Em cada um reside a fonte da partilha, e seja ela um dom ou não, deixa-me semear no teu ser o prazer da Música. Ela tem inspirado o Homem no revelar o seu pensamento, o interpretar e sentir o Universo ao longo de milénios. Bem vindo!
03 de Julho de 2019

 

Teatro Nacional São João4-6 Jul 2019
 
A sinergia entre música e luz está na base de Lux-Lucis , o espetáculo em estreia do Drumming – Grupo de Percussão, com criação e direção artística de Miquel Bernat.
 
Considerando a luz nas suas múltiplas vertentes, do fenómeno físico à modelação do espaço, passando pela sua centralidade em certos períodos da história da arte, Lux-Lucis releva a essência da luz como energia. Fundamental na visão, cujo sentido (com o da audição) nos permite uma relação próxima com o mundo exterior e a natureza, a luz é um instrumento-chave para a nossa descodificação do mundo. Assumida assim como o primeiro elemento criativo, em Lux-Lucis a luz é moldada como poesia do espaço e intimamente fundida com a música em peças de intensa e lúdica componente performativa (para quarteto de lâmpadas ou fósforos amplificados, por exemplo), de Kate Neal, Mátyás Wettl, Juliana Hodkinson, David del Puerto e Igor C. Silva. Através da contagiante sinestesia de interativas coreografias de luz e som, Lux-Lucis pretende iluminar “o nosso entendimento do fenómeno musical acústico e do mundo”.
 
criação e direção artística: Miquel Bernat 
obras de Kate Neal, Mátyás Wettl, Juliana Hodkinson, David del Puerto, Igor C. Silva 
interpretação: Pedro Góis, João Miguel Braga Simões, Saulo Giovannini, Miguel Moreira, Miquel Bernat 
desenho de som: Süse Ribeiro 
desenho de Luz: Emanuel Pereira 
operação de som: Joel Azevedo 
assistência de operação de som
José Afonso 
coprodução: Drumming – Grupo de Percussão, TNSJ 
dur. aprox. 1:30 
M/6 anos
 
MUSIKES!
 
 
Mosteiro São Bento da Vitória 5-7 Jul 2019
 
Novas falas, novas cenas, novos atos – no primeiro fim de semana de julho, são dados a ver pela primeira vez as peças e os guiões finais produzidos pela primeira turma da pós-graduação em Dramaturgia e Argumento da ESMAE, curso de que a RTP e o TNSJ são parceiros.
 
Os trabalhos são mostrados nas suas versões levantadas: postos de pé, com pistas de interpretação e encenação, dadas por atores e encenadores chamados pelo TNSJ. Os autores exploraram inúmeros temas, que verteram em vários formatos, até escolherem o material e a forma a desenvolver nos seus trabalhos. Foram desenvolvidos textos para teatro, rádio, cinema, TV, e até redes digitais. O resultado é um todo maior do que a soma das peças. Os textos foram escritos individualmente, mas lidos e analisados em grupo. Os alunos partilharam as suas ideias com outros dramaturgos, encenadores e realizadores. A expectativa é que agora sejam completados pelos espectadores, a quem, no fim das contas, se destinam. Esta dramaturgia é pública.
 
direção artística: Nuno M Cardoso 
textos inéditos de: Ana da Cunha, Beatriz Brígida Melo, Belmiro Ribeiro, Carina Ferrão, Filipe Gouveia, Flora Miranda, Frederica Nunes de Pinho, Maria Pinto 
interpretação: Catarina Lacerda, Daniela Marques, Emílio Gomes, Francisca Ribeiro, Maria Luís Cardoso, Maria Quintelas, João Lourenço, Paulo Freixinho, Rita Reis, Teresa Queirós 
e os alunos da ESMAE: Alexandra Moreira, Amparo de Dios, Carla Almeida, Carlos Correia, Cecília Ferreira, Diogo Campos, Filipe Ferreira, Flora Miranda, Inês Fonseca, João Castro Gomes, Lisa Reis, Mafalda Covas, Pedro Barros, Rafael Ferreira, Tiago Ribeiro, Tomás Bravo 
organização ESMAE, TNSJ 
dur. aprox 2:30 com intervalo 
M/12 anos
 
 
Teatro Carlos Alberto 11-21 Jul 2019
 
Em Bonecas , espetáculo em estreia, Ana Luena parte de um conto inédito de Afonso Cruz e da “brutalidade bela” da pintura de Paula Rego para escrever uma dramaturgia em torno das noções de território, identidade e memória.
 
Explorando o retrato e processos de desterritorialização por desvinculação, a encenadora integra no espetáculo a experiência partilhada com um grupo de raparigas de um centro de acolhimento temporário e um grupo de mulheres vítimas de violência doméstica de uma casa abrigo.  Como num tableau vivant, as personagens de Bonecas expressam-se em relações dicotómicas de vulnerabilidade e força e numa inversão de papéis onde submissão e dominação se confundem. Cruzando exercícios de improvisação, criação de cenas, desenho de personagens, técnicas de role-play com fotografia, cria-se uma “cartografia de multiplicidades” que o teatro e a fotografia oferecem. Bonecastrabalha assim possibilidades de reconstrução identitária, de reconhecimento e de pertença.
 
direção artística: Ana Luena, José Miguel Soares 
texto cénico e encenação: Ana Luena 
a partir de um conto de Afonso Cruz 
e do universo de Paula Rego 
música original: Zé Peps 
desenho de luz: Pedro Correia
caracterização: Chissangue Afonso 
fotografia, vídeo e comunicação: José Miguel Soares 
interpretação: Mariana Magalhães, Matilde Magalhães, Nádia Yracema, Susana Sá 
coprodução: Malvada Associação Artística, São Luiz Teatro Municipal, Câmara Municipal de Évora, TNSJ 
apoio: Montepio Geral - Associação Mutualista, Fundação GDA 
dur. aprox. 1:15
M/14 anos - Língua Gestual Portuguesa 
14 jul dom 16:00

Toda a programação!


Segue o Musikes em…
Facebook  Twitter  Padlet
publicado por Musikes às 16:26 link do post
03 de Maio de 2019

Aqui algumas sugestões, entre muitas mais, para ir ao teatro neste mês de Maio.

 

MUSIKES!

Grandes Músicas… Grandes Épocas!...

 

 

Elmano Sancho evoca a conflituosa reviravolta de expectativas em torno do seu nascimento para levantar o véu de Damas da Noite: os pais esperavam uma menina, de nome já destinado, Cleópatra, mas nasceu um menino. O encenador pretende assim dar vida a esse outro desejado de si mesmo, uma espécie de duplo que existe numa realidade paralela que Damas da Noite encena.

 

Para erguer essa figura ficcionada, Elmano Sancho imergiu no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. São “flores que abrem de noite”. Através dessa interpretação paradoxal da diferença, Damas da Noite explora a presença ou ausência de fronteiras entre realidade e ficção, ator e personagem, homem e mulher, teatro e performance, tragédia e comédia, original e cópia, interior e exterior, dia e noite. Nesse jogo de relações, aposta-se a identidade como matéria fluida, “rimbaudiana”, revelando o outro que somos, o estrangeiro que albergamos.

 

 

Em 1900, Tchékhov escreveu As Três Irmãs, metáfora da crise do diálogo, da ação e do sonho, num tempo às portas da revolução que intuiu. Em Tchékhov é um Cogumelo, o encenador brasileiro André Guerreiro Lopes faz dela uma síntese poética e política onde ecoa o presente do seu país. Três atrizes de gerações distintas trazem excertos da peça de Tchékhov para um espaço-tempo feito de elementos de texto, música, dança e recursos audiovisuais.

 

Este “cogumelo” multimédia remete para o transe do tempo cénico. Para ele contribui André Guerreiro Lopes ao meditar na boca de cena, sendo a sua atividade cerebral transformada em impulsos elétricos que acionam uma instalação visual e sonora. Neste jogo imiscui-se uma entrevista de 1995 ao diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, feita pelo próprio encenador ainda jovem, sobre a montagem abortada de As Três Irmãs em 1972, em plena ditadura brasileira. Esse sonho de criação e memória de resistência elevam Tchékhov é um Cogumelo a um horizonte de esperança.

 

Toda a programação!

 

 

Segue o Musikes em...

Facebook  Twitter  Padlet

publicado por Musikes às 10:47 link do post
04 de Março de 2019

Teatro Nacional São João 
 
7 de março é o primeiro dia do resto da vida do Teatro São João. Apagamos as velas dos 99 anos, acendemos as luzes dos 100 anos do edifício projetado por Marques da Silva. Assinalamos o dia de fora para dentro, do barulho da cidade para o silêncio do palco. Pela manhã, espalhamos palavras e imagens vídeo pelas praças da Batalha e dos Leões e pelo largo da estação da Trindade, como se lançássemos uma mensagem digital numa garrafa. Às 18:30, desvendamos o essencial do Programa dos 100 Anos: espetáculos, projetos, obra. Segue-se Das Tripas, Coração, uma visita guiada às entranhas do edifício conduzida por uma trupe de 24 atores, coro fantasmático às voltas com a memória cénica do TNSJ. A visita termina no palco, o coração do edifício, a nossa razão de ser, ainda e sempre. Quantos fantasmas vivem num teatro quase centenário? E quantos futuros saem de dentro dele?
 
Grandes Músicas… Grandes Épocas!
 
Aqui alguns destaques em Março.
 
Teatro Carlos Alberto 8-17 Mar 2019
 
Foi uma das grandes surpresas de 2018 e regressa para uma curta temporada de apresentações. Ter Razão foi um encontro improvável que redundou numa descoberta feliz, onde duas companhias aparentemente inconciliáveis, o Ensemble – Sociedade de Actores e o Teatro da Palmilha Dentada, partilharam riscos e risos. O teatro também pode ser isto, um lugar de encontros e de humores inesperados entre artistas de distintas gerações e formações, deixando-se contaminar por modos de fazer diferentes. Ter Razão é uma provocação, um divertimento sério sobre as pessoas e o seu quotidiano. Num palco que é uma cidade, onde uma mesa com rodas pode ser um carro e uma campainha de receção pode ser uma buzina, andamos às voltas com problemas de estacionamento, engarrafamentos monumentais e pessoas que se travam alegremente de razões. O dramaturgo e encenador Ricardo Alves conta-nos uma mesma história, neurótica e repetitiva, que se desdobra em diferentes pontos de vista. Quem tem razão? Quem não consegue deixar de ter razão?
 
 
Mosteiro São Bento da Vitória 21-23 Mar 2019
 
Olo é um solo sem “s” ou, melhor ainda, Um Solo Sobre um Solo. Nasceu da demorada convivência de Igor Gandra com uma marioneta num espaço vazio, o registo feito espetáculo do que se descobriu e inventou durante esse processo de escuta, de partilha. E de autoquestionamento: “Será que é possível representar o que acontece quando nos fechamos sozinhos numa sala de ensaios com o objetivo de criar uma coisa nova?” Ou, dito de um outro modo, mais inquietante ainda: “Estaremos realmente sozinhos quando estamos em cena a solo?” Olo também pode ser o nome do homenzinho que observamos em cena, como quem observa uma criança estranha que brinca com tudo e com nada. O uno e o múltiplo, mostrar e esconder, conter e ser contido, contar e ser contado são ideias em circulação nesta criação do Teatro de Ferro, onde se adivinham ressonâncias de universos tão distintos como os de Jorge Luis Borges, Andrei Tarkovski, Ágota Kristóf ou Heiner Müller.


Teatro Nacional São João 27 Mar-14 Abr 2019
 
É um herdeiro direto da “grega inquietação”, legado que reconhece e subverte. Martin Crimp é um dos grandes dramaturgos contemporâneos. Em O Resto Já Devem Conhecer do Cinema (2013), regressa às páginas de As Fenícias, de Eurípides, projetando-as contra o pano de fundo de uma pergunta insidiosa: “Sim, como podem os mortos viver agora?” Vivem ainda Jocasta, Édipo, Antígona, Creonte, Etéocles, Polinices, os enigmas da Esfinge, o coro de raparigas fenícias, a guerra, a honra, a justiça, o caos, o sangue. Mas o agora de Crimp é o agora mesmo, a barbárie do nosso quotidiano, a Europa, “cidade” dividida, decadente e sob ameaça, como Tebas. Os encenadores Nuno Carinhas e Fernando Mora Ramos reeditam a parceria testada em O Fim das Possibilidades, de Sarrazac (2015). Um monstro com quatro mãos e duas cabeças, capaz de afrontar e revolver as entranhas deste teatro político, lúdico, musical. Um teatro que muito duvida e que muito pergunta. “Que filme é esse que continuamente projetas no cinema deserto da minha cabeça?”

Conhece toda a programação!


Segue o Musikes no...
publicado por Musikes às 19:25 link do post
subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
comentários recentes
Ola! ☺️Saudações Musikes! 🤗Claro que me lembro! Co...
Olá Pedro,Como estás? Eu sou a Alda, a colega que ...
è Natal, é Natal....As mais belas canções de Natal...
Quando estou triste, paro e medito...Quando estou ...
A música é, sem dúvida, o alimento da alma... das ...
blogs SAPO