Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
03 de Junho de 2019

É com grande pesar que o Musikes anuncia a perda de mais uma pérola literária.

 

Agustina Bessa-Luís morreu nesta segunda-feira de madrugada, aos 96 anos, na sua casa do Porto, confirmou o PÚBLICO junto de um familiar. A escritora estava doente há mais de uma década, mas o seu estado de saúde agravara-se nos últimos tempos.

Afastada da vida pública, por razões de saúde, desde 2006, a escritora morreu nesta segunda-feira, aos 96 anos. Dizia ser mais conhecida do que lida, apesar das sucessivas reedições de títulos seus, nomeadamente A Sibila. O Presidente da República “curva-se perante o seu génio”.
 
MUSIKES!
 
 

“Há personalidades que nenhumas palavras podem descrever no que foram e no que significaram para todos nós. Agustina Bessa-Luís é uma dessas personalidades”, reagiu Marcelo Rebelo de Sousa. Em memória da “criadora”, “cidadã” e “retrato da força telúrica de um povo”, o “Presidente da República curva-se perante o seu génio e expressa aos seus familiares as mais sentidas condolências”.

 

A missa de corpo presente, celebrada pelo bispo do Porto, D. Manuel Linda, terá lugar na terça-feira, às 16h, na Sé do Porto, onde o corpo estará em câmara-ardente a partir das 10h30. Será depois transportado para o jazigo da família no cemitério de Peso da Régua, onde a cerimónia fúnebre será reservada ao seu círculo íntimo.

 

Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de Outubro de 1922. A infância e a adolescência da escritora serão passadas nesta região, que marcará fortemente a sua obra. Estreia-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado​, mas é em 1954, com o romance A Sibila, desde então sucessivamente reeditado, que se impõe como uma das vozes mais importantes (uma voz “incomparável”, como dirá o ensaísta Eduardo Lourenço) da ficção portuguesa contemporânea.

 
 
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publicado por Musikes às 17:53 link do post
21 de Fevereiro de 2019

O artigo da revista Visão é já do ano passado, mas, creio que vale a pena lê-lo ou relê-lo mesmo assim.
 
 

As palavras são a matéria-prima da comunicação e, por isso, saber usá-las na medida certa, no momento certo é uma arte 

Neste artigo, partilharei consigo algumas palavras que têm um poder de sedução tremendo, porque inspiram, influenciam e criam empatia com o nosso interlocutor, permitindo-lhe tomar decisões em consonância com o que o objetivo comunicativo que pretendemos alcançar. São palavras que podem favorecer de forma surpreendente a nossa comunicação e trazer um impacto incrível às nossas vidas.

 

1. O nome próprio

 

Em diferentes situações de comunicação, quer se use um tratamento mais formal ou menos formal, é unânime que todos nós gostamos de ser tratados pelo nosso nome. Com ou sem título associado, é o nosso nome que nós mais gostamos de ouvir, concorda? (...)

 

2. Como está?

 

Esta expressão de saudação exala também uma certa magia nas relações interpessoais. É um autêntico desbloqueador de manhãs rabugentas, especialmente em estabelecimentos comerciais e serviços públicos. (...)

 

3. Seria possível?

 

Irresistível é também esta expressão de cortesia linguística, que lhe garante uma concordância quase de 100% com o interlocutor antes de ele saber o que lhe está a ser pedido. (...)

 

4. Imagine que…

Tomamos decisões com o coração. E porquê? Simplesmente porque o prazer dos benefícios que vislumbramos se sobrepõe à lógica e à razão.

A expressão imagine que… faz com que o interlocutor tenha uma imagem real das vantagens da decisão que pretendemos que ele tome. (...)

 

5. Palavras afetuosas

 

Tomamos decisões com o coração, repito. A razão perde muitos pontos em favor da emoção quando nos oferecem palavras afetuosas como satisfação, prazer, expectativa, disponibilidade, proveito, gratidão, benefícios, recompensa, prémio, oferta… (…)

 

6. Não se preocupe

 

Esta expressão mágica tem o poder de transformar situações complicadas, diálogos difíceis, conversas densas em rios de água tranquila. Trazem a calma, a segurança e o conforto necessários ao nosso interlocutor numa situação menos favorável. (...)

 

7. Obrigado!

 

E terminamos em beleza, com uma das palavras mais valiosas na comunicação: obrigado(a)!

Sermos genuínos e autênticos é crucial para projetarmos credibilidade e confiança, por isso, devemos usar esta palavra com conta, peso e medida e na ocasião certa. (…)"

 
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publicado por Musikes às 12:40 link do post
01 de Agosto de 2018

“Morreu a fadista Celeste Rodrigues, irmã mais nova de Amália Rodrigues. Tinha 95 anos e uma vida dedicada ao fado. Cantou em muitas casas típicas mas foi das primeiras fadistas a cantar lá fora.

 

 

(…) A notícia foi divulgada pelo neto, o realizador Diogo Varela Silva na rede social Facebook. Tinha 73 anos de carreira. Entre os fados mais conhecidos da artistas estão temas como “A Lenda das Algas” e o “Fado das Queixas”.

 

É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste. Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi.

Que a sua humanidade, bondade e maneira de estar bem com a vida, seja um ensinamento, que nós possamos honrar pelas nossas vidas foras.

Daremos mais informações assim que nos for possível

 

 

Na última passagem de ano, a artista passou o momento em Nova Iorque com Madonna, que a chamava de “lenda viva”. As duas cantoras chegaram a gravar um dueto, que foi partilhado no Instagram.

 

Madonna canta em restaurante

 

Quanto à influência da irmã, de quem seguiu a mesma carreira, numa entrevista com Júlio Isidro dizia: “Não entendo porque é que dizem ‘viveu à sombra de’… Como? A sombra porquê? Ela era ela e eu era eu. Como as outras todas cantamos fado. ”

 

Em maio, na celebração dos 73 anos de carreira num concerto no TivoliBBVA, dizia estar “muito contente por os mais novos pegarem” nos fados que cantava”.

Durante estas décadas a cantar fado, fez parte de casas como o Café Latino, o Marialvas, Adega Mesquita, Tipóia e Adega Machado e a Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos.

Uma vida dedicada ao fado

 

Como contou a Lusa em maio deste ano, Celeste Rodrigues em 1953 casou-se com o ator Varela Silva e, em 1957, tornou-se proprietária do restaurante típico A Viela, ao qual renunciará quatro anos mais tarde. Ainda em finais da década de 1950 foi das primeiras fadistas a atuar na televisão, ainda no período experimental da RTP, no teatro da Feira Popular, e “a primeira a enfrentar as câmaras, quando os estúdios do Lumiar passaram da fase de experiências para as emissões regulares”, segundo o “Álbum da Canção”, de maio de 1967.

 

Em 2005, o encenador Ricardo Pais, então diretor do Teatro Nacional São João, no Porto, convidou a fadista a participar no espetáculo “Cabelo Branco é Saudade”, ao lado de Argentina Santos, Alcindo de Carvalho (1932-2010) e Ricardo Ribeiro, e com o qual fez uma digressão europeia.

Em 2007 editou o álbum “Fado Celeste”, no qual gravou fados tradicionais e inéditos com letras de autores contemporâneos, como Helder Moutinho, José Luís Gordo e Tiago Torres da Silva. Nesse ano foi homenageada pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), no Museu do Fado, num reconhecimento da “voz bonita, capacidade interpretativa e regularidade de uma carreira”, segundo declarações de Julieta Estrela de Castro, presidente da APAF à agência Lusa.

 

Em 2010, estreou o documentário sobre a sua vida, “Fado Celeste”, realizado pelo seu neto Diogo Varela Silva, e recebeu a Medalha de Prata da Cidade de Lisboa, no cinema S. Jorge. Em 2015, pelos seus 70 anos de carreira, a secção Heart Beat do Festival DocLisboa, abriu com uma remontagem do documentário, intitulado, apenas, “Celeste”.

 

Em 2012 o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva condecorou-a com a Ordem do Infante D. Henrique, grau de comendador. A fadista continua a cantar, regularmente, em casas de fado, designadamente no Café Luso e na Mesa de Frades, em Lisboa.”

 

Artigo do jornal Observador

 

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