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01 de Agosto de 2018

“Morreu a fadista Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália Rodrigues. Tinha 95 anos e uma vida dedicada ao fado. Cantou em muitas casas típicas mas foi das primeiras fadistas a cantar lá fora.

 

 

(…) A notícia foi divulgada pelo neto, o realizador Diogo Varela Silva na rede social Facebook. Tinha 73 anos de carreira. Entre os fados mais conhecidos da artistas estão temas como “A Lenda das Algas” e o “Fado das Queixas”.

 

É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste. Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi.

Que a sua humanidade, bondade e maneira de estar bem com a vida, seja um ensinamento, que nós possamos honrar pelas nossas vidas foras.

Daremos mais informações assim que nos for possível

 

 

Na última passagem de ano, a artista passou o momento em Nova Iorque com Madonna, que a chamava de “lenda viva”. As duas cantoras chegaram a gravar um dueto, que foi partilhado no Instagram.

 

Madonna canta em restaurante

 

Quanto à influência da irmã, de quem seguiu a mesma carreira, numa entrevista com Júlio Isidro dizia: “Não entendo porque é que dizem ‘viveu à sombra de’… Como? A sombra porquê? Ela era ela e eu era eu. Como as outras todas cantamos fado. ”

 

Em maio, na celebração dos 73 anos de carreira num concerto no TivoliBBVA, dizia estar “muito contente por os mais novos pegarem” nos fados que cantava”.

Durante estas décadas a cantar fado, fez parte de casas como o Café Latino, o Marialvas, Adega Mesquita, Tipóia e Adega Machado e a Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos.

Uma vida dedicada ao fado

 

Como contou a Lusa em maio deste ano, Celeste Rodrigues em 1953 casou-se com o ator Varela Silva e, em 1957, tornou-se proprietária do restaurante típico A Viela, ao qual renunciará quatro anos mais tarde. Ainda em finais da década de 1950 foi das primeiras fadistas a atuar na televisão, ainda no período experimental da RTP, no teatro da Feira Popular, e “a primeira a enfrentar as câmaras, quando os estúdios do Lumiar passaram da fase de experiências para as emissões regulares”, segundo o “Álbum da Canção”, de maio de 1967.

 

Em 2005, o encenador Ricardo Pais, então diretor do Teatro Nacional São João, no Porto, convidou a fadista a participar no espetáculo “Cabelo Branco é Saudade”, ao lado de Argentina Santos, Alcindo de Carvalho (1932-2010) e Ricardo Ribeiro, e com o qual fez uma digressão europeia.

Em 2007 editou o álbum “Fado Celeste”, no qual gravou fados tradicionais e inéditos com letras de autores contemporâneos, como Helder Moutinho, José Luís Gordo e Tiago Torres da Silva. Nesse ano foi homenageada pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), no Museu do Fado, num reconhecimento da “voz bonita, capacidade interpretativa e regularidade de uma carreira”, segundo declarações de Julieta Estrela de Castro, presidente da APAF à agência Lusa.

 

Em 2010, estreou o documentário sobre a sua vida, “Fado Celeste”, realizado pelo seu neto Diogo Varela Silva, e recebeu a Medalha de Prata da Cidade de Lisboa, no cinema S. Jorge. Em 2015, pelos seus 70 anos de carreira, a secção Heart Beat do Festival DocLisboa, abriu com uma remontagem do documentário, intitulado, apenas, “Celeste”.

 

Em 2012 o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva condecorou-a com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de comendador. A fadista continua a cantar, regularmente, em casas de fado, designadamente no Café Luso e na Mesa de Frades, em Lisboa.”

 

Artigo do jornal Observador

 

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Grandes Músicas… Grandes Épocas!…

publicado por Musikes às 14:07 link do post
03 de Setembro de 2017

Ora, vamos a isto!

 

Desta vez, a sugestão para uma atenta leitura de um interessante artigo do jornal online Observador.

“Só seis pessoas em todo o mundo a sabem assobiar. São habitantes de uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia que nem sequer aparece no Google Maps.”

 

Não deixem de ler!

Boas leituras!

 

****

 

Língua assobiada com 2500 anos está prestes a desaparecer

(artigo do Observador de 01/08/2017)

 

“Só seis pessoas em todo o mundo a sabem assobiar. São habitantes de uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia que nem sequer aparece no Google Maps. A língua é conhecida por sfyria.

A língua começou a ser utilizada como forma de conversar a longa distância através de vales

 

Estima-se que exista há 2500 anos. A língua assobiada conhecida por sfyria é uma das mais raras do mundo e está prestes a desaparecer. É, de acordo com o Atlas das Línguas em Perigo da UNESCO, a língua — assobiada ou não — com menos falantes vivos. Os únicos que existem vivem em Antia, uma pequena aldeia no canto sudeste da ilha grega de Evia, que nem sequer aparece no Google Maps.

Sfyria é uma versão assobiada da língua grega em que as letras e as sílabas correspondem a tons e frequências distintos. Assemelha-se ao som dos pássaros. A explicação foi dada pela linguista grega Dimitra Hengen, à BBC. Hengen garantiu ainda que as mensagens enviadas em sfyria podem ser ouvidas até quatro quilómetros de distância, através dos vales das montanhas. Um grito só atinge uma distância dez vezes inferior.

 

Por natureza, uma língua assobiada já é muito mais ameaçada do que uma língua falada, porque é muito mais difícil de se reproduzir”, esclareceu Hengen.

As únicas pessoas que conseguiam entender e reproduzir esta língua são pastores e agricultores de Antia, que foram passando a tradição para os filhos. Mas a população desta aldeia diminuiu de 250 para 37 pessoas. Os habitantes que sabiam assobiar perderam os dentes, ficando impossibilitados de a reproduzir. Atualmente, só existem seis falantes de sfyria.

 

A origem desta língua assobiada não é certa. Ninguém sabe ao certo quando começou a ser utilizada. Sabe-se que vem da palavra grega sfyrizo, que significa “apito”. Estima-se que há cerca de 2500 anos começou a ser utilizada como forma de conversar a longa distância. Há a teoria de que a língua começou a ser utilizada na Grécia Antiga, para que os habitantes de Antia pudessem sinalizar um ataque iminente contra o império.

Só em 1969 é que a sfyria foi descoberta, quando um avião caiu nas montanhas na aldeia de Antia. Quando a equipa de buscas chegou para procurar o piloto desaparecido, ouviram os pastores a assobiar através dos vales e ficaram encantados, relembra a BBC.”

 

Texto: Observador

 

***

 

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publicado por Musikes às 15:26 link do post
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