Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
04 de Dezembro de 2018

De tempos a tempos, somos surpreendidos pela quantidade e qualidade de artigos interessantes que a internet nos proporciona.
Em mais um artigo da revista Visão, nem sempre aquilo que conhecemos deste ou daquele autor é de facto.
Ora leiam!
 
 

O mundo das citações é uma selva cheia de armadilhas. Muitas frases que nos habituámos a ver entre aspas estão erradamente atribuídas − e a internet amplificou um fenómeno tão antigo como a escrita... Cuidado com o que pesquisa

 
 

Nunca foi tão fácil chegar a citações inspiradoras, lapidares, motivacionais e à medida de quem as procura. O problema é que também nunca foi tão fácil cair em enganos e amplificá-los, partilhando pelo mundo frases atribuídas a autores que nunca as disseram ou as escreveram. A internet tornou-se uma poderosa máquina não “de emaranhar paisagens”, citando um já clássico texto poético de Herberto Helder (que, por sinal, é construído a partir de um conjunto de citações...), mas de emaranhar frases e autorias. “A internet não criou o problema, apenas multiplicou exponencialmente a divulgação de citações e estórias erradamente atribuídas”, diz à VISÃO Onésimo Teotónio Almeida, o académico e escritor açoriano há muito residente nos EUA, mas sempre atento às pequenas e grandes histórias da literatura portuguesa.

 

POBRE PESSOA

A principal vítima de apócrifos (frases que não são dos autores a que são atribuídas, citações falsas) na nossa literatura parece ser Fernando Pessoa. Como se alguns heterónimos desconhecidos tivessem sobrevivido à morte do escritor, em 1935, e espalhassem, ainda por aí, a sua inspiração (ou falta dela). Uns versos, em particular, têm-lhe sido atribuídos um pouco por toda a parte (epígrafes, graffitis e, claro, blogues e redes sociais): “Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo.” Quem está mais familiarizado com o estilo do poeta e seus heterónimos torce o nariz. Mas, aparentemente, há muita gente que não está nada familiarizada com o assunto... As atribuições erradas são tantas que existe uma página no Facebook (Apócrifos de Fernando Pessoa) com o único objetivo de denunciá-las. Pessoa nunca escreveu “Existe no silêncio, uma tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma na mais perfeita resposta”; Pessoa nunca escreveu “Conserva a vontade de viver. Não se chega a parte alguma sem ela”; Pessoa nunca escreveu “O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível e que esse momento será inesquecível.”

 
publicado por Musikes às 18:39 link do post
27 de Outubro de 2018

Sabia que há uma língua em que o nome do nosso país é «Ureno»? Vamos de viagem…

 

 

1. O nosso nome repetido

 

Há países que mudam de nome com muita facilidade. Pensem só nos pobres alemães, cujo país é «Deutschland» lá dentro, mas passa a «Allemagne» logo ali no sul da Bélgica — e é «Germany» em Inglaterra. Somando as variações, são não sei quantas Alemanhas diferentes por essa Europa fora.

Já nós vivemos num país com um nome sólido, daqueles que se aguenta firme ao vento das diferentes línguas — pelo menos, na escrita. Avançamos pela Europa fora e temos «Portugal» (espanhol), «Portugal» (catalão), «Portugal» (francês), «Portugal» (inglês), «Portugal» (alemão), «Portugal» (norueguês), «Portúgal» (raisparta o acento do islandês).

Até os bascos, que têm uma língua daquelas de bater com a cabeça na parede, chamam ao nosso país… «Portugal»!

Os húngaros, donos doutra língua que parece inventada só para nos atrapalhar, chamam ao nosso país «Portugália». Enfim, não é a mesma coisa, mas quase. Os finlandeses dizem «Portugali». Os italianos, tão latinos como nós, dão um nome virado para o azeite, mas mesmo assim não fogem muito: «Portogallo». Os romenos também não são especialmente originais, mas põem ali umas letras finais: «Portugalia».

 

2. Outras letras, o mesmo nome

 

Pela Europa, se queremos algum exotismo no nosso nome, temos de olhar para as línguas que usam outros alfabetos. Os gregos escrevem «Πορτογαλία», os russos escrevem «Португалия» — e os georgianos, donos do mais redondo dos alfabetos, escrevem პორტუგალია. Mas, nos três casos, o que dizem não foge muito a «Portugalia». As letras diferentes escondem um nome muito parecido.

O mundo, pelos vistos, não quer brincar com o nome do nosso país. Ora, imaginem a minha admiração ao encontrar, no Facebook de um amigo, uma imagem sobre o jogo da nossa selecção em que apareciam estes nomes:

Mas em que língua «Portugal» se diz «Ureno»? Bem, já lá chegamos. Continuemos a viagem…

 

 

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"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas. Goethe"

publicado por Musikes às 10:29 link do post
31 de Julho de 2017

Ora, vamos a isto!

 

Desta vez, a sugestão para uma atenta leitura de um interessante artigo da revista Visão.

“Aquilo que falamos ou escrevemos diz muito sobre nós. Diz mais sobre nós do que podemos imaginar!”.

 

Não deixem de ler!

Boas leituras!

 

****

 

10 ERROS LINGUÍSTICOS QUE MANCHAM A SUA IMAGEM

(artigo da revista Visão de 28 de Julho de 2017)

por Sandra Duarte Tavares

 

“Aquilo que falamos ou escrevemos diz muito sobre nós. Diz mais sobre nós do que podemos imaginar!

Sempre que cometemos um erro ortográfico ou gramatical, seja em contexto pessoal ou profissional, podemos ser alvo de troça ou discriminação por quem nos rodeia. Erros linguísticos como “tu fostes à reunião?”, “foi uma perca de tempo”, “houveram pessoas que faltaram”, “ninguém se absteu” não só mancham a nossa imagem, como também podem fazer-nos perder, em poucos segundos, um bom emprego, um bom negócio e até um relacionamento!

 

A competência linguística, associada ao domínio da comunicação oral e escrita, assume, inequivocamente, um valor sociocultural relevante, promovendo cada vez mais aceitação, credibilidade e prestígio social.

Vejamos, então, quais os 10 erros linguísticos que, do meu ponto de vista, podem manchar a nossa imagem pessoal profissional.

 

ERRO 1: p[ó]ssamos

Forma correta: possamos

As formas verbais da 1.ª pessoa do plural do presente do conjuntivo são graves, ou seja, o acento tónico recai na penúltima sílaba: tenhamos, sejamos, possamos.

 

ERRO 2: a gente vamos

Forma correta: a gente vai

Na expressão a gente, o verbo deverá estar sempre no singular, em concordância com essa expressão.

 

ERRO 3: houveram pessoas

Forma correta: houve pessoas

Sempre que é verbo principal, o verbo haver só se conjuga na 3.ª pessoa do singular, porque é um verbo impessoal (há, houve, havia, haverá, haveria, haja...).

 

ERRO 4: ele interviu

Forma correta: ele interveio

O verbo intervir conjuga-se como o verbo que está na sua base – o verbo vir: ele veio; ele interveio.

 

ERRO 5: vocês ha dem

Forma correta: vocês hão de

O paradigma de conjugação do verbo haver no presente do indicativo é: eu hei de, tu hás de, ele há de, nós havemos de, vós haveis de, vocês / eles hão de.

 

ERRO 6: faria-o, se possível

Forma correta: fá-lo-ia, se possível

No futuro do indicativo e no condicional, os pronomes pessoais complemento (-me, -te, -o, -lhe...) colocam-se em posição mesoclítica, isto é, no meio do verbo, antes das terminações de tempo e pessoa.

 

ERRO 7: como deve de ser

Forma correta: como deve ser

Ao contrário do nome dever, o verbo dever não requer a presença da preposição de.

 

ERRO 8: à muito tempo, à 1 semana

Forma correta: há muito tempo, há uma semana

A forma verbal há (verbo haver) pode assumir um valor temporal, podendo ser substituída pela forma verbal faz: faz muito tempo, faz 1 semana. Tem um valor durativo no passado.

 

ERRO 9: tu fostes

Forma correta: tu foste

A forma verbal correspondente à 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo do verbo ir ou ser é foste. A forma verbal fostes corresponde à 2.ª pessoa do plural: vós fostes.

 

ERRO 10: Derivado a um vírus

Forma correta: Derivado de um vírus / devido a um vírus

A palavra derivado é acompanhada da preposição de (tal como o verbo derivar); a palavra devido é acompanhada da preposição a (tal como o verbo dever-se).

 

O que podemos fazer para eliminar de vez estes e outros erros que mancham a nossa imagem? Devemos ler muito (e bem!) para que sejamos expostos à palavra bem escrita. Tal como a leitura, a consulta de dicionários é também uma prática que deve ser regular no nosso dia a dia, sempre que tivermos alguma dúvida na grafia e significado de uma palavra.

 

Assim, se pretendemos projetar uma imagem pessoal e profissional credível, a nossa comunicação deve ser clara, relevante e, sobretudo, deve ter um elevado padrão de excelência linguística.

 

Texto de SANDRA DUARTE TAVARES

LINGUÍSTICA PORTUGUESA

 

É mestre em Linguística Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professora no Instituto Superior de Educação e Ciências (ISEC Lisboa). É consultora linguística e formadora de Comunicação, e colabora ainda com a RTP em programas televisivos e radiofónicos sobre Língua Portuguesa.É autora dos livros “Falar bem, Escrever melhor” e “500 erros mais comuns da Língua Portuguesa” e coautora dos livros “Gramática Descomplicada”, “Pares Difíceis da Língua Portuguesa”, “Pontapés na Gramática”, “Assim é que é falar!”, “SOS da Língua Portuguesa”, “Quem tem medo da Língua Portuguesa?” e de um manual escolar de Português: “Ás das Letras 5”."

 

Saber mais!

 

***

 

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Não percas o próximo post… porque nós… também não!!!

publicado por Musikes às 12:41 link do post
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