Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
07 de Julho de 2017

Ora, vamos a isto!

 

Esta semana, A sugestão de uma ida ao teatro, e acreditem, vale bem a pena.

Porque partilhar é um prazer, aqui fica mais um desses momentos que tantos sorrisos suscitam.

 

Boas leituras!

 

****

 

Em Julho no Teatro Municipal São João - Porto

 

Veio para uma “cidade tão ao norte do mundo” por causa de uma mulher e ficou por causa de um filho. Toca guitarra e canta “as canções dos outros” numa passagem subterrânea para pessoas que nem sempre querem ouvir, que se afastam com vergonha – dele ou de si próprias? De regresso à obra do dramaturgo norueguês Jon Fosse, Manuel Wiborg faz-se acompanhar de Adriano Sérgio (músico, também artesão e construtor de guitarras) para partilhar connosco O Homem da Guitarra, monólogo pungente sobre um homem de meia-idade que põe em perspetiva uma vida, sonhos desfeitos, o fracasso, a reconciliação possível consigo mesmo. “No seu desânimo, no seu cansaço, na sua extrema solidão, no seu lúcido acerto de contas no gume da navalha, entre o desespero suicida e o consolo da esperança mística, porque nos toca, porque nos emociona, que reconhecimento desperta em nós?”, pergunta o tradutor, Pedro Porto Fernandes. As cordas que este músico vai desapertando na sua guitarra – não ficam elas a vibrar dentro de nós?

 

de  Jon Fosse encenação Manuel Wiborg tradução Pedro Porto Fernandes cenografia e figurinos Luis Mouro desenho de luz Nuno Meira fotografia Álvaro Rosendo assistência de encenação e produção Inês Vaz interpretação Manuel Wiborg (ator), Adriano Sérgio (músico) coprodução Teatro do Interior, São Luiz Teatro Municipal, TNSJ dur. aprox. 1:00 M/12 anos Informamos os espectadores de O Homem da Guitarra que se fuma em cena, durante a representação.  

 

 

Não se trata aqui de resgatar, reescrever ou atualizar um clássico, ou seja, o texto de Frank Wedekind não é uma âncora mas um ponto de fuga, um elemento libertador, um desvio, que começa desde logo na tradução, para a qual José Maria Vieira Mendes inventou um proto-português a caminho de se fazer crioulo galáctico, que mistura expressões do séc. XIX, neologismos, estrangeirismos, gíria das comunidades LGBT, em suma: um sonoro manguito ao português mais normativo. Em Despertar da Primavera, o Teatro Praga coloca em movimento uma espécie de carnavalização da língua e dos costumes, pejada de sarcasmos e impertinências, de canções foleiras e insufláveis de borracha, assinando um espetáculo muito triste e muito divertido que dinamita, com uma explosão cor-de-rosa choque, uma certa ideia de juventude, uma certa ideia de teatro.

 

de Frank Wedekind tradução José Maria Vieira Mendes desenho de luz Daniel Worm D’Assumpção desenho de som Miguel Lucas Mendes cenografia Bárbara Falcão Fernandes figurinos Joana Barrios com execução de Rosário Balbi direção de produção Bruno Reis interpretação André e. Teodósio, Cláudia Jardim, Cláudio Fernandes, Diogo Bento, João Abreu, Mafalda Banquart, Odete C. Ferreira, Óscar Silva, Patrícia da Silva, Pedro Zegre Penim, Rafaela Jacinto, Sara Leite, Xana Novais coprodução Teatro Praga, Centro Cultural de Belém, Teatro Viriato, TNSJ estreia 24Fev2017 Centro Cultural de Belém (Lisboa) dur. aprox. 2:15 M/16 anos English subtitles Língua Gestual Portuguesa 16 jul dom 16:00

 

 

O TNSJ propõe duas oficinas para crianças entre os 6 e os 12 anos, que têm por objetivo estimular a criatividade e a sensibilidade artística dos mais novos. Durante uma semana, orientados por formadores das áreas do teatro e da música, os jovens participantes da Oficina Verão no Teatro irão usufruir de uma experiência ao nível da escrita, da representação, da percussão e da realização plástica, participando por fim num exercício teatral coletivo.

 

orientação Marta Freitas/Mundo Razoável destinatários crianças dos 6 aos 8 anos (TNSJ); jovens dos 9 aos 12 anos (TeCA)

 

 

Criada em 1999, a ELO – Electronic Literature Organization realiza a sua Conferência, Festival e Exposições de 2017 entre 18 e 22 de julho na cidade do Porto. A Conferência tem como anfitriã a Universidade Fernando Pessoa, enquanto o Festival e as Exposições serão apresentados noutros espaços culturais da cidade, acolhendo o Mosteiro de São Bento da Vitória uma parte substantiva da programação. Sob o título Literatura Eletrónica: Ligações, Comunidades, Traduções, a ELO 2017 oferece-se como espaço para a discussão dos intercâmbios, negociações e movimentos que podemos identificar no campo da literatura eletrónica, termo que designa aqueles textos literários cuja construção assenta exclusivamente em procedimentos informáticos.

 

comissários Rui Torres, Sandy Baldwin organização Universidade Fernando Pessoa, ELO – Electronic Literature Organization colaboração TNSJ

 

 

Depois das provas de aptidão profissional dos alunos de teatro e dança do Balleteatro, os alunos finalistas de teatro da Escola Superior Artística do Porto trazem à Sala do Tribunal do MSBV um exercício que coloca em evidência a obra do dramaturgo argentino Osvaldo Dragún (1929-1999), um dos nomes marcantes do designado Teatro Abierto, movimento cultural nascido no início da década de oitenta contra a ditadura militar argentina. Com encenação e dramaturgia de Roberto Merino, …e pensávamos que eram imortais tem por base Histórias para Serem Contadas (1956), a peça mais célebre de Dragún, em cujo teatro circulam homens comuns da rua, perdidos na grande cidade de Buenos Aires, vítimas de injustiça ou reféns da solidão. “E disseram-nos que éramos imortais,/ mas esse foi apenas o primeiro passo.”

 

textos de Osvaldo Dragún dramaturgia e encenação Roberto Merino desenho de luz Júlio Filipe direção musical Paulo Alexandre Jorge direção de atores Teresa Vieira produção executiva Leonor Guise interpretação Ana Rita Almeida, Anita Alves, Catarina Dias, Catarina Alves, Leonor Guisse, Ricardo Regalado, Sara Rocha e Laura Fernández (aluna da Escuela Superior de Arte Dramático das Asturias, Gijón – programa ERASMUS); Mafalda Fonseca, Ana Isabel Pereira, Inês Monteiro, João Reis, Afonso Bonito, Gilberto Teixeira, Aurora Mascarenhas, Vítor Gouveia (músicos) produção Escola Superior Artística do Porto colaboração TNSJ dur. aprox. 1:00 M/12 anos

 

Mais informações em www.tnsj.pt, através da

linha verde 800-10-8675 ou junto

do departamento de Relações Públicas 223 401 951

 

 

Oficina Criativa

16 jul | Despertar da Primavera

Uma vez por mês, aos domingos à tarde, e enquanto os pais assistem ao espetáculo, realizam-se atividades lúdicas e pedagógicas em que se exploram as possibilidades expressivas da criança, estimulando a sua criatividade. É um espaço de aprendizagem e desenvolvimento, onde o jogo assume um especial destaque e que toma por base e inspiração o espetáculo em cena no TNSJ. Improvisação, expressão corporal e realização plástica são ingredientes comuns a todas as oficinas criativas.

 

orientação

Maria de La Salette Moreira

destinatários

Crianças entre 6 e 12 anos

inscrição

€ 5,00 por criança e € 2,50 por irmão

 

 

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Ser amigo do TNSJ é simples, gratuito e permite‑lhe usufruir de benefícios na aquisição de bilhetes para as diversas iniciativas.

Mais Informações

 

TNSJ

Pr. da Batalha · 4000-102 Porto

T 22 340 19 00 · F 22 208 83 03

TeCA

R. das Oliveiras, 43 · 4050-449 Porto

T 22 340 19 00 · F 22 339 50 69

MSBV

R. de São Bento da Vitória · 4050-543 Porto

T 22 340 19 00 · F 22 339 30 39

 

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***

 

E ainda haverá muito mais a partilhar.

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publicado por Musikes às 12:38 link do post
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