Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
03 de Maio de 2019

Aqui algumas sugestões, entre muitas mais, para ir ao teatro neste mês de Maio.

 

MUSIKES!

Grandes Músicas… Grandes Épocas!...

 

 

Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de Damas da Noite: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cleópatra, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, uma espécie de duplo que existe numa realidade paralela que Damas da Noite encena.

 

Para erguer essa figura ficcionada, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. São “flores que abrem de noite”. Através dessa interpretação paradoxal da diferença, Damas da Noite explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade e ficção, ator e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, “rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.

 

 

Em 1900, Tchékhov escreveu As Três Irmãs, metáfora da crise do diálogo, da ação e do sonho, num tempo às portas da revolução que intuiu. Em Tchékhov é um Cogumelo, o encenador brasileiro André Guerreiro Lopes faz dela uma síntese poética e política onde ecoa o presente do seu país. Três atrizes de gerações distintas trazem excertos da peça de Tchékhov para um espaço-tempo feito de elementos de texto, música, dança e recursos audiovisuais.

 

Este “cogumelo” multimédia remete para o transe do tempo cénico. Para ele contribui André Guerreiro Lopes ao meditar na boca de cena, sendo a sua atividade cerebral transformada em impulsos elétricos que acionam uma instalação visual e sonora. Neste jogo imiscui-se uma entrevista de 1995 ao diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, feita pelo próprio encenador ainda jovem, sobre a montagem abortada de As Três Irmãs em 1972, em plena ditadura brasileira. Esse sonho de criação e memória de resistência elevam Tchékhov é um Cogumelo a um horizonte de esperança.

 

Toda a programação!

 

 

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publicado por Musikes às 10:47 link do post
20 de Abril de 2019

As sinergias de dois grandes festivais DDD e FITEI trazem de 24 de abril a 25 de maio o que de melhor se cria em dança e teatro a nível nacional e internacional ao Porto e a várias cidades do Norte do país, nomeadamente, Vila Nova de Gaia, Matosinhos e Viana do Castelo.

 

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Grandes Músicas… Grandes Épocas!…

 

O Musikes está a realizar um inquérito a toda a comunidade.

Participa! A tua opinião conta!

 

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(disponível até às 23:59:59 do dia 10 de Junho de 2019)

 

 

A programação inicia-se já dia 24 deste mês com o DDD - Festival Dias da Dança (24 de abril a 12 de maio) e segue depois com o FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (8 a 25 de maio), incluindo uma semana comum com programação nacional (8 a 12 de maio) e um especial foco no Brasil ao longo de ambos os festivais.

 

A oferta do DDD está agrupada nas vertentes DDD IN (espetáculos em sala), DDD OUT/Corpo+Cidade (espetáculos no espaço público), DDD Extra (atividades paralelas, incluindo workshops) e DDD Pro (workshops para profissionais).

Quanto ao FITEI, de entre os 11 espetáculos internacionais e 14 nacionais...

 

O DDD+FITEI 2019 vai ter como centro operacional o Teatro Rivoli, onde funcionarão também a bilheteira central DDD e o Meeting Point DDD+FITEI, sendo este no Café Rivoli, que proporcionará cruzamento de artistas, criadores e público em ambiente descontraído.

 

Sabe mais!

 

 

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publicado por Musikes às 17:52 link do post
10 de Abril de 2019

"Procurámos na antiguidade clássica algumas das respostas para este mundo contemporâneo", disse José Nunes, criador da Peça em encenação no Teatro Carlos Alberto.

 

"Pathos" pode ser vista de quarta-feira a sexta-feira, às 21:00 e, sábado, às 19:00

 

 

A peça “Pathos”, que se estreia esta quarta-feira no Teatro Carlos Alberto, no Porto, tenta encontrar na antiguidade clássica “respostas para o mundo contemporâneo”, dizem os criadores José Nunes e Cátia Pinheiro.

 

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Grandes Músicas… Grandes Épocas!...

 

 

“Começámos no futuro com o espetáculo ‘Geocide’ [2017] e a ideia era ir mesmo ao passado distante. Procurámos na antiguidade clássica, onde se trataram as primeiras questões do civismo e onde se fundou a democracia, o teatro e a filosofia, algumas das respostas para este mundo contemporâneo”, disse José Nunes, criador da Peça.

 

Cátia Pinheiro realçou ainda como “as grandes questões tratadas nas tragédias que nos chegaram até hoje falam de coisas que nos são muito próximas, apesar de toda a distância”, como o “não-reconhecimento do estrangeiro, o êxodo, as guerras e a forma como aceitamos o outro”.

 

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publicado por Musikes às 11:06 link do post
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