Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
18 de Abril de 2019

Concertos, fogo-de-artifício, jogos tradicionais, uma homenagem aos resistentes antifascistas e o tradicional Desfile pela Liberdade integram o programa deste ano das comemorações do 25 de Abril, no Porto. A celebração começa na véspera do feriado, com dois concertos na Avenida dos Aliados.

 

MUSIKES!

Grandes Músicas… Grandes Épocas!...

 

 

A Kumpania Algazarra dá início à festa, com uma atuação na maior sala de espetáculos da cidade, na noite de 24 de abril. Já com 15 anos de carreira, esta fanfarra que mistura sons balcânicos, árabes, latinos e africanos com o ska ou o funk sobe ao palco a partir das 22 horas.

 

Pouco antes da meia-noite, e a anteceder o lançamento do fogo-de-artifício, há lugar a uma apresentação do Coral da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que assinalará a entrada no Dia da Liberdade.

A noite termina com o espetáculo do rapper Piruka, nome emergente do hip hop nacional.

 

No feriado de 25 de abril, a programação arranca a partir das 10 horas na Praça de D. João I, com uma manhã dedicada aos mais pequenos e preenchida com vários jogos tradicionais.

 

À tarde, pelas 14 horas, o Museu Militar do Porto recebe uma homenagem aos resistentes antifascistas, cerimónia que antecede o tradicional Desfile pela Liberdade, que arranca no início no Largo de Soares dos Reis, junto à antiga PIDE, e ruma até à Avenida dos Aliados.

 

O dia termina no palco dos Aliados com dois momentos de música tradicional portuguesa. A partir das 15,30 horas, atua a Chulada da Ponte Velha e, meia hora depois, é a vez da Ronda dos Quatro Caminhos. 

 

Todo o programa!

 

 

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publicado por Musikes às 12:21 link do post
17 de Fevereiro de 2019

Para todo o ano na Fundação de Serralves.
Boa cultura a não perder na invicta!
 
 

Joana Vasconcelos, Olafur Eliasson, Pedro Cabrita Reis e (finalmente!) a abertura da Casa do Cinema Manoel de Oliveira vão marcar este ano muito especial na vida de Serralves – assinalam-se os 20 anos do Museu e 30 da Fundação. Ainda não foi anunciado quem será o sucessor de João Ribas, ex-diretor do Museu.

 

A exposição Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror inaugura no Museu de Serralves no dia 14 de fevereiro
 

O regresso de Joana Vasconcelos 

 

Do Museu Guggenheim de Bilbao chega a exposição Joana Vasconcelos: I’m Your Mirror, primeira antológica da artista, cujo título é uma homenagem a Nico, a cantora alemã celebrizada pela música I'll be your mirror, escrita por Lou Reed e interpretada pela banda norte-americana Velvet Underground. (…) Tal como em Bilbao, também em Serralves as obras de Joana Vasconcelos serão adaptadas à escala das galerias do museu, de modo a receber a artista portuguesa que aqui expôs em 2000. Depois de Serralves, a exposição seguirá para o Kunstahl Rotterdam, em Roterdão, na Holanda. 14 fev-final de junho

 


Casa do Cinema Manoel de Oliveira

 

Apontada para o primeiro semestre deste ano (abril é a data prevista), a inauguração da Casa do Cinema Manoel de Oliveira (CCMO), projeto de Álvaro Siza que recuperou as antigas garagens do Conde de Vizela, , é um dos pontos fortes da programação deste ano. Além de uma exposição permanente dedicada ao realizador português, falecido em 2015, a CCMO terá uma sala de cinema com programação regular, duas salas de exposições (uma temporária, outra permanente), a guarda do acervo documental de Manoel de Oliveira (depositado em Serralves em 2013 e que se encontra a ser tratado), e salas de serviço educativo. (…)

 

Coleção de Serralves

 

A celebração dos 30 anos da Fundação de Serralves e dos 20 anos do Museu de Serralves servirá para mostrar “as obras que foram sendo adquiridas ao longo destas três décadas”, revelou Marta Moreira de Almeida, diretora interina do museu. A primeira exposição será a da artista norte-americana Susan Hiller (a partir de 28 fevereiro), que esteve em Serralves, em 2005, que ali apresentará a instalação interativa Os Pensamentos São Livres – a partir de uma jukebox, o publico pode escutar 100 canções de teor político colecionados pela artista. De volta ao museu, 15 anos depois, estará também Paula Rego, numa exposição monográfica com obras da artista no núcleo da Coleção realizadas desde os anos 60 até à atualidade (a partir do outono, até 2020). Durante o verão (entre julho e setembro), a exposição Celebrar a Coleção, Serralves 1989-2019 assinala também os aniversários do ano.

 
São estas apenas algumas das propostas de Serralves. E claro que há mais!
 
 
publicado por Musikes às 12:40 link do post
21 de Janeiro de 2019

Celebrações do centenário da escritora e poeta estão recheadas de atividades e espetáculos. Exposição com curadoria do neto, Martim Sousa Tavares, e sessão de "Poesia de Proximidade" dão o mote.
 

A inauguração de uma exposição inédita realizada a partir da biblioteca pessoal de Sophia de Mello Breyner, no Porto, e uma sessão de poesia, em Lisboa, marcam as celebrações do centenário da escritora e poeta na próxima semana. Ao longo de 2019, os Poetas do Povo vão celebrar os cem anos do nascimento de Sophia de Mello Breyner em quatro sessões da chamada “poesia de proximidade”, que visa levar a palavra poética até ao público, de forma informal, próxima e interativa.

 

 

A primeira destas sessões — de cerca de duas horas — acontece na segunda-feira, no Povo-Lisboa, situado no Cais do Sodré, tendo como tema “O mar de Sophia”, assim chamado porque este elemento esteve sempre muito presente, tanto na vida como na obra de Sophia de Mello Breyner Andresen.

A casa onde nasceu no Porto, a praia da Granja, local de veraneio a norte, o Algarve, onde, em Lagos no início dos anos sessenta, Sophia e a família decidem passar férias, tendo uma década mais tarde adquirido a casa da Meia-Praia, foram, em definitivo, uma das mais importantes marcas da sua poesia.

Nesta sessão, Fernando Pinto do Amaral, José Anjos, Paula Cortes e Rui Portulez interpretam os textos que espelham essa relação, acompanhados pela música de Gulia Cat, em concertina, autoharpa e hankdrum.

Ao longo do ano vão decorrer outras sessões, dedicadas aos temas “A Liberdade em Sophia” (4 de março),”As Ilhas de Sophia” (24 de junho) e “Os Clássicos e Sophia” (23 de setembro).

 

Também na próxima semana, inaugura-se, na Galeria de Biodiversidade, do Centro de Ciência Viva do Porto, uma exposição inédita de fotografia, instalação e acervo documental, realizada a partir da biblioteca pessoal de Sophia de Mello Breyner, por Oxana Ianin, com curadoria de Martim Sousa Tavares, maestro e neto da escritora.

 

Entre 2015 e 2018, foram identificados naquela biblioteca mais de trezentos livros com dedicatórias a Sophia, oferecidos ao longo de sete décadas por autores e artistas como Teixeira de Pascoaes, Carlos Drummond de Andrade, Maria Helena Vieira da Silva, Arpad Szenes, Miguel Torga, Eugénio de Andrade, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Jorge de Sena, Herberto Helder e muitos outros.

Além do testemunho das dedicatórias, estes livros guardavam entre as suas páginas dezenas de manuscritos inéditos, correspondência, traduções, ensaios e outros materiais, que vão ser agora desvendados, permitindo conhecer mais da vida e da obra da autora.

 

As comemorações do centenário de Sophia — cuja comissão organizadora é composta por Federico Bertolazzi, Fernando Cabral Martins, Guilherme d’Oliveira Martins, José Manuel dos Santos e Maria Andresen de Sousa Tavares — vão decorrer um pouco por todo o país e além-fronteiras, com iniciativas diversas que vão de colóquios, a concertos, passando por espetáculos, exposições e edições especiais.

 

Já em março, no dia 23, o Dia Mundial da Poesia vai ser assinalado no Centro Cultural de Belém com uma homenagem a Sophia de Mello Breyner, que inclui uma feira do livro de poesia, leituras, conferências e programação para os mais novos.

No mesmo mês, a Assírio e Alvim, do grupo Porto Editora, lança um livro, que se deverá intitular “Sophia e a Antiguidade Clássica”, composto pelo ensaio “O Nu na Antiguidade Clássica”, com prefácio de José Pedro Serra, e por uma antologia de poemas de Sophia sobre a Grécia antiga e Roma, organizada por Maria Andresen Sousa Tavares, filha da autora.

 

Em maio, a Fundação Calouste Gulbenkian dedica à poeta um Colóquio de dois dias (16 e 17), no qual especialistas nacionais e internacionais vão estudar e discutir a sua obra.

Este será o primeiro de uma série de colóquios a decorrer ao longo do ano: em junho jovens investigadores da obra de Sophia reúnem-se em Roma; em setembro, a cidade brasileira do Rio de Janeiro dedica quatro dias à poeta e a Jorge de Sena (que também assinala cem anos); em outubro, o Centro Cultural de Lagos organiza um encontro sobre “O mediterrâneo e o Atlântico em Sophia”, centrado no mar, no diálogo com os poetas do Sul, a importância dos contos para crianças e a presença do sagrado na poesia e na obra da escritora; e, em novembro, Macau vai ser o palco para dois dias de debate em torno da obra de Sophia, da poesia, das questões de tradução e da literatura na sala de aula.

 

A Fundação de Serralves e a Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, acolhem durante cinco dias — em novembro e dezembro — um ciclo de conferências centradas na presença das artes na obra de Sophia de Mello Breyner.

 

No dia 15 de maio, inaugura-se outra exposição documental, no Museu Arpad Szenes — Vieira da Silva, com obras dos dois artistas, centrada na relação de amizade que tinham com a escritora.

No mês seguinte, o Centro Cultural de Belém oferece um concerto da Orquestra Sinfónica Juvenil, concebido a partir de obras musicais preferidas de Sophia e de composições originais baseadas nos seus poemas.

 

Outro concerto previsto, no âmbito das comemorações, realiza-se no Teatro Nacional de São Carlos, no dia 6 de novembro, exato dia em que se assinalam os cem anos do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen. Com um programa musical inspirado na obra da poeta, o concerto apresentará alguns dos novos talentos do canto lírico em Portugal, numa sessão solene que marcará oficialmente as comemorações.

 

Ainda sem data marcada, está previsto um espetáculo musical, com direção de Martim Sousa Tavares, inspirado no famoso conto infantil “A menina do mar”, sobre a amizade possível entre as coisas da terra e as coisas do mar.

 

A história de Sophia transformada em conto musical, e interpretada por atores e músicos, estreia-se em maio, no teatro LU.CA, em Lisboa, estando previstas apresentações subsequentes no Porto, Braga, Guimarães, Penafiel, Ovar, Coimbra, Aveiro, Lagos, Loulé, Bragança.

 

A exposição itinerante “Lugares de Sophia”, com fotografia de António Jorge Silva, Duarte Belo e Pedro Tropa, assim como o espetáculo “O mundo de Sophia”, pela Lisbon Poetry Orchestra, são outras das iniciativas previstas para as comemorações, ainda sem data marcada. Neste espetáculo, músicos e atores celebram e interpretam a poesia numa viagem à descoberta e reinvenção da palavra dita.

 

A programação está disponível online.

publicado por Musikes às 12:47 link do post
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