Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
14 de Maio de 2019

Aproxima-se a festa dos museus e o Porto deixa um convite à população para conhecer melhor as memórias da cidade. No próximo sábado (18 de maio) assinala-se o Dia Internacional dos Museus e no domingo a Noite Europeia dos Museus (19 de maio).

 

MUSIKES!

Grandes Músicas… Grandes Épocas!...

 

 

"Os museus como centros culturais: o futuro da tradição" é o tema da programação deste ano que apresenta uma extensa lista de locais a visitar, muitos com horário de funcionamento alargado precisamente para assinalar este dia. Muitas das propostas são de acesso livre ou a preço mais reduzido, sendo que em alguns casos necessitam de inscrição prévia para a respetiva participação.

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado desde 1977 por proposta do ICOM - Conselho Internacional dos Museus, que funciona como organismo consultivo da UNESCO. Já a Noite Europeia dos Museus surgiu por iniciativa do Ministério da Cultura e da Comunicação de França, a que aderiram progressivamente os museus de outros países, como é o caso de Portugal.

 

Programação e mais!

 

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10 de Março de 2019

Os Trabalhadores do Comércio, Camané e o ator António Capelo marcam o arranque do "Cultura em Expansão", que este ano chega a Miragaia, Campanhã e Pasteleira com 64 espetáculos gratuitos.

 

MUSIKES

Grandes Músicas… Grandes Épocas!

 

 

A 6ª edição do projeto da Câmara Municipal do Porto que leva a cultura a vários territórios da cidade, acontece este ano em três palcos principais: o Auditório da Junta de Freguesia de Campanhã, o Auditório do Grupo Musical de Miragaia e a Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira, num total de 64 espetáculos gratuitos de 46 projetos diferentes.

 

O arranque do programa Cultura em Expansão acontece no dia 22 de março em Campanhã, pelas 21h30, com um concerto dos Trabalhadores do Comércio, banda portuense prestes a completar 40 anos de carreira e que neste espetáculo irá celebrar a música e humor que se misturam nas suas canções. Neste fim de semana inaugural, no dia 23, a partir das 21h30, o ator António Capelo vai a Miragaia revisitar os poemas portugueses e brasileiros que se cruzaram com o seu percurso profissional no monólogo “Uma Noite com a Palavra dos Poetas”. No dia seguinte, 24, pelas 17h, o fadista Camané sobe ao palco da Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira para cantar Alfredo Marceneiro.

 

Aqui todo o programa!

 

 


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04 de Março de 2019

Teatro Nacional São João 
 
7 de março é o primeiro dia do resto da vida do Teatro São João. Apagamos as velas dos 99 anos, acendemos as luzes dos 100 anos do edifício projetado por Marques da Silva. Assinalamos o dia de fora para dentro, do barulho da cidade para o silêncio do palco. Pela manhã, espalhamos palavras e imagens vídeo pelas praças da Batalha e dos Leões e pelo largo da estação da Trindade, como se lançássemos uma mensagem digital numa garrafa. Às 18:30, desvendamos o essencial do Programa dos 100 Anos: espetáculos, projetos, obra. Segue-se Das Tripas, Coração, uma visita guiada às entranhas do edifício conduzida por uma trupe de 24 atores, coro fantasmático às voltas com a memória cénica do TNSJ. A visita termina no palco, o coração do edifício, a nossa razão de ser, ainda e sempre. Quantos fantasmas vivem num teatro quase centenário? E quantos futuros saem de dentro dele?
 
Grandes Músicas… Grandes Épocas!
 
Aqui alguns destaques em Março.
 
Teatro Carlos Alberto 8-17 Mar 2019
 
Foi uma das grandes surpresas de 2018 e regressa para uma curta temporada de apresentações. Ter Razão foi um encontro improvável que redundou numa descoberta feliz, onde duas companhias aparentemente inconciliáveis, o Ensemble – Sociedade de Actores e o Teatro da Palmilha Dentada, partilharam riscos e risos. O teatro também pode ser isto, um lugar de encontros e de humores inesperados entre artistas de distintas gerações e formações, deixando-se contaminar por modos de fazer diferentes. Ter Razão é uma provocação, um divertimento sério sobre as pessoas e o seu quotidiano. Num palco que é uma cidade, onde uma mesa com rodas pode ser um carro e uma campainha de receção pode ser uma buzina, andamos às voltas com problemas de estacionamento, engarrafamentos monumentais e pessoas que se travam alegremente de razões. O dramaturgo e encenador Ricardo Alves conta-nos uma mesma história, neurótica e repetitiva, que se desdobra em diferentes pontos de vista. Quem tem razão? Quem não consegue deixar de ter razão?
 
 
Mosteiro São Bento da Vitória 21-23 Mar 2019
 
Olo é um solo sem “s” ou, melhor ainda, Um Solo Sobre um Solo. Nasceu da demorada convivência de Igor Gandra com uma marioneta num espaço vazio, o registo feito espetáculo do que se descobriu e inventou durante esse processo de escuta, de partilha. E de autoquestionamento: “Será que é possível representar o que acontece quando nos fechamos sozinhos numa sala de ensaios com o objetivo de criar uma coisa nova?” Ou, dito de um outro modo, mais inquietante ainda: “Estaremos realmente sozinhos quando estamos em cena a solo?” Olo também pode ser o nome do homenzinho que observamos em cena, como quem observa uma criança estranha que brinca com tudo e com nada. O uno e o múltiplo, mostrar e esconder, conter e ser contido, contar e ser contado são ideias em circulação nesta criação do Teatro de Ferro, onde se adivinham ressonâncias de universos tão distintos como os de Jorge Luis Borges, Andrei Tarkovski, Ágota Kristóf ou Heiner Müller.


Teatro Nacional São João 27 Mar-14 Abr 2019
 
É um herdeiro direto da “grega inquietação”, legado que reconhece e subverte. Martin Crimp é um dos grandes dramaturgos contemporâneos. Em O Resto Já Devem Conhecer do Cinema (2013), regressa às páginas de As Fenícias, de Eurípides, projetando-as contra o pano de fundo de uma pergunta insidiosa: “Sim, como podem os mortos viver agora?” Vivem ainda Jocasta, Édipo, Antígona, Creonte, Etéocles, Polinices, os enigmas da Esfinge, o coro de raparigas fenícias, a guerra, a honra, a justiça, o caos, o sangue. Mas o agora de Crimp é o agora mesmo, a barbárie do nosso quotidiano, a Europa, “cidade” dividida, decadente e sob ameaça, como Tebas. Os encenadores Nuno Carinhas e Fernando Mora Ramos reeditam a parceria testada em O Fim das Possibilidades, de Sarrazac (2015). Um monstro com quatro mãos e duas cabeças, capaz de afrontar e revolver as entranhas deste teatro político, lúdico, musical. Um teatro que muito duvida e que muito pergunta. “Que filme é esse que continuamente projetas no cinema deserto da minha cabeça?”

Conhece toda a programação!


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