Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
19 de Abril de 2016

“GOTINHAS… CULTURAIS…”

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Porto Cultura

Comemorações do 25 de Abril

“Este ano, e pela primeira vez, a Câmara do Porto assume a organização das Comemorações Oficiais do 25 de Abril na cidade, tendo preparado um vasto programa de iniciativas que, como habitualmente, terão lugar na Avenida dos Aliados e zona envolvente. O programa, preparado em conjunto com a Comissão Promotora das Comemorações Populares no Porto, terá início na noite de 24 de abril, com um concerto dos Quinta do Bill, a partir das 22 horas, seguindo-se uma atuação do Coral de Letras da Universidade do Porto. O primeiro dia fechará com um espetáculo de fogo de artifício à meia-noite. No feriado de 25 de abril, a manhã será dedicada ao público mais jovem, com a Praça de D. João I a acolher, a partir das 10 horas, um conjunto de atividades especialmente dedicadas às crianças, como jogos tradicionais, workshops e ateliês. Ao início da tarde, o Museu Militar do Porto, na Rua do Heroísmo, será palco de uma homenagem aos resistentes antifascistas, às 14 horas, numa cerimónia que antecederá o Desfile pela Liberdade, que se iniciará no Largo dos Soares dos Reis e terminará na Avenida dos Aliados. Até final da tarde, a música voltará ao palco montado na placa superior dos Aliados, com a atuação dos Pauliteiros de Nevogilde e um concerto dos Virgem Suta. (…)”

Ler mais! http://www.porto.pt/noticias/comemoracoes-populares-do-25-de-abril-no-porto-ja-tem-programa-oficial

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Porto - Cultura

Teatro Municipal do Porto

CINEMA QUI 21 & DOM 24 ABR

FESTA DO CINEMA ITALIANO AUDITÓRIO IAC • RIVOLI Em 2016, a 9ª edição do 8 1/2 Festa do Cinema Italiano regressa ao Porto, com sessões no Rivoli e no Cinema Passos Manuel. Apresenta o melhor do cinema produzido em Itália, aliado à experiência daquilo que é ser-se italiano através de momentos diversificados. Programa completo em www.festadocinemaitaliano.com

LITERATURA QUI 28 ABR ⁄ 22H00

QUINTAS DE LEITURA SER NATURALMENTE CARNE [FESTIVAL DDD - DIAS DA DANÇA] AUDITÓRIO • CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/6

Estas "Quintas" serão inteiramente dedicadas à dança. Contarão com a presença do filósofo e ensaísta José Gil, um dos 25 grandes pensadores do mundo. Claudia Galhós irá moderar a conversa. Um roteiro poético, baseado no universo do movimento, da dança e do corpo, com textos de poetas, como Herberto Helder, Sophia de Mello Breyner, Alexandre O'Neill e outros. As leituas ficarão a cargo de Clara Andermatt e Mariana Magalhães. Participação ainda das coreógrafas Joana von Mayer Trindade, Tânia Carvalho e da performer Sónia Baptista. +Info Imagem © José Caldeira

DANÇA SÁB 30 ABR ⁄ 18H00 AIMAR PÉREZ GALÍ (ES)

SUDANDO EL DISCURSO: UNA CRÍTICA ENCUERPADA [FESTIVAL DDD - DIAS DA DANÇA] ESTREIA NACIONAL SALA DE ENSAIOS • RIVOLI • 5,00 EUR • M/12

Ao contrário da crítica tradicional, o trabalho de Aimar Pérez Galí propõe uma nova abordagem, que o discurso físico e intelectual se encontrem numa mesma pessoa: o intérprete, em movimento encorpados e suados. Com esta proposta, tenta-se enfatizar a alteridade desta língua cinestésica enquanto análise crítica. Ao mesmo tempo, aborda-se a figura do bailarino enquanto sujeito de subalternidade, mudo e sem capacidade ou voz política. + Info

DANÇA SÁB 30 ABR ⁄ 21H30 AMBRA SENATORE — CCNN (IT/FR)

ARINGA ROSSA [FESTIVAL DDD - DIAS DA DANÇA] ESTREIA NACIONAL GRANDE AUDITÓRIO MO • RIVOLI • 10,00 EUR • M/12

Nove indivíduos unidos numa comunidade, por acaso ou por necessidade. Em palco, relacionamentos que se fundem, que se afastam, que entendemos na sua essência mas perdemos no seu contexto. Será sonho, utopia ou realidade aquilo que nos surge em palco? Com este espetáculo, Ambra Senatore continua a abordar a natureza humana, assunto que tem caraterizado todo o seu trabalho.url q=http%3A%2F%2Fteatromunic…+Infourl q=http%3A%2F%2Fteatromunic…Foto © Viola Berlanda

TEATRO QUI 12 MAI ⁄ 21H30 ROMEO CASTELLUCCI (IT)

SOBRE O CONCEITO DO ROSTO DO FILHO DE DEUS (SUL CONCETTO DI VOLTO NEL FIGLIO DI DIO) GRANDE AUDITÓRIO MO • RIVOLI • 10,00 EUR • M/16

A partir da representação de uma imagem de Jesus, esta é uma reflexão sobre a sociedade contemporânea, sob a influência de uma religião que criou uma face para um ser cuja identidade é, por muitos, desconhecida. É uma performance com algumas das ideias fundamentais do teatro de Castellucci. Centra-se na religião, não como uma manifestação mística ou teológica, mas como parte desse conjunto de imagens primárias. +Info Foto © Klaus Lefebvre

url q=http%3A%2F%2Fwww.teatrom…

Contactos Teatro Municipal Rivoli Praça D. João I, 4000-295 Porto +351 22 339 22 00

Teatro Municipal Campo Alegre Rua das Estrelas, 4150-762 Porto + 351 22 606 30 00

geral.tmp@cm-porto.pt

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Casa da Música – Porto

Arte Music Ensemble (8€) Fim de Tarde | Música de Câmara - [19/04/2016 - terça-feira | 19:30 | Sala 2] - Clássica - Fim de Tarde, Música de Câmara

Os trios de Rachmaninoff e Brahms em programa são obras de juventude que anunciaram o enorme talento destes grandes nomes da História da Música. Sendo ambos exímios pianistas e intérpretes favoritos das suas próprias obras, tiveram no piano um meio de expressão privilegiado, facto que se comprova no protagonismo dado ao instrumento nestes trios. Luís Costa foi igualmente um dos pianistas mais conceituados do século XX português, nomeadamente no domínio da música de câmara onde acompanhou grandes artistas do circuito internacional. O seu trio é uma das obras mais importantes dentro do género na literatura musical portuguesa.

Ler mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/04/19-abril-2016-arte-music-ensemble/43341/?lang=pt

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VOA PÉ – O Arraial (7,5€) Espectáculos | Concertos para Todos [23/04/2016 - sábado | 16:00 | Sala 2] - Espectáculos ( Famílias, Público Geral )

ReTimbrar direcção musical e interpretação João Pedro Correia direcção cénica Por todas as vozes, no compasso de costumes populares, em sons e modas de muitos lugares, respiramos Portugal. É ao encontro das raízes lusas mais profundas, com instrumentos tradicionais gizando um roteiro emocional e visceral, que se reedita Arraial!, uma criação dos ReTimbrar. Com poesia e fibra, sentimos o ritmo de um coração grande, o de todos nós.

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Na ponta dos dedos (10€) Workshop Primeiros Sons [24/04/2016 - domingo | 10:30 | Sala Ensaio 2] - Workshops ( Crianças, Famílias )

António Miguel Teixeira e Sofia Nereida formadores Na ponta dos dedos, no mundo dos teclados, sucedem-se histórias e aventuras, viagens serenas ou autênticos furacões. Tacteando sons, puxando canções, as primeiras realizações musicais levam a lugares longínquos da imaginação – basta seguir dois teclistas, subir a escada mágica…

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Joyce Candido com Bamba Social e Orquestra do Malandro (10€) "Abril, Sambas Mil" [28/04/2016 - quinta-feira | 22:00 | Sala 2]

"Abril sambas mil", tournée da cantora carioca Joyce Candido, que se irá fazer acompanhar pela banda portuense Bamba Social & Orquestra do Malandro. Com um elenco de 18 músicos em palco, serão revisitados os grandes sambas da história da música brasileira e também o seu recente trabalho discográfico "O bom e velho samba novo" “Joyce não é apenas uma cantora de samba. Ela tem uma bagagem musical muito vasta. É pianista, canta diversos estilos musicais, inclusive jazz, tem um timbre de voz linda, é uma excelente bailarina e estudou teatro. Há tempos não me encantava por uma cantora como me encantei por ela.”, definiu Alceu Maia, um dos maiores produtores de samba da atualidade e que já trabalhou com nomes como Martinho da Vila, Beth Carvalho, Jorge Aragão e Diogo Nogueira.

Ler mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2016/04/28-abril-2015-joyce-candido-com-bamba-social-e-orquestra-do-malandro/44606/?lang=pt

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Biblioteca Almeida Garrett

Todos a Ler! Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor | 23 de Abril das 10:00 às 24:00 | Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Ler mais! http%3A%2F%2Fbmp.cm-port…

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, vamos lá às notícias da semana. Vamos a isto rapaziada!  Aqui umas tantas e outras que passaram…

Orquestra Clássica da FEUP em concerto solidário com os refugiados https://noticias.up.pt/orquestra-classica-da-feup-em-concerto-solidario-com-os-refugiados/

(notícia de 16/04/2016) “10 elementos da Orquestra Clássica da FEUP vão participar nesta iniciativa solidária conduzida pela Maestrina Joana Carneiro e pelo maestro Kodo Yamaguishi. É uma iniciativa que junta em palco cerca de 200 artistas entre estudantes e professores ligados a instituições do ensino superior português e tem por objetivo angariar fundos para apoiar refugiados vindos da Grécia. O Concerto “Música sem Fronteiras” acontece no próximo dia 18 de abril, no Centro Cultural de Belém, às 21h00 e contará com a participação da Orquestra Clássica da Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP). Os músicos da U.Porto vão assim juntar-se ao coro e orquestra da Universidade do Minho, ao coro da Universidade Nova de Lisboa, à Orquestra da Universidade de Évora, à Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco e à Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo. O espetáculo será dirigido pela maestrina Joana Carneiro e pelo maestro Kodo Yamaguishi. (…)”

Livros - Livraria Lello estende Passadeira de Palavras http://www.dn.pt/artes/interior/livraria-lello-estende-passadeira-de-palavras-5113646.html (notícia de 15/04/2016) “Em parceria com o Bairro dos Livros, a Livraria Lello está a promover uma "passadeira de palavras" de maneira a fomentar uma "celebração da língua e da literatura". A Livraria Lello, no Porto, e a chancela editorial Bairro dos Livros convidam os portuenses a criar uma "Passadeira de Palavras", onde são desafiados a deixar uma palavra à sua escolha na página de Internet. Até dia 14 de abril, a Lello, numa parceria com o Bairro dos Livros, lança um open call a "todos os que quiserem participar", com o objetivo de fazer uma passadeira física na "zona do corredor que une a livraria ao 'Shelter'", no Porto. (…)”

Biblioteca Municipal do Porto Postais ilustrados disponíveis online http://www.porto.pt/noticias/postais-ilustrados-disponiveis-online

“Mais de sete centenas de postais ilustrados antigos, sobre a cidade do Porto, pertença da Biblioteca Pública Municipal do Porto, estão disponíveis para consulta online, a partir de hoje, sexta-feira, 15 de abril. Esta coleção integra postais de várias técnicas de impressão, com alguns formatos atípicos, e espécies de proveniências diversas: legados e doações, autógrafos e espólios, ofertas e aquisições. Inclui numerosos postais anteriores à implantação da República e abrange a época áurea da edição e circulação do bilhete-postal ilustrado em Portugal: 1898-1940. Agora disponibilizado online através do catálogo público das Bibliotecas Municipais, este é um núcleo iconográfico relativo ao Porto, que abarca os mais de setecentos postais agora digitalizados. Os ficheiros podem ser pesquisados individualmente e acedidos, também, através de repositórios institucionais de referência, em acesso aberto, tais como o Registo Nacional de Objetos Digitais e o Portal Europeana. Esta iniciativa configura mais um contributo do Município do Porto para fomentar o conhecimento e a difusão alargada de conteúdos com interesse cultural, nomeadamente nos domínios da cartofilia e iconografia portuenses. +Info: Pode consultar os postais através do catálogo digital das Bibliotecas Municipais”

FNAC celebra o vinil http://www.culturafnac.pt/fnac-celebra-o-vinil/

“De 11 de Abril a 1 de Maio, os pratos dos gira-discos não vão parar de rodar na FNAC, com mais de 5.000 referências disponíveis e uma programação cultural inteiramente dedicada a este objeto de culto que voltou para ficar. O disco de vinil voltou à ribalta. Atenta ao fenómeno que está a reinventar o mercado de música mundial, tanto pelo ritual e culto associado, como pela alta definição e qualidade do som, a FNAC promove a Festa do Vinil, na qual aficionados e clientes podem (re)descobrir esta velha nova forma de ouvir música. (…)”

Jovem de 22 anos edita quarto livro de poesia http://boasnoticias.pt/noticias_jovem-de-22-anos-edita-quarto-livro-de-poesia_23908.html

“Ter quatro livro de poesia aos 22 anos, já é "obra", mas se pensarmos que além disso Nuno F. Silva transporta consigo o desafio da paralisia cerebral, esta conquista torna-se ainda mais impressionante

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No “Pergaminho” desta semana…

O rapaz que nunca foi ao cinema e nunca viu os Óscares http://observador.pt/opiniao/rapaz-nunca-ao-cinema-nunca-viu-os-oscares/

“A verdade nua e crua é que nas universidades quase não há respostas para cegos. E por isso é que não há lá cegos: são postos de lado à partida e vêm-se ‘às aranhas’ para cumprirem o que lhes é exigido Só quem passa ou passou pela experiência da cegueira sabe como é inquietante não ver nada, não distinguir contornos nem cores, não saber como é a luz do dia nem conhecer as estrelas da noite, não poder ver a cara dos que ama nem o sorriso de um pai ou de um filho. Muito menos um desenho feito por ele, com amor. Amanhecer e anoitecer são abstracções mais ou menos sensoriais. O mar é um mistério profundo que apenas se pode sentir escutando-o, tocando-o ou mergulhando nele. Ruas, avenidas, estradas e passeios são conceitos aprendidos à custa de passos criteriosamente estudados e medidos entre muitos obstáculos. Semáforos são uma ajuda, mas só quando têm som, porque os outros passam despercebidos ou são tropeços entre o vaivém ensurdecedor de carros e autocarros. Perder a visão pode ser muito assustador. Aterrador, mesmo. Quem vê e sempre viu nem se apercebe do que é não ver nada. Passa ao lado de uma realidade dura e adversa. Há, até, quem se atreva a dar passos para evitar cruzar o caminho de um cego. Vi isso uma vez numa plataforma de comboios. Eu estava de carro, presa numa fila de transito na estrada que fica num nível mais abaixo da estação, e vi esta cena: um cego de passos prudentes e queixo levantado, interrogativo, como que à procura de alguém, a varrer o ar à direita e à esquerda com a sua bengala, tentando encontrar o ponto certo para atravessar a linha do comboio. Avançava devagar, com passos cada vez mais hesitantes, mas não viu um homem em sentido contrário fintando em silêncio a sua bengala e afastando o corpo para passar ao lado sem dizer uma palavra. Só para não ter que o ajudar. O homem fez isso por ser a única pessoa naquela plataforma para além do cego, e certamente seguro de que ninguém o veria. O cego não viu, realmente, mas tenho a certeza de que soube que alguém passou por ele e o evitou. Eu confesso que nunca tinha assistido a nada tão chocante que envolvesse um cego. Nunca esperei um gesto tão cobarde de alguém que só por saber que vê sem ser visto, opta por desviar o caminho e passar ao largo. Mesmo sabendo que o cego estava a tentar atravessar uma linha de comboio. Vi toda a cena sentindo-me impotente para ajudar, pois estava enfiada num carro, refém do trânsito, na estrada que corre paralela ao rio Tejo, perto de Alcântara. Nem eu nem os que viram o que eu vi, pudemos ajudar aquele cego. E ele ali continuou às cegas, naquele filme mudo, numa solidão incrível que continuei a ver enquanto pude, através do espelho retrovisor. Não cheguei a saber se foi ajudado porque acabou por desaparecer no meu horizonte. Pouco tempo depois desta cena tristíssima conheci em Fontainebleau um dos fundadores da cadeia de restaurantes Dans Le Noir?, um conceito radical que hoje em dia já se estende a várias capitais da Europa, mas não só. Fiz um curso no INSEAD e o autor deste conceito radical era meu colega de turma. Explicou-me aquilo que muitos sabem porque já conhecem, já ouviram falar ou até já experimentaram, e se resume a ir a um restaurante onde só trabalham cegos e não se vê nada. Absloutamente nada. A ideia é essa mesma: proporcionar uma experiência de cegueira a pessoas que vêm. Soa inquietante e é realmente estranho, mas ajuda a ver a e perceber muita coisa. Nos restaurantes da cadeia Dans Le Noir? as pessoas chegam a uma zona ainda iluminada, onde são convidadas a deixar tudo o que brilha ou tenha luz. Relógios, telemóveis, tablets, porta-chaves com lanternas e afins, ficam guardados na recepção. Depois de serem simpaticamente despojadas destes objectos, as pessoas são conduzidas para uma zona de penumbra que antecede a escuridão total. Pousando a mão no ombro dos empregados do restaurante, seguem em confiança. A partir do momento em que entram no escuro total, a confiança tem que ser radical. Tal como num restaurante comum, são encaminhados para mesas num espaço onde há mais mesas e onde outras pessoas já estão sentadas a conversar, a comer ou à espera de serem servidas. A estranheza começa por estarmos num lugar onde não se vê rigorosamente nada, mas onde se ouve e percebe absolutamente tudo. Sem nos fazerem tropeçar, com uma arte e uma gentileza admiráveis, os empregados sentam-nos à mesa e perguntam o que queremos tomar. E anotam. Ou memorizam, para ser mais exacta. Discretamente desaparecem de cena, deixando-nos na mesa, como fazem todos os empregados em todos os restaurantes do mundo. E nós olhamos à volta, tentando ver alguma coisa, fazendo um esforço enorme para descobrir o menor brilho, um vestígio de luz ou o contorno de qualquer coisa. E nada. Uma escuridão total e completa. Então começamos a usar os outros sentidos e percorremos a mesa como os dedos para a sentir e definir o seu tamanho, tentando perceber onde acaba, e agitamos os braços como náufragos, como se estivéssemos a nadar no ar, fazendo gestos absurdos se fossem vistos à luz, tentando encontrar e segurar a mão de quem nos acompanha. Há um susto inicial que faz disparar o coração e acelera a respiração. Tentamos ficar calmos e proceder com naturalidade. Fazemos caretas que ninguém vê, torcemos o pescoço e olhamos indiscretamente para todos os lados. Não vemos, mas sabemos que também não somos vistos e isso dá-nos alguma tranquilidade e até margem para sermos como as crianças curiosas que olham em todas as direcções e revistam lugares e pessoas de alto a baixo. Não se vê nada e nenhuma luz vai voltar nas próximas horas e, por isso, o melhor é habituarmo-nos. Começamos a entrar no espírito, rimos dos nossos medos e, devagar, volta uma certa calma. As coisas melhoram quando nos trazem as bebidas e enunciam os pratos do dia. A escolha por sugestão do empregado cego, ou por vontade própria, é sempre um momento alto. Escolhemos. Voltamos a ficar sozinhos enquanto nas outras mesas se ouvem vozes descombinadas, risos, gargalhadas, barulho de talheres e copos. Nada ali parece diferente do mundo lá fora, excepto na escuridão. Alguns conversam, outros namoram, grupos de amigos fazem brindes e há quem se levante e passe entre as mesas com aparente desembaraço para ir à casa de banho, que é em si mesmo outra experiência de confiança total. Os empregados vão e voltam com passos leves e firmes. Pousam e levantam copos e pratos com extraordinária facilidade enquanto nós, ainda meio atordoados pelo escuro e tocados pela descontração do ambiente, começamos a aterrar ali e a conseguir conversar com naturalidade entre as entradas e o resto. Neste restaurante só trabalham cegos e é espantoso o que pessoas invisuais conseguem fazer num espaço como este, onde a decoração é o menor dos problemas. E quem diz a decoração, diz a cor das toalhas, o design dos pratos e tudo o que habitualmente nos faz escolher ambientes e criar tendências. Ali o que nos puxa e prende é podermos estar atentos ao essencial. Ouvir o outro, escutar o que nos diz, conversar, sentir a proximidade dos que estão à nossa volta e, acima de tudo, confiar. Confiar que o prato está bem cozinhado e devidamente servido; que o vinho é aquele que pedimos; a salada está bem lavada; a carne vem médio-mal passada e o peixe no ponto. Confiar que mesmo sem luz absolutamente nenhuma conseguiremos ver o essencial. E realmente vemos. Quando descontraímos e nos deixamos ir, quando finalmente baixamos as defesas e aceitamos a escuridão total, passamos a ver melhor. É inexplicável, mas é mesmo assim. E é por isso que aquela sensação inquietante que nos assalta ao início e nos faz querer fugir (podemos assumir isso sem problema, acho eu), se atenua à medida que o tempo passa e a refeição avança, seguindo o seu ritmo natural. Muita coisa acontece no coração e atravessa o pensamento enquanto dura esta experiência de cegueira, mas uma é comum a todos: ninguém sai daquele restaurante igual. Ninguém sai como entrou, quero dizer. À saída, a luz cega-nos e as pessoas parecem-nos subitamente estranhas. Ver outra vez a cara das pessoas, a maneira como estão vestidas e como se comportam parece esquisito. Por breves segundos quase apetece ficar na experiência do essencial que é essa confiança radical. Vem tudo isto a propósito do ISOLEARN um encontro recente que reuniu universitários cegos e surdos na Gulbenkian, mas também um grupo consistente de especialistas em ensino especial, empreendedorismo e inclusão social. Tratava-se de discutir as questões que têm a ver com um ensino superior de maior qualidade e mais inclusivo, e durante um dia inteiro foram analisados estudos, estatísticas e dados relativos à realidade nacional. Estive lá e ouvi tudo com atenção. Senti o embaraço que muitos sentiram ao ver projectados num ecrã gigante os números baixíssimos de jovens cegos e surdos que chegam às universidades. Que vergonha viver num país que não se preocupa com estes jovens. Que desgosto ver que as políticas dos políticos nunca os elegem como prioridade imediata. Que drama nunca nada ser feito a pensar neles, naquilo que é mais urgente e mais mais falta lhes faz. Tomando como exemplo os jovens universitários que estiveram na Gulbenkian e os testemunhos que deram, conseguindo falar com leveza e humor de situações pesadas e nada divertidas, recordo os exemplos da rapariga de Medicina e do rapaz cego que estuda Direito e já sabe muito sobre leis, mas nunca foi ao cinema nem viu os Óscares esta semana. Não sabe como é a cara do Leonardo DiCaprio nem como conseguiu sobreviver no filme que finalmente lhe deu o Óscar. Este e outros rapazes e raparigas chegam às universidades depois de anos a penar em escolas secundárias, muitos deles sem outros apoios para além da família, dos amigos, dos bons professores e daquelas senhoras mais queridas que há sempre nos serviços administrativos e se compadecem com a falta de ajudas e subsídios. Na Universidade, seja ela qual for, raramente encontram manuais, sebentas e material de estudo compatível com a maneira como aprendem. Muitos deles são pioneiros porque chegam a faculdades onde nunca houve nenhum cego antes deles, e isso obriga os serviços, mas também alguns professores, a descerem do pedestal das suas cátedras para inovarem e inaugurarem novos métodos pedagógicos. O problema é que nem todos colaboram, e mesmo os que ajudam sabem que tudo isto demora eternidades e cria uma erosão interior brutal nos alunos. A esmagadora maioria dos jovens invisuais não dispõe de materiais de estudo em formato digital que possam depois ser convertidos por programas de computador que verbalizam ficheiros e lhes permitem copiar, editar, sublinhar, ‘ver’ e tornar a rever as matérias. A verdade nua e crua é que nas universidades quase não há respostas para cegos. E por isso é que não há lá cegos. Os invisuais são postos de lado à partida e vêm-se ‘às aranhas’ (eles dizem ‘às aranhas’ quando nós dizemos ‘às cegas’) para conseguirem cumprir o que lhes é academicamente exigido. Ser cego e ter uma licenciatura, Mestrado ou Doutoramento é uma verdadeira proeza olímpica. Alguns conseguem, mas muitos desistem. Ou nem tentam. E é pena. Nós, os que vemos, devíamos olhar para esta realidade com outros olhos. E fazer as mesmas manifestações, debates e petições que fazemos por outras causas, a exigir medidas imediatas de apoio a estes e outros jovens. Hoje falei dos cegos, mas a realidade dos surdos é ainda pior porque gera mais exclusão e, por isso mesmo, carece de uma atenção ultra especializada que implica custos com tradutores de língua gestual, entre outras exigências imperativas de sobrevivência. Estes jovens não podem ficar fora do sistema educativo. Nem podem continuar a viver dependentes do amor e boa vontade de mães, pais, amigos, colegas, professores e senhoras queridas da secretaria que voluntariamente se dispõem a ficar horas a fio, noite após noite, a digitalizar, folha por folha, séries inteiras de manuais que podem chegar a ter 600 páginas. Todos os jovens com necessidades especiais deviam ter o acesso ao ensino facilitado, seja em questões de acessibilidades ou materiais de estudo. E todos devíamos fazer, pelo menos uma vez na vida, uma experiência de cegueira para percebermos alguns básicos essenciais. Enquanto tratarmos os nossos invisuais como se não existissem, ou não tivessem necessidades especiais, estamos a dar corpo ao manifesto popular que diz que o pior cego é aquele que não quer ver.”

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Ao virar da página…

Inscrições para a Corrida da Mulher http://www.porto.pt/noticias/inscricoes-para-a-corrida-da-mulher

“A 11.ª edição da prova disputa-se a 15 de maio e volta a ter uma componente solidária. A EDP Gás Corrida da Mulher promete pintar o Porto novamente de cor-de-rosa no terceiro domingo de maio. Numa manhã de celebração e desporto, espera-se que as principais ruas da cidade voltem a ser percorridas por uma multidão vestida a rigor, cheia de energia e boa disposição. As inscrições estão já abertas no site da Runporto, promotora do evento, com o apoio da Câmara do Porto. Mulheres de todas as idades, estão convidadas a percorrer os cinco quilómetros entre a Alameda das Antas e a Avenida dos Aliados, seja a correr ou a caminhar. Como é habitual, a partida está agenda para as 10 horas. Uma vez mais, parte das verbas obtidas com o evento reverterão para a atividade do IPO-Porto. Em 2015, mais de 15 mil mulheres participaram nesta (…)”

5 dicas para quem trabalha muitas horas sentado http://boasnoticias.pt/mobile/noticias.php?id=24056

“Desconforto, dormência, coluna torta, lesões nas articulações e má circulação sanguínea são apenas algumas das consequências, a longo prazo, de períodos prolongados em posição sentada. O alerta é da Associação Nacional Spine Matters que deixa 5 dicas para evitar estes problemas. Ao fim de apenas 20 minutos sentado, a coluna já está a ser pressionada, tempo que não representa nem um quarto daquele que se passa em frente a uma secretária, para a maioria dos portugueses.

Estar sentado implica uma distorção da curva natural da coluna, pela nova distribuição de peso que é imputada ao corpo humano, habituado a sustentar-se em pé. Luís Teixeira, fundador da Spine Matters e médico ortopedista, reforça que "esta é uma situação em que já nem pensamos. Sabemos que chegamos ao escritório e que é altura de nos sentarmos".

"As dores vão aparecendo, com o passar do tempo, mas como também não são fortes, continuamos sem ter real consciência do que estamos a fazer à nossa coluna. O preço a pagar é altíssimo: estamos a falar de dores lombares fortes, hérnias e lesões que podem ser irrreversíveis", diz o especialista em comunicado de imprensa. O médico aconselha os portugueses a seguirem algumas dicas úteis no dia-a-dia, que irão ajudar a prevenir os problemas que, pela diminuição do ritmo de circulação e concentração sobretudo nas pernas, também podem conduzir, com o tempo, a doenças cardiovasculares.

Dicas para combater sedentarismo no trabalho: 1· Aproveitar os telefonemas e reuniões internas para falar em pé, enquanto circulamos 2 · Não estar mais do que uma hora sentado - levantar nem que seja para ir beber água ou simplesmente esticar as pernas 3 · Certificar-se de que a posição na cadeira é correta: costas bem encostadas e pés bem assentes no chão, com a cabeça a olhar de frente para o computador 4 · Escolher uma cadeira com dimensões apropriadas para o nosso corpo. O assento deve ser firme e profundo o suficiente para suportar as nossas coxas sem forçar o ângulo posterior dos joelhos, deve, ainda, ter apoio para os antebraços e as bordas anteriores do assento devem ser arredondadas 5 · Ter em conta o encosto da cadeira. É muito importante, pois é essencial para fornecer estabilidade a quem se senta. Numa situação de trabalho, o encosto deve ser levemente inclinado para trás, isto porque o encosto em ângulo reto não nos dará suporte e tenderemos a escorregar a pélvis para frente. O uso de um apoio lombar pode ajudar na manutenção de uma boa postura sentada, influenciando a postura global da coluna vertebral e reduzindo a fadiga muscular?. “

Veja ao vivo o fenómeno das auroras boreais http://boasnoticias.pt/noticias_veja-ao-vivo-o-fenomeno-das-auroras-boreais_24049.html

“O projeto AuroraMAX é uma iniciativa pública dedicada à observação das auroras boreais a partir da cidade de Yellowknife, Canadá, uma zona privilegiada para observação deste fenómeno. Todos os anos, entre Setembro e Maio, é possível acompanhar o espectáculo das luzes nórdicas através de transmissões ao vivo.

Para além das emissões em tempo real das auroras, o site AuroraMAx tem também um arquivo com centenas de fotos deste fenómeno que, durante o Inverno, ilumina os céus noturnos daquela cidade. O site tem também um arquivo de todos os vídeos emitidos em tempo real. Em Yellownife, no Inverno, ocorrem auroras boreais quase todos os dias. A única exceção durante o ano ocorre entre Maio e Agosto, por serem períodos onde os dias têm uma duração muito longa, por vezes ininterrupta, devido às altas latitudes da região. Em contrapartida, um dos efeitos sazonais mais notáveis reflete-se em invernos escuros e prolongados. Veja ao vivo o fenómeno das auroras boreais https://www.youtube.com/watch?v=V6k1a8haOvQ

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click! )
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