Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
16 de Novembro de 2015

“A arte consiste em fazer os outros sentir o que nós sentimos, em os libertar deles mesmos, propondo-lhes a nossa personalidade para especial libertação.” Fernando Pessoa

No “Gotinhas” desta semana, estas e outras novas que passaram.

A não perder! Aqui algumas sugestões culturais a lá dar um salto. ;)

Teatro Municipal do Porto

TEATRO QUI 19 & SEX 20 NOV ⁄ 22H00 SÁB 21 ⁄ 19H00 • DOM 22 NOV ⁄ 17H00 ESCUTO SUBCUTÂNEO • TEATRO ANÉMICO AUDITÓRIO ISABEL ALVES COSTA TM RIVOLI • 5,00 EUR • M/12

"Escuto" parte de "Riverside Drive", uma divertida comédia de Woody Allen que nos transporta ao interior de uma dupla intriga, em que a traição e o sucesso são elementos preponderantes numa conversa aparentemente espontânea entre um escritor de sucesso (Jim) e um sem-abrigo delirante e paranóico (Fred). Fotografia © Tiago Daniel Oliveira

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… LITERATURA QUI 19 NOV ⁄ 22H00 QUINTAS DE LEITURA -A POESIA PERDEU UM COTOVELO NA GUERRA [14º ANIVERSÁRIO] AUDITÓRIO TM CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/12

Sessão comemorativa dos 14 anos das Quintas de Leitura, com muita poesia, música (Retimbrar e Manel Cruz) e um momento de novo circo (Jorge Lix e Vasco Gomes). Poesia dita por Isaque Ferreira, Paulo Campos dos Reis e João Paulo Costa, entre outros, para recordar poemas emblemáticos de alguns dos autores que passaram por este ciclo poético.

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… TEATRO SEX 20 & SÁB 21 NOV ⁄ 21H30 AS CONFISSÕES VERDADEIRAS DE UM TERRORISTA ALBINO ROGÉRIO DE CARVALHO • TEATRO GRIOT PALCO DO GRANDE AUDITÓRIO MANOEL DE OLIVEIRA TM RIVOLI • 7,50 EUR • M⁄16

Breyten Breytenbach escreve sobre as suas memórias do cárcere. É a excruciante narrativa da sua viagem através da máquina infernal do sistema prisional sul-africano, com todo o seu cortejo de horrores, histórias inacreditáveis, figuras humanas.

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… PERFORMANCE SÁB 21 NOV ⁄ 16H00 PERFORMANCE... AGAIN! #3 EXERCÍCIO MÍNIMO: GESTOS E FORMAS ELEMENTARES CURADORIA DE VERA MOTA TM RIVOLI • 5,00 EUR • M/12

O terceiro momento do programa PERFORMANCE...AGAIN! propõe um olhar sobre a relação entre performances e princípios minimalistas. Com vídeos de Bruce Nauman e Mauro Cerqueira. Performances de Susana Mendes Silva e Gustavo Sumpta, seguidas de conversa com moderação de Vera Mota.

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… TEATRO MUSICAL QUI 26, SEX 27 & SÁB 28 NOV ⁄ 21H30 DOM 29 NOV ⁄ 17H00 O ANIMADOR ESTREIA ⁄ COPRODUÇÃO TEATRO EXPERIMENTAL DO PORTO (TEP) AUDITÓRIO TM CAMPO ALEGRE • 7,50 EUR • M/12

Em "O Animador", John Osborne ensaia uma crítica a Inglaterra - que considerava caduca e hipócrita - falando da decadência do teatro musical e, em particular, da família Rice, uma família de artistas de variedades liderada pelo extravagante "animador" Archie Rice.

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… DANÇA SEX 27 & SÁB 28 NOV ⁄ 21H30 NOITE ESTREIA ⁄ COPRODUÇÃO ANDRÉ BRAGA & CLÁUDIA FIGUEIREDO CIRCOLANDO PALCO DO GRANDE AUDITÓRIO MANOEL DE OLIVEIRA TM RIVOLI • 7,50 EUR • M/12

Na linha dos projetos mais intimistas, que levam à reflexão sobre a linguagem utilizada nos seus espetáculos, a companhia Circolando apresenta "Noite", em estreia. "O espetáculo centra-se num trio de homens e a obra poética de Al Berto foi o início da nossa viagem por diferentes noites." - André Braga & Cláudia Figueiredo

7570c69a692484c9b4481b306-d0aa… DANÇA SEX 4 ⁄ 21H30 THE DOG DAYS ARE OVER [ESTREIA NACIONAL] JAN MARTENS (BE ⁄ NL) GRANDE AUDITÓRIO MANOEL DE OLIVEIRA TM RIVOLI • 10,00 EUR • M/12

"Peça a alguém para saltar e verá a sua verdadeira face", disse, um dia, o fotógrafo americano Philippe Halsman. Qual é, afinal, a verdadeira face da dança nestes tempos de incerteza? O que não gostaríamos de mostrar e o que gostaríamos de ver? "The Dog Days Are Over", espetáculo em estreia nacional, mostra oito bailarinos num ato físico contínuo: saltar.

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Contactos Teatro Municipal Rivoli Praça D. João I, 4000-295 Porto +351 22 339 22 00

Teatro Municipal Campo ALegre Rua das Estrelas, 4150-762 Porto + 351 22 606 30 00

geral.tmp@cm-porto.pt

Ler em… http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fmkt.cm-porto.pt%2Fv%2F1ve5pLZeCP3ef12ff3a-49&sa=D&sntz=1&usg=AFQjCNE6xvM1LfQ2VHa53HhK7fRBOhG95Q

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casaporto 2015CASAPORTO

É uma exposição desenvolvida num espaço de reconhecido valor histórico/arquitectónico onde poderemos conhecer as últimas criações dedicadas à arte de viver – arquitectura, design, artes decorativas, antiguidades, arte contemporânea… – enquanto visitam as salas, os quartos, o jardim e outros espaços de um “concept hotel” que abre anualmente as portas aos seus convidados. O CASAPORTO 2015 decorre de 14 a 29 de novembro, no n.º 18 da Rua Nova da Alfândega, entre as 12h30 e as 22h30, e tem entrada livre! Para além da exposição propriamente dita, encontram-se abertos ao público espaços de restaurante, coffee lounge e wine bar. Estes espaços são individualmente desenvolvidos por arquitectos/designers/marcas convidados, representativos da melhor capacidade criativa nesta área no âmbito de um ambiente global que proporciona ao visitante uma experiência envolvente. casaporto2014 CASAPORTO 2015 Rua Nova da Alfândega, 18 14 a 29 de novembro Todos os dias das 12h30 às 22h30 Entrada livre +info: www.casaporto.net

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VIII Encontro de Bibliotecas de Famalicão

O VIII Encontro do Grupo de Trabalho das Bibliotecas de Famalicão (GTBF), subordinado à temática Fazer leitores: crescer com a biblioteca, a decorrer nos dias 4 e 5 de dezembro de 2015 na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, visa constituir-se como um espaço de reflexão, partilha e debate sobre a forma de fazer leitores. Mais informações em http://bibliotecasdefamalicao.blogspot.pt/ Inscrições em http://www.cfaevnf.pt/15-021/

Ler mais! http://www.dgeste.mec.pt/index.php/2015/11/viii-encontro-de-bibliotecas-de-famalicao/

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Biblioteca Almeida Garrett

Inauguração da Exposição "À Margem do Tempo. Recordando Sampaio Bruno (1857-1915)"

Ler mais! url q=http%3A%2F%2Fbiblio.cm-p…

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Casa da Música – Porto

Danças Sinfónicas (19€) Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música - [27/11/2015 - sexta-feira | 21:30 | Sala Suggia] - Clássica - Agrupamentos residentes As sensuais danças e canções que Bizet compôs para Carmen fizeram desta ópera uma das obras mais populares de todo o repertório e que em muito contribuiu para a construção de um imaginário musical associado ao exotismo ibérico. Curiosamente, é o som das castanholas que caracteriza a sonoridade típica do Fandango de Freitas Branco na sua tão conhecida Suite Alentejana. Obra de uma magnitude avassaladora, a 5ª Sinfonia de Braga Santos é um marco da modernidade portuguesa e presta homenagem à música dos marimbeiros moçambicanos com fabulosos ritmos de dança.

Ler mais! http://www.casadamusica.com/pt/agenda/2015/11/27-novembro-2015-orquestra-sinfonica-do-porto-casa-da-musica/39395?lang=pt

assinaturas_2016_casa_da_musica

Sinfónica Série Clássica Sinfónica Fora de Série Sinfónica Temporada Remix Ensemble Coro Barroca Ciclo Descobertas Ciclo Piano Fundação EDP Ciclo Jazz Integral das Sinfonias de Prokofieff Integral dos Concertos para piano de Rachmaninoff Maravilhas da Música Russa Terças Fim de tarde

Ler mais! www.casadamusica.com Bilheteiras Casa da Música Linha Cartão Amigo – 220 120 229

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Após os aperitivos culturais… Bora lá às novidades culturais! 

A vida e obra de Paulo Cunha e Silva em destaque na comunicação social

“Desde o momento que se soube da sua partida, que a comunicação social portuguesa foi inundada com comentários e homenagens a Paulo Cunha e Silva, caraterizado, por várias personalidades dos mais diferentes quadrantes da sociedade, como inovador, criativo e contemporâneo, entre muitos outros adjetivos. Uma das mais marcantes figuras da Cultura, responsável pela dinamização, sem precedentes, do Porto partiu, deixando à sua "feli(z) cidade" a obra de uma vida, para agora preservar e dar continuidade. Ontem, o Jornal 2 da RTP 2 realizou uma edição especial de homenagem a Paulo Cunha e Silva, que contou com a presença de várias figuras da cultura portuguesa, como foi o caso de Gabriela Canavilhas, ex-Ministra da Cultura, Tiago Guedes, diretor Artístico do Teatro Municipal Rivoli, e Odete Patrício, da Fundação Serralves. Para Gabriela Canavilhas, Paulo Cunha e Silva conseguiu "a reconciliação do Porto com a cultura" e deixa como herança futura o "cimento que é a solidificação das pessoas com a política cultural da cidade". Tiago Guedes descreve Paulo Cunha e Silva como "apaixonado" pelo seu trabalho, sempre dedicado a 100%, com energia, "um verdadeiro independente" para quem "a solução estava nas ideias e na proatividade", um homem que defendia que era preciso acreditar em nós mesmos (…)”. (…)”

Ler mais! http://www.porto.pt/noticias/a-vida-e-obra-de-paulo-cunha-e-silva-em-destaque-na-comunicacao-social

De Gabo para Saramago

“José Saramago (1922-2010) faria hoje 93 anos. Para o celebrar, estão programadas várias actividades da iniciativa Dias do Desassossego, na Fundação José Saramago, em Lisboa, com entrada livre, incluindo a apresentação da Declaração dos Deveres Humanos, ideia criada e partilhada pelo escritor português no seu discurso de agradecimento do Prémio Nobel da Literatura, na cerimónia de 10 de Dezembro de 1998, em Estocolmo. O escritor, nascido na aldeia de Azinhaga, soube que lhe fora atribuído o Prémio Nobel, o único dado à língua portuguesa, a 8 de Outubro de 1998. Nesse dia, o autor de Ensaio sobre a Cegueira recebeu muitas congratulações. Uma delas foi de outro Prémio Nobel, o escritor colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014), conhecido por Gabo entre os amigos. A mensagem de felicitações, dactilografada em espanhol e assinada por García Márquez à mão, foi arquivada pelo próprio autor. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/as-felicitacoes-de-gabo-para-saramago-1714487

Se quer ser mais feliz e ter menos stress, deixe o Facebook

“Um estudo dinamarquês concluiu que 55% das pessoas com conta no Facebook têm uma maior tendência para se sentirem stressadas do que as que não usam a rede social. O trabalho, que teve como objectivo analisar de que forma o Facebook afecta o bem-estar, determinou ainda que a esmagadora maioria das pessoas que acedem às suas páginas o fazem como uma rotina diária mas que os que ficam sem clicar no feed de notícias são mais felizes. No âmbito do estudo do Instituto de Pesquisa de Felicidade dinamarquês foi analisado o comportamento de 1095 pessoas, com idades entre os 16 e 76 anos, que depois foram divididas em dois grupos de quase 550 pessoas: o de controlo e o de tratamento. Enquanto ao primeiro foi permitido o uso do Facebook durante uma semana, ao segundo foi pedido que não entrassem na sua conta durante uma semana. Após os sete dias da experiência, foi pedido a todos que voltassem a avaliar as suas vidas com e sem Facebook, e as respostas mostraram-se mais significativas do lado do grupo de tratamento. Quando questionados sobre de que forma a sua vida era satisfatória, de 1 a 10, o grupo de controlo registou uma média de 7,67 antes da experiência e de 7,75 após. Do lado do grupo de tratamento, antes a média foi de 7,56, para passar a 8,12 após uma semana de teste. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/tecnologia/noticia/se-quer-ser-mais-feliz-e-ter-menos-stress-deixe-o-facebook-1714111

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No “Pergaminho” desta semana…

Bocage, alma com mundo

“Poeta rebelde e inovador que conseguiu promover a transição estética e até ideológica da tradição arcádica neo-clássica para o romantismo de que também foi símbolo inspirador com a sua paixão pela liberdade, a sua tensa relação com os poderes – o político e o religioso – e a sua ligação ao imaginário popular, Manuel Maria Barbosa du Bocage nasceu na tarde do dia 15 de Setembro de 1765, em Setúbal, filho de um bacharel e advogado e de uma senhora de origem francesa. Manuel Maria estudou latim, francês e grego, assentou praça no exército e depois foi admitido na Escola da Marinha Real. Embora tenha desertado no final do curso, foi nomeado guarda-marinha, durante o reinado de D. Maria I. Nunca foi feliz nos amores e nas andanças da vida e cedo se tornou figura de referência na Lisboa boémia e nocturna devido à certeira e inspirada qualidade dos seus versos e à forma como o seu repentismo político, social e literário o levou a entrar num anedotário que nunca lhe fez justiça e prejudicou o seu reconhecimento como homem de letras, por estar muito acima e além dele. As passagens que fez pelo Rio de Janeiro, por Moçambique e pela Índia levaram-no a tentar identificar o seu destino pessoal e literário com o do grande Luís Vaz de Camões, tema que de resto glosou poeticamente num dos seus melhores poemas. Rebelde, desalinhado, provocador e sempre ágil na provocação e na certeira resposta, foi preso pela Inquisição e nesse período de privação leu escreveu e esteve em paz, tendo traduzido poetas franceses e latinos. Aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, tendo visto a primeira edição das “Rimas” ser publicada em 1791.Por ser, segundo os acusadores, “desordenado nos costumes”, conheceu a solidão do cárcere, aproveitando esse tempo para repensar a sua vida, o seu destino e até a sua obra literária. Nestes 250 anos do seu nascimento, com um bem estruturado programa comemorativo concebido pela Câmara Municipal de Setúbal, sua cidade natal, Manuel Maria Barbosa du Bocage continua a ter páginas incertas na sua biografia, por ter sido poeta e cidadão de muitas errâncias, zangas e tormentos, desalinhado com os poderes do seu tempo e sofrendo a sina amarga da carência e do desamparo. Viveu com reconhecidas dificuldades, na companhia da irmã, no nº 25 da Travessa André Valente, no Bairro Alto, onde morreu vítima de aneurisma, no dia 21 de Dezembro de 1805, minguado de forças para sair à rua e travar os seus combates em que o verso e o dito repentista ajudavam a construir o retrato do homem em ruptura com o seu tempo e com os cânones morais e religiosos que o condicionavam. A comemoração destes dois séculos e meio de existência deveria ser um projecto nacional envolvendo as escolas e disciplinas artísticas que contribuíssem para a sua redescoberta e da sua vida e obra, na linha do que, em tempos, fizeram dramaturgos como Luzia Maria Martins com a peça “Bocage Alma Sem Mundo” e Sinde Filipe como o seu “Bocage”. Há poemas seus que devem ser musicados e mais bem conhecidos, para além dos sonetos brilhantes e obrigatórios. A sua figura, num mais favorável contexto cultural e artístico, podia dar origem a um inspirado espectáculo musical. Nunca é tarde. Cumprindo o destino de instabilidade e ruptura que tão dolorosamente marcou outras vidas e obras de escritores portugueses, Bocage nunca se esgotou no anedotário que o popularizou e diminuiu, porque, não não se sabendo se as situações ficcionadas foram ou não por ele vividas, tem-se como certo que foi literária e politicamente maior e mais profundo que as espuma dos dias e das noites em que afundou o talento e a saúde, bebendo muito mais do que devia, sempre com os amores sonhados e mitificados passando ao largo da sua vida incerta e frágil. Por ter sido um símbolo da liberdade e da diferença, da inovação e da revolta social e cultural, Manuel Maria Barbosa du Bocage, pode e deve ser assumido como um símbolo perene de um tempo que se projecta neste tempo e que mostra que os grandes autores são avessos às sínteses simplificadoras e tantas vezes mesquinhas. Morreu sem forças para criar e para se manter vivo, numa Lisboa que o admirava mas não o levava a sério, já reconciliado com o padre José Agostinho de Macedo, seu adversário acirrado durante muitos anos que, no final, o quis ajudar a preservar a dignidade e o imenso talento que o levaram a escrever “Eis Bocage, em quem luz algum talento/. Saíram dele mesmo estas verdades, num dia em que se achou mais pachorrento”.”

Ler em… http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/bocage-alma-com-mundo-1714119

Paulo Cunha e Silva por ele próprio

““Sou um alentejano acidental. Os meus pais conheceram-se em Coimbra e casaram-se por lá. Ela era professora, ele juiz. E o primeiro lugar onde foi colocado foi em Beja. Portanto, nasci no Alentejo por essa circunstância. Tinha um ano quando nos mudámos. Vivemos em Aveiro, em Portalegre e, por fim, chegámos a Braga. Tinha seis anos. Apesar de o meu pai ter vindo depois para o Tribunal da Relação do Porto e para o Supremo Tribunal de Justiça em Lisboa, ficou sempre residente em Braga. Eu vim para o Porto para estudar medicina. Mas a minha relação com a cidade era mais antiga, do tempo em que vinha visitar os meus avós, onde fiquei a viver a partir dos 18 anos. Lembro-me de ser muito miúdo, com uns 12 anos, e vir às livrarias da cidade comprar sobretudo livros de arte das colecções mais antigas. E tinha uns 14 anos quando comecei a escrever crítica e comentários no Correio do Minho — lembro-me de ter escrito sobre o Nadir Afonso e vários artistas que iam expondo na cidade. Sempre tive dois mundos dentro de mim. Era bom aluno às partes das ciências, mas também às artes e humanidades. Na verdade, era mau aluno apenas ao que exigia capacidade performativa: como desporto, dança ou desenho. Mas sempre tive uma relação grande com a arte e a história da arte. Ia muito a Lisboa, aos ciclos de música contemporânea da Gulbenkian. E também comecei a viajar muito cedo. Fiz um inter-rail com 19 anos e conheci nessa altura vários museus. Aos 26, já conhecia uns 50 países, todos os museus europeus e os principais do mundo. Porque é que, neste contexto, fui para medicina? Primeiro porque era o curso mais difícil e, sendo o melhor aluno do liceu, ir para o mais difícil fazia sentido. E depois porque o meu pai era juiz, mas gostava de ter sido médico. Achou-se, na altura, que médico acabava por ser uma profissão pouco prestigiada e que, por isso, eu iria para medicina mas faria depois o que me apetecesse. E sempre foi assim. Costumo dizer que tenho a sensação de que cheguei aos 53 anos sem nunca ter trabalhado. Porque sempre fiz o que gostava. E se não gosto saio. Portanto, se me vêem num sítio, é porque estou feliz nesse sítio. Fiz o curso tranquilamente — era conhecido por 'Paulinho dos vintes' —, mas estive ligado a outras coisas. Curiosamente, nos últimos anos do curso, quando comecei a dizer que me interessava mais a parte académica e de investigação, os meus professores achavam que se estava a perder um grande clínico. Diziam que tinha muita sensibilidade diagnóstica. Talvez por gostar de olhar para sinais diferentes e diversos e chegar a uma conclusão. E o meu pensamento tinha, de facto, essa metodologia clínica. Ainda hoje, como vereador da cultura da cidade do Porto, uso um bocadinho essa estratégia de olhar a cidade como um corpo que sofre e precisa de diagnóstico e terapêuticas. Portanto, como estudante, sempre mantive este lado cultural. Mas não no sentido pesado, porque sempre saí imenso — e nunca olhei para o conhecimento com gravidade. Costumo dizer que tenho a sensação de que cheguei aos 53 anos sem nunca ter trabalhado. Porque sempre fiz o que gostava. E se não gosto saio. Portanto, se me vêem num sítio, é porque estou feliz nesse sítio. A relação com a cultura aconteceu dessa forma natural e dupla. Por exemplo, comecei a colaborar de uma forma sistemática com a Fundação de Serralves em 1990. Tinha 28 anos e já era comissário de várias organizações. Fazia ciclos que eram olhados de forma desconfortável e que agora estão na moda porque ligam a ideia de pensamento e de performance, com pessoas de múltiplas áreas. Comecei com um que se chamava ‘O Corpo e os seus Discursos’. Era assistente do professor Nuno Grande e propus-lhe que assinalássemos o centenário do Abel Salazar com conferências e uma exposição de lâminas histológicas — que o comemorava na sua ambiguidade. 'Usei' o Abel Salazar para me escudar um bocadinho desta minha duplicidade. Ele era professor de medicina, inventou um método histológico chamado método Tano-férrico e era também um pensador, artista visual e um personagem dos sete ofícios. Costumo dizer que levei longe demais a frase dele que dizia que ‘um médico que só sabe medicina, nem medicina sabe’. Fiz muitas coisas em Serralves na década de 90, e também na Gulbenkian. E fui estando sempre ligado a vários projectos, comissariando exposições, escrevendo. No meu livro de curso uma das coisas divertidas que escreveram foi que era 'amigo de poetas e outras artistas'. Já nessa altura em que estudava e em que parava muito pelo Piolho, os meus amigos eram menos os de medicina e mais os de letras, artes e arquitectura. Depois destes anos surge o Porto 2001. Comecei com uma área muito pequenina quando a Manuela de Melo me pediu para fazer o que fazia em Serralves mas de forma mais sistemática. Respondi-lhe que podia ficar com a área do pensamento — mas às tantas era importante ficar com a área das ciências, da literatura, dos projectos interdisciplinares, das relações com Roterdão... E o pequeno programador acabou por crescer. Envolvo-me muito com as coisas. E acho que tenho a capacidade de fazer as pessoas que estão à minha volta entrarem nessas aventuras — às vezes stresso-as um bocadinho demais, mas elas entram no barco. A programação como criação é para mim fundamental. As pessoas queixavam-se muitas vezes que, quer como curador quer como programador, era alguém que sacrificava as manifestações individuais artísticas em função de um projecto artístico que era o meu. Defendia-me dizendo que criava uma narrativa a partir dos discursos dos outros, mas que se os discursos dos outros pudessem contribuir para outro, ganhavam os dois. É um bocadinho a ideia da marca Porto que tento trabalhar com o presidente da câmara. Ou seja, a cidade é um conglomerado de marcas. Mas se usar a marca Serralves, Casa da Música, vinho do Porto, barroco, património mundial, Manoel de Oliveira, Siza Vieira e escola de arquitectura, por um lado a marca Porto fica mais consistente e, por outro, enriquece as outras. Não há que ter ciúmes uns dos outros. A programação como criação é para mim fundamental. As pessoas queixavam-se muitas vezes que, quer como curador quer como programador, era alguém que sacrificava as manifestações individuais artísticas em função de um projecto artístico que era o meu. Defendia-me dizendo que criava uma narrativa a partir dos discursos dos outros Num sistema complexo, o conjunto é mais do que a soma das partes, mas as partes passam a ser mais do que aquilo que são se funcionarem autonomamente e entregues à sua solidão cósmica. Sinto dificuldade em fazer com que algumas das instituições da cidade se articulem e se abram mais. As pessoas estão um bocadinho encriptadas no seu mundo e é mais confortável viverem dentro de casa do que saírem. Tenho dito que a câmara do Porto, sob o ponto de vista cultural, não entra em competição com as outras instituições. Não faz o que as outras fazem, mas faz o que as outras não fazem e é mediadora — tenta estabelecer relações entre elas e convoca-as para um projecto global de cidade. Não é fácil fazer isso, mas se fosse fácil também não tinha muito interesse. Quando o Rui Moreira se candidatou, identificou três áreas fundamentais: a coesão social, o desenvolvimento económico e a cultura. A cultura é o cimento que se infiltra. Que cria uma ideia de identidade e de pertença, favorecendo a coesão social — e temos trabalhado muito nisso com o programa ‘Cultura em Expansão’ —, mas também o desenvolvimento económico. Num estudo que fizemos, verificámos que há nestes últimos anos uma viragem total relativamente àquilo que eram as nossas expectativas sobre o turismo que está a acontecer na cidade. Pensávamos que era um turismo low cost e percebemos que há um turismo cultural a crescer de forma impressionante: 75% dos utilizadores dos espaços museológicos da câmara são estrangeiros, ficam em hotéis de 4 e 5 estrelas e têm uma apetência muito grande para conhecer outros espaços culturais. Portanto, a cultura é um fortíssimo factor de desenvolvimento económico. Quando uma pessoa vai a outra cidade espera duas coisas: que seja glamorosa, mas também que tenha características que não se encontram em mais lado nenhum. É legítimo que na Avenida dos Aliados exista a Prada, a Louis Vuitton ou a Hermès, mas a Rua do Almada tem de permanecer como a rua das ferragens. E estamos numa fase muito crítica em que aquilo que caracteriza o Porto, até como cidade comercial, pode estar a desaparecer e a ser substituído por uma voragem de lojas de bugiganga turística anódina e inconsequente. Tenho estado a trabalhar com um fulano americano que foi conselheiro do Obama para conseguir identificar uma centena de zonas comerciais da cidade que possam ter um regime tão especial que lhes permita sobreviver e não terem de se sacrificar em nome desta voragem turística, que tudo quer normalizar e equalizar. Isso é uma situação que me preocupa muito: como manter o carácter da cidade sem deixar que a bolha turística expluda e o abastarde completamente. Voltando a 2001. Digo sempre que o meu tema é o futuro e não o passado, mas é óbvio que, quando o Porto 2001 acabou, se perdeu uma oportunidade única. Passados 12 anos estamos a demonstrar que o esforço preciso não era assim tanto. Mas foi uma opção política que agora não vale a pena discutir. Findos esses anos, retomei a minha vida como docente na Universidade do Porto, cargo que continuo a exercer, e, em 2003, fui convidado para fazer a fusão do instituto da arte contemporânea e do instituto português das artes do espectáculo. Tinha defendido — e na altura fui super-atacado por isso — que a mesma instituição deveria estabelecer a articulação dos programas de apoio das artes visuais e das artes performativas. Passados estes 11 anos dessa minha opinião, Serralves tem um programa que se chama ‘O Museu como Performance’. Não fazia sentido essa separação, mas sim um único instituto que olhasse para as duas áreas simultaneamente e criasse uma política de apoios mais articulada. Não havia, por exemplo, apoio à criação no âmbito das artes visuais. Normalizei essa política de apoios. Mas acabei por sair ao fim de dois dos três anos de mandato. Foram anos complexos porque tive três governos e três ministros — o Pedro Roseta, a Maria João Bustorff e a Isabel Pires de Lima — e, curiosamente, aquele de quem era mais amigo foi aquele com quem tive mais problemas e com quem acabei por me demitir. Este deve ser o organismo mais complexo da administração pública portuguesa, porque nunca nenhum director-geral chegou ao fim do mandato, seja por ter saído ou por ter sido convidado a sair. Depois desta experiência, fui convidado para ser conselheiro cultural em Roma. Foi uma situação muito interessante estar num sítio praticamente sem orçamento. Deu-me algum talento na capacidade de fazer muito com pouco e, sobretudo, de estabelecer sinergias com várias instituições. Fizemos um trabalho bastante interessante em Itália, porque conseguimos introduzir a marca Portugal, que é uma marca muito estranha porque as pessoas não sabem muito bem o que é o país. Temos um conjunto de estrelas que não conseguem formar uma constelação. Toda a gente sabe quem é o Saramago, o Pessoa, o Mourinho, o Ronaldo, o Siza Vieira, o Manoel de Oliveira — mas não há uma ideia de país. E isso tem a ver com a péssima estratégia de internacionalização, que só se pode fazer através de uma diplomacia cultural muito sustentada. Entrou na moda a diplomacia económica, mas ninguém investe num país que não sabe muito bem o que é, que não tem rosto e identidade. E quem dá rosto e identidade é a cultura — é por isso que a Espanha é um país forte internacionalmente. Falar só em diplomacia económica é um erro político infinito. A diplomacia começa por ser política, é cultural e é naturalmente económica. Mas só estes três vértices conseguem uma diplomacia eficaz. Um dos meus confrontos mais tristes aconteceu recentemente quando fui à Expo de Milão e confirmei, com tristeza, que Portugal era o único país de toda a União Europeia que não estava presente. Estava o Kosovo, a Albânia, todos os países da CPLP. E Portugal deu-se ao luxo de não estar numa expo onde o tema era a alimentação sustentada, área na qual até temos uma papel histórico e fundamental. Disseram-me que a presença custava sete milhões de euros. Mas isso é a mesma coisa que dizer que a presença nas Nações Unidas custa 12 milhões... Há quotas que não podemos deixar de pagar. Não podemos deixar de ter água em casa. Isto radica para uma total falta de pensamento estratégico sobre o lugar de Portugal no mundo e sobre a importância da cultura na promoção desse lugar. Neste momento, o país vive um boom turístico, mas um bocadinho na sequência de ser a última coisa desconhecida e bizarra a ser descoberta. Mas, como diz o Rui Moreira, não queremos ser eternamente o último segredo mais bem guardado da Europa. Fiquei em Roma três anos, três meses e três dias. Foi muito interessante. Foi um trabalho algo simétrico ao que faço aqui como vereador: no Porto tenho um território pequeno com algum orçamento, não o que quero mas algum, lá era obrigado a olhar para o país todo a partir de fora e sem orçamento. Ainda estava em Itália quando agarrei um projecto muito ambicioso para a Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012: ‘O Castelo em 3 Actos’. Fazer isto a partir de fora foi muito difícil. Achamos que com Skype e outras tecnologias se torna fácil, mas nada substitui a presença física. Tanto assim que, numa das minhas vindas cá, tive o acidente da minha vida. Ia ter com um artista que estava nessa exposição. E estava atrasado. Estava a conduzir e peguei no telemóvel para lhe dizer que não chegava à hora combinada. E, no momento em que procuro o número dele, perco o controlo do carro e capoto. Costumo explicar a gravidade do acidente pelo preço que o sucateiro dava pelo carro: era um Mercedes SLK que passou a valer 400 euros. Acabei por oferecê-lo a um artista amigo que trabalhava com carros. Tempos depois, convidaram-me para abrir um congresso do sangue no Santo António e usei a história do meu acidente para reflectir sobre o que é o sangue. Eu saí do carro todo ensanguentado, porque tinha uma ferida no couro cabeludo, e havia pessoas que travavam bruscamente e outras que aceleravam vertiginosamente. O sangue tem essa capacidade ambígua. Insistimos nesta ideia de que o principal equipamento cultural da cidade é a própria cidade. Olhando para o Porto como um palco de acontecimentos Quando regresso definitivamente ao Porto, volto para a Universidade e, pouco tempo depois, recebo o convite do Rui Moreira. Aceitei logo porque conhecia-o bem e gostava dele. Nessa altura, estava a ver uns livros em casa e encontrei um do Rui Moreira, com uma dedicatória. Dizia: 'Para o meu amigo Paulo Cunha e Silva, um dia havemos de fazer qualquer coisa por esta cidade tão maltratada'. Isto foi em 2005. Passados oito anos, concretizou-se. Conseguimos nestes últimos dois anos fazer uma coisa muito importante, que foi normalizar a relação da Câmara com a cidade cultural. Conseguimos pôr todos os equipamentos a funcionar a um ritmo bastante interessante e passar a mensagem de que não é preciso ter mais equipamentos para ter mais cultura. Conseguimos resolver o problema do Rivoli e do Campo Alegre. Insistimos nesta ideia de que o principal equipamento cultural da cidade é a própria cidade. Olhando para o Porto como um palco de acontecimentos. Um dos programas mais discretos mas mais interessantes que temos — o ‘Um Objecto e seus Discursos’ —, olha para a cidade e para o seu património de uma forma muito diversa. Os objectos estão no sítio e são protagonistas da discussão. Mas a noção de património é tão vasta que pode ir da espada do D. Afonso Henriques até à taça dos clubes campeões europeus do Futebol Clube do Porto. O programa ‘Cultura em Expansão’ é também fundamental na lógica de, através da cultura, olhar para as zonas mais desfavorecidas do Porto e não só ir lá mas trazer essas zonas à cidade. É um forte investimento de socialização e de criação de uma ideia de cidade mais unida e sem trincheiras. Depois há muito trabalho invisível feito. É natural que o que se passa nos teatros seja mais visível do que aquilo que se passa nas bibliotecas, por exemplo. Mas isso não faz das segundas centros menos importantes. Uma coisa que vou fazer neste ano é chamar a atenção para a Biblioteca Pública Municipal do Porto, para mim o equipamento cultural mais importante da cidade. Se tivessem de desaparecer todos os equipamentos — Serralves, Casa da Música, Teatro Nacional de São João, Rivoli —, se só um pudesse sobreviver a um cataclismo, diria que tinha de ser obviamente a Biblioteca Pública Municipal. Tem um fundo e um acervo riquíssimo e está muito esquecida. Estou a preparar uma grande exposição sobre os tesouros da nossa biblioteca, de uma forma lúdica. E há um outro projecto que me convoca muito, que é o do Matadouro. Este pode ser o lugar onde o programa da câmara — cultura, desenvolvimento económico e coesão social — ganha sentido a partir de um espaço absolutamente iconográfico. É ali. Olhar para esta zona da cidade parece-me absolutamente estratégico. O Porto pode ser uma espécie de micro-Berlim do Sul da Europa e de Florença do século XXI. Se trabalharmos nessas duas coisas teremos uma cidade espectacular." Ver projecto Porto Olhos nos Olhos”

Ler em… http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/sempre-fiz-o-que-gostava-1714061

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Ao virar da página…

Eco-Escolas (Recolha de REEE e pilhas/acumuladores) - deem o vosso contributo! A. E. S. C. A. S. – Agrupamento de Escolas de Águas Santas - Maia

“Olá, como penso já ser do vosso conhecimento e graças a um meritório trabalho e grande empenho de muitos de vocês no ano letivo transato estamos de facto de Parabéns e somos agora uma ECO-ESCOLA… e temos uma bandeira verde para o demonstrar! Imagem intercalada 3 Esta honra aumenta contudo as exigências à nossa enorme comunidade educativa para este ano letivo e gostaria, em nome da equipa responsável pelo Programa Eco-Escolas, de agradecer a colaboração de quem já o fez anteriormente e igualmente de quem o fará de agora em diante (sem vocês não é possível). O nosso muitíssimo obrigado a todos! Neste âmbito, o nosso agrupamento de escolas aderiu mais uma vez este ano ao projeto “Geração Depositrão”. Imagem intercalada 2 Na 8ª edição da Geração Depositrão o objetivo é o de incentivar a reciclagem de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, assim como pilhas/acumuladores (há "pilhões" em cada setor junto às funcionárias e na sala dos professores), promovendo-se assim mais uma importante ação de educação ambiental, passando a escola a funcionar como ponto de recolha na zona envolvente quer da comunidade escolar bem como de moradores próximos entre outros. Desta forma evita-se a deposição inadequada destes resíduos, muitos dos quais tóxicos e problemáticos. As escolas serão premiadas de acordo com o peso total conseguido – as recolhas serão feitas regularmente. O nosso “DEPOSITRÃO” será colocado a partir de amanhã, dia 17 de novembro, no espaço junto à entrada do auditório (entre este e o refeitório escolar) na escola sede do agrupamento. Haverá igualmente um ponto de recolha na sala dos professores em frente ao placard da Eco-Escolas. Imagem intercalada 4 Scan de vírus... Guardar no Drive Solicitamos a cooperação de todos, todos até porque a união faz a força, neste projeto (em especial dos Diretores de Turma e Associação de Pais) e, fazendo chegar à escola o máximo de resíduos de equipamentos, lâmpadas e pilhas que consigam angariar. Este ano haverá uma forte componente social e as escolas (incluindo as do 1º ciclo) poderão apresentar instituições, entidades ou empresas locais associadas, onde sejam recolhidos os resíduos diretamente, contabilizando o peso respetivo para a escola (núcleo da campanha). Agradecemos, desde já, a vossa colaboração assim como a divulgação deste Projeto junto de familiares, amigos e instituições. ATIVIDADE DE RECOLHA: Recolha de todo o tipo de REEE (pequenos e grandes eletrodomésticos e lâmpadas) e pilhas/acumuladores. Quem estiver interessado poderá, ainda, participar num conjunto de outros desafios incluídos nas atividades criativas (que obviamente serão devidamente divulgadas). ATIVIDADES CRIATIVAS:

1 - Recriar: constrói o teu Depositrão (todos os graus de ensino) 2 - Mural REEE: construir um mural alusivo à reciclagem de REE e pilhas (JI e 1º ciclo) 3 - BD Família Depositrão: chegou uma nova personagem (2º e 3º ciclo) 4 - Selfie criativa REEE: criação de uma foto criativa com o Depositrão, alusiva à reciclagem de REEE e pilhas (ensino secundário, profissional, superior) P.S. Aproveitamos para informar que a C.M. Maia instalou um Oleão (Laranja) que se encontra colocado entre o refeitório e a reprografia. Assim quer trabalhe, estude, seja E.E. ou vizinho desta nobre instituição escolar poderá trazer óleos alimentares usados de casa, de preferência em embalagens plásticas para dar o melhor destino a estes resíduos que nunca devem ir pela canalização abaixo, bastam umas gotas para contaminar o equivalente a uma piscina de água doce. Atenciosamente ao vosso dispor, votos de bom fim de semana a todos

O Coordenador do Programa Eco-Escolas, em conjunto com as colegas Sónia Lisboa e Claúdia Silva”

As mais belas linhas de comboio portuguesas no "Google Street View"

“Algumas das mais belas linhas de comboio portugueses estão, agora, ao alcance de um clique. Não precisa sair de casa para viajar pelo Douro ou à beira-mar em Cascais, basta um computador ligado à net para uma viagem pelo Google Street View. Os resultados de várias semanas de filmagens ao longo das linhas do Douro, Norte, Oeste e Cascais estão à vista no Google Maps e Google Earth. A parceria entre a CP, a Infraestruturas de Portugal e a multinacional norte-americana mostra ao Mundo, através do Street View, as paisagens das mais belas linhas férreas portuguesas. (…)”

Ler mais! http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=4883417

Adeus AXA, olá Montepio: a cultura continua na Avenida dos Aliados

“A Câmara do Porto quer despedir-se em grande do edifício AXA, na Avenida dos Aliados, que, durante 32 meses, esteve ocupado por diversas actividades (e entidades) artísticas. O arranque da festa foi marcado para as 16h do dia 28 de Novembro, mas esta deve prolongar-se por 12 horas consecutivas, estendendo-se pela madrugada do dia 29. No mesmo fim-de-semana em que diz adeus ao AXA, assinalando a devolução oficial aos seus proprietários, a autarquia apresenta o novo edifício, também na avenida, que irá acolher o tipo de actividades que ocupou o AXA. É no antigo prédio do Montepio, do outro lado da rua. No último fim-de-semana de Novembro ele apresenta-se ao público com a realização do Up Street Porto. Em comunicado, a Câmara do Porto classifica a ocupação do AXA como “um sucesso”, argumentando que, rapidamente, o edifício “se afirmou como uma das principais âncoras de animação dos Aliados, emergindo como um espaço privilegiado de acolhimento de eventos e de produção artística e criativa, com a capacidade de contaminar toda a Baixa portuense”. Contas feitas, passaram pelos sete pisos do AXA 300 eventos gratuitos, que convocaram “perto de meio milhão de visitantes”, muitos dos quais desenvolvidos pelas associações e companhias que ali se instalaram em residências artísticas, como o Balleteatro (que entretanto se transferiu para o Coliseu), a Porta-Jazz, a ACE – Escola de Artes, o NEC (Núcleo de Experimentação Coreográfica) ou a Shortcutz. (…)”

Ler mais! http://www.publico.pt/local/noticia/adeus-axa-ola-montepio-a-cultura-continua-na-avenida-dos-aliados-1714588

Por aqui me fico… e claro, com o desejo de… boas leituras! Até ao próximo click!
publicado por Musikes às 19:36 link do post
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