Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
07 de Novembro de 2018

Antes do aparecimento da televisão e rádio, os serões culturais eram assim… uma forma que herdamos da Antiguidade Grega - o Teatro.
Aqui umas quantas sugestões a ir.
 
 
Teatro Nacional São João - de 8 a 25 de Novembro de 2018
 
No centro de Do Alto da Ponte vamos encontrar Eddie Carbone, um estivador que trabalha nas docas entre a Ponte de Brooklyn e o pontão onde começa o mar, lugar descrito como “a garganta de Nova Iorque que engole a tonelagem do mundo”. Uma imagem ameaçadora que enquadra este drama passional que Arthur Miller escreveu nos anos cinquenta, os anos infames do Macarthismo. Do Alto da Ponte fala-nos disso: de medo, traição, delação, imigração ilegal, escolhas difíceis. Mas Jorge Silva Melo recupera esta peça para nos falar dos dias de hoje: “Sem receios, sem dogmas. Cruamente, como Miller nos convida.” Os Artistas Unidos iniciam aqui uma demorada e carinhosa contemplação da obra de Miller,  como fizeram recentemente com Tennessee Williams. Miller, é bom recordar, foi um dramaturgo influente e um homem corajoso, alguém que ajudou a transformar o palco num lugar de conflito e pensamento.
 
de Arthur Miller
 
tradução 
 
Ana Raquel Fernandes, Rui Pina Coelho
 
encenação 
 
Jorge Silva Melo
 
cenografia e figurinos 
 
Rita Lopes Alves
 
desenho de luz 
 
Pedro Domingos
desenho de som 
 
André Pires
 
produção executiva 
 
João Meireles
 
assistência de encenação
 
Nuno Gonçalo Rodrigues, Inês Pereira
 
com
 
Américo Silva, Joana Bárcia, Vânia Rodrigues, António Simão, Bruno Vicente, André Loubet, Tiago Matias, Hugo Tourita, Gonçalo Carvalho, João Estima, Hélder Braz, Inês Pereira/Sara Inês Gigante, Romeu Vala, Miguel Galamba
 
coprodução
 
Artistas Unidos, Teatro Viriato, São Luiz Teatro Municipal, TNSJ
 
estreia
 
14Set2018 Teatro Viriato (Viseu)
 
dur. aprox.
 
1:50
 
M/12 anos
 
English Subtitles
 

 

 
Carta-Branca: Oficinas e Babysitting
 
10 nov sáb 19:00
 
M/4 anos
 
inscrição € 2,50
 

 

 
Conversa pós-espetáculo 9 nov
 
 
“Ouvir ler, ouvir bem-dizer, salva-nos os olhos.” Seguindo esta intuição, a atriz e encenadora Sara Carinhas dirigiu em 2016, no São Luiz Teatro Municipal, um conjunto de leituras de autores tão diversos quanto “os grandes gestos que cada escritor arrisca”. Entre eles estava Maria Velho da Costa, romancista, contista e dramaturga cuja obra revolucionou a ficção portuguesa e que, nos oitenta anos da autora, o Instituto de Literatura Comparada e o TNSJ celebram – e interrogam. Meninas Exemplares atualiza essa leitura encenada, mobilizando Madame (peça que o TNSJ agora reedita), mas também romances como Irene ou O Contrato Sociale Casas Pardas, que, em 2012, o TNSJ converteu em espetáculo. Meninas Exemplares conta com a participação de três atrizes, bem como da pianista Madalena Palmeirim, cuja música interpela a polifonia de vozes de Maria Velho da Costa.
 
leitura encenada de textos de
 
Maria Velho da Costa
 
direção
 
Sara Carinhas
 
música (composição e interpretação ao vivo)
 
Madalena Palmeirim
 
com
 
Emília Silvestre, Joana Carvalho, Sara Barros Leitão
 
organização
 
TNSJ
 
dur. aprox. 1:00
 
 
Teatro Carlos Alberto - 25 a 25 de Novembro de 2018
 
Nem louvor nem simplificação: em Saber de Mim Sabendo das Coisashomenageamos Maria Velho da Costa lendo, editando e conversando-lhe a obra. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, conferencistas nacionais e estrangeiros discutem as múltiplas linguagens de uma escritora para quem a literatura é a mais labiríntica das casas do mundo. No TNSJ, reunimos à mesma mesa alguns criadores que construíram obra a partir da obra dela, como a realizadora Margarida Gil, ou Luísa Costa Gomes e Nuno Carinhas, que em 2012 desviaram o romance Casas Pardas para o palco do TNSJ. Ou Ricardo Pais, que aqui encenou Madameem 2000, peça que reeditamos em livro, agora na coleção TNSJ/Húmus. Escrita para Eunice Muñoz e Eva Wilma, Madame imagina o encontro de Maria Eduarda e Capitu, personagens de Eça de Queirós (Os Maias) e Machado de Assis (Dom Casmurro). Um duelo irascível entre duas línguas que para se entenderem têm de traduzir-se… “O que é que é isso de carago?”
 
Homenagem aos 80 anos de Maria Velho da Costa 
 
 mesa-redonda com 
 
Ana Luísa Amaral, Luísa Costa Gomes, Margarida Gil, Nuno Carinhas, Ricardo Pais
 
lançamento do livro Madame, de Maria Velho da Costa (ediçãoTNSJ/Húmus)
 
organização
 
Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa
 
colaboração
 
TNSJ
 

 

 
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
 
12 nov 
 
 
Primeiro Gertrude, em 2013, e depois As Criadas, em 2016, dois “estudos” de personagens femininas, o último dos quais distinguido com uma Menção Especial pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. É a terceira vez que Simão Do Vale Africano nos visita como encenador, agora para abrir as portas desta Trattoria Pirandello, “restaurante” onde são servidas em sequência três peças em um ato de Luigi Pirandello, três “refeições” breves, mediterrânicas. Começa com O Homem com a Flor na Boca, prossegue com o maravilhoso mundo para cá do espelho de Sonho (ou talvez não) e termina em chave cómica, na companhia do tratante Cecè, espécie de D. João à italiana. É um tributo a um autor que foi determinante na vontade de Simão Do Vale Africano começar a fazer teatro. É também, e sobretudo, um incitamento para seguir em frente: “Este espetáculo é sobre o prazer que (ainda) tenho em fazer teatro. É só isso.” Façam o favor de entrar, bom apetite.
 
O Homem com a Flor na Boca + Sonho (ou talvez não) + Cecè 
 
de Luigi Pirandello
encenação e tradução 
 
Simão Do Vale Africano
 
cenografia
 
Bruno Capucho
 
figurinos
Bernardo Monteiro
 
desenho de som e sonoplastia
 
Joel Azevedo
 
desenho de luz
 
Rui M Simão
 
assistência de encenação
 
Diogo Freitas
 
interpretação
 
Joana Africano, Jorge Mota, Simão Do Vale Africano
 
coprodução
 
Subcutâneo, TNSJ
 
dur. aprox. 1:25
 
M/12 anos
 

 

 
Língua Gestual Portuguesa
 
21 nov qua 19:00
 

 

 
Carta-Branca: Oficinas e Babysitting
 
24 nov sáb 19:00
 
M/4 anos
 
inscrição € 2,50
 

 

 
Conversa pós-espetáculo 16 nov
 
 
Mosteiro São Bento da Victória - 15 a 25 de Novembro de 2018
 
Não esperem banalidades ou amenidades de Angélica Liddell. Alheia a compromissos ideológicos, que considera “fraudulentos”, a dramaturga, encenadora e performer catalã considera-se uma “individualista”, incapaz de trabalhar ou de pensar em termos coletivos, o que não a impede de se comprometer com o sofrimento humano: “Quando falo da minha dor, ligo-a a uma dor coletiva.” As Leituras no Mosteiro terminam o módulo Fora da Caixa na companhia da “menina terrível” do teatro espanhol, lendo-lhe E como não apodreceu…: Branca de Neve (2005), onde cruza a guerra e a infância para encontrar a beleza no horror, transformando a dor num estímulo vital de sobrevivência. A este texto curto mas fulgurante, divido em oito cenas, juntar-se-ão outros, alguns deles inéditos, com os quais traçamos um retrato em movimento de uma das criadoras mais radicais da cena mundial.
 
Fora da Caixa
 
18 set | A Tempestade que Aí Vem, de Forced Entertainment 
16 out | O Cinema, de Annie Baker
 
20 nov | E como não apodreceu…: Branca de Neve e outros textos, de Angélica Liddell
 
18 dez | Dramaturgia Portuguesa Contemporânea
coordenação Nuno M Cardoso, Paula Braga
 
organização TNSJ
 
 
Teatro Nacional São João - 27 de Novembro a 1 de Dezembro de 2018
 
Andam por aqui muitas palavras à solta. Brincam-se e puxam-se umas às outras e neste corrupio oferecem-se à reinvenção de quem as ouve e vê, imaginando-as. Criado pelo Teatro do Frio a convite do Serviço Educativo de Guimarães 2012, Comer a Língua integrou a programação do TNSJ em 2013, uma casa onde foi feliz e nos fez felizes, e à qual regressa agora. É um espetáculo dirigido a crianças a partir dos 6 anos mas que na verdade se destina a todos os públicos, miúdos e graúdos. É também o nome do lugar onde a encenadora Catarina Lacerda e a poeta Regina Guimarães se encontraram para jogar a língua em todo o seu potencial sonoro, imagético e sensorial. A atriz Susana Madeira dobra e desdobra as vozes de onze poemas com sentidos diversos e divertidos. Uma língua para ouvir, cheirar, comer e chorar por mais.
 
texto
 
Regina Guimarães
 
direção artística e encenação
 
Catarina Lacerda
 
direção plástica
Ana Guedes
 
direção musical
 
Jorge Queijo
 
direção de produção
 
Inês Gregório/Pé de Cabra, Lda.
 
interpretação
 
Susana Madeira
 
coprodução
 
Teatro do Frio, Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, Maria Matos Teatro Municipal
 
estreia
 
13Mar2013 Teatro Oficina (Guimarães)
 
dur. aprox. 50’
 
M/6 anos
 
Mais informações em www.tnsj.pt, através da
linha verde 800-10-8675 ou junto
do departamento de Relações Públicas 223 401 951
 
Oficina e Babysitting

Carta-Branca

 
Do Alto da Ponte | 10 nov | sáb 19:00
Trattoria Pirandello | 24 nov | sáb 19:00
 
coordenação Maria de La Salette Moreira
destinatários M/4 anos
inscrição € 2,50
 
Duas vezes por mês, aos sábados ao fim da tarde, e enquanto os pais assistem ao espetáculo em cena, as crianças ficam numa das salas do teatro, desfrutando de uma carta-branca acompanhada para estarem, consigo próprias e com outras crianças. Nesta sala está-se. Sentado, deitado ou em pé, a brincar, a ler, a pintar, a ensaiar, a fazer-de-conta ou a não fazer nada, a “estar”.

 

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publicado por Musikes às 12:51 link do post
04 de Outubro de 2018

No Teatro Municipal do Porto, eventos a decorrer.
Aqui alguns destaques!
 
 
Este é o fim do mundo (em grego): a companhia Blitz Theatre Group dança, em palco, uma valsa surreal sobre as ruínas da Europa, num momento pleno de melancolia e com um fino e requintado sentido de humor. Quando tudo se desintegra, o que podemos fazer?
 
 

Na 4ª edição do Queer Porto, o Teatro Municipal do Porto volta a ser um dos parceiros do festival. A par da competição oficial, o Teatro Rivoli também é palco da Competição "In My Shorts"- de filmes de escola portugueses - e de um programa sobre o universo de moda.
 
 
O músico John Duncan tem sido um dos mestres de experimentação mais consistentes das últimas décadas. Já Joachim Nordwall e Henrik Rylander criaram o grupo Saturn and the Sun a partir da paixão mútua pela experimentação sonora. Os concertos integram-se na celebração do 20º aniversário da editora sueca iDEAL Records.
 
 

Aurélien Bory apresenta uma reflexão sobre as relações entre homem e máquina. Dois homens e uma plataforma que é habitada por um braço robótico industrial, um dispositivo em que esta bela peça de alta precisão (bio)mecânica se desenrola.
 
Outubro- Programa completo!
 
 
 
 
 
 
 
"Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas. Goethe"
publicado por Musikes às 12:56 link do post
13 de Setembro de 2018

A divulgar mais um festival internacional e outros eventos culturais na cidade do Porto.

 

Musikes.jpg

 

 


28 Set-13 Out 2018

 

Ele conquista a nossa simpatia de um modo mais imediato do que qualquer outro herói de William Shakespeare, mas alguém notou que existe um inferno (“hell”) em Othello. Mas só existe Otelo – o nobre e destemido guerreiro, o “estranho forasteiro / de aqui e toda a parte” – porque existe Iago, o profeta do ressentimento e da desordem, e porque existe a bela Desdémona, palavra shakespeariana que significa “amor”. A peça começa e termina numa escuridão que é perfurada pela luz e avança, imparável, por entre as sombras de Veneza e Chipre, geografias da ordem e do caos, mergulhadas ou rodeadas de água, elemento que conduz, transporta, reflete, espelha, distorce. Otelo perdura na nossa memória e imaginação porque é a tragédia por excelência da diferença e da alteridade, da dúvida e da vulnerabilidade, do ciúme e da traição. Mas é também a tragédia da linguagem, essa encantatória “música de Otelo” que é aqui reinterpretada pelo poeta Daniel Jonas. Na obra em cena de Nuno Carinhas, Otelo surge depois de Macbeth (2017), formando um díptico shakespeariano onde o encenador coloca em perspetiva duas radicais e exuberantes visões do mal. “Só se vê a maldade em pleno uso.”


 

****

 


Teatro Carlos Alberto 12-15 Set 2018

 

O Teatro Carlos Alberto acolhe e coproduz com a Sonoscopia a primeira edição do Colexpla – Festival Internacional de Exploração Sonora. Comprometido com a difusão das novas formas de expressão musical nos domínios da música experimental, improvisada, eletroacústica e da arte sonora, o Colexpla surge da herança do Co-Lab – Festival Internacional de Música Experimental, realizado no Porto entre 1998 e 2003. Quinze anos depois, o Colexpla visa continuar e renovar esse legado, tomando o pulso ao estado atual da música exploratória, refletindo e interferindo sobre ele, potenciando possíveis repercussões na criação artística portuguesa. O festival privilegiará áreas tão diversas como a expressividade musical através de novos instrumentos, as novas formas de interatividade na improvisação, as contaminações entre composição e improvisação ou a instalação sonora como forma musical. Fomentando a discussão e o conceito de liberdade inerente à sua matriz, o Colexpla emparelha novos artistas e nomes fortes da improvisação/experimentação internacional, em concertos, instalações sonoras, um workshop e uma conversa.

 

****

 


Mosteiro São Bento da Vitória 18 Set-18 Dez 2018

 

As Leituras no Mosteiro inauguram uma nova temporada com A Tempestade que Aí Vem (2012), sobressalto meteorológico em forma de ficção dramática que os Forced Entertainment estrearam em 2012. Tudo começou “com uma única narrativa em mente”, que o processo criativo do coletivo britânico foi conduzindo para um território movediço de fragmentos, de narrativas inacabadas e de “imagens” que tanto se relacionam com o que é dito como o contradizem. Surpreendente, fora da caixa, avessa a qualquer tipo de normatividade narrativa, A Tempestade que Aí Vem coloca-nos no olho do furacão da ética e da estética de uma companhia que gosta de explorar “as maneiras únicas pelas quais o teatro e a performance se podem articular e comprometer com o mundo contemporâneo”. Listas e jogos, barulho e silêncio, mentiras e mortes, reflexão e riso. O verão no Centro de Documentação termina com uma tempestade.

 

****

 


Teatro Carlos Alberto 19-23 Set 2018

 

Imóvel vai acontecer fora das quatro paredes de um teatro, numa sala de reuniões de condomínio num qualquer prédio da cidade do Porto, um prédio igual a tantos outros, com moradores alheados e vizinhos ensimesmados, ilhas de solidão. Há uma reunião de condomínio onde se esgrimem razões e se adiam soluções, uma reunião que vai arrancar do isolamento um grupo de pessoas muito ciosas da sua independência. A última vez que Hugo Cruz e Regina Guimarães se cruzaram na ficha artística de um espetáculo coproduzido pelo TNSJ foi em MAPA – O Jogo da Cartografia (2016), espetáculo que olhava para o Porto e ensaiava outra cidade. Imóvel volta a colocar a cidade e a cidadania no centro das operações. É um retrato em movimento de uma geração urbana, individualista e letárgica, uma geração a caminho da ternura dos quarenta, com um discurso eloquente mas estéril, corpos paralisados perante um mundo que ruiu e urge reconstruir…

 

 


Em Setembro, estes e muitos outros espectáculos!



 

 



publicado por Musikes às 12:52 link do post
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