Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
13 de Setembro de 2018

A divulgar mais um festival internacional e outros eventos culturais na cidade do Porto.

 

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28 Set-13 Out 2018

 

Ele conquista a nossa simpatia de um modo mais imediato do que qualquer outro herói de William Shakespeare, mas alguém notou que existe um inferno (“hell”) em Othello. Mas só existe Otelo – o nobre e destemido guerreiro, o “estranho forasteiro / de aqui e toda a parte” – porque existe Iago, o profeta do ressentimento e da desordem, e porque existe a bela Desdémona, palavra shakespeariana que significa “amor”. A peça começa e termina numa escuridão que é perfurada pela luz e avança, imparável, por entre as sombras de Veneza e Chipre, geografias da ordem e do caos, mergulhadas ou rodeadas de água, elemento que conduz, transporta, reflete, espelha, distorce. Otelo perdura na nossa memória e imaginação porque é a tragédia por excelência da diferença e da alteridade, da dúvida e da vulnerabilidade, do ciúme e da traição. Mas é também a tragédia da linguagem, essa encantatória “música de Otelo” que é aqui reinterpretada pelo poeta Daniel Jonas. Na obra em cena de Nuno Carinhas, Otelo surge depois de Macbeth (2017), formando um díptico shakespeariano onde o encenador coloca em perspetiva duas radicais e exuberantes visões do mal. “Só se vê a maldade em pleno uso.”


 

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Teatro Carlos Alberto 12-15 Set 2018

 

O Teatro Carlos Alberto acolhe e coproduz com a Sonoscopia a primeira edição do Colexpla – Festival Internacional de Exploração Sonora. Comprometido com a difusão das novas formas de expressão musical nos domínios da música experimental, improvisada, eletroacústica e da arte sonora, o Colexpla surge da herança do Co-Lab – Festival Internacional de Música Experimental, realizado no Porto entre 1998 e 2003. Quinze anos depois, o Colexpla visa continuar e renovar esse legado, tomando o pulso ao estado atual da música exploratória, refletindo e interferindo sobre ele, potenciando possíveis repercussões na criação artística portuguesa. O festival privilegiará áreas tão diversas como a expressividade musical através de novos instrumentos, as novas formas de interatividade na improvisação, as contaminações entre composição e improvisação ou a instalação sonora como forma musical. Fomentando a discussão e o conceito de liberdade inerente à sua matriz, o Colexpla emparelha novos artistas e nomes fortes da improvisação/experimentação internacional, em concertos, instalações sonoras, um workshop e uma conversa.

 

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Mosteiro São Bento da Vitória 18 Set-18 Dez 2018

 

As Leituras no Mosteiro inauguram uma nova temporada com A Tempestade que Aí Vem (2012), sobressalto meteorológico em forma de ficção dramática que os Forced Entertainment estrearam em 2012. Tudo começou “com uma única narrativa em mente”, que o processo criativo do coletivo britânico foi conduzindo para um território movediço de fragmentos, de narrativas inacabadas e de “imagens” que tanto se relacionam com o que é dito como o contradizem. Surpreendente, fora da caixa, avessa a qualquer tipo de normatividade narrativa, A Tempestade que Aí Vem coloca-nos no olho do furacão da ética e da estética de uma companhia que gosta de explorar “as maneiras únicas pelas quais o teatro e a performance se podem articular e comprometer com o mundo contemporâneo”. Listas e jogos, barulho e silêncio, mentiras e mortes, reflexão e riso. O verão no Centro de Documentação termina com uma tempestade.

 

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Teatro Carlos Alberto 19-23 Set 2018

 

Imóvel vai acontecer fora das quatro paredes de um teatro, numa sala de reuniões de condomínio num qualquer prédio da cidade do Porto, um prédio igual a tantos outros, com moradores alheados e vizinhos ensimesmados, ilhas de solidão. Há uma reunião de condomínio onde se esgrimem razões e se adiam soluções, uma reunião que vai arrancar do isolamento um grupo de pessoas muito ciosas da sua independência. A última vez que Hugo Cruz e Regina Guimarães se cruzaram na ficha artística de um espetáculo coproduzido pelo TNSJ foi em MAPA – O Jogo da Cartografia (2016), espetáculo que olhava para o Porto e ensaiava outra cidade. Imóvel volta a colocar a cidade e a cidadania no centro das operações. É um retrato em movimento de uma geração urbana, individualista e letárgica, uma geração a caminho da ternura dos quarenta, com um discurso eloquente mas estéril, corpos paralisados perante um mundo que ruiu e urge reconstruir…

 

 


Em Setembro, estes e muitos outros espectáculos!



 

 



publicado por Musikes às 12:52 link do post
05 de Julho de 2018

Olá!

A divulgar mais uma iniciativa cultural.
 

TNSJ Teatro Nacional São JoãoJULHO 2018JULHO 2018
La Donna di Genio VolubileLA DONNA DI GENIO VOLUBILE
Teatro Nacional São João 6+7 Jul 2018
 
A Ópera Estúdio da ESMAE visita-nos com a ópera La Donna di Genio Volubile, “drama jocoso” em dois atos que volta a fazer escala na cidade do Porto, onde foi representado em 1805 no Real Teatro de São João. Obra do compositor Marcos Portugal (1762-1830), um dos poucos nomes da música portuguesa que fizeram carreira internacional digna desse nome, La Donna di Genio Volubile (1796) coloca-nos em presença de quatro homens que conduzem um jogo de sedução de modo a enredar nessa malha uma mulher, La Donna, criatura volúvel, incapaz de persistir numa escolha… Com direção musical de José Eduardo Gomes, esta Donna inquieta e indecisa sobe ao palco do São João numa encenação de António Durães, criador cénico também ele inquieto e muito, muito cá de casa.
 
uma ópera de
Marcos Portugal
direção artística
António Salgado
direção musical
José Eduardo Gomes
encenação
António Durães
direção de movimento
Cláudia Marisa
direção vocal
António Salgado, Rui Taveira
cenografia
Marta Silva
figurinos
Hugo Bonjour
desenho de luz
Rui Damas
produção executiva
António Salgado, Regina Castro, Joel Azevedo, Carlos Azevedo
interpretação
Marta Martins/Miriam Rosado (Condessa/soprano), Raquel Mendes/Tânia Esteves (Lauretta/soprano), Sérgio Ramos(Cecco/barítono), Rafaela Monteiro (Ghita/mezzo), Miguel Reis (Cavalieri/tenor), Gabriel Neves (Cicínio/tenor, buffo), Ricardo Rebelo (Don Coriolano/barítono), Francisco Reis (Don Salústio/baixo); Orquestra Sinfónica da ESMAE
coprodução
Ópera Estúdio da ESMAE/Pós-graduação em Ópera e Estudos Músico-Teatrais da ESMAE, TNSJ
dur. aprox. 2:45
M/16 anos
Espetáculo em língua italiana, legendado em português.
 
Oficina Verão no Teatro - ID2519OFICINAS VERÃO NO TEATRO
Teatro Nacional São João 9-20 Jul 2018
 
Chegam as férias escolares de verão e o TNSJ abre as suas portas a crianças e jovens para uma semana durante a qual a distinção entre aprendizagem e diversão perde todo o sentido. Sob a orientação da dramaturga, atriz e encenadora Marta Freitas, as Oficinas Verão no Teatro pretendem dar livre curso a criatividade dos mais novos, promovendo o contacto com dimensões varias da criação teatral: escrita, representação, musica, realização plástica, etc. As oficinas culminam num exercício teatral coletivo aberto a pais e amigos.
 
orientação
Marta Freitas/Mundo Razoável
destinatários
crianças dos 6 aos 9 anos (9-13 jul/TeCA);
jovens dos 10 aos 13 anos (16-20 jul/TNSJ)
[Esgotadas]
 
TartufoTARTUFO
Mosteiro São Bento da Vitória 10+11 Jul 2018
 
Os alunos finalistas de Teatro da Escola Superior Artística do Porto, sob a direção do encenador e pedagogo Roberto Merino, voltam a trabalhar um texto de outro nome maior do teatro clássico francês. Em 2014, jogaram O Jogo do Amor e do Acaso. Segue-se agora Tartufo, onde se joga a revelação da verdadeira identidade de um impostor e falso moralista, que desenha e executa um plano aparentemente infalível para tomar conta do património e dos afetos de uma família burguesa. Estreada em 1664, Tartufo é uma das mais cáusticas comédias de Molière, alvo da ira e da censura dos devotos religiosos de então, que se viram retratados na personagem central. Mas, afinal, quem é Tartufo? Um arrivista que apanha o elevador da religião para alcançar um ponto mais alto na escala social. Mas a sua verve e talento são irrefutáveis: Tartufo é uma das mais complexas criaturas da literatura dramática universal, ponto de confluência de perfídia e ingenuidade, ganância e desejo.
 
de Molière
tradução
Manuel João Gomes
encenação e dramaturgia
Roberto Merino
assistência de encenação
Thales Ferreira (Mobilidade Internacional)
direção de atores
Teresa Vieira
desenho de luz
Júlio Filipe Cardoso
interpretação
Ana Paula Santos,Andreia Silveira, David d’Oliveira, Filipa Pires, Guto Siqueira, Leandro Baptista, Nisa Sampaio, Paulo A. Jorge, Raquel Ferreira, Ricardo Regalado, Thales Ferreira, Tino Pinto
participação especial
Mário Moutinho, Luís Ribeiro
produção
Escola Superior Artística do Porto/CESAP
apoio
TNSJ
M/12 anos
 
A Chegada de um Comboio à CidadeA CHEGADA DE UM COMBOIO À CIDADE
Teatro Carlos Alberto 12-22 Jul 2018
 
Um clássico, dizem, é um texto que ainda não acabou de dizer o que tem a dizer. É uma espécie de conversa inacabada, como aquela que o dramaturgo e encenador Luís Mestre tem mantido com algumas obras do repertório dramático universal, de que são exemplo Agora Sou Medeia (2010) e Do Precipício Tempestuoso de Ricardo III (2013). Depois de Eurípides e de Shakespeare, Luís Mestre olha agora para Quando Nós, os Mortos, Despertarmos (1889), de Henrik Ibsen. A Chegada de um Comboio à Cidade apropria-se desta obra do dramaturgo norueguês, mas estamos perante uma apropriação livre, longe dos fiordes e dos parques com árvores antigas e frondosas que emolduram o drama de Ibsen. A Chegada de um Comboio à Cidade acontece numa cidade vertical e tecnológica, no interior de um arranha-céus frio e autossuficiente, lugar de onde se avista “a opressão, o apagamento e o tédio profundo provocados pela sociedade de produção e multitasking”. Para Luís Mestre, o diálogo com os clássicos não é um diálogo cerimonioso com os mortos, mas uma conversa viva com todos aqueles que ainda não acabaram de dizer o que têm a dizer.
 
texto e encenação
Luís Mestre
cenografia
Ana Gormicho
desenho de luz
Joana Oliveira
figurinos
Teatro Nova Europa
produção executiva
Patrícia Vale
interpretação
Ana Moreira, Sílvia Santos, Tânia Dinis e Luís Mestre
coprodução
Teatro Nova Europa, TNSJ
apoio
Teatro Íntimo
M/14 anos
 
TerritórioTERRITÓRIO
Mosteiro São Bento da Vitória 12-22 Jul 2018
 
Território é um programa-piloto que desenvolve, em parceria com escolas de dança existentes no país, um projeto de preparação que permita a um conjunto de doze alunos, entre os 14 e os 17 anos de idade, usufruírem de um ambiente profissional, nas suas vertentes técnica e criativa. Filipe Portugal, ex-bailarino da Companhia Nacional de Bailado, e o coreógrafo inglês Douglas Lee são os primeiros convidados a conduzirem os futuros bailarinos profissionais na apresentação do seu talento em formato de espetáculo. Território tem um primeiro período de trabalho entre abril e maio, e um mais prolongado de criação durante o mês de julho. Segue-se a estreia no Teatro Camões, em Lisboa, e circulação posterior nas cidades das escolas envolvidas. No final da digressão, Território chega à cidade do Porto, onde será apresentado no claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória.
 
coreografias
Douglas Lee, Filipe Portugal
produção
Companhia Nacional de Bailado/Estúdios Victor Córdon
estreia
20Jul2018 Teatro Camões (Lisboa)
Mais informações em www.tnsj.pt, através da
linha verde 800-10-8675 ou junto
do departamento de Relações Públicas 223 401 951

 

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LuluLulu
Teatro Municipal Joaquim Benite (Almada)5--6 Jul 2018 
TNSJ
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TeCA
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T 22 340 19 00 · F 22 339 50 69
MSBV
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T 22 340 19 00 · F 22 339 30 39
Governo de Portugal, União dos Teatros da Europa, ANA
 


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Visita o Musikes!
Grandes Músicas… Grandes Épocas!...
publicado por Musikes às 09:39 link do post
02 de Abril de 2018

Olá! Caro leitor.

A divulgar mais uma iniciativa cultural.

 

Experiências enriquecedoras partilham-se!

Aqui umas tantas peças de teatro, certamente memoráveis, a não perder!

 

Teatro Nacional São João - TNSJ

Abril de 2018

 

Renata Portas regressa à programação do TNSJ com A Minha Existência Involuntária na Terra.

 

O título foi desviado da autobiografia do dramaturgo italiano Luigi Pirandello, título que sinaliza um pessimismo que é a um tempo gesto de resiliência e de invenção feroz. Mas não nos desenganemos: A Minha Existência Involuntária na Terra não se inscreve na corrente do teatro documental ou biográfico, nem é tão-pouco uma construção feita a partir de uma matriz exclusivamente pirandelliana. Faz-se, sim, em diálogo ou confronto com textos de outros autores, como Robert Musil ou Cesare Pavese. Um fórum de discussão que transporta dentro de si a ambição vital de construir um “teatro-ensaio”, “um teatro que interrogue, tudo: o gesto teatral, a convenção, o dia a que chamamos Hoje". 

 

a partir de textos de Luigi Pirandello, Walter Benjamin, Cesare Pavese, Renata Portas, Robert Musil, Philip K. Dick, entre outros tradução dos textos de Pirandello Cláudia Coimbra 

 

Encenação, dramaturgia e cenografia: Renata Portas

Sonoplastia e composição: Pedro Sousa figurinos Jordann Santos adereços Inês Mota

Desenho: de luz Diogo Mendes

Produção executiva: Mafalda Garcia

Interpretação: Jaime Monsanto, João Tarrafa, Pedro Manana e Carlos Dias (desenho em cena) coprodução

Público Reservado, TNSJ dur. aprox. 2:30 M/16 anos 

 

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Oficina Criativa 

Ivone, Princesa de Borgonha 

15 abril | dom 16:00 

 

Uma vez por mês, aos domingos à tarde, e enquanto os pais assistem ao espetáculo, realizam-se atividades lúdicas e pedagógicas em que se exploram as possibilidades expressivas da criança, estimulando a sua criatividade. É um espaço de aprendizagem e desenvolvimento, onde o jogo assume um especial destaque e que toma por base e inspiração o espetáculo em cena no TNSJ. Improvisação, expressão corporal e realização plástica são ingredientes comuns a todas as oficinas criativas. 

 

orientação: Maria de La Salette Moreira 

destinatários: Crianças entre 6 e 12 anos inscrição € 2,50 

 

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Meio da Noite e Olga Roriz passeará por ele nesta masterclass.

Mas a coreógrafa visitará outros autores e outras obras, partilhando connosco o seu idiossincrático processo de criação. Um percurso que se fará por dentro e por fora do pensamento, sempre com os intérpretes e os afetos – “a mais secreta intimidade” – no centro das operações. 

destinatários: público em geral, maiores de 12 anos n.o de participantes 50 (máximo) 

 

Mais informações em…

 

Linha verde 800-10-8675 ou junto
do departamento de Relações Públicas 223 401 951 

 

Visita o teu Musikes

Grandes músicas… Grandes épocas!..

publicado por Musikes às 12:46 link do post
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