia/espetaculo-no-teatro-micaelense-da-a-conhecer-viola-da-terra

Lusa/AO online / Cultura e Social viola da terra Várias vertentes, algumas delas inéditas, da tradicional viola da terra açoriana vão ser dadas a conhecer ao público num espetáculo agendado para o dia 17 de janeiro para o Teatro Micaelense, revelou a organização do evento. “Queremos surpreender. Vamos ter não só coisas inéditas. Vamos também mostrar aquilo que é a raiz e origem da nossa viola, mas também atualizar e mostrar que com base na viola podemos ter um espetáculo em qualquer sítio”, afirmou o músico e professor de viola da terra Rafael Carvalho, em declarações à agência Lusa. O espetáculo “A Viola que nos toca” é uma organização da Associação de Juventude Viola da Terra, com direção musical de Rafael Carvalho, numa coprodução com o Teatro Micaelense (Ponta Delgada), e apoio da Direção Regional da Cultura. A viola da terra, que produz um "som característico proveniente do encordoamento de 12 cordas", também é conhecida como viola de arame ou viola de dois corações, sendo semelhante ao violão, mas de dimensões mais pequenas. Rafael Carvalho adiantou que fazem parte do espetáculo “momentos inéditos” de conjugação da viola da terra com outros instrumentos, como o piano e o violão, bem como a demonstração das potencialidades harmónicas e melódicas deste instrumento. Segundo disse o músico, a viola da terra será acompanhada pela pianista Ana Paula Andrade em dois temas, pela precursão e projeção de vídeo. Durante o concerto será recordado todo o historial associado à viola da terra nas ilhas, desde o tocador solitário ao impulso dado no convívio em “balhos”, grupos folclóricos ou grupos de vozes que animam o Natal ou o Espírito Santo. “Podíamos ter ainda outras coisas. Temos escolas de violas, temos outros grupos a tratar a viola da terra de forma diferente e acarinhada. Podíamos ter mais um ou dois espetáculos do género”, afirmou Rafael Carvalho, acrescentando que este primeiro concerto poderá ser replicado noutros sítios e noutras ilhas dos Açores. A viola da terra, que durante anos caiu em desuso devido à concorrência de outros instrumentos, voltou a estar na moda, com vários jovens interessados em aprender a tocar este instrumento tradicional quer nas escolas de música criadas para o efeito, quer nas aulas do Conservatório Regional de Ponta Delgada. No passado, a viola da terra fazia parte do dote do noivo e o seu lugar na casa durante o dia era em cima de uma colcha axadrezada, como adorno do quarto do casal. A viola da terra tem sido, desde o povoamento do arquipélago, o grande instrumento de união social, assumindo um lugar de destaque nos festejos, bailes, cantorias e serões, ainda que tenha um papel diferente de acordo com as características próprias de cada comunidade.

Compositor britânico Tim Steiner abre Carnaval de Ovar com 70 músicos em palco http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Aveiro&Concelho=Ovar&Option=Interior&content_id=4325771

Aberto à participação de todos os que manifestaram o seu interesse no projeto até novembro, o espetáculo começou a ser ensaiado em dezembro e, na sua estreia, combinará a performance musical das 70 pessoas em palco com a intervenção do público que compareça pelas 22 horas na praça da República. "O espetáculo pretende ser uma montanha-russa interativa de abertura do Carnaval", declara Tim Steiner em entrevista à Lusa. "A plateia deverá entreter-se, divertir-se e inspirar-se, tanto pelo que vê e ouve, como pelo que irá fazer", acrescenta o criador que também já colaborou com Guimarães Capital da Cultura. A particularidade do contexto de Ovar estará, contudo, garantida. "O princípio fundamental dos meus projetos é que são únicos para o povo, para o local e para a data em que se realizam", explica o músico. "É importante que o conteúdo e sabor da performance sejam realmente inspirados na cultura local, pelo que, embora haja estruturas de atividade familiares a cada espetáculo, como um grande 'groove', danças para envolver a audiência, chamamentos do palco a pedir respostas cantadas do público, etc., o material em si será totalmente novo", esclarece. O espetáculo explorará assim temas mais abrangentes como a pesca portuguesa e as canções, danças e marchas populares, mas vai combiná-los com aspetos mais regionais como a tradição vareira das marionetas. "Haverá quatro movimentos [musicais] no espetáculo e o primeiro começa com o lançamento das redes de pesca", anuncia Tim Steiner. "Depois há um baseado nas marionetas, outro que parte de uma marcha que é muito popular em Ovar e que transformamos numa espécie de tango imitativo estranho e o movimento final é como um hino ou manifesto por Ovar", revela.

Prognósticos só no fim do livro http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4325054

Com Moriarty, está de volta a Londres um dos piores vilões da literatura mais de 120 anos após ter sido morto pelo seu criador. As regras destinam-se a ser quebradas. Mesmo acarinhando esta tese subversiva, que permite destacar o nome de Patricia Highsmith, uma vez que a densidade das personagens e a tensão dos enredos lhe permitem denunciar o criminoso no princípio ou a meio das suas obras, sem perda de dinâmica e de atenção expectante do leitor, reconheça-se que o policial mais clássico costuma reservar essa sentença para as últimas páginas. De preferência, depois de conduzir quem lê a diversos becos sem saídas, a vários desfechos desmontados com requintes de malvadez por quem escreve. Nesse domínio, e porventura só nele, Moriarty, o livro agora publicado por Anthony Horowitz, com a aquiescência e o aplauso daqueles a quem cabe gerir os legados de Sir Arthur Conan Doyle e de Sherlock Holmes, não escapa a este padrão. Durante mais de 250 páginas, o autor - responsável pela dezena de livros que trouxeram à vida Alex Rider, um espião juvenil, argumentista de várias séries britânicas de largo espetro, como Collision, Injustice, Foyle"s War ou Crimes de Midsommer - vai-nos levando de mansinho, entre episódios sangrentos, que incluem um ataque à bomba na sede da Scotland Yard, e comezinhos, como os da vida familiar de um dos "heróis" aqui presentes, o inspetor Athelney Jones. Depois... Depois, o crime seria mesmo contar como tudo pode mudar num só momento, privando os interessados de uma descoberta que, no limite, os levará a umas palmadas nas respetivas testas, tão lógica, quase óbvia, aquela se apresenta. Ora, em literatura policial, pior do que o criminoso só mesmo o desmancha-prazeres. Estou fora.

Grupo Porto Editora relança Livros do Brasil http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4330129&seccao=Livros

A Porto Editora vai comprar a Livros do Brasil e reeeditar o seu catálogo, que inclui autores como Hemingway, Camus, Malraux ou Steinbeck. Ao fim de um ano de colaboração e parceria para as áreas de edição e de distribuição, foi estabelecido o acordo para a compra da Livros do Brasil pelo Grupo Porto Editora. De acordo com um comunicado desta editora, os livros com a chancela da Livros do Brail vão voltar a estar à disposição dos leitores nas livrarias, já nas primeiras semanas do ano, com um renovado trabalho editorial e gráfico. Do catálogo da Livros do Brasil destacam-se nomes como Albert Camus, André Malraux, Ernest Hemingway, John Steinbeck, e ainda coleções de referência como a Dois Mundos, a Vampiro e as Obras de Eça de Queiroz. A Livros do Brasil será trabalhada pelo editor Manuel Alberto Valente, que contará com a colaboração de Vasco David (Assírio & Alvim) e João Duarte Rodrigues (Sextante) para, ao longo dos próximos anos, relançar e dinamizar a chancela Livros do Brasil.

Bailarino português destacado como estrela em ascensão http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=4323570

Marcelino Sambé está incluído num restrito leque de artistas a manter debaixo de olho durante este ano. Pelo menos, para o jornal "The Independent", que afirma que o bailarino lisboeta está a "criar ondas" e dá nas vistas mesmo quando desempenha papéis secundários. ROYAL OPERA HOUSE Marcelino Sambé na peça "Unearthed, Sampling the Myth" ShareShare Sambé está, desde 2012, a trabalhar em Londres na maior companhia do Reino Unido, o Royal Ballet, pertencente à Royal Opera House. Numa rubrica em que destaca dez caras a seguir ao longo do ano, o jornal escolheu estrelas em ascensão em diversas áreas, da cultura e do audiovisual. Na lista está também Maisie Williams, de 17 anos, atriz conhecida da série televisiva "A guerra dos tronos" mas que já deu o salto para o cinema, com papéis em filmes como "Gold" e "The falling". Sobre Marcelino Sambé, o jornal destaca ainda o facto de coreógrafos como Kim Brandstrup e Alastair Marriott terem criado papéis específicos para ele, sublinhando que o português se distingue pela técnica, energia e presença em palco. Antes de rumar para a capital inglesa, o jovem estudou na Escola de Dança do Conservatório Nacional. Em 2014, o Royal Ballet promoveu-o à categoria de primeiro artista.

Graffiti português eleito um dos melhores do mundo http://www.SOL.pt/noticia/121614

O “Rapaz dos Pássaros”, um graffiti pintado pelo português Sérgio Odeith, foi eleito um dos 24 melhores murais do mundo em 2014. blank O trabalho artístico encontra-se numa das empenas do Auditório José Afonso, em Setúbal. A distinção veio por parte do movimento “I Support Street Art”, que divulga os melhores murais executados no ano que passou, com trabalhos em países como Porto Rico, Estados Unidos da América, Canadá, Polónia, Reino Unido, Grécia, Marrocos, África do Sul, entre outros. O mural, com 20 metros de altura, é uma reprodução de uma fotografia de Américo Ribeiro, com cerca de 80 anos e que retrata um menino a vender pássaros na rua. Pintado em Março de 2014, O “Rapaz dos Pássaros” pode ser visto a várias centenas de metros de distância. Elaborado numa técnica mista de pintura de rolo e de graffiti, demorou nove dias a ser executado.

Império português durou quase 600 anos porque sempre foi capaz de se reinventar http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=4323509
Ruínas da Igreja de São Paulo, em Macau Desde um rei morto a combater além-mar até a corte a mudar-se para o Brasil, passando pela descoberta de meio mundo, 'História da Expansão e do Império Português' conta uma epopeia. São 11 mil quilómetros a separar Ceuta de Macau, mas para a história portuguesa contam é os 584 anos que distam entre a conquista da praça em Marrocos e a devolução da cidade chinesa. Quase seis séculos de conquista, descoberta, comércio, evangelização e miscigenação são contados em História da Expansão e do Império Português. Mas o próprio livro explica que esta vocação marítima vem de muito antes do Infante D. Henrique, pois já em 1320 D. Dinis recebera do Papa uma bula de cruzada com vista a organizar uma armada de galés destinada a guerrear mouros em África. Ora, se a própria geografia justifica o destino ultramarino de um Portugal entalado entre uma Castela que viria a transformar-se em Espanha e um Atlântico sem terras no horizonte por muitas e muitas milhas, já o sucesso da expansão de um povo com escassa gente, e logo por três continentes e tantos séculos, desafia todas as ideias feitas. Quase que se pode falar de um improviso permanente, tão próprio dos portugueses, que se terá potenciado além-mar. "Houve, de facto, uma grande capacidade de adaptação, por duas razões principais: 1) os portugueses foram os primeiros a criar um império marítimo de dimensão pluri-oceânica, o que foi resultando da evolução das primeiras navegações, sem que houvesse exemplos a seguir. A capacidade de negociar com povos de culturas e tecnologias diferentes foi essencial para a propagação do Império e demonstra a capacidade de adaptação de agentes da coroa e de particulares aos diferentes cenários em que atuaram; 2) estamos a falar de um império que durou mais de 500 anos, o que exigiu um permanente ajustamento aos ventos da História. Apesar da sua pequenez e das suas óbvias limitações, Portugal foi capaz de manter vastas áreas ultramarinas sob o seu domínio mesmo em concorrência com as grandes potências europeias, o que decorreu da capacidade de compensar perdas com novos ganhos. À escala global, pluricontinental, o Império funcionou quase como entidade própria capaz de se regenerar e adaptar, independentemente da política delineada por Lisboa. Esta é, em meu entender, a característica mais fascinante do Império Português", explica ao DN João Paulo Oliveira e Costa, catedrático de História na Universidade Nova de Lisboa e coordenador do livro. Como co-autores surgem os historiadores José Damião Rodrigues (da Universidade de Lisboa) e Pedro Aires Oliveira (da Nova).

Na peugada das descobertas milenares…

Arqueólogos dizem ter descoberto o local onde Jesus foi julgado http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/arqueologos-dizem-ter-descoberto-o-local-onde-jesus-foi-julgado-1681223

O edifício da velha Jerusalém estava abandonado. Os arqueólogos começaram a prestar-lhe atenção há 15 anos, quando a ampliação do Museu da Torre de David era ainda uma ideia recente e era preciso prospectar nas áreas adjacentes para determinar para onde poderia vir a crescer. Mas, à medida que os técnicos foram trabalhando, o que deveria ser uma mera avaliação do terreno transformou-se numa escavação de pleno direito que agora, e segundo o diário norte-americano The Washington Post, se revela como uma das mais importantes descobertas da chamada arqueologia bíblica. No subsolo deste edifício, que chegou a servir de prisão quando a cidade estava sob domínio otomano e britânico, estão muito provavelmente os vestígios do palácio onde Jesus terá sido julgado, naquela que é uma das passagens mais populares do Novo Testamento. Quem o defende é Amit Re’em, o director da equipa que há mais de dez anos escava o palácio. O edifício em causa, garante, “é uma peça importante no antigo puzzle de Jerusalém e mostra a história da cidade de uma maneira muito clara e singular”. Re’em refere-se, em particular, às várias camadas cronológicas que os arqueólogos foram expondo, ordenando vestígios que dizem respeito, por exemplo, à época das cruzadas ou, mais recentemente, aos anos que antecederam a criação do Estado de Israel, na década de 1940. “Para aqueles cristãos que dão importância ao rigor no que toca aos factos históricos esta [descoberta] é poderosa”, disse ao Washington Post Yisca Harani, uma especialista em temas da cristandade, sobretudo dos que se referem às peregrinações à Terra Santa. Para a maioria, acrescenta, a que viaja até Jerusalém para ver o Gólgota, monte onde segundo os evangelistas Jesus foi crucificado, pouco importa onde foi julgado ou quais são os locais de referência associados à chamada via dolorosa, nome que se dá ao caminho que teria percorrido carregando a cruz. Este trajecto tem sofrido alterações ao longo dos tempos e é provável que não tenha ainda a sua forma definitiva, já que são muitos os historiadores, arqueólogos, teólogos e outros investigadores que continuam à procura de evidências históricas, factuais, relacionadas com a Bíblia. Em declarações ao jornal americano, Shimon Gibson, professor de Arqueologia na Universidade da Carolina do Norte, explicou por que razão é mais provável que o julgamento tenha decorrido dentro do complexo palaciano de Herodes. Recorrendo ao Novo Testamento, mais precisamente ao evangelho de João, Gibson lembra que o local é descrito como sendo junto a um portão e sobre um pavimento rochoso, irregular, detalhes que coincidem com os vestígios localizados pelos arqueólogos nas fundações da prisão otomana. “É claro que não há nenhuma inscrição no local a dizer que aconteceu ali, mas tudo o resto – descrições arqueológicas, históricas e dos evangelhos – encaixa perfeitamente e faz sentido”, disse o académico ao Post. O palácio agora localizado, que terá pertencido a Herodes - o rei da Judeia sob domínio romano que o evangelho de Mateus diz ser o responsável pelo "massacre dos inocentes" (terá mandado matar todos os recém-nascidos do sexo masculino de Belém, na altura do nascimento de Jesus, para assim impedir que o "rei dos Judeus" tomasse o sue lugar) -, poderá vir a estar relacionado com o calvário, embora as teorias defendidas por Amit Re’em e a sua equipa estejam longe de ser consensuais. O debate sobre o local onde Jesus terá comparecido perante Pôncio Pilatos, o governador romano deste território que terá servido de juiz no julgamento que levou à sua morte, continua a animar académicos e líderes espirituais, que baseiam as suas opiniões, sobretudo, em interpretações muito diversas dos evangelhos de Lucas, Mateus, Marcos e João. Jesus de Nazaré terá respondido às acusações de que era alvo junto à tenda do governador mas, para uns, esta estaria instalada no acampamento militar da cidade, para outros, Pilatos seria convidado de Herodes e, como tal, hóspede no seu palácio. Hoje, arqueólogos e historiadores não duvidam de que este complexo real teria sido construído em Jerusalém ocidental, onde está a Torre de David e a antiga prisão. Os responsáveis pelo museu já criaram percursos que incluem as escavações e os guias receberam formação para explicar aos visitantes o significado dos vestígios postos a descoberto. Mas é pouco provável, pelo menos para já, que o desenho da via dolorosa venha a ser alterado.

Novidades tecnológicas 2015 Este é o ano dos carros com Wi-Fi e dos biberões com Bluetooth http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4325619

A indústria automóvel está em peso no CES, mas o mais interessante são start-ups: há casacos para ciclistas que fazem pisca sozinhos e câmaras sem ângulo morto. Quando a Chevrolet escolhe uma feira de eletrónica de consumo para pré-apresentar o seu novo Chevy Volt, fica demonstrada a importância que a tecnologia assumiu na indústria automóvel. A General Motors, que mostrou brevemente o novo carro no início do Consumer Electronics Show (CES), está esta semana em Las Vegas a mostrar as novidades dos seus modelos Chevy, Cadillac, GMC e Buick para 2015. E isso inclui conectividade 4G e um hotspot Wi-Fi dentro de cada carro. "Esta tecnologia é a nova geração da OnStar. Passamos de 3G para 4G, construída de raiz e incluindo um hotspot Wi-Fi, que conecta até sete aparelhos dentro do carro, para que os passageiros vejam filmes e desfrutem da internet", explica ao DN Katie Downey, porta-voz da Chevrolet. Durante os próximos dias, todas as grande fabricantes automóveis - desde a Toyota à Audi e à Mercedes-Benz - vão apresentar em Las Vegas a sua visão do "carro conectado". A indústria automóvel veio para ficar nesta feira, que é a maior extravagância anual da indústria de eletrónica de consumo. Este ano, além dos carros, vai ter dezenas de drones, centenas de wearables e um grande foco nos objetos inteligentes para a casa. São mais de 3600 empresas a lutarem por um lugar de destaque, em 190 mil metros quadrados de exposição e com a apresentação de 20 mil novos produtos.

Por aqui me fico, com a promessa de voltar para a próxima semana.! Até breve! :)
publicado por Musikes às 17:56 link do post
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